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A palavra pode parecer estranha, de difícil entendimento. Onomástico é uma expressão grega que significa “do seu nome” por tanto, “santo Onomástico” significa o

A palavra pode parecer estranha, de difícil entendimento. Onomástico é uma expressão grega que significa “do seu nome” por tanto, “santo Onomástico” significa o “Santo do seu nome”. Por exemplo: hoje é dia de Santa Isabel, todas as pessoas que possuem o nome de Isabel comemora o dia onomástico no dia de hoje; o Papa Francisco cujo o nome é Jorge Mário Bergoglio, comemora seu onomástico no dia de São Jorge no dia 23 de abril. Neste ano, devido a pandemia da Covid-19 Papa Francisco comemorou o dia de seu onomástico entregando respiradores e material de saúde, a hospitais na cidade de Suceava, na Romênia.

O onomástico é uma comemoração ligada às religiões católica e ortodoxa. Acontece desde a Idade Média, quando grandes festas eram celebradas em homenagem aos santos no dia do aniversário de sua morte ou nascimento. Acreditava-se que o Santo com o seu nome seria como seu modelo, uma inspiração para quem tivesse o nome dele, por isso muitos pais escolhiam nomes baseados na história de vida dos santos.

Maria, José e Ana são os nomes mais comuns no Brasil, segundo pesquisa Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico 2010. Maria está na identidade de 11,7 milhões de brasileiras. José, na de 5,7 milhões. O terceiro nome mais comum é Ana, com cerca de 3 milhões de pessoas. Pessoas com esses nomes são privilegiadas pois seus onomásticos são os pais de Jesus e a avó de Nossa Senhora que se chamava Santa Ana.

Conforme os dados do IBGE, muitos homens recebem o nome de José, como é o caso de José Carlos Soares se sente muito feliz por ter recebido o nome de um grande santo, exemplo de homem e entrega a Deus. “Sinto-me feliz por ter o nome de José, o pai de Jesus, acredito que quando conhecemos a vida do santo, cujo nome levamos, somos motivados buscar uma santidade de vida e desperta dentro de nós uma vontade de ter uma vida austera como ele vivia”.

Já Terezinha de Cássia Pereira, que possuiu em seu nome de duas onomásticas, relata que recebeu seu nome devido uma promessa feita por seus pais a Santa Terezinha do Menino Jesus e a Santa Rita de Cássia, por conta de um parto complicado. “Meus pais sem saber fizeram promessas a cada uma das santas e para agradar ambas resolveram fazer a junção das duas santas no meu nome. Sou muito feliz por ter esse nome e saber que as tenho como minhas amigas e agora sabendo que são minhas onomásticas. Conto sempre com a intercessão de cada uma delas”.

Com o passar do tempo o costume de festejar o dia do santo foi perdendo a tradição e importância. Tenha curiosidade e busque pelo seu onomástico, conheça a vida e história dele e percorra um caminho de santidade como ele percorreu fazendo dele um exemplo de vida e um intercessor. 

Papa Francisco, preocupado com essa parte da população que não tem o que comer, instituiu o Dia Mundial do Pobre. Estamos no quarto ano,

“Com caridade o pobre é rico, sem caridade o rico é pobre”. 

(Santo Agostinho)

 

Em casas improvisadas, sem acesso aos serviços mais básicos, como água tratada e energia elétrica, no Brasil cerca de 13,5 milhões de pessoas vivem na miséria, com renda mensal inferior a R$ 145 por mês, segundo dados do IBGE.

 

No Espírito Santo a extrema pobreza afeta cerca de 575 mil capixabas, que vivem com menos de R$ 147 por mês. Além disso, cerca de 919 mil pessoas possuem uma renda mensal menor do que R$ 425,22, o que as insere na linha da pobreza. Os dados constam no estudo “Perfil da Pobreza no Espírito Santo: famílias inscritas no Cadastro Único”, divulgado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN). No Estado, em 2019, a taxa de pobreza das pessoas inscritas no CadÚnico foi de 78,2% e a de extrema pobreza foi de 49%.

 

Papa Francisco, preocupado com essa parte da população que não tem o que comer, instituiu o Dia Mundial do Pobre. Estamos no quarto ano, e nesta ocasião, cada cristão tem a oportunidade de colocar em prática as obras de misericórdia, das quais a Escritura em diversos momentos recorda.

 

Para o Dia Mundial dos Pobres de 2020, o Papa publicou uma bela mensagem com o título “Estende a tua mão ao pobre” (Eclo 7,36). A mensagem chama nossa atenção ao afirmar que o culto prestado a Deus,precisa estar vinculado, lado a lado, ao amor concreto ao próximo. A caridade, faz com que nossa vida de cristãos esteja completa, agradando o coração de Deus.

 

Na Arquidiocese de Vitória, desde a instituição do Dia do Pobre, iniciamos também a Campanha Natal para Todos como forma de estender o momento de solidariedade proposto pelo Papa. Veja como participar na sua paróquia.

Candidatos e candidatas são chamados a compromisso por teto, trabalho e terra

Compromisso com o acesso e o direito à terra, ao teto e ao trabalho. Este é o tom do documento “Compromisso dos candidatos e candidatas nas eleições 2020 – Em Defesa da Vida e da Dignidade Humana”, elaborado pelo Vicariato para Ação Social Política e Ecumênica da Arquidiocese de Vitória, por meio da Comissão para a Promoção da Dignidade Humana (CPDH) e da Campanha Permanente de Combate à Fome e Pela Inclusão Social.

Nos quinze municípios que integram essa Arquidiocese, Vitória, Vila Velha, Serra, Fundão, Cariacica, Viana, Guarapari, Anchieta, Alfredo Chaves, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Domingos Martins, Marechal Floriano, Afonso Cláudio e Brejetuba, o documento será lido junto às comunidades nas missas deste domingo, dia 15, data do primeiro turno das eleições municipais.

O documento foi elaborado a partir do “Mutirão de eleições pela vida”, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ao todo, o Vicariato chama a atenção de candidatos e candidatas para 10 compromissos.

1.      Fortalecer e/ou criar, no âmbito municipal, o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional.

2.      Organizar hortas urbanas agroecológicas.

3.      Garantir trabalho digno e seguro, geração de emprego e renda com incentivo ao associativismo, cooperativas de trabalho, fortalecendo iniciativas de economia solidária.

4.      Assegurar nos editais de contratação das empresas prestadoras de serviços aos municípios cláusula que garanta a contratação de mão de obra local.

5.      Desenvolver política de habitação que privilegie a ótica da partilha e do direito, dizendo não à especulação imobiliária.

6.      Desapropriar áreas próximas às cidades para facilitar a produção e assentamento de famílias da periferia, destinando terras públicas e terras devolutas existentes para assentamentos emergenciais.

7.      Garantir que não teremos mais nenhuma escola fechada no campo.

8.      Fortalecer as políticas públicas que visam a impedir a violência doméstica na cidade e no campo.

9.      Ampliar e fortalecer o SUS em seu município.

10.    Desenvolver uma política de Segurança Cidadã com participação da sociedade.

O documento é encerrado com uma mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial do Pobre. “O grande valor do bem comum é, para o povo cristão, um compromisso vital, que se concretiza na tentativa de não esquecer nenhum daqueles cuja humanidade é violada nas suas necessidades fundamentais”.

O presbitério é conhecido hoje como o lugar, em nossas Igrejas, onde se localiza o altar, onde é proclamado a palavra de Deus e

“A disposição geral do edifício deve manifestar de algum modo a imagem do povo reunido a permitir uma ordem inteligente, bem como a possibilidade de se exercer com decoro os diversos ministérios”.

(IGMR 294)

O presbitério é conhecido hoje como o lugar, em nossas Igrejas, onde se localiza o altar, onde é proclamado a palavra de Deus e onde o sacerdote, diácono e demais ministros exercem o seu ministério. Ali também estão a cruz e as velas, conforme orientações do Missal Romano. Mas não foi sempre assim, percorremos uma longa história.

Em sua origem, a palavra deriva do grego prebyteros, pessoa de idade, ancião. Nas Igrejas primitivas, o ancião ou presbítero, era cada um dos anciãos aos quais era confiado o governo da comunidade cristã, cujo inicio se deu nas casas, as domus ecclesiae.

Mais tarde, com as basílicas, o fundo da abside é reservado para a cátedra e o presbiterium, formado pelos assentos dos presbíteros. Lá o altar se encontrava, junto com o ambão, no centro da nave e a assembleia reunida em torno deles. Depois do ano 1000 muitas mudanças ocorreram e foi se tornando mais visível a separação entre os espaços da nave e do presbitério.

Dando um salto na história, as Igrejas barrocas, nossas conhecidas do início da colonização, apresentam o altar mor no fundo da abside e o púlpito junto à nave.

O Concílio Vaticano II marca uma etapa na história ao estruturar e significar os lugares e espaços para a celebração, sobre tudo com a Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium sobre a Sagrada Liturgia.

Hoje, grande parte das Igrejas é fisicamente estruturada a partir destes dois espaços: presbitério e nave. A arquitetura das Igrejas nasce em grande parte da liturgia e o presbitério tem sua composição fundamentada nestes “lugares litúrgicos”: do altar, da palavra e da presidência, que nos revelam a tríplice presença do Cristo sacerdote, profeta e rei. Concentrando no presbitério ou não, estão unidos ao lugar da assembleia e dos demais sacramentos formando a estrutura do edifício cristão, que nos permite reunir como comunidade para celebrar os mistérios de nossa fé e memorial da nossa salvação.

Raquel Tonini,
membro da Comissão de Arte Sacra da arquidiocese de Vitória
e grupo de Reflexão do Setor Espaço Celebrativo da Comissão Litúrgica da CNBB

A CONDIVIDIR só pôde ser realizada por conta da generosidade de diversas pessoas, empresas que preocupadas com o próximo ajudaram da forma que podiam.

O ano de 2020, que está quase acabando, foi bem atípico e difícil para qualquer cidadão brasileiro. A pandemia do novo coronavirus afetou todas as pessoas, de todas as classes sociais, piorando a situação econômica. E neste ano a Arquidiocese de Vitória criou a campanha CONDIVIDIR com o objetivo de arrecadar recursos financeiros para ajudar as famílias que passam fome e outras necessidades urgentes. A campanha tornou o trabalho das paróquias muito mais amplo e fortalecido:a CONDIVIDIR potencializou a solidariedade.

Composto por 15 municípios, o território da Arquidiocese de Vitória conta uma população de 1.861.092 habitantes. Foram contemplados pela campanha mais de 7.400 famílias, e um total de 11.551 cestas básicas foram doadas. Somente até o dia 31 de outubro, foram arrecadados em números reais R$ 292.277,92.

Por ser um território extenso, a Arquidiocese é dividida por Áreas Pastorais e na tabela abaixo estão alguns números da CONDIVIR que refletem dados das paróquias que puderam aderir a campanha.

A CONDIVIDIR só pôde ser realizada por conta da generosidade de diversas pessoas, empresas que preocupadas com o próximo ajudaram da forma que podiam. Além, do envolvimento das paróquias no trabalho de arrecadação. Um movimento de amor ao próximo, essencial no projeto da evangelização.

Padre Carlos Conceição é coordenador da Área Pastoral Cariacica e Viana e destaca: “a CONDIVIDIR na nossa área foi nota 10! Chegamos a entrar na 4ª remessa de doações entre as famílias assistidas nas 18 paróquias. Foi um sucesso e inclusive na reunião com os padres da área eu reforcei sobre a importância da campanha. Acredito que que ela deve continuar e deve cada vez mais ser aperfeiçoada. A gente precisa motivar quem tem mais a sempre doar. Com a pandemia muita gente ficou em situação precária, trabalhadores informais foram pegos de surpresa e as dívidas alcançaram muitas famílias. Destaco também que o positivo da campanha foi ter motivado os ricos e empresários a abrirem as mãos”. 

Além das doações contabilizadas pela campanha, aconteceram diversas outras formas de solidariedade através de pessoas físicas e juridicas às familias cadastradas.

A Arquidiocese agradece por toda a generosidade envolvida nesta campanha, mas reforça que não encerra esse movimento solidário com a conclusão da CONDIVIDIR. As famílias cadastradas continuarão sendo acompanhadas e o banco de dados será atualizado constantemente. Porém, no clima do advento, a motivação para ajudar ao próximo será por meio de uma nova campanha, a “Natal para Todos”.

Os seminaristas Alessandro Rebonato, Daniel Calil, Ruan Coutinho e Vitor Noronha serão ordenados diáconos transitórios.

No próximo dia 12 de dezembro a arquidiocese de Vitória acolherá quatro diáconos transitórios. Os seminaristas Alessandro Rebonato, Daniel Calil, Ruan Coutinho e Vitor Noronha serão ordenados diáconos. Quando um diácono é ordenado, mas aspira ao sacerdócio, é chamado de diácono transitório. O termo ajuda a compreender a diferença entre um diácono transitório e o diácono permanente, este não aspira a ordenação presbiteral.

Para a Arquidiocese de Vitória é uma alegria acolher os 4 candidatos ao diaconato, participar deste momento de graça de Deus em suas vidas e poder participar da experiência diaconal que será feita nas paróquias deste Igreja Particular.

A cerimônia de ordenação acontecerá no dia 12 de dezembro de 2020 às 9h  na Catedral de Vitória e será transmitida pelas redes sociais da Catedral e da Arquidiocese. Preside a Cerimônia e ministra o Sacramento, o arcebispo de Vitória, dom Dario Campos.

Para manter o distanciamento social necessário nestes tempos de pandemia, apenas os parentes e alguns convidados poderão participar presencialmente, respeitando a quantidade de pessoas que a Catedral comporta e obedecendo às normas sanitárias.

Rezemos por cada um dos seminaristas e peçamos a Deus que os conduza na realização do serviço que prestarão à Igreja sempre na alegria e paz e sejam testemunhas de Deus que os chamou.

Conheça um pouco da história de cada, escrita por eles.

Alessandro Rebonato

Sou de uma família muito simples e muito católica. Meus pais, com vida exemplar, conduziram todos os seis filhos para receberem, no tempo oportuno, os sacramentos da Iniciação Cristã. Porém, foi somente aos dezoito anos de idade, que realmente tomei consciência de ser um filho amado de Deus e de que precisava servi-Lo. Até então, frequentava a Igreja só por conveniência. Foi, de fato, através de um encontro carismático que comecei a participar, ativamente e efetivamente, da vida comunitária da Igreja. Desde então, nunca mais deixei de servir a Igreja de Cristo. Fui batizado, recebi a primeira eucaristia e confirmado na comunidade Imaculada Conceição da Paróquia Virgem Maria em Itacibá/Cariacica. Foram anos de muita dedicação e amor servindo nas mais diversas pastorais e movimentos. Eu tinha uma vida normal, porém muito intensa. Com 37 anos de idade, depois de escutar e discernir a minha vocação fui orientado pelo pároco a buscar informações para ingressar no seminário, era então, agosto de 2013. No seminário, fui muito bem acolhido e aconselhado a frequentar os encontros vocacionais. No ano de 2013, depois de vivenciar os encontros vocacionais, fui acolhido para ingresso na Casa de Formação Bom Pastor, na turma de 2014.

A 5 de março de 2014, em uma quarta-feira de Cinzas, eu ingressava na Casa de Formação Bom Pastor (Propedêutico). Este primeiro passo, efetivamente, decidiu os anos seguintes da formação vocacional em vista da possibilidade de receber o Sacramento da Ordem. Com a aprovação da Mãe Igreja e com o meu consentimento, percorri a etapa formativa com muitas alegrias, e também, com muitos desafios superados. Depois de um ano de convivência no Propedêutico, recebi a graça de continuar o caminho de discernimento vocacional no Seminário Nossa Senhora da Penha. No Seminário cursei dois anos de graduação em Filosofia, e ao concluir essa etapa, fui mais uma vez conduzido pela Mãe Igreja, e atendendo ao chamado de Deus, a cursar quatro anos de Teologia. Foram sete anos muito bem vividos e que serei eternamente grato a Deus pela convivência, crescimento espiritual e intelectual, e pelas amizades que o tempo foi me concedendo.

Em 2015 comecei a fazer estágio pastoral na Paróquia da Ressurreição em Vitória. Foram dois anos de muito trabalho e crescimento espiritual. Em 2017 fui fazer o estágio pastoral na Paróquia São Camilo de Lélis em Vitória. Foi possível nesse período acompanhar mais de perto a rotina do pároco. E por fim, em 2019 dava início ao último estágio pastoral na Paróquia Bom Pastor em Vila Velha. Um tempo de muito acompanhamento e aprendizado eclesial. Até aqui não tenho dúvidas de que foi a graça de Deus que me conduziu. Com essa mesma graça quero continuar a percorrer os caminhos do Senhor e viver intensamente minha vocação.

Daniel Calil

Fui me entendendo chamado ao sacerdócio a partir da vida em minha comunidade de origem, quando desempenhando uma participação mais efetiva, pude perceber que a vida do sacerdócio poderia também ser para mim uma realidade. Desse tempo em diante fui lendo minha história, tanto a partir dos acontecimentos passados, quanto do presente, e neles os momentos em que possivelmente Deus chamara minha atenção. Estes, como sombra, vieram à luz e começaram a fazer sentido. Traziam os indícios de que o caminho era tornar-me padre. Hoje olho todo o meu percurso, até este momento e vejo que, apesar de minhas fragilidades, Deus sempre me conduziu.

 Nascido em família de tradição católica, recebi a educação da fé por meio do Centro Educacional São Geraldo, em Campos dos Goytacazes/RJ, onde cursei desde minha materna infância até o colegial. Este local é de extrema importância, pois considero ter sido aí a primeira vez que o Senhor me olhou de forma discreta e direta. Todas as vezes que preciso retornar ao ponto de partida, de forma espiritual, é para lá que eu olho. Por isso, minha devoção a São Geraldo Majella. Meu caminho vocacional foi transcorrido de forma muito tranquila, os percalços da estrada foram essenciais para a caminhada, e tenho certeza de que Nosso Senhor continuará a guiar-me para o que Ele deseja. Em Conselheiro Josino, diocese de Campos, RJ, agradeço às paróquias Cristo Ressuscitado e Nossa Senhora da Penha.

Em Vitória tive a oportunidade de trabalhar pastoralmente com excelentes padres, que não só foram meus mestres, mas se tornaram também meus amigos: pe. Ivo Amorim e pe. Hiller Stefanon que me acolheram nas paróquias São José em Maruípe e Nossa Senhora de Guadalupe em Vila Velha. O apoio da família, meus pais e meus irmãos, foi essencial para o bom êxito, mesmo que eles não compreendessem muito no início, pois fui o primeiro a manifestar o desejo de ser padre na história de minha família. Mesmo assim, eles souberam ajudar da forma que podiam e continuam sempre muito presentes até hoje.

Fui muito feliz como seminarista aqui em nosso Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora da Penha, agradeço ao nosso Arcebispo e a todos os padres responsáveis pela formação, por terem me dado uma excelente formação humana e intelectual.

Sou muito feliz por fazer parte desta Igreja Particular de Vitória e espero poder contribuir cada vez mais para o Reino de Deus. Peço à Virgem da Penha que inspire cada vez mais vocações para o serviço da Igreja.  

Ruan Coutinho da Cruz

Ruan Coutinho da Cruz, 30 anos, nascido em 07 de junho de 1990 no município de Cariacica – ES. Filho de Ademar Ferreira da Cruz e Marlene de Fátima Coutinho da Cruz.

Minha primeira vocação é a Vida. Deus me chamou a viver o Amor e Santidade através de uma vocação específica. A cada dia que passa, tenho sentido e discernido que esta vocação específica é justamente, a vocação presbiteral.

Desde pequeno participava com minha família na comunidade São Judas Tadeu, da Paróquia Bom Pastor em Campo Grande. Sempre participei na catequese e um marco importante, foi quando recebi o Sacramento do Crisma. A partir daí, me engajei mais nos trabalhos pastorais da comunidade e da paróquia. Mas ainda, não percebia muito a minha vocação, até mesmo por falta de conhecimento.

Em 2009, estive à frente da Pastoral da Juventude da paróquia e comecei a perceber sinais mais fortes de pastoreio, zelo e principalmente de compromisso com o outro. Fui também neste tempo, catequista de crisma. Outro fator que muito me ajudou na caminhada, foi ser membro do Serviço de Animação Vocacional da Arquidiocese, trabalho que muito me apaixonou, pois mais de que fazer um trabalho, me tornei um animador vocacional por onde passei, e, ao mesmo tempo que auxiliava tantos jovens no discernimento, fui conhecendo mais a minha própria vocação. Realmente descobri a beleza do que é o Chamado de Deus na vida de uma pessoa e muito mais o chamado de Deus em minha vida.

Em 2009, tinha acabado de entrar na UFES e veio a dúvida se continuaria na Universidade ou largaria para entrar no Seminário. Depois de um profundo discernimento e escuta de Deus, resolvi concluir meus estudos. No ano de 2012 fiz o Retiro de Orientação de Vida (ROV) e os encontros específicos no Seminário Nossa Senhora da Penha. Em 2013 tive a incrível experiência de viver o Propedêutico de nossa Arquidiocese. Me formei em Ciências Econômicas pela UFES em 2014. O tempo da Filosofia foi dedicado ao estudo do Mestrado em Filosofia também pela UFES. O tempo da Teologia foi de profundo deleite nas riquezas da Tradição da Igreja e o aprofundamento das Sagradas Escrituras.

No tempo de Seminário vivi experiências na pastoral de uma riqueza gratificante. Diferentes, mas todas altamente formativas: paróquia São Pedro Apóstolo (Grande São Pedro), paróquia Nossa Senhora dor Rosário de Fátima (Bairro de Fátima) e paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Praia da Costa).

Aprendi nesses anos de Seminário que o que nos faz feliz é desgastar a nossa vida amando e fazendo o bem. Sei que não sou modelo, mas é isso que procuro pois Jesus passou fazendo e gerando o bem no coração e na vida das pessoas. Ser futuro ministro ordenado na Arquidiocese de Vitória é para mim uma alegria. Amo minha terra, amo a minha Igreja!

Penso que um dos grandes desafios de alguém que estará à frente da evangelização é conseguir colaborar para fortalecer o senso de pertença à Igreja, de modo particular os jovens. Outro desafio é o exercício da comunhão com os sucessores dos apóstolos, que o diácono e o futuro padre deve procurar viver e facilitar para que o povo também possa viver. Ser homem da unidade. Unidade com Deus, unidade com o Bispo, unidade com os demais ministros ordenados e o povo de Deus. Unidade! Unidade! Unidade! Pedir cada vez mais este dom.

Vitor Noronha

Nasci e cresci na cidade de Juiz de Fora (Minas Gerais). Tive minha família como lugar de formação cristã e cidadã, ao lado da Paróquia Nossa Senhora do Líbano (Grajaú). O local tem por tradição uma espiritualidade bastante tradicional e devocional. Com isso, fui fazendo minha caminhada de fé nas Missas, nos Terços e nos Círculos Bíblicos. Com 13 anos minha família se mudou para Vila Velha, comecei a participar da CEB Santo Antônio, sediada no Parque das Castanheiras, na época pertencente à Paróquia Nossa Senhora do Rosário, mas que logo em seguida foi para a Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, por ocasião da sua criação. O novo jeito de ser Igreja que aqui conheci, mais próximo, com mais protagonismo do leigo, mais participativo-ministerial, isto é, fundamentado nas Comunidade Eclesiais de Base e na opção preferencial pelos pobres, me encantou profundamente.

Desde os 14 anos eu participava dos projetos sociais dos Maristas na periferia de Vila Velha, que assistiam garotos em situação de miséria. Eu, particularmente, primeiro trabalhava com jardinagem, depois comecei a dar oficinas de informática e ao final trabalhava com alfabetização, ensinando as crianças em idade escolar avançada que ainda eram analfabetas ou semi-analfabetas a ler e escrever. Além disso, no Colégio Marista, ensaiava minha atuação política na participação do Grêmio Estudantil, do qual fui secretário e presidente, bem como na Pastoral da Juventude Marista. No mesmo período, na minha Comunidade Eclesial de Base, fui catequista de diversas faixas etárias, e trabalhei especialmente na Perseverança.

Com 18 anos ingressei na Universidade Federal do Espírito Santo para cursar Economia. Foi quando tive a oportunidade de atuar pesadamente no movimento estudantil, seja no Centro Acadêmico, seja no Diretório Central dos Estudantes ou como representante estudantil nas diversas instâncias representativas da Universidade. Além disso, cheguei a atuar no Movimento Passe Livre, que lutava por transporte público de qualidade; no movimento ambiental, lutando contra a monocultura de eucalipto e a instalação de usina siderúrgica que massacraria a comunidade tradicional e provocaria grande impacto socioambiental sem compensação adequada; movimento de direitos humanos, em diversas questões como carcerária e contra abusos policiais; na Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória, realizando tantas iniciativas que aproximava a Igreja de realidades que negavam a dignidade das pessoas como filhos de Deus; enfim, atuei fortemente nos movimentos sociais e pastorais sociais da Igreja.

Também na UFES, fundamos a Pastoral Universitária, que foi um instrumento evangelizador importante naquele ambiente. Foi na atuação da dimensão profética e comprometida com os pobres, na Igreja e fora dela, que eu descobri minha vocação e senti meu chamado a servir ao povo de Deus, em especial aos últimos. Então, depois de longo discernimento e muitas orações, decidi ingressar no Seminário, abandonando trabalho e um projeto de vida anterior. Hoje, mais que qualquer coisa, quero me configurar a Jesus Bom Pastor através do sacramento da Ordem, fazendo as vezes d’Ele, na celebração dos sacramentos e no cuidado pastoral do Povo de Deus, especialmente dos últimos. Conto com as orações de todos e todas.

 

 

A LIVE de lançamento da Novena de Natal 2020 será nesta quinta-feira, a partir das 19h30 no canal do YouTube da Arquidiocese de Vitória

A Novena de Natal é uma prática de grupos e comunidades que se reúnem para rezar e consagrar os últimos dias do Advento a uma imediata preparação para o Natal do Senhor. É uma forma de atualizar o gesto concreto de Maria de visitar Isabel. A Novena contribui para diminuir o egoísmo, individualismo e o consumismo que assolam os nossos dias. Busca ajudar os irmãos e irmãs a bem preparar a grande festa e celebrar com alegria e fé a vinda do Deus-Conosco na nossa história. É momento forte de evangelização nas famílias, principalmente neste período de pandemia.

Através da Comissão de elaboração dos Círculos Bíblicos, o Departamento de Pastoral da Arquidiocese de Vitória destaca a Novena como um caminho frutuoso que as comunidades, as famílias e os grupos podem adotar, em preparação ao Natal do Senhor. Suscita reflexões, a integração dos membros do grupo e deste com a comunidade e ainda promove gestos concretos de solidariedade.

 

Ao apresentar o conteúdo do subsídio para orientar a realização dos nove encontros, o padre Claudio Alves falará sobre os aspectos que devem ser observados, como o planejamento dos ambientes, da proclamação do texto bíblico (“Uma boa leitura pode proporcionar um clima melhor para reflexão”), dos cantos e do gesto concreto, que deve ser definido no primeiro dia da Novena, considerando as necessidades espirituais e materiais da comunidade. A LIVE de lançamento da Novena de Natal 2020 será nesta quinta-feira, a partir das 19h30 no canal do YouTube da Arquidiocese de Vitória e também pelo Facebook. Você poderá baixar o arquivo em PDF na seção “Círculo Bíblico”.

 

Orientações

Esta Novena está estruturada em três breves seções:

1)   Preparando os corações;

2)   Escuta à Palavra de Deus;

3)   Oração conclusiva;

– As seções foram simplificadas para permitir às famílias meditarem a Palavra de Deus e rezarem a partir dela, aproveitando o tempo mínimo e mais oportuno para todos os membros da família. São encontros elaborados para durarem no máximo de 20 a 25 minutos.

– Sugerimos, por fim, que haja interação entre a Comunidade e as famílias que rezarão a Novena. Propomos, para tanto, que a Equipe de Círculos Bíblicos providencie junto à Equipe de Liturgia uma Bênção Especial para as velas que serão utilizadas pelas famílias durante a Novena e na Ceia de Natal. Esse gesto mostrará maior espírito de comunhão e de eclesialidade.

– Deve ser visto com o Pároco ou o Administrador Paroquial a possiblidade de custeio destas velas. Ou pensado, junto com ele, uma forma de que o Rito proposto seja realizado antes do início da Novena na paróquia. Assim todos os lares receberão uma vela abençoada numa Celebração Litúrgica.

Como adquirir a Novena de Natal

 

A Novena de Natal, está disponível para download aqui na matéria. Para mais informações entre em contato pelo telefone (27) 99727-2637 / 3025-6265, com Venison Reis (secretário da Comissão), ou pelo e-mail: [email protected]

Anexos

Calendário Litúrgico 2021 elaborado pela Comissão para Liturgia e Ministérios da Arquidiocese de Vitória

O Ano litúrgico não é uma ideia, isolada, mas é uma realidade concreta de uma pessoa, Jesus Cristo é o Mistério realizado no tempo e que hoje as Comunidades celebram como Memória do Ressuscitado. O Mistério de Cristo foi entendido e celebrado liturgicamente pela Igreja no decorrer dos séculos seguindo critérios que vai da concentração à distribuição, e pelo qual se passou progressivamente do todo considerando a Páscoa de Cristo, para a experiência de cada um do Mistério de Deus revelado em Cristo. “Deus tanto amou o mundo que entregou o seu Filho único” (Jo 3,16).

O tempo da liturgia do hoje revela a graça do amor na palavra presente na vida. Refletir sobre este hoje da graça, é perceber todo o alcance da história da salvação. Que é o Mistério pascal de Cristo, centro e coração do Ano Litúrgico, a partir do ponto central, Paixão e Ressurreição de Cristo, fonte central de salvação trazida a todos os homens de todas as épocas. Deus aceitou a auto despojamento e a obediência de Cristo até a morte de cruz como sacrifício de expiação e de reconciliação, ressuscitando-o dos mortos e glorificando-o (cf. Fl 2,6-9). O Vaticano II designa esta obra de Cristo, por diversas vezes, como: «Mistério Pascal», em vista da festa da páscoa judaica durante a qual Jesus foi crucificado.

Assim cada Ano Litúrgico constitui uma vivência do Mistério total de Cristo, ressaltando em cada tempo ou em cada festa um aspecto do mesmo, Mistério que é celebrado. O Mistério Pascal é o cerne, o coração de toda a liturgia e, consequentemente, de todo o ano litúrgico, que é determinado pelas celebrações dos mistérios da redenção. É a fonte cujas águas correm através dele; é o ponto central em torno do qual gira todo o ciclo litúrgico. Em resumo: Desde o Advento, passando pelo Natal, Epifania, Quaresma, Semana Santa, páscoa, Ascensão, Pentecostes, Tempo Comum, o Mistério da Igreja comemorado também nas festas dos Santos e santas, são também um Cântico dos Cânticos em honra da Páscoa do Senhor.       

Ele é compreendido no Mistério pascal de Cristo, presente na história da humanidade. Embora seja um fato do passado tem dimensão supra temporal que nos permite fazer a experiência no hoje. O evento salvífico não se restringe, ele é aberto a todos os homens e mulheres em todos os tempos e lugares, que nos remete fazer memória «anamnese» litúrgica. Ele celebra sempre o Mistério de Cristo como centro da história da Salvação, não de modo genérico, mas em seus diversos momentos e episódios. Dentro da caminhada de todo o Ano Litúrgico celebra-se o Cristo, encarnado que veio ao encontro dos seres humanos. Mas para que esse Mistério seja celebrado de Domingo a Domingo, é necessário que haja uma integração de corpo, alma e coração, como seres que participam Ativamente desse mesmo Mistério. É preciso ter a presença do ser humano que celebra, na Liturgia o eixo que conduz para a centralidade daquilo que é celebrado, no decorrer de todo o Ano. Durante todo o Ano é preciso dar sentido mistagógico na sua totalidade do Mistério.

A Mística do Ano Litúrgico

–      O Ano Litúrgico é celebração do único Mistério de Cristo, sob vários aspectos;

–      O Ano litúrgico celebra o Mistério de Cristo, que entrou na história e na vida dos homens;

–      A Mística introduz as pessoas cada vez mais para dentro do Mistério pascal;

–      O Mistério de Cristo na perspectiva do Mistério pascal;

–      A economia da Salvação, no plano divino que se realiza na história;

–      Jesus Cristo é centro, princípio de união da história da Salvação e do Ano Litúrgico;

–      O evento histórico da Salvação é único e irrepetível;

–      Ano Litúrgico é um momento do grande ano de graça da redenção;

Para que a mística aconteça é necessário integração da totalidade do ser: corpo, alma e espírito. Que exista uma harmonia de todo o ser; o corpo com seus gestos e ritos – uma profunda harmonia que esteja entrelaçada com todo o ser – mente e sentido estritamente ligados entre si – coração fonte de toda a espiritualidade, a ele cabe sentir e saborear o Mistério que é celebrado durante todo o Ano Litúrgico. Como sinal da presença e ação salvífica de Deus, que é imagem do Corpo Místico de Jesus Cristo, único e verdadeiro templo alicerçado como pedra viva para oferecer sacrifício novo (cf.Jo 2,19 e 21). Por isso, a Igreja-edifício é sinal da Igreja-comunidade, assim este edifício não é uma construção qualquer: mas é sinal da Igreja peregrina, é imagem da Igreja celeste.  

1 – Cada tempo Litúrgico tem seu aspecto profundo;

2 – A graça do Ano Litúrgico pressupõe a natureza;

3 – Ano Litúrgico como caminho, de dimensão humana e espiritual;

4 – Uma espiritualidade que não centraliza uma particularidade;

5 – Perceber o Mistério de Cristo no presente;

6 – O Ano Litúrgico não se limita a contagem dos meses do Ano;

7 – O perigo é reduzir os tempos do Ano Litúrgico em datas e horas;

Ao tempo celebrativo da Igreja da o nome de Ano Litúrgico. Ele está organizado em ciclos festivos, onde se celebra o Mistério da Vida, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. O dia primordial para o cristão é o Domingo; os cristãos, à semelhança dos judeus, consagraram também um dia por semana para as celebrações de seus mistérios. A escolha recaiu no primeiro dia da semana, dia em que Cristo Ressuscitou dos mortos, dia que recorda a criação em Cristo, o recapitulador da história. Por isso, além de ser o dia do Senhor, Ele é também o dia do ser humano que busca viver a liberdade.

O domingo celebrar a páscoa de Cristo na páscoa semana dos cristãos, é dia da assembleia reunida, dia de celebrar o Mistério Eucarístico, dia da alegria, dia de estar com a família e da missão e da caridade. Por isso Para cada momento especifico dentro do Ano Litúrgico há símbolos e ritos próprios. Os tempos Litúrgicos especiais, que são Natal e Páscoa, são vividos pela Igreja em três momentos distintos: preparação, celebração e continuação da celebração do Mistério de Cristo. Todo o Ano Litúrgico ganha um caráter mistágogico do Mistério de Cristo, que nossas comunidades celebram, esse Mistério de Cristo se desdobra por todo o ciclo anual, desde a encarnação e nascimento até a ascensão do Senhor ao Céu.

Os ciclos do Ano Litúrgico se manifesta ao longo de todo o ano, o documento 43 da CNBB, diz que: “A Páscoa e as alegrias de celebrá-la são grandes demais para caberem nos limites de um Domingo” ( Doc. 43 n. 121).  

Em anexo o Calendário do Ano Litúrgico 2021 elaborado pela Comissão para Liturgia e Ministérios da Arquidiocese de Vitória.

Mais informações:

(27) 3025-6265 / (27) 99727-2637

E-mail: [email protected]

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