Notícias da Arquidiocese

Sobre o Movimento Mariano e Sacerdotal Mariano.

O Santuário de Fátima em Portugal marca o início do Movimento Sacerdotal Mariano (MSM). Nesta semana que a Igreja dedica aos leigos na Igreja, vamos conhecer um pouco mais sobre este Movimento e o Movimento Mariano.

Origem

Em 1972 o padre Stéfano Gobbi, um italiano de Milão sentiu que Nossa Senhora o inspirava a rezar pelos sacerdotes e com eles formar um grupo de consagrados ao Imaculado Coração de Maria. No ano seguinte (1973) pe. Gobbi estruturou o Movimento Sacerdotal Mariano e criou também o Movimento Mariano que inclui a participação de religiosos, religiosas e leigos e, começou então, a difundi-lo pelo mundo.

O que se propõem os Movimentos?

O objetivo do Movimento Sacerdotal Mariano e do Movimento Mariano é que todos os membros rezem pela Igreja e com a Igreja. Esse propósito é assumido através de três compromissos: 1. Consagração ao Coração Imaculado de Maria. 2. A unidade ao Papa e à Igreja. 3. Conduzir os fiéis a uma vida de entrega confiante a Nossa Senhora.

Todos os que aderem ao Movimento assumem o compromisso de confiar totalmente em Nossa Senhora e tornarem-se testemunhas de comunhão e unidade num esforço constante de conversão, por meio da oração e da penitência.

Em forma de analogia o Movimento Assis se descreve: “Se compararmos a Igreja a uma grande árvore, poderíamos dizer que o objetivo do MSM não é acrescentar mais um ramo aos muitos já existentes, mas infundir nela uma força que, partindo do Coração Imaculado de Maria, se difunde por todos os ramos da Igreja, ajudando-os a desenvolver -se, cada um segundo a sua própria função e fisionomia particular, e comunicando a todos um maior vigor e beleza. É uma opção espiritual”.

A espiritualidade

O compromisso e a fé são renovados e alimentados através dos Cenáculos (encontros de oração e fraternidade). Nos Cenáculos acontece a oração do Terço; uma meditação sobre o livro deixado por pe. Gobbi que é considerado o seu testamento; a oração pelo Papa e pelo clero; e, a renovação da Consagração a Nossa Senhora.

Geralmente o Cenáculo é realizado nas famílias, mas também acontecem Cenáculos específicos para crianças e jovens.

Movimento Sacerdotal Mariano em números

No mundo cerca de 400 bispos e 300 mil sacerdotes diocesanos e de congregações religiosas estão inscritos no Movimento. Já os membros do Movimento Mariano não fazem inscrição o que impede precisar a quantidade, calculada em alguns milhões, disse Débora Carla Melotti Mello Cardoso que junto com o marido Ricardo Santos Cardoso, são responsáveis diocesanos pelo Movimento Mariano na Arquidiocese e atuam na paróquia Nossa Senhora de Guadalupe em Itapuã, Vila Velha.

 

Movimento Mariano na Arquidiocese de Vitória

Embora conhecidos como membros do Movimento Sacerdotal Mariano, na Arquidiocese de Vitória existe apenas o Movimento Mariano que está em quase todas as paróquias, conforme informações de Débora.  Contudo o número de participantes do Movimento na Arquidiocese não está disponibilizado.

Na paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, onde vivem os coordenadores arquidiocesanos, Débora explicou como é a programação anual: “além dos Cenáculos familiares, realizamos todo primeiro sábado do mês um Cenáculo Eucaristico com Adoração ao Santíssimo Sacramento, oração do Santo Terço, confissão e Santa Missa e, como parte do Calendário Paroquial, anualmente, no dia 12 de outubro, realizamos um Cenáculo nas areias da praia em honra a Nossa Senhora Aparecida e como forma de ação evangelizadora”.

Os Arautos do Evangelho estão, na estrutura da Arquidiocese de Vitória, dentro da Comissão do Laicato. O motivo é, que mesmo tendo entre seus

Se você já se deparou com um grupo de rapazes e moças vestidos com trajes que lembram militares medievais, seja qual tenha sido sua reação, saiba que por trás dessas vestes existe um significado. Nesta semana que é dedicada aos leigos na Igreja vamos conhecer um pouco mais sobre os Arautos do Evangelho.

Os Arautos do Evangelho estão, na estrutura da Arquidiocese de Vitória, dentro da Comissão do Laicato. O motivo é, que mesmo tendo entre seus membros um ramo sacerdotal (Sociedade de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli), é uma Associação de Leigos de Direito Pontifício.

Mas, por que vestes lembrando os tempos medievais? Hábito longo, escapulário com uma cruz vermelha e branca, botas de cano alto e uma corrente com o terço dependurado.

“O hábito é uma forma de se revestir com a vestimenta que representa a consagração de seus membros à Igreja no seio da Associação. Expressa o carisma da Associação pelo simbolismo nele contido”, disse Pe. Cristian Bitencourt, Diretor da Comunidade dos Arautos em Cariacica, que acrescentou sobre a reação das pessoas, principalmente os jovens: “alguns se encantam outros não compreendem”.

Mas quem são os Arautos, quando surgiram, o que se propõem? “Os Arautos do Evangelho são uma Associação Internacional de Fiéis de Direito Pontifício, a primeira a ser erigida pela Santa Sé no terceiro milênio, o que ocorreu por ocasião da festa litúrgica da Cátedra de São Pedro em 22 de fevereiro de 2001”.

Composta predominantemente por jovens, a Associação Arautos do Evangelho está presente em 78 países. Seus membros de vida consagrada praticam o celibato, e dedicam-se integralmente ao apostolado, vivendo em casas destinadas especificamente para rapazes ou para moças, os quais alternam a vida de recolhimento, estudo e oração com atividades de evangelização nas dioceses e paróquias, dando especial ênfase à formação da juventude.

Embora não professem votos e conservem-se no estado leigo – exceção feita de alguns que abraçam as vias do sacerdócio – os Arautos do Evangelho procuram praticar em toda a sua pureza fascinante os conselhos evangélicos.

Vivem normalmente em comunidade (masculinas ou femininas), num ambiente de caridade fraterna e disciplina. Em suas casas fomenta-se uma intensa vida de oração e estudo, seguindo-se a sapiencial diretriz do Papa João Paulo II: “A formação dos fiéis leigos tem como objetivo fundamental a descoberta cada vez mais clara da própria vocação e a disponibilidade cada vez maior para vivê-la no cumprimento da própria missão” (Christifidelis Laici, 58).

Entre os membros existem quatro categorias: os que vivem em comunidade são chamados de Associados. Os que vivem com suas famílias são chamados de Cooperadores. Aqueles que de alguma forma prestam ou prestaram serviços relevantes à Associação, ganham o título de Honorários. Os que vivem a espiritualidade da Associação e participam de algumas atividades são chamados de Solidários. 

Os Arautos do Evangelho na Arquidiocese de Vitória

A Comunidade fica no município de Cariacica e ali habitam alguns, os que optaram pela vida comunitária e é também o local de encontro para todos os membros sejam Associados, Cooperadores, Honorários ou Solidários. São dois padres, 65 Cooperadores, vários Honorários e Solidários (número não confirmado, mas que deve ultrapassar mil), segundo padre Cristian.

No âmbito da missão a cada ano os Arautos do Evangelho montam um presépio artístico, conhecido como Presépio Som, Luz e Movimento, visando evangelizar principalmente crianças, adolescentes e jovens da catequese. O presépio que narra de forma breve a história da vida de Jesus e insere uma característica local, fica aberto para visitação a partir do mês de outubro pata atingir escolas e catequese. As apresentações acontecem no final de semana. Para este ano por conta da pandemia o período de visitação e o modo da visita ainda não está definido.

Os Arautos também realizam missões marianas nas paróquias. Nelas fazem visitas a residências e estabelecimentos comerciais e realizam um censo paroquial que ajuda a paróquia e compreender sua realidade. Durante as missões os padres atendem confissões, implantam o Apostolado do Oratório que formam grupos de 30 famílias para receberem durante o mês a visita da capelinha de Nossa Senhora de Fátima e fazem a adoração ao Santíssimo Sacramento todos os dias da missão.

Além da missão mariana, os sacerdotes também auxiliam nas confissões e substituem os párocos quando solicitados. Outra atividade dos Arautos é a participação em procissões e/ou festividades das paróquias com o coral e a banda, visto que a música e o canto fazem parte da formação.

Na parte social os Arautos têm o “Fundo Misericórdia” que é utilizado em projetos que necessitam de apoio e já ajudou a Associação Lar Frei Aurélio Stulzer, em Vila Velha e a Fundação Rômulo Balestrero, Associação e Comunidade Terapêutica Miguel Arcanjo (AMAR) e Associação Mensageiros da Boa Nova, em Cariacica

Movimento Mães que Oram pelos Filhos começou na Paróquia São Camilo de Lellis, na Mata da Praia e hoje ganha o mundo.

Durante o mês de agosto, a Igreja no Brasil celebra as vocações. O destaque dessa semana são os leigos, missionários da evangelização. O movimento das Mães que Oram pelos filhos começou a partir da inquietude dos leigos da Arquidiocese de Vitória e hoje ganha o mundo. Ele foi criado em 2011, na Paróquia São Camilo de Lellis, na Mata da Praia. O carisma do grupo nasceu no coração de Angela Abdo – fundadora e coordenadora nacional e internacional do movimento – a partir do desejo de sua filha de rezar e interceder pelos seus filhos. Os encontros começaram em reuniões semanais com cerca de 15 mães.

Angela conta que no início elas não tinham a noção da proposta de Deus, mas a orientação de Dom Luiz para que elas procurassem o padre de sua paróquia proporcionou que o movimento já nascesse eclesial. A expansão do grupo aconteceu em 2014, quando Angela lançou o livro “Mães que oram pelos filhos: tudo pode ser mudado pela força da oração”

“O lançamento desse livro foi uma semente jogada em coração férteis, porque as mães já rezam pelos seus filhos e rezar em grupo foi algo que veio ao encontro desse desejo do coração, porque as mães estavam muito cansadas. Estavam não, estão muito cansadas.”                    

Desde então, o grupo de mães passou a ser um movimento reconhecido pela Igreja tendo como orientador espiritual Padre Anderson Gomes, como bispo referencial Dom Luiz Mancilha Vilela e como vice-coordenadora nacional e internacional, Aline Eisenlohr. A padroeira é Nossa Senhora de La Salette, uma mãe que chora por todos aqueles que lhe foram dados e a co-padroeira é Santa Mônica, uma mãe que orou por seu filho durante anos.

Atualmente, o movimento tem a partucipação de mais de 61 milhões de mães que frequentam nos encontros. São mais de 1.900 grupos cadastrados em todo Brasil – sendo 5 em hospitais e 30 em escolas. No exterior são 30 grupos cadastrados em locais como EUA, Hong Kong, Dubai, Japão, Alemanha e Argentina que atendem mais de 350 mães brasileiras e estrangeiras. Em relação aos encontros nacionais o movimento já realizou cinco e que já reuniu mais de 157 mil mães no Brasil. Nos EUA já foram realizados 3 encontros com uma média de 500 mães em cada.

A fundadora do movimento conta que o Mães que Oram pelos Filhos possui um tripé de obediência, humildade e unidade. O movimento começou em um momento em que as mães, com as ocupações do dia a dia, não tinham tempo para Deus: “E aí Deus usa uma pedagogia de trazer as mães pelos seus filhos, porque pelos filhos as mães sempre têm tempo. E ao vir rezar pelos filhos essas mães estão sendo evangelizadas e voltando para suas casas evangelizando seus filhos, seus maridos e tornando a família mais cristã”.

 

Entre as graças alcançadas nestes 9 anos de existência, Angela Abdo destaca o primeiro testemunho vivido na Paróquia São Camilo de Lellis. Com as formações oferecidas nas reuniões, as mães conheceram mais a Igreja, os ritos litúrgicos e isso atraiu cada vez mais essas famílias para a comunidade:

“Nós éramos 15 mães e dessas 13 não eram crismadas e foi feita a crisma dessas mães, ou seja, a iniciação dos sacramentos. E o mais bonito disso é que essa experiencia acabou atraindo os maridos e nós fizemos uma crisma para 62 maridos além de batizado, casamento, primeira comunhão. Aí você vê o resgate dos sacramentos desses maridos. Eles ficaram tão empolgados que convidaram outros amigos e aí na crisma seguinte foram mais 58 homens confirmados na fé e essa experiência foi como uma onda. Hoje nós estamos com 98 pessoas fazendo crisma.”

Neste período de pandemia vivido no mundo inteiro a coordenadora afirma que está sendo o ano mais fértil do movimento, porque elas têm a limitação de não poderem se reunir presencialmente, mas descobriram que podem se falar muito mais de perto usando a internet. Além disso, todos os serviços como metodologia e espiritualidade estão aproveitando para fazer formações, os grupos têm rezado pelo WhatsApp e alguns encontros estão acontecendo virtualmente.

 

O IV Encontro Nacional das Mães que Oram pelos Filhos com o tema “Senhor, ensina-nos a orar” acontecerá nos dias 26 e 27 de setembro, na Canção Nova. A transmissão será feita pelas redes sociais do Movimento: https://www.facebook.com/maesqueorampelosfilhosOficial/, https://www.youtube.com/maesqueorampelosfilhosoficial e https://www.instagram.com/maesqueorampelosfilhosoficial/.

Na arquidiocese de Vitória o Terço dos Homens chegou no ano de 2001, na Paróquia São Francisco de Assis, no bairro de Jardim da

O quarto domingo de agosto, lembra e valoriza todos os ministérios e serviços de leigos e leigas na Igreja. O terço dos homens é um dos movimentos que agrega em especial os homens na Igreja.

O terço dos homens surgiu no Brasil, na cidade de Itambé no Sergipe, há 86 anos, através da iniciativa dos adeptos do Movimento “Maria Três Vezes Admirável de Shöenstatt”, também conhecido como “Mãe Rainha”.

Na arquidiocese de Vitória ele chegou no ano de 2001, na Paróquia São Francisco de Assis, no bairro de Jardim da Penha, através de um jovem chamado Antônio Zoon. Depois de uma viagem a Israel, Antônio regressou ao estado, inquieto em fazer alguma coisa específica para os homens dentro da Igreja. Fazia suas orações, pedindo a Deus que o iluminasse como poderia proceder. Teve conhecimento do terço dos homens e assim implantou na comunidade em Jardim da Penha. Depois de um ano de terço na Paróquia São Francisco de Assis, o grupo começou a dar frutos. Novos terços forma surgindo em outros bairros. Surgiu o terço na Praia do Suá, depois Praia da Costa, Jardim Limoeiro, Serra e assim foi crescendo.

Hoje na Arquidiocese de Vitória são 246 grupos de terço dos homens.

“Por ser um terço só de homem é uma forma de fazer com que possamos nos sentir mais à vontade. O homem as vezes fica acanhado, quando a esposa está do lado, e quando está num ambiente que tem outros homens ele se sente mais livre”, relata Jarbas Christo, relações públicas da coordenação estadual do terço dos homens.

O Terço dos Homens tem se revelado também como força de transformação e de verdadeiras conversões.

“O grande propósito dos homens no terço, é trazer o homem para a igreja, e criar conversão. O homem se converte no segmento da igreja. Precisamos colocar o homem dentro da igreja”, comenta Jarbas.

O Papa São João Paulo II em sua Exortação Apostólica “Rosarium Virginis Mariae” publicada em 16 de outubro de 2002, nos ensinou que o Terço é uma oração contemplativa. “A oração constante do Rosário traz inúmeros benefícios para o fiel, que alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mãos da Mãe do Redentor”.

Pandemia

Com a chegada da Pandemia da Covid-19, houve a necessidade do distanciamento social e a realidade de fechamento das igrejas, sendo assim necessário parar os encontros presenciais.

“No início ficou todo mundo quieto, cada um no seu canto. Quando se percebeu que a pandemia não passaria rápido logo foram surgindo iniciativas para que os encontros pudessem acontecer, alguns grupos criaram um aplicativo para poder fazer o terço on-line. Aqui em Jardim da Penha toda terça feira, que já é o dia de reunião do grupo, nós nos reunimos on-line. Rezamos o terço e conversamos, sem deixar que a pandemia atrapalhe a nossa fé”, relata Jarbas.

Os Encontros Estaduais do Terço dos Homens realizado no Convento da Penha, esse ano também precisou se adaptar por conta da pandemia.

“Nesse ano por conta da pandemia fizemos o encontro de uma forma totalmente diferente e para nós ousada. No primeiro momento pensamos em fazer o encontro on-line, mas depois veio a ideia de ser feito estilo drive in. Foi autorizado a entrada de 50 carros no Campinho do Convento com duas pessoas dentro. Foi um encontro fantástico, emocionante, bem diferente de todos os anos”, vibra Jarbas com o encontro realizado em plena Pandemia.

O último encontro presencial no ano de 2019, estiveram presentes 6000 homens.

Equipe de Coordenação Estadual

A equipe de Coordenação Estadual é formada por quatro pilares: Coordenador, Vice coordenador, Relações Pública e o Tesoureiro.

Hoje as pessoas que respondem por esses serviços são:

Jamilson Guerini – Coordenador

Antonio Cesar de Andrade – Vice coordenador

Jarbas Christo – Relações Pública da Coordenação Estadual

Sylvio Lavor – Tesoureiro

Leia também:

https://www.aves.org.br/noticias/TOJnMqe7KfIDfGrNdBY8

A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica publicou em 8 de junho de 2018 a Instrução Ecclesiae

A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica publicou em 8 de junho de 2018 a Instrução Ecclesiae Sponsae Imago sobre a Ordem das Virgens (Ordo Virginum), aprovada p elo Papa Francisco e assinada pelo seu prefeito Cardeal João Braz de Aviz e pelo secretário, o arcebispo José Rodriguez Carballo com o desejo de celebrar o 50º. aniversário do rito num grande encontro com o Papa em Roma, o que não foi possível devido a pandemia do coronavírus.

“A virgindade consagrada foi, como um dom excelente, deixada por nosso Senhor Jesus Cristo em herança a sua Esposa. Houve assim desde a época apostólica virgens que consagraram a Deus sua castidade, ornando o corpo místico de Cristo e enriquecendo-o de admirável fecundidade. (Decreto da Santa Sé, n.600/70)”.

Em 31 de maio de 2020, por ocasião do quinquagésimo aniversário, o Papa Francisco, em sua mensagem, assinalou a Ordo Virginum como “um sinal de esperança” e indicou: “Sede mulheres da misericórdia, peritas em humanidade” e que acreditam “na força revolucionária da ternura e do afeto”. “A Homilia proposta pelo Rito de Consagração exorta-vos: «Amai a todos, mas objeto das vossas preferências sejam os pobres» (n. 29). A consagração reserva-vos para Deus, sem vos alienar do ambiente onde viveis e sois chamadas a dar o vosso testemunho com o estilo da proximidade evangélica (cf. Ecclesiae Sponsae imago, 37-38). Com esta específica proximidade aos homens e mulheres de hoje, a vossa consagração virginal ajude a Igreja a amar os pobres, a identificar as pobrezas materiais e espirituais, a socorrer os mais frágeis e indefesos, todos os que padecem doenças físicas e psíquicas, os pequeninos e os idosos, quantos correm o risco de ser postos de lado e descartados”.

O que é esta consagração?

“A fidelidade do Pai continua ainda hoje a colocar no coração de algumas mulheres o desejo de serem consagradas ao Senhor na virgindade, vivida no seu ambiente social e cultural comum, radicadas numa Igreja particular, numa forma de vida antiga e simultaneamente nova e moderna” (Mensagem do Papa Francisco no cinquentenário da promulgação do Rito da Consagração das Virgens)

As virgens consagradas são imagem da Igreja, esposa de Cristo. São mulheres que Consagradas pelo Bispo diocesano, contraem um vínculo particular com a Igreja, a cujo serviço se dedicam, mesmo permanecendo no mundo, sozinhas ou associadas e que conforme o Decreto da Santa Sé assumem a consagração como estado de vida e princípio de doação entregando-se às obras de penitência e de misericórdia, à atividade apostólica, à oração, conforme a condição e os carisma de cada uma.

Esta forma de consagração, Ordo Virginum foi  acolhida na Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, no ano de 1983, por iniciativa do seu então Arcebispo Dom Silvestre Luiz Scandian, que assumiu pessoalmente a orientação e formação das consagradas, contando também com os bispos auxiliares, à época, até o ano de 2004, quando assume o governo desta Igreja Particular o Arcebispo Dom Luiz Mancilha Vilela, que deu continuidade a ação pastoral, própria ao seu ministério, acolhendo, incentivando e promovendo esta forma de vida consagrada nesta Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo, até os tempos atuais, com o atual arcebispo Frei D. Dario Campos que com seu zelo pastoral e ternura franciscana acolheu a indicação do Pe. Hadeleon Santana como o orientador espiritual.

Mais Informações:

(27) 99252 4558 – Sonia Maria Nascimento Freire

Od-Articuladora

(27) 99899 4213 – Mitra Arquidiocesa

Texto escrito por Dóris Almeida

Ele é um aporte financeiro da Arquidiocese de Vitória destinado a atender os padres e é mantido com a contribuição mensal de 2% do

Você conhece o chamado fundo sacerdotal? Este é um aporte financeiro da Arquidiocese de Vitória destinado a atender os padres idosos eméritos ou que necessitam de afastamento de sua paróquia para tratamento médico e para custear a manutenção da Casa Sacerdotal – que será estabelecida futuramente no município de Serra, no local onde hoje funciona o Propedêutico.

Esse fundo ainda visa garantir o sustento dos padres que exercem seu ministério nas frentes missionárias da Arquidiocese e no Projeto Missionário Igrejas Irmãs da CNBB, em paróquias pobres de periferia que ainda não arrecadam o suficiente para garantir o seu custeio e manutenção, contemplando côngruas, plano de saúde (assistência médico/hospitalar) e remédios.

Para que ele seja mantido, dos valores arrecadados pelas Comunidades Eclesiais de Base da Arquidiocese de Vitória com dízimos, coletas nas celebrações e outras doações, 2% é destinado à sustentação do custeio.

O representante dos padres na Arquidiocese de Vitória é o padre Robson Pratti e ele explica que o fundo presbiteral foi criado para cuidar dos padres e dar toda a assistência aos presbíteros: “é uma colaboração dos presbíteros, cada paróquia tem sua porcentagem dentro dos repasses que a gente faz para a Arquidiocese. Esse fundo atua nas questões emergenciais, para amparar o padre em diversas frentes. Ele é importante para manter a ação missionária da Igreja e cumpre o direito canônico, na parte que trata da responsabilidade que temos para com os padres. Essa é a nossa comunhão sacerdotal.”

Padre Robson também enfatiza que existe um grupo gestor que cuida de cada demanda, analisa os casos, faz complementações e socorre o padre que precisa de uma determinada ajuda. Esse grupo é formado por ele, pelo padre Paulo Regis que é Vigário Episcopal para Assuntos Econômicos da Arquidiocese de Vitória, pelo Sérgio Murilo que é o Administrador Ecônomo e pelo Padre Ivo Amorim que é o Vigário Geral. Todos os pedidos são levados para o Arcebispo Dom Dario Campos.

Atualmente, o fundo sacerdotal atende seis padres eméritos; dois padres da Arquidiocese de Vitória que estão em missão no Estado do Amazonas – um na Prelazia de Lábrea e outro na diocese de Santa Maria do Araguaia; três padres afastados para tratamento médico; um padre liberado para atendimento aos hospitais da Grande Vitória; e padres e religiosos de 12 paróquias pobres localizadas nas frentes missionárias da Arquidiocese.

A arrecadação média mensal do fundo de solidariedade é de R$ 94.916,65 e a despesa por mês está no valor de R$ 120.717,52. Segundo o Administrador Ecônomo da Arquidiocese de Vitória, Sérgio Murilo, o déficit mensal tem o suporte e auxílio financeiro da Mitra Arquidiocesana de Vitória.

Em percentuais do valor arrecadado pelo Fundo Sacerdotal: 63% é destinado aos padres e religiosos que atuam nas frentes missionárias e paróquias pobres da Arquidiocese; 25% é destinado à Casa Sacerdotal/padres eméritos e 12% é destinado a padres em tratamento médico. 

O que é e como funciona o Instituto Interdiocesano de Filosofia e Teologia

O que é o Interdiocesano?

O Instituto Interdiocesano de Filosofia e Teologia é o local de formação filosófica e teológica dos padres da Província Eclesiástica do Espírito Santo. Está situado na Praia do Suá, próximo à entrada da 3ª Ponte e acolhe os estudantes seminaristas das 4 dioceses do Espírito Santo.

Em final de maio de 2017, com a inauguração do Centro Católico de Estudos, Dom Silvestre Luiz Scandian, o IFTAV, Instituto então administrado pela Arquidiocese de Vitória, inaugurou uma nova fase, sendo assumido pelas 4 dioceses e tornando-se por essa razão interdiocesano. A proposta foi feita pelo então arcebispo de Vitória, dom Luiz Mancilha Vilela e foi acolhida pelos bispos que passaram a ter uma participação nas decisões e encaminhamentos sobre os estudos dos seminaristas. A partir de então, o Instituto saiu do prédio anexo à igreja São Gonçalo no Centro de Vitória e passou a funcionar no Centro Católico de Estudos. O nome do Centro de Estudos é uma homenagem a dom Silvestre, 2º arcebispo de Vitória, hoje falecido, mas que na ocasião esteve presente.

As dioceses de São Mateus, Cachoeiro de Itapemirim e Colatina que junto com a Arquidiocese de Vitória formam a Província Eclesiástica do Espírito Santo, têm na Grande Vitória suas casas de formação: Seminário Maior em Carapina, Seminário Maria Mãe da Igreja em Jr. Tropical e Seminário São João Maria Vianney em Alto Lage, respectivamente, onde os seminaristas ficam durante a semana para frequentar as aulas nos cursos de Filosofia e Teologia. No final de semana os seminaristas voltam para suas dioceses onde estão inseridos na ação pastoral. Cada casa de formação além do grupo de seminaristas acolhe também o reitor e os professores que precisem pernoitar, dado que todas as dioceses têm padres professores do curso de Teologia. A Arquidiocese de Vitória funciona da mesma forma: durante a semana os seminaristas estudam e moram no Seminário Nossa Senhora da Penha e no final de semana estão inseridos nas pastorais nas paróquias. Para o curso de Filosofia “existe um acordo entre o Interdiocesano e a Universidade Católica, ou seja, a Direção/Coordenação do Interdiocesano apresenta nomes de professores e o Arcebispo Metropolitano é quem nomeia o Coordenador do sobredito Curso”. Além disso, na última reunião das 3 anuais que são realizadas com a Direção e Coordenação do Interdiocesano e a presença dos professores, participam também, os professores do curso de Filosofia.

Portanto, os alunos seminaristas das 4 dioceses fazem o curso de Filosofia na Faculdade Salesiana e a Teologia no Instituto Interdiocesano.

Como funciona

Quem explica o funcionamento do Instituto Interdiocesano de Filosofia e Teologia é padre Arthur Francisco J. Santos “O Interdiocesano funciona no espaço do Centro Católico de Estudos Dom Silvestre Luiz Scandian, cujo Grão Chanceler é o Sr. Arcebispo Metropolitano de Vitória.

O Grão Chanceler preside o grupo formado pelos Bispos da Província Eclesiástica, juntamente com os Reitores dos Seminários Maiores e o Diretor do Instituto Interdiocesano, para decisões maiores”.

Hoje os bispos que presidem as dioceses e formam o Conselho do Interdiocesano são: dom Wladimir Lopes Dias, bispo de Colatina, dom Paulo Dal’Bó, bispo de São Mateus e pe. Walter Altoé, administrador diocesano de Cachoeiro de Itapemirim e dom Dario Campos, arcebispo de Vitória.

O Instituto interdiocesano tem como Diretor o padre Hugo Scheer, como coordenador de estudos padre Arthur Francisco dos Santos Juliatti. O corpo de docentes composto por padres das 4 dioceses e professores leigos.

As decisões ordinárias, isto é, o funcionamento das aulas e planejamento “são tomadas pela Direção/Coordenação, nomeada pelo Grão Chanceler, com a presença dos Professores, em três reuniões ordinárias, uma no primeiro semestre letivo e duas no segundo”, disse padre Arthur.

Os alunos

Hoje o Interdiocesano tem 29 alunos, sendo:

11 no 2º período de Teologia – (6 da Arquidiocese de Vitória – 1 de Cachoeiro de Itapemirim – 3 de são Mateus -1 de Colatina).

6 no quarto ano de Teologia – (2 de Colatina – 1 de São Mateus – 1 de Cachoriro de Itapemirim – 2 de Vitória).

4 no sexto período de Teologia – (2 de Vitória – 1 de São Mateus – 1 de Cachoeiro de Itapemirim).

8 no oitavo período de Teologia – (3 de Colatina – 3 de Vitória – 1 de São Mateus – 1da Congregação dos frades Capuchinhos).

O curso é administrado pelo Centro Católico de Estudos, que tem como Diretor o pe. Anderson Gomes e cada aluno paga uma mensalidade em torno de R$ 1.615,00, dependendo da quantidade de disciplinas que frequenta. As despesas são arcadas pelos Seminários, conforme a quantidade de alunos.

Breve Histórico

Em 23 de fevereiro de 1985, dom Silvestre Luiz Scnadian, então arcebispo de Vitória, criou o Instituto de Filosofia e Teologia da Arquidiocese de Vitória (IFTAV) com a ideia de poder formar os padres a partir da realidade local. Teve como primeiro Diretor o padre Rubens Duque e iniciou com a participação de seminaristas de Vitória e São Mateus. Depois foi a vez de Cachoeiro e mais tarde Colatina quando se tornou diocese. O atual Diretor do Interdiocesano, padre Hugo Scheer iniciou sua caminhada como professor do IFTAV, sucedeu pe. Ivo Amorim na Direção no final da década de 80 e foi confirmado Diretor pelos bispos das 4 dioceses em 2017 na criação do Interdiocesano.

Retomada das Celebrações da Palavra

Com o retorno das missas presenciais, algumas comunidades também retomaram as Celebrações da Palavra. Por área Pastoral, a exceção é a Área Serrana que está se preparando para setembro, conforme disse pe. Carlos Barbosa, pároco da paróquia São Sebastião e coordenador da Área Pastoral. Já nas paróquias algumas estão retomando, outras preparando para setembro e outras ainda sem data prevista. Em Vitória, na paróquia Nossa Senhora da Vitória (Catedral) quase todas as Comunidades retomaram as celebrações da Palavra no Dia dos Pais. A paróquia São Pedro Apóstolo das 12 comunidades, 2 retornaram com as celebrações em julho e 8 em agosto. Apenas a Comunidade Nossa Senhora Aparecida ainda não voltou.

Gustavo de Oliveira Gervasio, da equipe de liturgia diz que os protocolos obedecem às orientações sanitárias, as orientações da Arquidiocese e o aconselhamento do pároco, pe. Gilberto Domingos. Isto é, todos os participantes precisam usar máscara, e, na chegada tem álcool em gel e aferidor de temperatura. Para ele a maior dificuldade é a idade dos membros da Comunidade: “pessoas idosas e de grupo de risco que dificultam a retomada, dado que estes não devem participar de Celebrações presenciais”.

No santuário Santo Antônio o Conselho ainda estuda a forma e a data para retornar com as Celebrações nas Comunidades.

Na Área Benevente, quem explicou como está funcionando a retomada nas comunidades foi o seminarista do 1º ano de teologia, Juliano do Nascimento Machado, que pertence à paróquia São José e, neste período de pandemia acompanha o pároco, pe. Ermindo nas 26 comunidades. Juliano afirma que as pessoas estão confiantes com a retomada “porque sentem falta da vida em comunidade”. Porém, cuidados são necessários e todas as comunidades seguem as orientações do Arcebispo e do pároco. “As próprias comunidades organizam uma listas com os nomes de quem deseja participar e assim conseguem controlar o número de pessoas. Acontece também que algumas pessoas preferem aguardar mais um tempo por receio de contaminação e continuar assistindo pelas redes sociais”.

A Área Serrana prevê a retomada para o início de setembro, dependendo do mapa de risco da região. A matriz da paróquia Santana pensou em retomar as Celebrações, mas acabou ficando com a decisão da Área Pastoral e celebra apenas as missas.

Na área Cariacica/Viana, as Celebrações da Palavra estão sendo retomadas, de forma gradativa. Especificamente na paróquia Santa Ana, é obrigatório o uso de máscara; a sinalização dos bancos para que o distanciamento seja mantido; a aferição de temperatura e caso esta esteja acima de 37,5 a pessoa é aconselhada a procurar serviço médico; formaram grupos de serviço para não permitirem que as pessoas se aglomerem; o ofertório é feito no próprio local, sem deslocamentos; o abraço da paz está suprimido, e, a Comunhão apenas sob a espécie de pão e na mão.

Para Marcelo da Comunidade Sagrada Família, paróquia Santa Ana e coordenador de Liturgia da Área Pastoral Cariacica/Viana há “necessidade de celebrar, “porque neste momento difícil de pandemia e outras questões sociais, políticas e ambientais, precisamos ter mais intimidade com Deus, mas vejo que teríamos que ter mais cautela, pois ainda não temos uma vacina e a população não tem seguido à risca as recomendações da OMS, Organização Mundial de Saúde. Acredito que a nossa Igreja poderia aguardar mais um pouco para retomar as atividades presenciais. Apesar de algumas cidades terem saído do mapa de risco, ainda estamos lidando com um inimigo muito perigoso”.

Na Área Vila Velha poucas paróquias retomaram as Celebrações da Palavra. Nas comunidades da paróquia Santa Cruz, o mês de setembro começa com Celebração da Palavra com o Diácono Permanente em 4 das 7 comunidades. Santa Rita e Nossa Senhora da Glória também retomam em setembro.  

Na área Pastoral de Serra/Fundão a retomada está a cargo de cada paróquia, mas estão sendo retomadas aos poucos. Segundo pe. Jones os fiéis estão muito conscientes e todos que retornam estão mantendo distanciamento social com lugares marcados, usando máscara e álcool em gel e fazendo a aferição da temperatura.