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Missa de encerramento do 1º semestre do Centro Interdiocesano de Estudos.

Apesar do ensino online desde abril deste ano no Centro Interdiocesano de Estudos, o Arcebispo dom Dario Campos celebrou a missa de encerramento do semestre, com transmissão pelas redes sociais. Claro que a participação dos seminaristas também foi de forma virtual, mas estiveram presentes e concelebraram os Reitores dos Seminários da Província do Espírito Santo e participaram alguns funcionários, respeitando distanciamento, número de pessoas e com todos os cuidados recomendados pela Secretaria de Saúde. Do Seminário Nossa Senhora da Penha, estiveram presentes o reitor e vice-reitor, padre Jorge Campos e pe. Arthur Juliatti.

Dom Dario falou sobre a importância do isolamento e da presença dos seminaristas em suas famílias neste momento e desejou que eles possam voltar para um segundo semestre presencial. Dependendo da avaliação do Painel da Covid no Estado e com e nas perspectivas apontadas hoje, talvez as aulas de teologia possam voltar em agosto. Até lá o pe. Jorge e o próprio dom Dario ficarão acompanhando a situação e mais próximo poderão tomar a atitude apropriada ao momento. 

Primeiro Encontro de membros do Setor Diocesano de Juventude (on-line), o INTEGRA aconteceu no dia 04 de julho, pelo Youtube e teve temas pertinentes

A Comissão para Juventude da Arquidiocese de Vitória participou do 1º Encontro Nacional de membros do Setor Diocesano de Juventude promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para Juventude (CEPJ) da CNBB. O evento aconteceu no último dia 4 de julho, com a participação de outros setores de juventude das dioceses do Brasil. O INTEGRA quer responder ao apelo dos jovens que há alguns anos anseiam por um momento de encontro, como setor. A Comissão Episcopal Pastoral para Juventude (CEPJ) da CNBB, tinha a intenção de realizar um grande encontro de formação, troca de experiências e convívio entre os jovens, mas infelizmente com a situação da Pandemia da COVID 19, que pede o cuidado com a vida, as partilhas serão virtuais.

Irmã Valéria Andrade Leal, assessora interna da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude – CEPJ, recorda: “Este espaço de partilha entre jovens acontecia de forma mais esporádica. Considerando que as expressões já têm seus encontros, pensou-se em dar esta oportunidade também para os membros ativos do Setor Juventude, as equipes de coordenação para fortalecer sua missão.” A assessora, também lembrou que todo jovem é responsável pela Evangelização. “Devemos assumir juntos, ser corresponsáveis. Cada jovem se identifica com um grupo, movimento, mas o nosso objetivo é fazer Cristo resplandecer em cada uma dessas estruturas, assim, todos iremos crescer e os nossos grupos também”, afirmou.

O Setor Diocesano de Juventude é o espaço que articulaconvoca e propõe orientações para a Evangelização dos Jovens, respeitando o protagonismo juvenil, a diversidade dos carismas, a organização e a espiritualidade para a unidade das forças ao redor de algumas metas e prioridades comuns (CNBB, Doc. 85, nº. 193), à luz do documento 85 “Evangelização da Juventude”, das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e do Documento de Aparecida. Relembrar a sua essência, fazer memória dos processos é divulgar o Setor Diocesano de Juventude e reforçar o seu papel como instrumento para o encontro das diversas JUVENTUDES.

Dom Nelson Francelino, Bispo da Diocese de Valença-RJ e Presidente da CEPJ, falou para os jovens do INTEGRA, reforçando que a nossa juventude é plural e diversa. “O setor juventude deve se tornar pluralidade, trabalhar na unidade. Não podemos reduzir o conceito de sinodalidade apenas à um movimento – é papel do SDJ insistir em um ecumenismo que incentive os mais diversos carismas. Na sinodalidade todos temos espaço, inclusive os jovens feridos, temos o dever de chamá-los, estar com eles”.

Mas, vamos voltar ao início, você sabe o que é a Comissão para Juventude da Arquidiocese de Vitória? A Comissão têm por objetivo, articular, convocar e propor orientações para a evangelização da juventude, respeitando o protagonismo dos jovens, a diversidade dos carismas, a organização e as espiritualidades específicas de cada pastoral ou movimento.

Atualmente, a Comissão Pastoral Arquidiocesana para Juventude é composta pelas seguintes expressões: Pastoral da Juventude (PJ); Encontro de Jovens com Cristo (EJC); Ministério Jovem da RCC; Grupos de Jovens Paroquiais; Novas Comunidades com carisma para Juventude; Institutos de Vida Consagrada (CRB) e o Seminário Nossa Senhora da Penha. O coordenador atual da Comissão é o Padre Alexandro Firmino Barbosa, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Vila Velha.

Contato com a Comissão para a Juventude

e-mail: [email protected]

(27) 99727-2637 ou (27) 3025-6292

Segunda semana da Campanha do Dízimo. Coração missionário!

Estamos na segunda semana da Campanha do Dízimo na Arquidiocese de Vitória. As equipes estão cheias de criatividade para chegarem mais perto dos dizimistas de suas comunidades e indo muito além das propostas que receberam da Arquidiocese. Muita criatividade e entusiasmo!

Neste final de semana de 11 e 12 de julho continuamos refletindo sobre o tema Dizimista, Coração Missionário e a frase do Evangelho de Mt 6, 21 “Onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração”!

O que prende o nosso coração e como lidamos com os bens materiais. Ter bens não é um problema, o problema é quando nos apegamos a eles, não compartilhamos, não somos capazes de perceber a necessidade do outro. A proposta é que olhemos para a nossa comunidade eclesial e nos perguntemos: qual contribuição estou dando para que a minha comunidade continue evangelizando, sendo missionária, levando a mensagem de Jesus a todos? Ser dizimista é ter coração missionário e coração missionário é aquele que se alegra ao ver sua Igreja forte e fiel, celebrando a vida e atenta aos mais necessitados.

Alguns agentes da pastoral do dízimo viraram “artistas” para mandar a mensagem desta semana. Veja se tem alguém que você conhece e compartilhe as mensagens.

Pensando em todas as pessoas, tanto aos que estão indo para junto do Pai, quanto para os familiares que ficam foi criado a Pastoral

O luto é um sentimento de tristeza, resultado da perda impactante, é um tempo difícil de viver. Pensando em todas as pessoas, tanto aos que estão indo para junto do Pai, quanto para os familiares que ficam, foi criado a Pastoral da Esperança, que é a presença amiga, fraterna e solidária da Comunidade Eclesial, prestando solidariedade e conforto. 

Frei Clarêncio Neotti, vivenciando de perto a Pastoral da Esperança da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Vila Velha – ES, sentiu-se motivado a escrever um livro que os ajudassem com esquemas para melhor realizarem sua missão.

“O livro nasceu desse desejo de melhor ajudar os ministros da Pastoral da Esperança. Um padre também pode usar. Mas foi pensado nos ministros leigos da Pastoral da Esperança que escrevi o livro: Ministério da Esperança – Roteiros para velórios e exéquias. Cada esquema no livro tem uma pequena homilia, o ministro da esperança, conforme o ambiente, ele pode dizer com as próprias palavras, como também pode ler a homilia que está ali, fazendo uma leitura reflexiva. Caso queira, pode escolher uma frase e desenvolver, onde o Espírito Santo pode falar ao coração dele. O ministro tem mais facilidade em se basear num texto que está na frente dele”, comenta o frei Clarêncio.

O livro é um subsídio para a Pastoral da Esperança com oito roteiros de celebrações das exéquias, expressando a dimensão fraterna e solidária da Igreja, em um momento de dor, sofrimento causado pela experiência da morte.

Sobre o autor

Frei Clarêncio Neotti, é franciscano da Ordem dos Frades Menores, natural de Santa Catarina – SC, filho de José Neotti e Ester Possamai.

Foi professor de seminário durante 3 anos; trabalhou 20 anos na editora Vozes em Petrópolis – RJ; 6 anos trabalhou na Sonoviso (editora de áudio visual) no Rio de Janeiro; foi membro Fundador da União Cristã Brasileira de Comunicação Social (UCBC); trabalhou 9 anos na Cúria Geral em Roma, onde fundou o Departamento de Comunicação da Ordem; foi presidente por três períodos da União Católica Latino Americana de Imprensa; foi vice-presidente da União Católica mundial de imprensa; Membro de honra da União; foi Reitor do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro e hoje é vigário Paroquial do Santuário Nossa Senhora do Rosário em Vila Velha – ES.

Frei Clarêncio está no auge dos seus 85 anos, na expectativa de completar 60 anos de vida consagrada no início do ano de 2021. No decorrer de seu sacerdócio escreveu 39 livros.

Como adquirir o livro

O livro: Ministério da Esperança – Roteiros para velórios e exéquias, pode ser adquirido pelo site da Editora Santuário: https://www.editorasantuario.com.br/ministerio-da-esperanca

Para quem mora no Estado do Espírito Santo pode encontrar o livro, no mesmo valor que está no site da Editora Santuário, na secretaria da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, em Vila Velha – ES. Pode entrar em contato pelo telefone: (27) 3329-1266 ou pelo e-mail: [email protected]

A tecnologia tornou-se o principal recurso para a evangelização e para facilitar as ações práticas o site da arquidiocese estará oferecendo a todos os

Com o período de distanciamento social a Igreja tem reinventado as diferentes formas de acolher os fiéis. Os inúmeros encontros formativos promovidos pelo Departamento de Pastoral da Arquidiocese de Vitória foram suspensos, consequentemente o cancelamento das aulas presenciais das escolas de Liturgia e Catequese. 

A tecnologia tornou-se o principal recurso para a evangelização e para facilitar as ações práticas o site da arquidiocese estará oferecendo a todos os agentes das pastorais, dos movimentos e dos serviços um espaço de formação virtual com diversos temas abordando as ações práticas de Liturgia, Catequese, Comunicação, entre outros. 

As Diretrizes Gerais da CNBB 2019-2023 ressalta que é vocação da Igreja anunciar a Palavra como missionários para promover a paz, superar a violência, construir pontes em lugar de muros, oferecer a misericórdia de Jesus e reacender a luz da esperança para vencer o desânimo e as indiferenças. Sendo um dos objetivos, formar discípulos e discípulas de Jesus Cristo a partir do anúncio da Palavra de Deus.

O contexto atual de Igreja doméstica, faz com que as famílias promovam momentos de diálogo e partilha. Neste sentido, faz lembrar os discípulos que se reuniam comunitariamente em casas particulares. O pequeno grupo escutava a Palavra e respondia pela vivência da comunhão e da missão. 

A proposta deste ambiente de formação virtual é para que os fiéis busquem conhecer os conteúdos e possam aprofundar o conhecimento da nossa Igreja. Ressaltando que a vida eclesial de uma comunidade acontece nas nossas casas, nos vínculos fraternos, podendo meditar a Palavra e o conteúdo formativo, celebrando a vida na partilha do pão.

Sacramentos da Cura: Penitência e Unção dos Enfermos

Nas próximas semanas, o Pe. Ivo Ferreira de Amorim, Vigário Geral da Arquidiocese de Vitória, estará explicando a importância dos Sacramentos da Cura: Penitência e Unção dos Enfermos. Neste primeiro texto, a reflexão é sobre a Penitência, um sacramento onde experimentamos o dom de Deus, o perdão. O sacramento da Penitência recebeu vários nomes ao longo da história: sacramento do perdão, sacramento da reconciliação, sacramento da confissão, entre outros. O texto formativo apresenta a dinâmica de participação no rito e como ele deve ser celebrado nas comunidades e paróquias. No final do texto, algumas questões para serem aprofundadas em família. Para ter acesso a formação, faça o seu cadastro no site da arquidiocese. 

Boa Leitura!

Conheça mais um dos futuros padres da Arquidiocese de Vitória

A vida religiosa de Zaelton da Costa Nascimento, 32 anos, diácono transitório da Arquidiocese de Vitória, começou ainda na infância. Baiano, nascido em Itamaraju, foi vivendo a Igreja em família que despertou sua vocação. O diácono detalha que seu chamado foi desde criança. Quando tinha 7 anos de idade já brincava com os primos e primas de celebrar missa na roça.

Seus pais Zelino e Ivanete e os avós Paulo e Jovelina eram fundadores da comunidade em que cresceu. Irmão de Zaele e Jaqueline, desde cedo participava de equipes como liturgia, canto e catequese. Com cerca de 11 anos cantava salmos na Igreja e aos 14 anos já era ministro da palavra. Além disso, sua casa sempre tinha a visita de padres, bispos e seminaristas.

Aos 17 anos começou os encontros vocacionais com os Paulinos na Bahia e o processo acontecia por meio de cartas. Padre Kremerson Giestas, atualmente pároco da Paróquia Bom Pastor, em Campo Grande, era seu pároco na Bahia e foi um grande incentivador da sua vocação.

Zaelton detalha que foi encaminhado para o Seminário Bom Pastor, da Diocese de Teixeira de Freitas, onde fez o Propedêutico. Cursou Filosofia no Seminário Maria Mater Ecclesiae, que tinha representantes de 24 estados do Brasil e onde não se adaptou pela grande diferença de cultura.

Nesta época, após terminar a faculdade de filosofia veio para o Espírito Santo onde trabalhou cuidando de idosos junto com padre Ayrola. Também desenvolveu trabalhos pastorais em diversas paróquias: São Pedro, em São Pedro, na Catedral de Vitória, na São José (em Maruípe) e Mãe da Divina Misericórdia, em Marcilio de Noronha.

O diácono transitório explica como foi sua chegada ao estado capixaba: “De imediato fiquei na casa de parentes sendo acompanhado pelo padre Kremerson e padre Ayrola. Comecei a fazer teologia separado, sem compromisso, e com o tempo comecei a fazer os encontros com padre Jorge e Padre Arthur e a formação me chamou para ingressar no seminário de novo”.

Em 2018, Zaelton entrou para o Seminário Nossa Senhora da Penha, onde concluiu os estudos, foi ordenado diácono e no dia 25 de julho será ordenado padre, na Catedral Metropolitana de Vitória, ao lado dos outros cinco diáconos transitórios da Arquidiocese.

A vontade de ser um sacerdote surgiu para ele na relação com as pessoas e na preocupação com a vida do outro, em seu todo. “As pessoas chegam até nós tão machucadas com tantas coisas e a presença do padre ajuda muito no crescimento da vida psicológica e espiritual de cada um. Durante esse período escutei cada história e ajudei tantas pessoas que vejo que tenho mais e mais vontade de me doar cada vez mais por essas pessoas”.   

A ordenação presbiteral vai acontecer neste período de pandemia causado pelo novo coronavírus. Para Zaelton este é um sinal de que Igreja não está escondida e ela leva a alegria ao seu povo. Mas diante da impossibilidade da presença dos fiéis no dia 25 de julho, os diáconos já estão pensando no futuro e planejam que no mesmo dia do próximo ano seja celebrada uma missa com os seis novamente, com a participação de toda a Arquidiocese, para comemorar o primeiro ano do sacerdócio.   

A Quarta Solidária, além de garantir uma alimentação para os mais necessitados, tem a missão de colocar o evangelho em prática.

O Papa Francisco vem sempre enfatizando em seus discursos a importância da missionariedade do cristão. As inúmeras ações sociais promovidas pelos grupos espalhados nas comunidades e paróquias da Arquidiocese de Vitória traduzem a esperança de melhores perspectivas de vida nas famílias assistidas. 

Neste mês de julho, voluntários da ação “Quarta Solidária” da comunidade católica Santa Luzia, da paróquia São Francisco de Assis, em São Francisco – Cariacica, celebram três anos do projeto que distribui refeições aos pacientes no Pronto-Atendimento de Alto Laje, em Cariacica, e também a população em situação de rua. 

O projeto “Quarta Solidária”, foi iniciado no ano de 2017 com um pequeno grupo de fieis da comunidade e que se estendeu para outros colaboradores que não são católicos. A cada quarta-feira eles promovem um momento de atenção, afeto e cuidado com os mais necessitados. Muitos que usam o PA de Alto Laje não têm condições de adquirir um lanche enquanto aguardam atendimento ou estejam acompanhando um paciente, permaneceriam em jejum se não fosse a iniciativa desses fieis. 

De acordo com o padre Odésio Costa, pároco da Paróquia São Francisco de Assis, em São Francisco – Cariacica, a ação solidária nasce do coração de pessoas que desejam ajudar o próximo. “Surge basicamente do desejo do coração de algumas pessoas de ajudar, ajudar o próximo. Ajudar aquelas pessoas que estão precisando naquele momento do alimento, estão ali no posto de saúde, em frente ao hospital e não tem recursos para se alimentar”, relatou.

Para o padre, a Quarta Solidária, além de garantir uma alimentação para os mais necessitados, tem a missão de colocar o evangelho em prática. “É muito gratificante com certeza, porque a gente sabe que a palavra de Deus nasce na prática. São pessoas que escutam a palavra de Deus e colocam essa palavra em prática, mesmo que seja de forma simples, em levar um dia por semana esses alimentos. ”, afirmou. 

A coordenadora do projeto, Nircilene da Cruz Vieira conta que o foco do projeto inicialmente eram os pacientes que estavam esperando no pronto-atendimento de Alto Lage, mas agora também tem sido entregar marmitas para os moradores em situação de rua. “Durante uma noite muito fria nós sentamos e conversamos para poder estar fazendo algo para ajudar esses moradores. Daí nós tomamos atitude de ir para o supermercado, comprar os legumes, os ingredientes e confeccionar a sopa”, explicou. 

Kombi solidária

A partir das idas ao pronto-atendimento a coordenadora do projeto percebeu que na região existiam muitos moradores em situação de rua. E, já era um desejo do grupo expandir essa solidariedade aos mais vulneráveis. Vendo a inspiração do grupo e o apelo que era feito aos finais de semana nas celebrações, um casal de voluntários doou uma Kombi reformada para que o projeto pudesse também distribuir refeições para essa população em vulnerabilidade social as margens da BR-262.

“Na igreja sempre estávamos avisando para que quem tivesse carro colaborasse para servir todas as quartas-feiras. Um belo dia um dos nossos participantes da nossa comunidade nos ofereceu a Kombi que ia reformá-la e nos presentear e a gente ficou esperando já tem mais de um ano e graças a Deus nós fomos contemplados”, afirmou Joana da Cruz – voluntária do projeto.

No dia de Sta. Maria Goretti, uma reflexão sobre santas assediadas sexualmente e assassinadas.

No mês de julho, exatamente no dia 6, a igreja celebra Sta. Maria Goretti. Uma menina de 11 anos, assassinada enquanto resistia a uma tentativa de estupro. Um caso de violência dentro de casa, embora o assassino não fosse parente. Após a morte de seu pai, a família da santa dividiu a casa com outra família que tinha um jovem de 20 e passou a assediá-la. Perante a resistência, um dia ele a esfaqueou com 11 golpes de faca.

 

Um caso semelhante a tantas histórias que escutamos ainda nos dias de hoje, quando homens se julgam no direito de possuírem mulheres sem o consentimento delas ou as violentam por se julgarem seus donos. Histórias que muitas vezes parecem irreais de tão desumanas e muito tristes de tão violentas.

 

Mas, o que fez de Sta. Maria Goretti santa, foi o amor que ela sempre demonstrou a Deus e a forma como se dedicou à família nos poucos anos de vida. Sua fé era tão grande que no leito de morte perdoou seu assassino e desejou que ele fosse para o céu. Seu testemunho e sua oração converteram, mais tarde, o assassino arrependido.

 

Outras santas da Igreja, martirizadas por professarem sua fé, também foram vitimadas por recusas ao casamento e por fazerem voto de castidade, como Sta. Ágata (5 de fevereiro), Santa Olívia (10 de junho), Sta. Filomena (10 de agosto), Sta. Bibiana (2 de dezembro). Outras foram denunciadas por serem cristãs, mas as denúncias foram feitas por homens a quem haviam se recusado, como Sta. Luzia denunciada pelo noivo rejeitado (13 de dezembro).

 

Outras ainda tinham a violência sexual como forma de humilhação antes do martírio, como Sta. Irene, levada a um prostíbulo para ser violentada antes de morta (5 de abril) e Sta. Bárbara, que foi exibida nua para a multidão, antes de ser assassinada (2 de outubro).

 

Contrapondo-se a estas santas martirizas e vitimas de violência sexual, outras duas santas tiveram experiências diferentes: Sta. Catarina da Suécia (24 de março) e Sta. Cecília (22 de novembro), cujos maridos aceitaram seus votos de castidade e conviveram com elas como irmãos.

 

No Brasil, duas beatas foram martirizadas por recusarem o assédio, Albertina Berkenbrock (15 de junho) e Lindalva Justo de Oliveira (9 de abril).

 

A Beata Maria Albertina foi assassinada aos 12 anos, idade próxima à de Sta. Maria Goretti e também por ter resistido a uma tentativa de estupro e, a Beata Lindalva, uma religiosa (freira) da Congregação Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo. Lindalva desenvolvia sua missão no Abrigo Dom Pedro II, em Salvador e era encarregada do serviço aos homens idosos ou doentes. Foi assassinada por um deles porque resistia aos seus assédios.

 

Está prevista para 21 de outubro a beatificação de outra brasileira, Benigna Cardoso da Silva, que também resistiu às agressões sexuais de um adolescente.

Mas o que fez de todas elas santas ou beatas foi o comportamento que levaram, o amor a Deus e o desejo de uma entrega total e doação aos mais necessitados.

Até hoje adolescentes mulheres sofrem por situações semelhantes, submetidas a relacionamentos forçados e expostas apenas por serem mulheres. A liberdade com o próprio corpo e as decisões por uma escolha de vida na igualdade ou mesmo a opção por romper relacionamentos que não fazem bem, muitas vezes não são respeitadas. Muitos homens ainda tentam impor suas vontades considerando a mulher como posse sua ou até apenas um objeto.

 

No Espírito Santo, a média de agressões diárias a mulheres, entre elas o estupro, é de 51. Até março deste ano 813 pedidos de medidas protetivas foram registrados na Secretaria de Proteção à Mulher. As estatísticas assustam:

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Município     Boletim de Ocorrência    Medida Protetiva

Vitória                              56                             33

Vila Velha                        154                             116

Serra                                156                              82

Cariacica                         124                              46

Guarapari                         79                              33

Viana                                 24                            15

PEM (Plantão Especial da Mulher) 382            207

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Unidades especializadas para registro de ocorrências:

  •  Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (DIV-Deam) – das 8h às 18h. Telefone (27) 3227-9410. Av. Nossa Senhora da Penha, 2.270 – Santa Luíza – Vitória.
  •  Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, das 8h às 18h

 

Nos municípios em que não existem secretarias especializadas as ocorrências podem ser registradas na delegacia mais próxima.

 

Que Sta. Maria Goretti proteja as mulheres!