Notícias da Arquidiocese

A oração como apostolado, missão do Apostolado da Oração.

O Apostolado de Oração é um dos Movimentos que compõem a Comissão do Laicato da Arquidiocese de Vitória. Ao término desta semana dedicada aos leigos vamos conhecer quem são, o que fazem e qual a espiritualidades deste Movimento.

O Apostolado teve sua origem no Seminário dos padres jesuítas em 1844, na França. A inspiração foi de pe. Gautrelet e obteve de imediato a adesão dos seminaristas que entenderam ser possível ajudar os evangelizadores com a oração diária. Ao grupo que assumiu esse compromisso foi dado o nome de Apostolado de oração.

Atualização

Em 2016, o Papa Francisco nomeou o pe. Frédéric Fornos, jesuíta como Diretor Internacional do Apostolado da Oração e pediu uma revisão do estatuto para atualizá-lo aos novos tempos que aprovou em 2018 constituindo o Apostolado de Oração como a Rede Mundial de Oração do Papa.

No Brasil

O primeiro grupo fundado no Brasil também foi obra dos padres jesuítas que criaram o primeiro grupo em 1867 em Recife. A partir daí os grupos se espalharam e multiplicaram pelo país e hoje são coordenados pelo Diretor Nacional, pe. Eliomar Ribeiro de Souza.

Na Arquidiocese de Vitória

O Apostolado de Oração chegou ao Espírito Santo em 1897, quando o Estado ainda era uma única diocese. Com a criação das dioceses sufragâneas e elevação da Diocese do Espírito Santo a Arquidiocese de Vitória, os grupos de Apostolado se reorganizaram e estruturaram por diocese.

O Diretor Espiritual Arquidiocesano é pe. Jones dos Santos Teixeira, que trabalha juntamente com os Coordenadores da Comissão Arquidiocesana e Vice-Coordenadores de cada uma das seis Áreas Pastorais.

Nas seis Áreas existem 168 grupo de Apostolado da Oração e mais de 7 mil membros.

Compromisso

·     Ter a oração como forma de apostolado.

·     Participar da reunião mensal que acontece no último domingo do mês ou na primeira sexta-feira, após a missa.

·     Rezar com e pelas intenções mensais do Papa.

As informações são de Cleiton Aparecido Ferreira da Silva, representante arquidiocesano do Apostolado da Oração.

Focolare em Italiano quer dizer, Lareira. Como muitos dias do ano na Itália é frio, as famílias se reúnem em volta da lareira, lugar

Em 1943, na cidade de Trento, na Itália, Chiara Lubich decidiu dedicar sua vida a Deus. Em dezembro daquele ano ela fez seu primeiro voto de consagração e esse sim, foi a semente para a fundação do Movimento dos Focolares.

Depois das nações europeias o Brasil foi o primeiro país a acolher a mensagem do movimento. A chegada dos italianos no país, com a novidade inovadora do Evangelho testemunhada encantou os brasileiros que logo abraçaram essa nova evangelização.

“Em 1958 vieram os primeiros consagrados para o Brasil, mais especificamente para o nordeste. Depois de alguns anos, chegou em SP. Em São Paulo foi observado a necessidade de um lugar onde as pessoas pudessem ficar alguns dias para beber desse ideal. Assim surgiu um lugar para encontros nacionais. Eram encontros que aconteciam com jovens de todos os lugares do Brasil. Dessa forma a comunidade foi crescendo e sendo conhecida. Aos poucos foi amadurecendo a necessidade de comunidades focolares, em vários pontos do Brasil”, nos conta Vanessa Rodrigues Fulan, consagrada do Movimento dos Focolares e tem a função de acompanhar os jovens, do Movimento Gen (Geração Nova).

Foi nessa realidade que o movimento chegou em Vitória nos anos 80. Mas o que seria os Focolares?

“A palavra Focolare vem do dialeto de Chiara, pois é tudo muito familiar, muito caseiro. Focolare em Italiano quer dizer, Lareira. Como muitos dias do ano na Itália é frio, as famílias se reúnem em volta da lareira, lugar mais quente da casa, assim Chiara que era muito didática, disse que Focolare era um lugar aconchegante, onde tem aquele amor de família, que um cuida do outro. O movimento é feito de leigos e leigos consagrados”, comenta Vanessa.

O trabalho de evangelização do Movimento dos Focolares acontece através dos encontros chamados Mariápolis. As Mariáplois seriam, para outros movimentos, os retiros de finais de semana, onde jovens, adultos se retiram para escutar a Deus através de sua palavra, partilhas e orações.

“Mariápolis é sempre um encontro muito especial, porque é para convidar a pessoa a experimentar a espiritualidade. Hoje, geralmente, é de três dias, por causa das realidades de trabalho, pois as Mariápolis nasceram na Itália, no período de férias, com trinta dias. Com a realidade da pandemia da Covid-19, as Mariápolis estão acontece on-line” explica Vanessa.

No Movimento dos Focolares podemos encontrar leigos e leigos consagrados nas suas atividades. Na arquidiocese de Vitória ajudam em diversos trabalhos e em diversas paróquias.

“As nossas atividades são bastante variadas. Temos pessoas que participam do Movimento e também estão engajados nas atividades das paróquias, mas não são todos. Por exemplo: Na Paróquia São Francisco de Assis em Jardim da Penha temos pessoas na Pastoral do Dízimo, do Batismo; na Paróquia Bom Pastor em Vila Velha, animamos a missa uma vez por mês e participamos na catequese. Existem outras atividades que são os encontros mensais que chamamos de encontro da Palavra de Vida, em que por meio da leitura do evangelho e a partilha de experiências, procura-se alimentar a vida da Palavra em nós. Esses encontros acontecem em Vila Velha, Vitória e em outras cidades do Estado. Outra atividade muito interessante é o Mapa do Bem na comunidade São Pedro, atividade social que procura atender a população carente. Os jovens atualmente estão trabalhando no projeto #Daretocare (ousar cuidar). Um projeto que visa o cuidado nas dimensões pessoais e, principalmente chegando até às instituições. Outros grupos como Humanidade Nova, Comunhão e Direito, Grupo da Saúde, Encontro para Crianças (os Gen 4) e Famílias Novas também fazem parte do Movimento”, nos relata Vanessa.

Onde encontrar os Focolares



Comunidade Focolare em Vitória

Maria Aparecida Bispo da Paz – (27) 3324 5715 / (27) 98153-4000

                                                                                                      

Rua Amélia Tartuce Nasser, 344/202, Ed. Lorenzo, Jd. da Penha, Vitória/ES

[email protected]

Canal no Youtube:

Focolare Vitória – https://www.focolare.org/  

Humanidade Nova

Dajuda/Vidal (99978-1254/99942-2683)

Comunhão e Direito

Encontros mensais – Alvimar – (27) 99943-5045

Grupo da Saúde

Anselmo (27) 99903-4682

Crianças (Gen 4)

Todo 1˚ sábado do mês 

Vitor – (27) 99728-1599

Wanessa – (27) 99985-0970

Casais (Famílias Novas)

Daniele (27) 99939-1711

Jorge – (27) 99812-1611

Jovens (Gen 2 e Gen 3)

Projeto #daretocare

Vanessa (27) 99965 -1033

Tagi (27) 99959-3418

Encontro Mensais da Palavra de Vida

Jd. Camburi :1˚ sábado do mês, 15h, Celina e Gerson – (27) 99992-0428

Vila Velha:1ª terça-feira do mês, 19h, Cláudio – (27) 99982-5078 e Zezé (27) 99607-1002

Campo Grande: .1˚ domingo do mês, 15h, Rosangela (27) 99758-2930

Guarapari: 1ª terça-feira do mês, 19h30, D. Libinha (27) 99795-7172) e Zezé (27) 99607-1002 

Todas as ofertas das celebrações e missas realizadas neste sábado (29) e domingo (30) nas 1019 comunidades da Arquidiocese de Vitória serão encaminhadas para

A Arquidiocese de Vitória realiza todos os anos no último final de semana de agosto, a coleta solidária em prol das obras pastorais e sociais realizadas na Prelazia de Lábrea. Com isso, todas as ofertas das celebrações e missas realizadas neste sábado (29) e domingo (30) nas 1019 comunidades da Arquidiocese de Vitória serão encaminhadas para o projeto Igreja Irmã.

Neste ano – mesmo no cenário de pandemia e com as adaptações que surgiram nesse tempo – a campanha está sendo mantida. Em uma carta encaminhada às paróquias no início do mês de agosto, o Departamento de Pastoral destacou a importância desse projeto que começou há 48 anos e contribui a cada dia com a transformação social das populações ribeirinhas da Prelazia.

Padre Renato Criste, Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Vitória, afirma que este gesto de solidariedade se torna ainda mais importante pelo contexto atual que estamos vivendo, pois certamente as comunidades e paróquias da Igreja particular de Vitória estão enfrentando desafios financeiros, mas na mesma proporção e até mesmo com maior dificuldade está a realidade da Igreja Irmã de Lábrea.

Ele também ressalta que cada paróquia em sua realidade, deve incentivar e promover a campanha: “automaticamente toda a oferta desse final de semana será destinada a evangelização na nossa Igreja irmã de Lábrea. Neste ano especificamente, não realizamos uma campanha com material impresso, dado o contexto e as incertezas da pandemia. Mas este será um momento para a gente despertar para a solidariedade e para a partilha. Sem dizer também que se trata de uma ação missionária, pois aquele que colabora com a evangelização através de recursos materiais também tem méritos de missionário.”

A coleta solidária que acontece neste final de semana é a principal fonte de recursos que mantém trabalhos pastorais e sociais do Projeto Igreja Irmã, em Lábrea, como formação bíblica e pastoral; envio de seminaristas e padres para experiências missionárias (em fevereiro deste ano os padres Tárcio e Rodrigo estiveram lá enquanto ainda eram diáconos transitórios) e o Barco Hospital Laguna Negra – uma parceria entre a Arquidiocese, a Prelazia e a Comunidade Epifania – que já realizou mais de 25 mil atendimentos médicos nas comunidades ribeirinhas desde 2013, onde esta é a única oportunidade de acesso a tratamentos básicos de saúde.

Sobre a realidade local, de acordo com o bispo da Prelazia de Lábrea, Dom Santiago Sánchez, a população se encontra recolhida devido aos riscos de contaminação pela Covid-19. As Igrejas também estão fechadas há meses, mas existe uma expectativa que sejam reabertas gradualmente após a festa da padroeira Nossa Senhora de Nazaré que começa neste sábado.  

“A dificuldade primeira e fundamental que enfrentamos foi a de isolamento. Nosso trabalho tem que ser viajando, pois as comunidades estão no rio e no interior e atuamos com grupos de catequese, de pastorais e equipes de celebração. Já tem meses que não podemos visitar nossas comunidades do interior e é uma dificuldade pois elas estão ficando fracas”, detalha Dom Santiago.

Todo o recurso arrecadado pela campanha é destinado e distribuído no ano seguinte mediante envio dos projetos pelas paróquias da Prelazia, formalizando suas demandas principais de trabalho social e pastoral com orçamento para a Comissão Missionária da Arquidiocese de Vitória. Essa comissão fica responsável por analisar os pedidos e atender (de forma total ou parcial, de acordo com os valores disponíveis no fundo do Projeto) às solicitações do recurso de acordo com os critérios de relevância eclesial, pastoral e social. 

Há relatos e registros de que os poucos pertences das pessoas que estão nas ruas vêm sendo recolhidos pelas prefeituras

A pandemia do novo coronavírus amplia aos olhos de todos a desigualdade imensa que há em nossa sociedade. E a emergência sanitária nos escancara como são tratados, historicamente, os menos favorecidos. Não se enfrenta somente a pandemia, mas sim a permanência de uma violência estrutural em que as formas de implementação de políticas públicas são definidas.

A crise, que é também social e econômica, tem levado cada vez mais pessoas para as ruas, segundo constatam os membros e voluntários da Pastoral do Povo de Rua, permanentemente em contato com essa população.

A violência contra essas pessoas parte de muitos lados, até mesmo do poder público, ao recolher, em plena temporada de frio e chuva os poucos pertences que mulheres e homens sem casa carregam consigo, como papelões e cobertores. A Pastoral e entidades que atuam em conjunto denunciam essa prática que vem ocorrendo em municípios da Grande Vitória, são diversos os relatos e materiais documentando mais esse ato de violência contra as pessoas que estão nas ruas.

“Caminhões e carros das prefeituras, com apoio dos agentes de segurança pública, têm feito a retirada de pertences da população de rua. A rede de solidariedade tecida para os irmãos de rua doa roupas, cobertores e dinheiro para comprarmos alimentos e cobertores. Fazemos as doações de cobertores nesses dias de intenso frio na Grande Vitória e, nos dias seguintes, os órgãos públicos retiram perversamente estes pertences e jogam no lixo”, denunciam, em nota, as entidades.

Confira a nota na íntegra abaixo:

Desde o início da pandemia, em março de 2020, que a Pastoral do Povo da Rua vem atuando de forma incansável com apoio de várias entidades, dentre elas o Círculo Palmarino, o Fórum de EJA, o Fórum Capixaba de Lutas Sociais, e também outras instituições religiosas, objetivando garantir o mínimo de condições de sobrevivência para a população em situação de rua. Procuramos representantes do governo estadual e municipais, participamos de fóruns e comitês, apresentamos planos de trabalho, conversamos, dialogamos, tentamos muitos caminhos.

Porém, a resposta do governo municipal em Vitória, com o silenciamento e/ou apoio do governo estadual, tem sido de permitir a retirada pertences da população em situação de rua, de retirar a população de rua das malocas que constrói porque não tem moradia garantida, não tem república social, não tem aluguel social, não tem vagas suficientes nos abrigos existentes.

Caminhões e carros das prefeituras, com apoio dos agentes de segurança pública, têm feito a retirada de pertences da população de rua. A rede de solidariedade tecida para os irmãos de rua doa roupas, cobertores e dinheiro para comprarmos alimentos e cobertores. Fazemos as doações de cobertores nesses dias de intenso frio na Grande Vitória e, nos dias seguintes, os órgãos públicos retiram perversamente estes pertences e jogam no lixo.

Isso ocorreu embaixo da Segunda Ponte e, após o ato ecumênico feito no dia 19 de agosto, no dia 26 de agosto, ocorreu em Jardim Camburi e em Jardim da Penha com apoio da 12ª CIA Independente da PM. Hoje, 27 de agosto, pela manhã na praça do Papa, na Enseada do Suá, mais uma vez os pertences de pessoas em situação de rua foram retirados. Esses fatos estão devidamente fotografados e foram publicados em redes sociais.

Manifestamos nosso expresso repúdio, indignação e pedimos providências urgentes dos organismos de defesa dos Direitos Humanos contra as violações graves que têm ocorrido no município de Vitória contra a População em Situação de Rua.

As ações de violência e desrespeito com os irmãos de rua não irão nos calar e nem impedir que continuemos o trabalho da Pastoral do Povo de Rua. Continuaremos nas ruas por uma questão humanitária apoiando aqueles que não tem casa, não tem cobertores e dispõem apenas de papelão para encostar seus corpos.

Por isso, conclamamos todas as entidades, movimentos sociais, igrejas e conselhos de defesa dos direitos humanos para expressar seu repúdio a essas ações higienistas e perversas, além de requerer das autoridades competentes ações urgentes e efetivas que combatam essas violências cometidas cotidianamente contra a População em Situação de Rua na Grande Vitória.

Assinam esta nota:

– Vicariato para Ação Social, Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória

– Fórum Igrejas & Sociedade em Ação

– Fórum Capixaba de Lutas Sociais

– Círculo Palmarino

– Fórum EJA Espírito Santo

– Comitê Popular de Proteção dos Direitos Humanos no Contexto da Covid-19

– Conselho Estadual de Direitos Humanos

– Conselho Municipal dos Direitos Humanos

Na semana dos leigos, o trabalho realizado pela Sociedade de São Vicente de Paulo – uma organização civil de homens e mulheres que se

Na semana dos leigos, o trabalho realizado pela Sociedade de São Vicente de Paulo – uma organização civil de homens e mulheres que se dedica ao trabalho cristão de caridade – ganha destaque. Também conhecida como Vicentinos, a sociedade existe desde 1833 no mundo, faz parte da Organização das Nações Unidas e hoje está presente em 150 países.

Aqui no Brasil são aproximadamente 153 mil membros, conhecidos como confrades (homens) e consócias (mulheres). Os Vicentinos trabalham de forma voluntária atuando nas necessidades das famílias em vulnerabilidade social em contatos semanais, além de manterem creches, escolas, projetos sociais e até mesmo lares de idosos. Na cidade de Afonso Claudio, por exemplo, existe um único hospital chamado São Vicente de Paulo que é conduzido pelo SUS e administrado pela Sociedade.

Na hierarquia que organiza as atividades dos Vicentinos nos estados estão os Conselhos Centrais os quais são coordenados pelos Conselhos Metropolitanos a nível de Brasil. No Espírito Santo existem dois: um em Vitória e outro em Vila Velha, regidos pelo CM de Governador Valadares.  

Ênio Antonio Faustino, presidente do Conselho Central de Vitória, pertence a Paróquia São Francisco de Assis, em Laranjeiras. Ele conta que faz parte da sociedade há 22 anos e em várias paróquias da Arquidiocese de Vitória existem conferências que se reúnem para prestar assistência às famílias. Somente no Conselho de Vitória existem 41 conferências.

“A gente cadastra as famílias que tem necessidade e chegam até a gente. Por isso a conferência se reúne toda semana e na reunião a gente determina o grupo de pessoas que vai fazer uma visita a essa família, colher os dados para ver onde a gente pode estar trabalhando para a promoção dessa família. Não é só levar uma cesta básica, dar uma roupa. A gente trabalha na promoção, tirando essa família da situação que ela está para que tenha uma vida digna e caminhe com suas próprias pernas”.   

O presidente detalha que os Vicentinos prestam apoio às famílias no que elas mais necessitam: desde a ajuda material até espiritual. Eles entregam alimentos, roupas, remédios, cadeiras de banho, camas hospitalares e até mesmo colaboram com consultas e construções. De acordo com Ênio em um dos Morros de Vitória já foram construídas mais de 100 casas pela Sociedade São Vicente de Paulo.

“A gente procura ajudar como por exemplo se precisa fazer uma reforma na casa, construir um banheiro, trocar um telhado que está furado e chovendo dentro de casa. E a necessidade a gente corre atrás, porque vivemos só de doação. A nossa renda da conferência é só de doações ou de alguns benfeitores que nos ajudam”, detalha.  

Para ser um Vicentino o leigo precisa frequentar as conferências, participar das reuniões e trabalhar na promoção da família. As reuniões são semanais e servem como avaliação. É onde se discutem as ações, se o trabalho está dando resultado e em que pontos a assistência pode melhorar. Todo o trabalho é norteado por um estatuto que vale em todo território nacional.  

Quem preside o Conselho Central de Vila Velha é Marlene Timóteo que há 38 anos pertence a Sociedade São Vicente de Paulo. Ela começou sua atuação quando ainda morava em Minas Gerais e continua nos dias de hoje na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Coqueiral de Itaparica. A presidente conta que existem 33 conferências em sua área e que atendem toda a região Sul do Estado chegando a municípios como Guarapari e Iconha. Somente nesta área atualmente são 354 famílias assistidas.  

Marlene relata que se sente muito feliz por fazer parte dos Vicentinos: “a gente chega até a se emocionar, porque nas entregas de cestas que a gente faz uma vez por mês, sempre fazemos momentos de oração com as famílias, servimos um café e então você vê o brilho nos olhos daquelas pessoas por estarem ali. E a gente faz tão pouquinho, mas as famílias saem muitas gratificadas por estarem recebendo aquela atenção. A gente também vai na casa das famílias e vê toda dificuldade. Isso mexe com a gente, mas também como membros ficamos muito mais fortalecidos com esse trabalho”.

Neste tempo de pandemia as reuniões não estão acontecendo presencialmente e os conferencistas do grupo de risco não estão realizando as visitas. Mas segundo o presidente do Conselho Central de Vitória, as famílias não ficaram desassistidas e os confrades e consócias que podem, continuam fazendo as visitas tomando todos os cuidados de higiene estabelecidos pelos órgãos de saúde. As doações de cestas básicas continuam e tem atendido ainda mais famílias em emergência, além das que já eram cadastradas.     

A Missa Tridentina é o rito da Santa Missa definido pelo Papa São Pio V, em 1570, na Bula Quo Primum Tempore. Não trata-se

A Missa Tridentina é o rito da Santa Missa definido pelo Papa São Pio V, em 1570, na Bula Quo Primum Tempore. Não trata-se de um invento, nem de uma reforma. Chama-se Missa Tridentina porque é baseada numa revisão do Missal Romano pedida pelo Concílio de Trento.

“A Igreja tem 22 ritos e no Rito Ocidental tem vários Ritos Ocidentais, e tem a forma do Rito Romano, que divide em dois: a forma ordinária, que todo mundo vê nas paróquias; e a forma extraordinária, que é a missa na forma anterior ao Concílio Vaticano II, com as reformas e orientações dos papas após o concílio”, explica Padre Marco Antônio.

A Administração Apostólica trabalha com essa forma extraordinária do Rito Romano. Foi criada pelo Papa São João Paulo II em 18 de Janeiro de 2002. A Administração Apostólica foi edificada como uma circunscrição eclesiástica de caráter pessoal no território da Diocese de Campos. Sobre a Missa Tridentina, Papa Bento XVI em seu pontificado, trouxe uma novidade dessa forma extraordinária de celebração.

A autorização era mais restrita. Sempre foi necessário pedir autorização do bispo, mas depois com o papa Bento XVI o pároco pode dar essa licença de acordo com o bispo”, comenta Padre Marco.

Há aproximadamente 4 (quatro) anos, a Administração Apostólica realiza seus trabalhos na arquidiocese de Vitória.

A partir desse próximo final de semana, último de agosto, os padres que vem da Administração Apostólica de Campos, passarão a celebrar a missa na forma extraordinária, na capela Santa Luzia, dentro do território da paróquia Nossa Senhora da Vitória, Catedral. A celebração acontecerá aos domingos, às 9:30 horas.

Como estamos no contexto da pandemia as participações serão limitadas.

Nos últimos quarenta anos, como um fruto, sobretudo da Renovação Carismática Católica [RCC], são as Novas Comunidades de leigos e consagrados, que se multiplicam

Nos últimos quarenta anos, como um fruto, sobretudo da Renovação Carismática Católica [RCC], são as Novas Comunidades de leigos e consagrados, que se multiplicam a cada dia. Só no Brasil são centenas dessas comunidades; algumas de vida; outras de aliança; e muitas com as duas opções. Na Arquidiocese de Vitória as Novas Comunidades estão presentes desde o ano de 1993 com a primeira a ser fundada, a Comunidade Epifania.

Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, as Novas Comunidades ressaltam o direito que os leigos têm de se engajarem na Igreja, o qual provém do Batismo. Com grande abertura ao Espírito Santo e bebendo constantemente nas fontes de Pentecostes, elas são capazes de experimentar vida de relacionamento fraterno e de comunhão, como as primeiras comunidades (cf. Atos 2, 42-47).

De acordo com o assessor eclesiástico para as Novas Comunidades da Arquidiocese de Vitória, padre Hadeleon Santana, as novas formas de vida consagrada são, sem dúvida, uma resposta do Espírito Santo às novas realidades da Igreja. “Porque o Espírito Santo nunca se repete, mas ele é criativo e nesta resposta às exigências da Igreja atual, o Espírito suscita esses carismas, essas novas formas de vida consagrada que trazem, para Igreja, uma resposta na realidade atual, para uma nova consagração, para o novo tempo de doação da Igreja. Então, eu vejo as novas formas de vida consagrada como uma resposta do Espírito Santo à necessidade da Igreja. Sobretudo aqui na nossa Arquidiocese de Vitória, para realidade da nossa Igreja particular. ”

Atualmente no território da Arquidiocese de Vitória existem sete comunidades: Comunidade Shalom, Comunidade Água Viva, Comunidade Epifania, Comunidade Jesus Está Vivo, Comunidade Mensageiros da Boa Nova, Pequena Comunidade de Jesus e a Fraternidade Missionários da Luz. Segundo o padre Hadeleon, a Igreja busca acompanhar e ajudar essas comunidades no dia a dia, conforme uma orientação da Igreja, levando-as a entenderem os seus carismas, o seu lugar na Igreja particular, com uma intenção de trabalhar futuramente as questões jurídico-canônicas. “Há consciência de que a lei deve ajudar esta vida em comum, refletir e promover a questão da comunhão eclesial, a presença atuante na Igreja local. A relação de fundadores e fundadoras, o sentido do serviço, da autoridade que não está naquele que manda, mas naquele que se coloca à disposição do irmão e articular sobretudo a noção de consagração dentro dos vários aspectos da vida”, destaca o assessor eclesiástico.

São João Paulo II dizia que as Novas Comunidades são “primaveras da Igreja”. Elas baseiam-se em novas inspirações adaptadas dos institutos de Vida Consagrada da Igreja Católica, tendo como grande diferencial a vida comunitária e ser formada por sacerdotes e leigos, homens e mulheres em prol da evangelização e da promoção da dignidade humana. 

CHARIS, novo órgão da RCC e das Novas Comunidades

Uma nova ótica para os carismas na igreja, Movimentos e Novas Comunidades são convidados pelo Papa Francisco a viver a unidade nos carismas, propósito que ele chamou de CHARIS. O novo órgão foi idealizado em 2015 pelo Papa Francisco, no desejo de haver uma única representação que envolvesse todas as manifestações dentro da Igreja Católica. O estatuto de CHARIS foi apresentado ao Papa em 2018 e, desde a aprovação, viveu um período “Ad Experimentum”.

A palavra grega Charis significa graça. O apóstolo São Paulo em muitas de suas cartas utiliza este termo para dizer: Deus nos concede pelo Espírito Santo a graça de uma vida nova, o dom de uma vida nova em Cristo Jesus. O Espírito Santo nos concede esse dom para que possamos viver como discípulos e discípulas de Cristo.

Os Estatutos de CHARIS enfatizam três dimensões: a difusão do Batismo no Espírito Santo, a unidade dos cristãos, o serviço aos pobres. Estas dimensões estão a serviço da evangelização, à qual a Renovação Carismática está chamada pelo Santo Padre e com a qual está comprometida. A difusão do Batismo no Espírito pode não parecer algo novo. Isso é o que a Renovação Carismática tem feito desde o seu nascimento. Mas, o que há de novo, realmente novo? Hoje o próprio Papa pede que se conheça o Batismo no Espírito Santo em toda a Igreja. Ele pediu isso em várias ocasiões de uma maneira muito clara. Este é um novo passo para a Renovação Carismática, um desafio que se deve realizar a serviço da Igreja universal.

O Papa Francisco também pede que a Renovação Carismática volte às suas raízes ecumênicas, ou seja, que trabalhe dinamicamente rumo à unidade dos cristãos. Isto é algo que esteve muito presente no nascimento da Renovação Carismática e que, em muitos lugares, se deixou de lado gradualmente. O Papa pede que isto se coloque novamente em primeiro plano.

Também o serviço aos pobres não é uma novidade. Contudo, o novo é que se estimule explicitamente os “carismáticos” a servirem aos pobres e necessitados. Isso não deve nos surpreender: o Espírito Santo é amor. É normal que aqueles que querem depender totalmente d’Ele sejam testemunhas do amor. É por isso que o serviço aos pobres é central na Renovação.

Saiba mais sobre as Novas Comunidades:

Comunidade Shalom

Comunidade Epifania

Comunidade Água Viva

Comunidade Mensageiros da Boa Nova

Comunidade Jesus Está Vivo


É um Movimento Eclesial da Igreja Católica Apostólica Romana criado por leigos e orientado para leigos, que desde o seu nascimento, em 1944, na

Nessa semana que estamos celebrando a semana do leigo, é importante lembrar que na Igreja existe um lugar fundamental para a vocação leiga. Os leigos ajudam a levar a palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo no meio que vive. Assumir essa vocação é doar-se pelo Evangelho, como é o caso do Movimento de Cursilhos de Cristandade no Brasil.

Palavra vinda do espanhol “cursillos”, que significa “pequeno curso”, “cursinho”. É um Movimento Eclesial da Igreja Católica Apostólica Romana criado por leigos e orientado para leigos, que desde o seu nascimento, em 1944, na Ilha de Palma de Maiorca (Espanha), mostrou-se sempre fiel aos ensinamentos do Magistério.

Seu carisma consiste no anúncio querigmático da mensagem cristã às pessoas que participam, para torná-las aptas a anunciar a Boa Nova, levando-as a um encontro consigo mesma, com Jesus Cristo e com as realidades do mundo nas quais estão imersas.

O Movimento chegou ao Brasil na semana santa de 1962 e em 1973 foi realizado o primeiro Cursilho nas Arquidiocese de Vitória.

“O retiro do Cursilho é realizado uma ou duas vezes ao ano tanto na versão masculino como feminino para a Área Beneventes em Guarapari e em Vila Velha para as demais áreas que desejarem. O MCC desenvolve suas atividades através das Escola Vivencias semanais que são realizadas na Paróquia de São Francisco em Jardim da Penha, Nossa Senhora do Rosário no Centro de Vila Velha e Paróquia de São José em Muquiçaba – Guarapari e Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Alfredo Chaves. Nossas escolas são abertas para todos, mesmo quem ainda não fez o retiro do Cursilho”, nos conta o Luciano Prado, representante do GED Vitória na Comissão para o Laicato e membro da equipe de Comunicação e Eventos do GED Vitória.

O cursilho possui 4 Escolas Vivencias na Arquidiocese Vitoria (Alfredo Chaves, Guarapari, Vila Velha, Vitória). O número de “cursilhistas”, que frequentam, é cerca de 300 pessoas. Já passaram pelo cursilho pelo menos 10 mil pessoas.

“O nosso carisma é levar a pessoa ser um evangelizador de ambiente, não necessariamente precisa continuar frequentando”, afirma Luciano.

Estrutura Diocesana

O Grupo Executivo Diocesano (GED) Vitória coordena o Movimento de Cursilhos na nossa Arquidiocese. Esse grupo possui um Coordenador, um Vice-Coordenador, um Padre Assessor Eclesiástico e equipe de apoio.

Luciano Prado, representante do GED de Vitória, nos explica que “a função do GED-Vitória é coordenar as atividades a serem desenvolvidas pelo Cursilho em sua Diocese. Essas atividades são baseadas no carisma do movimento e decidido na Assembleia Diocesana. O grupo executivo também é responsável por manter o movimento em comunhão com a Diocese através do Assessor Eclesiástico e do Diretor Espiritual (o Bispo). Também é responsável pela sintonia com o Grupo Executivo Regional. A Assembleia Diocesana é órgão máximo do movimento dentro da Diocese”.

A assembleia diocesana é o lugar onde é decidido os rumos do movimento, as propostas de trabalhos e direcionamentos. O GED (Grupo Executivo Diocesano) é eleito pela Assembleia Diocesana de acordo com os respectivos Regimentos Internos e com o Estatuto do MCC.

* Coordenadora: Fernanda Maria Vieira Rosa – Paróquia São Francisco – Jardim da Penha

* Vice-Coordenadora: Fabíola Karla Correa Ribeiro – Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima – Bairro de Fátima

* Assessor Eclesiástico: Padre Cláudio Alves Moreira – Paróquia Santíssima Trindade – Vila Capixaba

* Assessor Eclesiástico Setor Guarapari- Padre Diego Carvalho dos Santos – Paróquia Nossa Senhora da Conceição- Centro Guarapari

Como participar das Atividades do Cursilho

1 – Para quem ainda não fez o Cursilho (Retiro)

O retiro do Cursilho na Arquidiocese de Vitória é realizado durante dois dias, iniciando sempre na noite de sexta-feira e terminando no domingo. O retiro é feito de forma separada para homens (cursilhos masculinos) e mulheres (cursilhos femininos), porém pode haver também cursilho misto (mesmo retiro para homens e mulheres). O objetivo do retiro é levar o homem e a mulher a um encontro com ele mesmo, com Deus e com o mundo que vive. Para participar basta procurar as escolas vivenciais e preencher a ficha de inscrição.

2 – Para quem ja fez o Cursilho

O MCC possui as Escolas Vivenciais: comunidade de cristãos que, desejando ser discípulos, procuram capacitar-se para “conhecer cada vez mais as riquezas da fé e do Batismo e vivê-las em plenitude crescente”. Na dinâmica desse conhecimento incluem-se a convivência fraterna, o estudo da Palavra de Deus e sua conscientização. A formação integral dada na Escola, abrange (a formação espiritual; a formação doutrinal; a formação social; a formação no campo dos valores humanos). Diante do momento que estamos passando as Escola Vivencias tiveram que se reinventar. Neste período as Escolas Vivenciais têm sido de forma virtual, porém continua com seu cronograma de formação.

Informações:

Fernanda – (27) 99745-3266 (Coordenadora Diocesana)

Thales – (27) 98165-6566 (Coordenador do Setor Guarapari)

Delma – (27) 99830-3138 (Coordenadora da Escola Vivencial de Vitória)

Regina – (27) 99279-5457 (Coordenadora da Escola Vivencial de Vila Velha)

Luciano Prado – (27) 99973-4261 (Representante do GED Vitória na Comissão para o Laicato e Equipe de Comunicação e Eventos do GED Vitória)