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De terça (24) a sexta-feira (27) o Vicariato para a Comunicação da Arquidiocese de Vitória promove uma série de entrevistas com os candidatos

De terça (24) até sexta-feira (27) dessa semana o Vicariato para a Comunicação da Arquidiocese de Vitória promove uma série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Vitória, Vila Velha, Cariacica e Serra. 

As sabatinas serão realizadas no Centro Católico de Estudos, na Praia do Suá, em Vitória e a cada dia, um candidato por vez, será entrevistado às 9h e às 14h. O tempo para que cada um apresente suas propostas é de 40 minutos. 

A mediação das entrevistas será feita pelo Vigário Episcopal para a Comunicação, padre Anderson Gomes. No início todos os candidatos responderão a mesma pergunta: Por que o (a) senhor (a) quer ser prefeito (a)? E no decorrer da conversa serão feitas perguntas sorteadas sugeridas por padres, movimentos e pastorais da Arquidiocese de Vitória. 

Para que você possa acompanhar de casa, a transmissão das sabatinas vai ser feita em áudio e vídeo pelo Youtube da Arquidiocese no endereço: www.youtube.com/arquivitoria e também em áudio pela Rádio América 91,1 FM. Participe e envie sua pergunta.

Confira a ordem das entrevistas: 

Terça-feira (24/11) – Vila Velha e Serra 

9h – Arnaldinho Borgo (Podemos) 

14h – Fábio Duarte (Rede)

Quarta-feira (25/11) – Vila Velha e Serra 

9h – Max Filho (PSDB) 

14h – Sérgio Vidigal (PDT) 

Quinta-feira (26/11) – Vitória e Cariacica 

9h – Pazolini (Republicanos)

14h – Euclério Sampaio (DEM) 

Sexta-feira (27/11) – Vitória e Cariacica 

9h – João Coser (PT) 

14h – Célia Tavares (PT)

Realização da Assembleia do Dízimo 2020.

Anualmente o departamento de pastoral da Arquidiocese, juntamente com a coordenação da Campanha do Dízimo realiza uma assembleia para prestação de contas, apresentação da proposta para o ano seguinte e fechamento da Campanha do ano em curso.

Devido à pandemia da Covid-19 a Assembleia será realizado com número reduzido de participantes, hoje, 22 de novembro.

Os objetivos são, especificamente três: 1. Prestação de contas da Campanha 2018. 2. Apresentação da 3ª etapa para este ano. 3. Levantar ideias para a Campanha de 2021.

Preside a missa de abertura do Encontro o Arcebispo de Vitória, dom Dario Campos. O Encontro termina com o almoço.

A Campanha do Dízimo é acontece anualmente no mês de julho com o intuito de sensibilizar os cristãos católicos sobre sua responsabilidade na evangelização e manutenção dos serviços religiosos. O tema deste ano foi: Dízimo, coração missionário e a frase bíblica que norteou toda o trabalho foi do Mt 6, 21 “Onde está o seu tesouro assim, aí estará o seu coração”.

Dia do Leigo.

O Dia de Cristo Rei, foi instituído em 1925 pelo Papa Pio XI, para reafirmar a soberania de Cristo numa sociedade com muitos outros ‘reis e senhores’.  Após 95 anos os motivos continuam os mesmos e a Igreja Católica continua celebrando a data que marca também o fim e o início do ano litúrgico.

Tradicionalmente a Ação Católica, Movimento que se instalou no Brasil em 1935, fazia desta data um momento para seus membros renovarem as promessas batismais e os novos receberem o ‘distintivo’ que os identificava como grupo de leigos comprometidos com a missão da Igreja.

Hoje, estruturalmente, os leigos estão na Igreja coordenados e representados pela Comissão Nacional de Leigos (CNL), que aprovou em 1991 a solenidade de Cristo de Rei como o Dia do Leigo, com as mesmas motivações da Ação Católica: renovar neste dia as promessas batismais.

Na Arquidiocese de Vitória a data será comemorada com uma missa na Catedral, às 9h da manhã, presidida pelo pe. Renato Criste, pároco e coordenador de pastoral.

Estarão presentes representantes de todos os segmentos, (em torno de 10 pessoas), que compõem a Comissão. A restrição é devida às necessidades de manter distanciamento social por conta da pandemia da Covid-19.

Para Luciano Prado Murari, recém-nomeado coordenador da Comissão do Laicato na Arquidiocese de Vitória e membro do Cursilho, mesmo com as restrições “será uma missa celebrada com muita alegria e os poucos irão representar seus carismas e dons, vão nos mostrar com essa diversidade, como é grande e bonita a nossa Igreja”.

Datas comemorativas são sempre oportunidades para chamar a atenção das pessoas para algo importante, embora alguns sejam contrários. Para o coordenador da Comissão” somos uma Igreja viva porque somos gente que se movimenta e os leigos estão presentes nos Movimentos, Novas Comunidades, Associações, Pastorais, Comunidades e Paróquias. O Leigo tem o potencial de ir aonde os sacerdotes, muitas vezes, não conseguem: dentro das casas, dentro dos escritórios, nas escolas, no comércio, na indústria. Celebrar o Dia do Leigo é celebrar uma Igreja em movimento, que não fica estática dentro dos templos”.

Ainda segundo Luciano a importância de celebrar a data é principalmente para conscientizar os próprios leigos sobre a sua missão, pois “muitos vão à Igreja, mas não são Igreja no dia a dia, no seu ambiente e na sociedade”.

Este ano, o tema é: Cristãos Leigos e Leigas: testemunho e profecia a serviço da vida e o lema: “Eu vos chamei a serviço da justiça” (Is 42,6).

A CNL produziu e disponibilizou gratuitamente dois roteiros de celebração para o Dia do Leigo deste ano, um para adultos e outro para jovens. Para baixar, acesse: https://www.cnlb.org.br/?wpfb_dl=90

A Comissão do Laicato na Arquidiocese de Vitória é composta por:

Apostolado da Oração;

Arautos do Evangelho;

Campanha Mãe Rainha de Schoenstatt;

CHARIS: Renovação Carismática Católica e Novas Comunidades: Epifania, Jesus está vivo, Mensageiros da Boa Nova e Shalom;

Legião de Maria;

Liga Católica Jesus, Maria e José;

Mães que oram pelos filhos;

Movimento dos Cursilhos de Cristandade;

Movimento dos Focolares;

Movimento Sacerdotal Mariano;

Oficinas de Oração e Vida;

Terço dos Homens;

 Sociedade São Vicente de Paulo (Vicentinos).

Durante um exame de rotina no ano de 2013, Ulysses Cardinelli de Oliveira, 72 anos, foi solicitado a fazer um ultrassom a pedido do

Durante um exame de rotina no ano de 2013, Ulysses Cardinelli de Oliveira, 72 anos, foi solicitado a fazer um ultrassom a pedido do seu urologista. No resultado havia aparecido dois pontos, um na vesícula e outro no pâncreas. O urologista então pediu que fizesse uma pesquisa sobre o resultado, ao procurar um especialista foi necessária uma pequena cirurgia e ao realizar a biópsia do material recolhido, o resultado foi positivo para melanoma interno. “Comecei o tratamento com quimioterapia em Vitória por 1 ano, como os resultados não foram bons, surgiu por indicação da minha médica um encaminhamento para o Hospital A C Camargo em São Paulo. Entrei para um grupo de pesquisa com uma nova medicação que estava sendo testada no Brasil com um protocolo de 2 anos”.

Ele aponta que por ter sido um tratamento difícil, não havia ainda muitas respostas, era necessário buscar força para superar a cada dia e a fé foi uma porta de esperança. “Eu tinha que me apegar em alguma coisa, optei pela religião, estive em Valinhos, São Paulo, com o padre Eduardo e logo comecei a fazer a novena das Mãos Ensanguentadas de Jesus. Estive em Trindade, no Santuário do Divino Pai Eterno, faço até hoje a novena. Estive em Aparecida no Santuário da nossa Mãe. Comecei também um tempo depois a frequentar o Terço dos Homens, onde estou até hoje”, destaca.

Após a primeira sessão de quimioterapia, a família de Ulysses foi informada pelos médicos que ele teria apenas seis meses de vida. “O que eu não sabia no início quando fiz a primeira cirurgia, é que me deram 6 meses de vida, minha família me escondeu. Hoje faço acompanhamento de 3 em 3 meses”, afirma.

A fé e a vontade de viver

O tratamento depende do estágio da doença. Se detectado no início, há a possibilidade de fazer cirurgia para retirada da próstata ou radioterapia para tratar o tumor. Em fase mais avançada, os tratamentos não visam a cura, mas procuram retardar o desenvolvimento da doença. 

Ulysses destacou que ao final do seu tratamento no ano de 2018, um fato curioso deixou ele otimista e com a certeza que a fé foi um fator determinante para superar esta doença. “Meu médico suspendeu a medicação e me deu alta. O que marcou muito foi quando me despedi, dei um abraço e um beijo nele agradecendo, ele me respondeu: eu fiz o que a medicina permitiu que eu fizesse, mas quem te curou está ” Lá em Cima”. Hoje posso dizer com muita certeza, a “FÉ ME CUROU”, conclui.

“Não podemos desistir, mesmo que não tenhamos vontade de rezar, ajoelhar, falar e/ou só chorar. Deus está sempre ao nosso lado e, muitas vezes, os milagres são pessoas boas com o coração voltado para Deus”.

Novembro azul

O câncer de próstata é o tipo mais comum de câncer entre a população masculina, representando 29% dos diagnósticos da doença no país. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam para 65.840 novos casos de câncer de próstata a cada ano, entre 2020 e 2022. Homens com mais de 55 anos, com excesso de peso e obesidade, estão mais propensos à doença. 

Quanto antes descoberto, maiores são as chances de se combater o câncer de próstata. Há, porém, uma cultura machista em relação ao preconceito que muitos homens têm de ir ao médico. Esse é um comportamento que faz com que os homens vivam sete anos a menos do que as mulheres e que os homens aos poucos têm tentado derrubar. 

O toque retal (que dura cerca de 10 segundos e são suficientes para que o médico busque regiões irregulares na próstata) e o exame de sangue para verificar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico) são os mais indicados para descobrir a existência ou não do câncer de próstata. Os dois devem ser realizados de forma conjunta. 

Bancos de sangue no Estado estão precisando de doação. Doar sangue é um ato de amor

Durante o período de enfrentamento ao novo Coronavírus (Covid-19), os bancos de sangue no Estado enfrentam uma redução drástica de doações. E quando algum paciente que está internado em hospitais necessita de sangue, não há outra forma de consegui-lo a não ser por meio de doações.

Os Centros de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes) estão recebendo doadores por meio de atendimento prévio. A medida visa a reduzir a circulação de pessoas nos locais para evitar aglomerações e reduzir a possibilidade de transmissão do vírus.

Na próxima semana, a secretaria estadual de Saúde lança uma campanha de conscientização para que os doadores compareçam aos Hemoes e o estoque de sangue seja reposto.

Com uma única doação, é possível salvar até quatro vidas. O processo de doação é bastante simples. Após a identificação do doador, é feita uma triagem, com dosagem de hemoglobina e avaliação de peso, pressão arterial, temperatura e também será feita entrevista sobre o seu estado de saúde e suas condições gerais. É fundamental sua sinceridade ao responder as perguntas.

A coleta de sangue tem duração de 5 a 15 minutos e são coletados em média de 400 a 450 ml de sangue, além de amostras para exames laboratoriais. Após a doação, você deve permanecer, no mínimo, durante 15 minutos para ser observada se há reação adversa imediata após a doação de sangue.

Durante essa espera, será servido o lanche para iniciar a reposição de perdas ocorridas durante a doação.

Após doar sangue, você deve observar alguns cuidados básicos, como ingerir bastante líquido. Aguarde, pelo menos, uma hora antes de consumir cigarros e aproximadamente 12 horas antes de realizar qualquer esforço físico.

Também é recomendado interromper, no mínimo, por 12 horas após a doação a pilotagem ou condução de veículo de grande porte, operação de máquinas ou equipamentos industriais ou de construção civil e prática de mergulho, voo livre ou escalada.

Em caso de mal estar, parar imediatamente o veículo se estiver dirigindo. Se ocorrer algum episódio de tonteira, vista escura, enjoo, palidez ou suor excessivo deite-se ou sente-se imediatamente, permanecendo nesta posição até melhorar.

Apesar de raro, caso você apresente febre ou diarreia até sete dias após a doação, comunique ao Hemoes onde você fez a doação.

O que você precisa saber para ser doador

Para doar sangue, é necessário apresentar documento de identidade oficial com foto (carteira de identidade, de trabalho, habilitação, passaporte) e estar se sentindo bem.

Quem tem 16 e 17 anos, pode doar, mas precisa de autorização de um responsável legal. Já a idade máxima para doar é 69 anos, desde que a primeira doação tenha ocorrido antes dos 61 anos.

Só pode doar sangue quem pesa acima de 50 kg. E é importante ter dormido bem na noite anterior à doação, não estar em jejum e fazer repouso mínimo de 6 horas na noite anterior à doação.

É preciso ainda não ingerir bebida alcóolica nas 12 horas antes da doação, evitar fumar, pelo menos 2 horas antes e depois da doação e evitar ingerir alimentos gordurosos. Caso tenha almoçado, a doação deve ocorrer 3 horas após.

O que impede uma pessoa de doar sangue

Caso esteja resfriado, aguarde sete dias após o desaparecimento dos sintomas. Mulheres grávidas não podem doar. E as mamães que estão amamentando devem aguardar 12 meses após o parto.

Quem fez tatuagem ou se expôs a situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis, deve aguardar 12 meses para doar sangue.

Já pessoas que tiveram hepatite após os 11 anos de idade ou que apresentam evidência clínica ou laboratorial de hepatites B e C, aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e doença de Chagas não podem doar sangue.

O mesmo vale para quem já contraiu malária ou faz uso de drogas injetáveis ilícitas. Durante a entrevista pré-doação, podem ser identificados outros impeditivos pela equipe de triagem.

Onde doar

Hemocentro de Vitória

Endereço: Avenida Marechal Campos, 1.468, Maruípe.

Telefone: (27) 3636-7920

Unidade de Coleta de Sangue da Serra

Endereço: Avenida Eudes Scherrer Souza, s/nº (anexo ao Hospital Estadual Dório Silva).

Telefone: (27) 3218-9429

Hemocentro de Linhares

Endereço: Avenida João Felipe Calmom, 174-298 – Centro.

Telefone: (27) 3264-6000

Hemocentro de Colatina

Endereço: Rua Cassiano Castelo, 276 – Centro.

Telefone: (27) 3717-2800

Hemocentro de São Mateus

Endereço: Rodovia Otovarino Duarte Santos, Km 02, Parque Washington.

Telefone: (27) 3767-7954

No próximo dia 22 de novembro (domingo), a Arquidiocese de Vitória vai realizar uma celebração eucarística em celebração ao Dia Nacional do Leigo na

No próximo dia 22 de novembro (domingo), a Arquidiocese de Vitória vai realizar uma missa para celebrar o Dia Nacional do Leigo na Catedral Metropolitana de Vitória, às 11 horas. “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”. A data é celebrada no dia 22 de novembro, Solenidade de Cristo Rei. Este ano, o lema é: Cristãos Leigos e Leigas: testemunho e profecia a serviço da vida e o lema: “Eu vos chamei a serviço da justiça” (Is 42,6).

Há 29 anos a Igreja no Brasil celebra o Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas no último domingo do ciclo litúrgico anual, unindo uma antiga tradição da Ação Católica, onde neste domingo se recorda o batismo como fonte da missão, com a celebração de Cristo Rei. Dentro da comunidade eclesial, os cristãos leigos e leigas são chamados a desempenhar diversas tarefas: catequista, Ministro da Eucaristia, agente das diversas pastorais, serviço aos pobres e aos doentes. Chamados também a colaborar na paroquia e diocese, participando de conselhos pastorais e econômicos. Não como simples colaboradores do bispo e dos padres, mas como membros ativos da comunidade, assumindo ministérios e serviços para o engrandecimento da Igreja de Cristo.

Comissão do Laicato na Arquidiocese de Vitória

Na Arquidiocese de Vitória a Comissão para o Laicato tem como objetivo promover a vocação e missão, formação e espiritualidade dos leigos, movimentos, serviços eclesiais, associações laicais e Cháris (Renovação Carismática Católica e Novas Comunidades), organizando sua atuação, fortalecendo os valores e carismas, com visão eclesiológica alicerçada numa espiritualidade de comunhão e participação, a serviço do crescimento do Reino no espírito missionário, sendo sal, luz e fermento na sociedade.

Atualmente, na composição da Comissão para o Laicato na Arquidiocese de Vitória estão presentes os seguimentos movimentos: Apostolado da Oração; Arautos do Evangelho; Campanha Mãe Rainha de Schoenstatt; Charis (Comunidade Epifania, Comunidade Jesus Está Vivo, Comunidade Água Viva, Comunidade Mensageiros da Boa Nova, Shalom e Renovação Carismática Católica); Legião de Maria; Liga Católica de Jesus, Maria e José; Mães que oram pelos Filhos; Cursilho de Cristandade; Focolares; Movimento Sacerdotal Mariano; Oficinas de Oração e Vida; Terço dos Homens; Vicentinos. O coordenador da comissão para o Laicato é Luciano Prado Murari, do movimento de Cursilho de Cristandade.

Missa em celebração ao Dia Nacional do Leigo

22 de novembro, solenidade de Cristo Rei

Horário: 11 horas

Local: Catedral Metropolitana de Vitória

A missa será transmitida pelo facebook da Catedral Metropolitana de Vitória (acesse aqui)

Anexos

A data de início da decoração das casas para o Natal deve ser o primeiro dia do Advento que neste ano será em 29

Falta pouco mais de um mês para o Natal e o clima natalino já invadiu o comércio, as ruas e as casas dos capixabas. Muitas famílias, inclusive, já montaram suas árvores de natal. Porém, você sabia que existe um dia correto para que os cristãos católicos montem e desmontem este item que é tradição desde o ano 723? A data de início da decoração das casas para o Natal deve ser o primeiro dia do Advento que neste ano será em 29 de novembro.

Padre Rodrigo Chagas é coordenador da Comissão de Liturgia da Arquidiocese de Vitória e explica que as pessoas acabam se deixando levar pela moda, principalmente pelo comércio que incentiva que tudo comece um pouco antes, pois precisam de um tempo maior para fazer suas vendas e alcançar suas metas.

“Como a nossa meta é o Cristo, não precisamos ter tanta pressa pra montar a árvore de Natal e enfeitar a casa. O diferencial de nós, cristãos católicos, é que também não devemos decorar tudo no mesmo dia. É preciso começar no primeiro dia do Advento e conforme vai se aproximando o dia do Natal, decoramos cada vez mais a nossa casa até chegar a grande noite  em que Cristo, o Senhor, nasce no meio de nós”.  

Já a data em que as pessoas devem desmontar a árvore e tirar os enfeites natalinos da casa é o dia 6 de janeiro, Solenidade da Epifania do Senhor aos Reis Magos, em que comemoramos a manifestação de Deus no meio de nós, pela vinda do seu próprio filho: “então se Cristo está conosco, ele habita entre nós e armou sua tenda entre nós. Por isso não precisamos mais dessas manifestações externas do nascimento do Senhor, porque ele se manifesta e está presente dentro de nós que somos batizados.”, detalha padre Rodrigo.

História

A árvore de Natal nasceu na Alemanha, com São Bonifácio. No ano de 723, o monge foi enviado para a Alemanha como bispo com o objetivo de restaurar os valores católicos e cristãos na região. Chegando ao local ele viu que tinha um grande carvalho dedicado ao Deus Thor em que o povo fazia seus cultos. Vendo essa heresia ele marcou um dia para derrubar esse carvalho e fazer uma catequese reafirmando que nosso verdadeiro Deus é uno, trino e é o que seguimos até hoje. Esse carvalho ao cair foi destruindo tudo que via pela frente, mas quando acabou de deitar no chão, foi visto que um pequeno pinheiro que estava próximo se manteve de pé, intacto e são Bonifácio enxergou isso como um milagre.

“Isto aconteceu no período do Advento e ele acabou ligando a figura do Pinheiro com a vinda do Cristo. Então ele colocou essa primeira árvore de Natal como a árvore do menino Jesus. Começou pela Alemanha e se difundiu pelo mundo inteiro. Em 1982 ela foi montada pela primeira vez no Vaticano e o papa João Paulo II fez uma analogia trazendo a questão da árvore do menino Jesus com a árvore da vida anunciada no livro de Gênesis. Então quem é hoje a árvore da vida para nós? Jesus Cristo. O próprio Cristo que vem, nasce no meio de nós para nos trazer a vida, uma nova vida junto de Deus”, afirma padre Rodrigo.

Presépio

O Presépio surgiu no ano de 1223 com São Francisco de Assis, em Assis, na Itália. São Francisco queria fazer uma pregação falando do Natal e para que pudesse também dramatizar mais essa pregação e as pessoas entendessem melhor como foi o nascimento de Jesus ele pediu ao Papa da época autorização para fazer uma representação teatral.

Daí para frente o povo gostou muito da ideia e começaram a reproduzir esse ato todos os anos. As pessoas mais abastadas mandaram fazer as pequenas imagens do presépio, montando em suas casas o nascimento do Deus que se encarnou no meio de nós e só no século XV que se popularizou, pois começaram a produzir imagens do presépio com materiais mais baratos.

A Igreja indica que o presépio deve ser montado no primeiro domingo do Advento, assim como a árvore de Natal. E de acordo com padre Rodrigo “é importante porque ele vai trazer esse Cristo para a nossa realidade, para nossa Igreja doméstica, fazendo com que Ele nasça no meio de nós”. Vale ressaltar que o menino Jesus só deve ser colocado no presépio na noite do dia 24 de dezembro.

Advento

O tempo do evento é um grande retiro. É a preparação espiritual que fazemos para viver o Natal e celebrar o Cristo que nasce todos os anos trazendo uma esperança para seu povo. É o cristo que há de vir e devemos viver intensamente este tempo. Só que é um tempo de deserto, tempo em que os cristãos devem se recolher um pouco mais. Pode-se notar que a Igreja tem menos enfeites, menos flores e não se canta o hino do Glória. Tudo em um clima de expectativa para a chegada do filho de Deus que vai trazer a salvação.

“Devemos estar recolhidos em nossas orações. E em relação aos enfeites, esse momento da decoração da casa, deve ser vivido a cada a cada domingo. Assim como vamos acendendo em nossas comunidades a coroa do Advento, para iluminar cada vez mais a nossa igreja, também nós devemos acender a esperança da chegada de Jesus em nosso coração, nossa casa, nossa vida e nossa família”, finaliza padre Rodrigo.

A Arquidiocese de Vitória é composta por 15 municípios. Ela detém o maior contingente populacional, contando com 53% da população do estado do

Para entender a organização estrutural da Arquidiocese de Vitória, é necessário compreender antes o que é uma Arquidiocese.

A Arquidiocese de Vitória é composta por 15 municípios. Esse território começa em Anchieta, passa por Alfredo Chaves, Guarapari, Brejetuba, Afonso Cláudio, Marechal Floriano, Domingos Martins, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Fundão, Serra, Vila Velha, Cariacica, Viana e Vitória.

Ela  detém o maior contingente populacional, contando com 53% da população do estado do Espírito Santo. Enquanto o restante da população está dividida nas outras três dioceses (Colatina, São Mateus e Cachoeiro de Itapemirim).

A Arquidiocese de Vitória está localizada na porção central do Estado. A Diocese de Cachoeiro está mais na porção o sul, São Mateus na porção norte e Colatina na porção noroeste.

Segundo Sérgio Murilo, administrador da Arquidiocese de Vitória, “Arqui” vem do grego que significa primeiro, “Arci” ou “Arqui”, foi a primeira que foi constituída. Quando essa primeira Diocese que foi constituída numa determinada região geográfica, é desmembrada e criam-se novas circunscrições,  as novas recebem o nome de Diocese, e aquela que que lhes deu origem recebe o nome de Arquidiocese. Por ser a primeira ela se torna uma espécie de referência, porque é a mãe, para as demais que foram criadas posteriormente”. 

Diocese ou Arquidiocese é um limite territorial, é uma circunscrição eclesial que é dada a um bispo para ele pastorear a porção do Povo de Deus que vive naquele território, naqueles limites geográficos.A Diocese ou Arquidiocese cria, então, uma estrutura onde acontece toda a ação evangelizadora, administrativa, pastoral e judicial canônica.

Cúria

A estrutura de governo, que vai gerir todas as ações que serão desenvolvidas nessas circuncisão.

“Uma Cúria é para a Igreja assim como a prefeitura é para a cidade, estrutura de governo. Como numa prefeitura existem diversas secretarias, que vão atuar em atividades específicas, próprias, afins daquela administração, assim também a estrutura de governo, da Diocese ou Arquidiocese, possui diversas áreas de ações” , relata Sérgio Murilo.

O Código de Direito Canônico – Cân. 469, trás a definição de Cúria: A cúria diocesana compõe-se das instituições e pessoas que prestam serviço ao Bispo diocesano no governo de toda a diocese, principalmente na direção da ação pastoral, na administração da diocese e no exercício do poder judicial.

“O bispo detém nele o poder executivo, o poder legislativo e o poder judiciário. Dizemos que o bispo é para a Igreja pastor, juiz e administrador. Ele exerce esses três múnus no governo de uma Diocese ou Arquidiocese”, comenta Sérgio.

Toda Cúria, seja ela metropolitana ou diocesana, vai estar sempre organizada nesses três setores: setor pastoral, setor jurídico e setor administrativo.

Como identificar essas três áreas dentro de uma Cúria?

 

O Departamento Pastoral, representa esse segmento, essa direção da ação pastoral e representa o bispo pastor. O departamento pastoral, vai ter as comissões pastorais. O bispo nomeia um padre que vai com ele organizar, dinamizar, animar, toda essa ação pastoral. E esse padre por sua vez, através dessas comissões pastorais vai especificar as ações. A Arquidiocese de Vitória possui  9 comissões pastorais. Dentro de cada comissão, tem um padre, um diácono ou um leigo responsável. Que depois se concretizam nas áreas pastorais e nas paróquias. 

O Tribunal Eclesiástico, representa o bispo juiz. Tribunal eclesiástico, tem toda uma organização. O bispo constitui na sua Arquidiocese um Vigário judicial, e esse tribunal cuida das questões canônicas da Igreja. Não é um tribunal voltado para questões cíveis, trabalhistas, patrimoniais… O tribunal é composto por um vigário judicial, os juízes, os defensores do vínculo, os advogados, e os promotores.

A Mitra Arquidiocesana, é o setor administrativo, representa o bispo administrador. A mitra arquidiocesana, se desdobra em departamentos, que vão cuidar da administração da Igreja. É composto pelo departamento pessoal, financeiro, contábil, patrimonial, marketing e comunicação, o departamento jurídico (cível) e o centro de documentação e informação. Tudo isso voltado não para a própria Cúria, mas para as ações pastorais, jurídicas e administrativas que vão acontecer nas nossas comunidades e paróquias.

São três setores bem definidos e cada um com uma missão específica. 

“A Cúria não é simplesmente uma estrutura burocrática voltada para ela mesma, ela se insere na ação evangelizadora da diocese e da arquidiocese. Ela está a serviço. Todos que trabalham nesse local, trabalham em prol das paróquias, para as comunidades, para aquilo que acontece no dia a dia da vida da Igreja”, relata Sérgio Murilo. 

Assim, Arquidiocese é o conjunto, é tudo o que acontece nesse território delimitado pela Igreja e entregue à ação do bispo. A Cúria é a estrutura de governo, que, com seus setores organiza essa ação. As ações vão acontecer, nas comunidades, nas paróquias, mas a Cúria é quem organiza.