O Santuário de Fátima em Portugal marca o início do Movimento Sacerdotal Mariano (MSM). Nesta semana que a Igreja dedica aos leigos na Igreja, vamos conhecer um pouco mais sobre este Movimento e o Movimento Mariano.
Origem
Em 1972 o padre Stéfano Gobbi, um italiano de Milão sentiu que Nossa Senhora o inspirava a rezar pelos sacerdotes e com eles formar um grupo de consagrados ao Imaculado Coração de Maria. No ano seguinte (1973) pe. Gobbi estruturou o Movimento Sacerdotal Mariano e criou também o Movimento Mariano que inclui a participação de religiosos, religiosas e leigos e, começou então, a difundi-lo pelo mundo.

O que se propõem os Movimentos?
O objetivo do Movimento Sacerdotal Mariano e do Movimento Mariano é que todos os membros rezem pela Igreja e com a Igreja. Esse propósito é assumido através de três compromissos: 1. Consagração ao Coração Imaculado de Maria. 2. A unidade ao Papa e à Igreja. 3. Conduzir os fiéis a uma vida de entrega confiante a Nossa Senhora.
Todos os que aderem ao Movimento assumem o compromisso de confiar totalmente em Nossa Senhora e tornarem-se testemunhas de comunhão e unidade num esforço constante de conversão, por meio da oração e da penitência.
Em forma de analogia o Movimento Assis se descreve: “Se compararmos a Igreja a uma grande árvore, poderíamos dizer que o objetivo do MSM não é acrescentar mais um ramo aos muitos já existentes, mas infundir nela uma força que, partindo do Coração Imaculado de Maria, se difunde por todos os ramos da Igreja, ajudando-os a desenvolver -se, cada um segundo a sua própria função e fisionomia particular, e comunicando a todos um maior vigor e beleza. É uma opção espiritual”.
A espiritualidade
O compromisso e a fé são renovados e alimentados através dos Cenáculos (encontros de oração e fraternidade). Nos Cenáculos acontece a oração do Terço; uma meditação sobre o livro deixado por pe. Gobbi que é considerado o seu testamento; a oração pelo Papa e pelo clero; e, a renovação da Consagração a Nossa Senhora.
Geralmente o Cenáculo é realizado nas famílias, mas também acontecem Cenáculos específicos para crianças e jovens.

Movimento Sacerdotal Mariano em números
No mundo cerca de 400 bispos e 300 mil sacerdotes diocesanos e de congregações religiosas estão inscritos no Movimento. Já os membros do Movimento Mariano não fazem inscrição o que impede precisar a quantidade, calculada em alguns milhões, disse Débora Carla Melotti Mello Cardoso que junto com o marido Ricardo Santos Cardoso, são responsáveis diocesanos pelo Movimento Mariano na Arquidiocese e atuam na paróquia Nossa Senhora de Guadalupe em Itapuã, Vila Velha.
Movimento Mariano na Arquidiocese de Vitória
Embora conhecidos como membros do Movimento Sacerdotal Mariano, na Arquidiocese de Vitória existe apenas o Movimento Mariano que está em quase todas as paróquias, conforme informações de Débora. Contudo o número de participantes do Movimento na Arquidiocese não está disponibilizado.
Na paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, onde vivem os coordenadores arquidiocesanos, Débora explicou como é a programação anual: “além dos Cenáculos familiares, realizamos todo primeiro sábado do mês um Cenáculo Eucaristico com Adoração ao Santíssimo Sacramento, oração do Santo Terço, confissão e Santa Missa e, como parte do Calendário Paroquial, anualmente, no dia 12 de outubro, realizamos um Cenáculo nas areias da praia em honra a Nossa Senhora Aparecida e como forma de ação evangelizadora”.

Os Arautos do Evangelho estão, na estrutura da Arquidiocese de Vitória, dentro da Comissão do Laicato. O motivo é, que mesmo tendo entre seus membros um ramo sacerdotal (Sociedade de Vida Apostólica Virgo Flos Carmeli), é uma Associação de Leigos de Direito Pontifício.
Além da missão mariana, os sacerdotes também auxiliam nas confissões e substituem os párocos quando solicitados. Outra atividade dos Arautos é a participação em procissões e/ou festividades das paróquias com o coral e a banda, visto que a música e o canto fazem parte da formação.

Desde então, o grupo de mães passou a ser um movimento reconhecido pela Igreja tendo como orientador espiritual Padre Anderson Gomes, como bispo referencial Dom Luiz Mancilha Vilela e como vice-coordenadora nacional e internacional, Aline Eisenlohr. A padroeira é Nossa Senhora de La Salette, uma mãe que chora por todos aqueles que lhe foram dados e a co-padroeira é Santa Mônica, uma mãe que orou por seu filho durante anos.
A fundadora do movimento conta que o Mães que Oram pelos Filhos possui um tripé de obediência, humildade e unidade. O movimento começou em um momento em que as mães, com as ocupações do dia a dia, não tinham tempo para Deus: “E aí Deus usa uma pedagogia de trazer as mães pelos seus filhos, porque pelos filhos as mães sempre têm tempo. E ao vir rezar pelos filhos essas mães estão sendo evangelizadas e voltando para suas casas evangelizando seus filhos, seus maridos e tornando a família mais cristã”. 
Neste período de pandemia vivido no mundo inteiro a coordenadora afirma que está sendo o ano mais fértil do movimento, porque elas têm a limitação de não poderem se reunir presencialmente, mas descobriram que podem se falar muito mais de perto usando a internet. Além disso, todos os serviços como metodologia e espiritualidade estão aproveitando para fazer formações, os grupos têm rezado pelo WhatsApp e alguns encontros estão acontecendo virtualmente.









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