Notícias da Arquidiocese

Ele ocupa a maior parte do Ano litúrgico, tem 34 semanas e é identificado pela cor verde, que simboliza a esperança.

O tempo Comum ocupa a maior parte do Ano litúrgico, tem 34 semanas e é identificado pela cor verde, que simboliza a esperança. Nesse período os mistérios de Cristo são celebrados na sua plenitude, portanto ele não é um tempo mais fraco ou mais forte, pois isso não existe, afinal continuamos festejando a Páscoa de Jesus.

Esse tempo é dividido em duas etapas, a primeira começa depois do Natal e segue até a Quaresma e a segunda vai do final do Tempo da Páscoa até o Tempo do Advento. Nesses dois períodos acontecem as festas das comunidades, seus padroeiros e outras solenidades.

É tempo de vivenciar e experimentar o Cristo na vida cotidiana da Igreja e no mundo.

Segundo o Frei José Moacyr Cadenassi (OFMCap) em artigo escrito para a Revista Vitória, “o Tempo Comum pode ser considerado uma novidade na reforma pós-conciliar (Vaticano II)”. Segundo ele, “antes, os domingos que compõe esse período eram chamados de ‘domingos depois da epifania’ e ‘domingos depois de pentecostes’”.

Ao considerarmos os ciclos dominicais dos anos A, B e C, Candenassi explica que enquanto liturgia da Palavra existe uma “certa unidade do Tempo Comum”, porém “os dias da semana (segunda-feira à sábado) são chamados de dias feriais, e levam a denominação do domingo, de forma ordinal e progressiva (por ex.: 5º Domingo – 5ª Semana), contando do 2º domingo até o 34º. Neste último celebra-se a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. A 1ª semana tem início com o Domingo do Batismo do Senhor, ao mesmo tempo que este Domingo é a conclusão do tempo do Natal.”

O tempo comum é um período que nos é dado pela Igreja para celebrarmos os mistérios nos acontecimentos e nas pequenas e grandes coisas da vida. Ele nos ajuda a interpretar os dias como dias de bênção e salvação, pois o Senhor se coloca nas nossas vidas e nos mostra a sua fidelidade, se fazendo Páscoa em todos os nossos dias.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Arquidiocese de Vitória irá realizar o Dia Nacional da Juventude, no dia 25 de outubro de

A Comissão Pastoral para a Juventude da Arquidiocese de Vitória irá realizar o Dia Nacional da Juventude, no dia 25 de outubro. Com o tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e o lema “Ouviu e juntos com eles caminhou” (Lc 24 – 15,17), o DNJ 2020 quer refletir sobre a vida da juventude que é o maior dom de Deus. Nessa perspectiva, os autores dos encontros querem colocar a VIDA como a obra mais perfeita que Deus criou. Porque Deus é jovem e faz novas todas as coisas.

Neste ano, mesmo que de forma diferente, a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB exorta os jovens de todo o Brasil a testemunharem sua fé em Cristo com este evento. A live da DNJ na Arquidiocese de Vitória acontecerá no dia 25 de outubro (domingo) pelo canal do youtube da arquidiocese, a partir das 18h com a celebração eucarística direto da Catedral Metropolitana de Vitória e logo após haverá show com interatividade organizado pelas expressões juvenis.

“Todos os anos somos chamados a celebrar o Dia Nacional da juventude, o DNJ. A live será uma grande oportunidade de interação dos jovens”, destaca padre Sandro, coordenador da Comissão para Juventude.

A pandemia do novo coronavírus, apesar de impossibilitar eventos presenciais que sempre reúnem centenas ou até mesmo milhares de jovens nas dioceses de todo o país, trouxe também uma nova concepção para o tema do DNJ desde ano: o valor inegociável da Vida, tê-la como a obra mais perfeita que Deus criou e que somos responsáveis uns pelos outros, porque estamos “no mesmo barco, todos frágeis e desorientados, mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento”, como salientou o Papa Francisco na homilia da Bênção Urbi et Orbi do dia 27 de março de 2020.

O QUE É O DNJ?

O Dia Nacional da Juventude surgiu em 1985 (Ano Internacional da Juventude, ONU) como uma atividade permanente da CNBB que é realizada nas dioceses de todo o país. Com total apoio dos pastores de nossa Igreja, o DNJ quer celebrar a vida dos jovens de forma alegre, descontraída e comprometida com a realidade social em que vivem, tendo como base a Pessoa e a Mensagem de Jesus Cristo.

Para celebrar a unidade e a vida de todas as juventudes diocesanas, a cada ano, o DNJ propõe a discussão e reflexão sobre algo relacionado à vida da juventude, sempre com temas e lemas que dão sequência às reflexões iniciadas com a Campanha da Fraternidade, e que nortearam as atividades permanentes da Comissão para a Juventude da CNBB.

Na próxima quarta-feira, dia 30, será realizada a Assembleia Formativa Anual da Conferência dos Religiosos do Regional Vitória, sobre o tema: “Promover Relações Humanizadoras

Na próxima quarta-feira, dia 30, será realizada a Assembleia Formativa Anual da Conferência dos Religiosos do Regional Vitória, sobre o tema: “Promover Relações Humanizadoras e atenção diferenciada a cada geração da Vida Religiosa Consagrada”. A formação será realizada pelo canal do youtube da Arquidiocese de Vitória.

Para abordar a temática central do encontro, foram convidados os padres: Pe Antonio Tatagiba Vimercat e Pe Nivaldo Luiz Pessinatti – CRB Nacional. A participação das Congregações é de significativa importância para a caminhada da Vida Religiosa Consagrada da Regional ES. De acordo com Ir Anete Affonso Motta, IMC, coordenadora da CRB Regional Vitória a Vida Religiosa Consagrada não parou. “Mudamos nosso ritmo e o jeito de fazer as coisas, continuamos nossa missão dentro de nossas possibilidades, mas ainda precisamos ter os cuidados necessários”, destaca.

O que é CRB?

CRB – Conferência dos Religiosos do Brasil é um organismo que congrega todos os Institutos Religiosos e todas as Sociedades de Vida Apostólica, ligados à Igreja Católica presentes no Brasil, com sede em Brasília-DF, é composta por uma presidente e uma coordenação.

A Conferência dos Religiosos do Brasil- Regional Vitória (CRB-ES) é uma das 21 Regionais existentes da Conferência Nacional (Brasília-DF), que compreende as quatro dioceses do estado do Espírito Santo. Com uma Coordenação eleita em assembleia trienal composta por representantes das Congregações, podendo ser reeleita por mais um triênio. E em cada diocese temos uma coordenação, que chamamos de Núcleo, exemplo: Núcleo de Vitória, Núcleo Colatina, Núcleo Cachoeiro de Itapemirim e Núcleo São Mateus.

Mais informações:

Praça Getúlio Vargas, 35 – Ed.Jusmar – Sala 811

Centro – Vitória/ES – Cep 29010-350

Telefax: (27) 3322.4168

E-mail: [email protected]

Após seis meses de suspensão, devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19, o Espírito Santo está caminhando para a retomada das atividades presenciais

Após seis meses de suspensão, devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19, o Espírito Santo está caminhando para a retomada das atividades presenciais nas escolas a partir do próximo mês. De acordo com o governo estadual a diminuição dos indicadores da doença entre os capixabas, apontam na direção do retorno da educação infantil e do ensino médio. Apesar disso as famílias ainda não têm um consenso sobre esse assunto.

A pesquisa mais recente feita com os pais de alunos das escolas particulares no Espírito Santo aponta que 58,4% dos responsáveis são a favor desse retorno presencial e apoiam a opção de as famílias escolherem se levam ou não os filhos ao ambiente escolar. O estudo encerrado na última semana foi realizado pelo Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Estado (Sinepe-ES) e teve 8.970 respostas em relação a esse item.

De acordo com o vice-presidente do Sinepe, Eduardo Monteiro, a pesquisa também mostra que na educação infantil existe um desejo maior pelo retorno: 43,77% das respostas são a favor da retomada presencial nas escolas e ele explica que essa necessidade passa por vários interesses.

“Tem o do auxílio para que o pai possa trabalhar; tem as famílias que estão agoniadas porque os filhos já estão em um momento de estafa e um cansaço que tem gerado um prejuízo para a saúde mental; tem as famílias que entendem que o beneficio do ensino presencial compensa qualquer possibilidade de riscos e obviamente tem as famílias que por obrigação precisam se cuidar por conta de uma comorbidade. E isso é importante, vamos respeitar todas as famílias que não puderem e vamos atender com ensino remoto para todos eles”.

É o caso de Flavia Aquino que tem 3 filhos: Thaíssa, Luana e Lorenzo com 17, 9 e 7 anos respectivamente. Os dois mais novos estudam no Colégio Marista Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha. Ela conta que entende que as crianças precisam voltar para escola pois o ambiente familiar está desgastado, estressado e sob pressão. Ela também considera que foram transferidas para os pais, responsabilidades da instituição de ensino e na sua casa a rotina é muito difícil, pois são três.

“Tivemos que adaptar estrutura de estudo para os três e às vezes não conseguimos dar conta de reunir o material das atividades extras, tipo as maquetes, acompanhar os deveres, atividades avaliativas, provas. E ainda, trabalharmos. As crianças ficam desatentas, não conseguem se concentrar e reclamam que não estão ‘aprendendo nada’, ficam inseguras com as provas. Tem sido muito difícil ter que dar conta de casa, trabalho e três crianças em home-office. Os professores perdem a paciência durante a aula e demonstram estarem esgotados também. Entendo que a qualidade do ensino está muito prejudicada e por esses motivos, as aulas presenciais precisam voltar. Para manutenção do ambiente harmônico na família e para saúde e sanidade mental das crianças”.

Por outro lado, muitas famílias ainda se sentem receosas de mandarem as crianças para o ambiente escolar. De acordo com a irmã Rita Cola, diretora geral do Colégio Agostiniano, em Vitória, há cerca de um mês e meio eles realizaram uma pesquisa com os pais dos alunos matriculados na instituição e mais de 80% afirmaram que não querem o retorno das aulas presenciais. No colégio diante de toda essa situação eles tiveram uma perda de 10% de alunos matriculados e os que estão na escola receberam descontos nas mensalidades para continuar, pois muitos pais perderam o emprego.

“Muitos pediram transferência porque não aguentam pagar, mas também tem os que não estão dando conta, pois não tem gente para acompanhar o aluno dentro da aula em casa. E nestes casos não adianta a gente dar desconto ou ficar sem desconto, as famílias as vezes não tem os recursos necessários para as aulas. Mas se a volta acontecer estamos preparando o espaço e nós vamos dar aula para chegar à casa dos alunos que não querem vir e os que quiserem vir serão atendidos na escola. Esta também é uma forma de ajudar”.

O pedagogo e supervisor escolar Adriano Fiorese é pai de Isabelle de 12 anos e André de 8 anos que estudam no Agostiniano. Ele é contra o retorno presencial das crianças neste momento e não pretende mandar os filhos para a escola enquanto não houver segurança. Na opinião dele isso necessita de uma avaliação criteriosa por parte dos profissionais da saúde e da educação, pois existem riscos.

“Apesar da curva de crescimento de contágio e de mortes pela Covid-19 terem diminuído bastante e também dos protocolos rígidos já definidos que devem ser adotados pelas escolas no retorno as aulas, acho que ainda é cedo para que crianças e adolescentes até 14 anos compartilhem o ambiente escolar, pois como sabemos esse público quando está em grupo fica muito próximo. E o número de novas infecções e de mortes pela doença aqui no Espírito Santo pode aumentar e muitas crianças ou adolescentes moram ou tem contato com idosos e pessoas que tem comorbidade”.  

O governo do estado está adotando a estratégia do maior para o menor de retorno presencial. Já começou neste mês com a retomada das aulas presenciais nas instituições de ensino superior. E a partir de outubro existe a expectativa que haja a permissão de volta gradativa para o ensino básico: do infantil ao ensino médio respeitando as medidas de segurança como uso de máscara, distanciamento social e higienização das mãos.   

Com a flexibilização da pandemia de Covid-19 casamentos já são permitidos nas Igrejas Capixabas.

O casamento é a festa do sim. É o momento tão aguardado em que um casal confirma a vontade de estabelecer um vínculo duradouro para a vida toda. Muito tem se falado sobre como agir em casamentos nos tempos de pandemia de COVID-19.

A pandemia do novo coronavírus forçou a diversas mudanças, inclusive em celebrações de casamentos. Durante a quarentena mais rígida, as cerimônias foram impossibilitadas de acontecer. Mas, agora, com a flexibilização, algumas já começam acontecer.

O coordenador do Departamento Pastoral da Arquidiocese de Vitória e Cura da Catedral de Vitória, padre Renato Criste Covre, informou que o sacramento do matrimonio já começa a ser realizado “é possível a realização, desde que os noivos concordem com as condições sanitárias, inclusive com a capacidade máxima de 240 convidados no templo da Catedral de Vitória e o uso de máscaras de todos os convidados, inclusive os noivos”, explica.

Para que o casamento aconteça é necessária uma preparação que se antecipa a celebração religiosa. Por muitos anos e até hoje em a algumas paróquias acontece os encontros de noivos, que são encontros de finais de semana com os noivos que querem se casar. Algum tempo na Catedral de Vitória esses encontros já estavam acontecendo de forma personalizada conforme pedido do Papa Francisco em sua Encíclica Amoris Laetitia.

“Na Catedral já havíamos adotado a mais tempo a metodologia de acompanhamento personalizado, que é uma recomendação da Arquidiocese de Vitória, consolidado com o Papa Francisco que usa a expressão de um processo catecumenal, que em outras palavras é acompanhamento personalizado. Cada casal está no processo da vida diferente, tem níveis de maturidade diferentes, tanto do aspecto humano como do aspecto espiritual. Essa metodologia, ela veio ao encontro com a necessidade do momento, porque a gente não depende mais, da realização dos encontros de um final de semana onde reunia todos os noivos e realizava-se palestras. Agora com o acompanhamento personalizado atendemos as necessidades particulares. A pandemia veio reforçar ou dizer que estávamos no caminho certo. Isso seria um processo inevitável, a vida das pessoas, a rotina está mudando muito rapidamente”, comenta Padre Renato Criste.

De modo geral, para a celebração do casamento são utilizados os mesmos critérios para a participação das missas. Manter o distanciamento social, fazer o uso de máscara e de álcool em gel. O número de convidados precisa ser restrito, respeitando o número de pessoas que o templo comporta pois esse pode variar de uma Igreja para outra.

Leia a Encíclica Amoris Laetitia do Papa Francisco.

Anexos

A Fraternidade Missionários da Luz está em luto pela morte de seu fundador, Ederaldo do Carmo Oliveira, conhecido como Irmão Ederaldo da Luz.

A Fraternidade Missionários da Luz está em luto pela morte de seu fundador, Ederaldo do Carmo Oliveira, conhecido como Irmão Ederaldo da Luz. O falecimento ocorreu neste domingo, dia 13, em decorrência de um acidente que sofreu há dois meses. O velório aconteceu na sede da Fraternidade no bairro São Geraldo, em Cariacica. A celebração das exéquias foi presidida pelo Assessor Eclesiástico para as Novas Comunidades, Pe Hadeleon Santana, na segunda-feira, pela manhã a pedido do Arcebispo Metropolitano, Dom Dario Campos. O sepultamento ocorreu na cidade de Bom Jesus do Itabapoana – RJ, cidade onde reside familiares do fundador. 

A Arquidiocese de Vitória se solidariza com a Fraternidade Missionários da Luz e seus familiares.Em preces, supliquemos a Deus que, em sua infinita misericórdia, acolha Irmão Ederaldo, concedendo-lhe o descanso.“Peçamos ao Senhor Jesus Cristo, Pastor de todos nós, que o receba para a vida plena e feliz, na eternidade!”

Nesta terça-feira (15) os padres de Vila Velha se reuniram durante a manhã na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Coqueiral de Itaparica e

Aos poucos os padres das áreas pastorais das Arquidiocese de Vitória estão retomando os encontros presenciais que avaliam os trabalhos realizados nas paróquias mesmo durante a pandemia. Nesta terça-feira (15) os padres de Vila Velha se reuniram durante a manhã na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Coqueiral de Itaparica e os padres da área Cariacica/Viana estiveram juntos no período da tarde no Santuário do Bom Pastor, em Campo Grande.

O Vigário Geral da Arquidiocese, padre Jorge Campos, tem acompanhado de perto esses encontros e participou das duas reuniões desta semana. Ele destaca que desde o início da pandemia as reuniões estavam acontecendo de forma online e agora existe a necessidade de retomarem gradualmente as atividades respeitando as normas para controlar a transmissão da Covid-19.

“Essas reuniões dos padres das áreas pastorais são importantes, pois nesses encontros são apresentados e debatidos os temas que englobam todo o território da área. Os padres partilham as experiências, planejam as ações, avaliam a caminhada e acima de tudo é um momento de confraternização, encontro e proximidade. Como ficamos muito tempo afastados sem podermos nos encontrar a gente sente a necessidade de estar mais próximo do colega, mesmo respeitando essas normas que ainda existem de distanciamento. O fato de estar com irmão e olhar no olho isso aí já é muito importante para nossa saúde mental”.

A área Cariacica/Viana contempla 18 paróquias e possui cerca de 25 padres sendo 18 párocos, 4 vigários e outros religiosos. Segundo o coordenador da área, padre Carlos Conceição, o grupo já realizou uma reunião presencial ao final do mês de julho para definir sobre a abertura gradativa dos templos para missas e celebrações. Esse foi o segundo encontro em que a maioria dos padres estiveram presentes: “nossa reunião foi muito boa! A gente sente o desejo muito grande dos leigos de ir retomando as atividades pastorais. É claro tudo de forma muito gradual com distanciamento físico e uso de máscaras”, relata.

Com o comparecimento de 17 párocos e 4 vigários, os padres da área Vila Velha realizaram sua primeira reunião presencial, desde o início da pandemia. Padre Abel de Andrade, coordenador da área, afirma que houve uma mudança no calendário e com isso não é possível prever uma periodicidade para os próximos encontros.  

Já na área Serra/Fundão foram realizadas 3 reuniões presenciais nos últimos meses. Segundo padre Jones Teixeira, seguindo os protocolos cumprindo o distanciamento e uso do álcool em gel, a retomada oficial aconteceu no início do mês de agosto e a reunião mais recente foi realizada na semana passada na paróquia São José, em Fundão. Os encontros acontecem a cada primeira sexta-feira do mês e a média de participação é de 20 padres da área.

“Quando foi possível o encontro pessoal claro que é muito melhor. Porque a gente não só discute os temas que são pertinentes para nossa pastoral, para nossa Igreja. Mas o fato de a gente poder estar junto também faz parte da espiritualidade do padre com essa cordialidade pastoral e comunhão entre os presbíteros. Nós podemos rezar juntos, nos ver, escutar. E as brincadeiras também, são coisas que nos distraem e a gente se alegra com o outro padre. Sem dúvida nenhuma é muito importante para nós as reuniões presenciais”.    

A área Benevente ainda não programou o retorno das reuniões, pois segundo o coordenador padre Robson Lemos, a maioria dos padres fazem parte do grupo de risco para a contaminação por Covid-19. Na área de Vitória, as reuniões online foram realizadas nos últimos meses e está sendo organizada a volta das reuniões presenciais, assim como na área Serrana.

Todos os anos entre os dias 15 de agosto e 29 de setembro acontece a Quaresma de São Miguel, um período de 40 dias

Todos os anos entre os dias 15 de agosto – dia da festa da Assunção de Nossa Senhora – e 29 de setembro – Solenidade dos Santos Arcanjos – acontece a Quaresma de São Miguel, um período de 40 dias de oração e penitência (excluindo os domingos), lembrado como uma época de combate. São Miguel é conhecido como o anjo poderoso, vencedor das batalhas espirituais e seu nome significa “Quem como Deus?”, mostrando a humildade diante do poder do Senhor.  

Padre Hadeleon Santana, pároco da paróquia Virgem Maria, em Itacibá, faz a quaresma de São Miguel há 21 anos, desde o seu primeiro ano do Seminário. Ele conta que a devoção ao santo surgiu ainda na Idade Média, quando São Francisco de Assis sentiu a necessidade de se penitenciar além dos fortes momentos litúrgicos de Quaresma que a Igreja proporciona: o de preparação para a Páscoa e o do advento que prepara para o Natal.   

A recomendação para vivenciar a Quaresma de São Miguel é oferecer uma penitência durante o período e preparar o ambiente de oração com uma imagem ou estampa de São Miguel Arcanjo e uma vela abençoada, simbolizando a presença de Cristo que é a luz do mundo. Padre Hadeleon conta que seu sacrifício durante a quaresma é acordar todos os dias durante a madrugada para rezar.   

“Desde que eu comecei a quaresma de São Miguel eu ofereço esse tempo de oração já como o meu tempo de sacrifício. Então eu comumente rezo a quaresma de São Miguel às 3 horas da manhã. É claro que você pode rezar ela a qualquer momento, mas para dar um sentido mais penitencial e de súplica a Deus pela minha conversão pessoal e pelas minhas intenções particulares eu costumo rezar nesse horário. 

Cada dia mais popular e disseminada entre as pessoas, o sacerdote destaca que a quaresma de São Miguel não é uma espécie de “mágica”, de oração em que alguma coisa muito grande vai acontecer. É um tempo para a conversão dos fiéis e para adquirir “a virtude da humildade para poder levar com ousadia e resiliência o tempo de combate que vivemos nessa terra”.

A jornalista Renata Rocha também é devota de São Miguel e durante a quaresma ela prepara o ambiente de oração na sala de sua casa. Entre as penitências, ela se propõe a cada dia uma atitude como não julgar as pessoas, buscar fazer uma obra de caridade e ter paciência. Ela afirma que sempre colhe muitas graças nesse tempo de oração e se sente profundamente conectada com Deus.

“Para mim a Quaresma de São Miguel é uma oração muito forte e nesse tempo de pandemia se torna um grande apoio e alimento para minha vida espiritual. Eu já deixei o meu altar com a vela e a imagem em um cantinho da minha casa e no início das noites eu faço minhas orações.  Tem sido um grande sustento para mim”.  

Além de padres, artistas católicos também participam da Quaresma de São Miguel todos os anos e fazem transmissões para que as pessoas possam acompanhar de qualquer lugar do mundo. É o caso da cantora Eliana Ribeiro que transmite pelo seu canal do Youtube os 40 dias de oração e é onde Olívia Pasolini acompanha. O momento que ela se dedica a rezar é quando a filha Rafaela de 2 anos dorme à noite.

“Viver a quaresma é muito bom porque de certa forma você fica mais orante durante os dias. Minha devoção surgiu porque eu gosto muito de anjos da guarda, sei que os anjos são nossos protetores e São Miguel Arcanjo é nosso defensor nos combates, na luta contra o mal. Então ele está conosco o tempo todo e leva nossa oração a Deus”.

Faltam pouco mais de 10 dias para que o período oficial da Quaresma de São Miguel acabe neste ano, mas padre Hadeleon reforça que ela pode ser iniciada a qualquer tempo. O devocional é muito simples e dura cerca de 10 minutos: sempre começa com o sinal da cruz e segue a seguinte ordem: oração de São Miguel; ladainha de São Miguel; reza de três pai nossos em saudação aos arcanjos: Miguel, Rafael e Gabriel e oração de consagração à São Miguel acompanhado da oração de Nossa Senhora dos Anjos.