Seminário

“O Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo” (São João Maria Vianney). Nesta

“O Sacerdote é o amor do Coração de Jesus. Quando virdes o padre, pensai em Nosso Senhor Jesus Cristo” (São João Maria Vianney).

Nesta data em que a Igreja celebra a Solenidade da Anunciação do Senhor, rendemos graças a Deus pelo 22º aniversário de Ordenação Presbiteral de nosso Reitor, Padre Jorge Campos Ramos.

Em 25 de Março de 2000, na cidade de Afonso Cláudio (ES), Padre Jorge foi ordenado pela imposição das mãos de Dom Hélio Adelar Rubert (à época, Bispo Auxiliar de Vitória).

Como testemunhas de sua oblação diária pelo Reino de Deus e dedicação fiel às necessidades desta Igreja Particular, queremos nesta feliz data saudar ao Padre Jorge, a um só tempo desejando-lhe um fecundo ministério e dias repletos de Saúde e Paz!

Nesta data festiva, rogamos à Virgem Maria, Medianeira de todas as graças, em favor da vida e do sacerdócio de Padre Jorge. Que ele siga anunciando a alegria do Evangelho, firme na esperança e no amor.

Parabéns, Pe. Jorge!

 

 

Gabriel Torres | “ Para Deus nada é impossível” ( Lc 1 ,37)  Hoje , assim como na solenidade de São José, a Santa
Gabriel Torres | “ Para Deus nada é impossível” ( Lc 1 ,37) 

Hoje , assim como na solenidade de São José, a Santa Igreja  abre mais uma vez  um “parênteses” no tempo contemplativo  e meditativo da  quaresma, para, com muita alegria ,comemorar outra grande solenidade: a anunciação do arcanjo Gabriel feita à Santíssima Virgem , da encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo  em seu seio virginal.

O evangelho apresentado nesta solenidade é retirado do livro de São Lucas, ( Lc 1,26-38) , e tem como dois principais  personagens: o anjo Gabriel e a Virgem Maria. Dentre os três arcanjos, Miguel , Rafael e Gabriel, sabemos que  este último, sendo intitulado como o mensageiro de Deus, assume um grande papel nos desígnios de Deus para a salvação de seu povo, ficando com esta grande tarefa de anunciar à Maria, o Cristo que será concebido em seu  ventre virginal. Semelhantemente, cabe a nós também, como batizados, membros do corpo místico de Cristo, anunciar o Cristo a todas as criaturas, tal como o arcanjo, fazendo com que compreendam que Deus se fez carne , assumindo nossas fraquezas e dores, suportando  terríveis tormentos e desprezos , tornando-se semelhante a nós em tudo , exceto no pecado, para a remissão de nossos pecados, e   não apenas isso, mas também para que pudéssemos compreender e entender  este amor infinito, misericordioso e compassivo que Deus nos consagra e tem por cada um de nós que somos os seus filhos amados.

Ao entrar onde Maria se encontrava, o anjo profere a seguinte frase:  “ Alegra-te cheia de graça” (Lc 1,28). Nossa Senhora, desde seus primeiros instantes de vida, concebida no ventre de Santa Ana, sem a mancha do pecado original, isenta de qualquer culpa, imaculada, é repleta da graça de Deus, é cheia do amor de Deus, é cheia do temor de Deus, vive de acordo com a vontade de Deus. Assim como o coração Imaculado de Maria, também nós devemos buscar cada vez mais, possuir um coração isento de mancha, longe do pecado, menos egoísta, menos vaidoso, menos orgulhoso, recorrendo sempre aos sacramentos e a vida de oração, para que, desse modo, haja espaço dentro desse mesmo coração apenas para o amor, para a graça, para os dons de Deus. Dessa forma, agiremos sempre como a Virgem Maria, dispostos a fazer a vontade de Deus em nossas vidas com todo zelo e amor.

Por fim, assim como Maria que tem dúvidas de como a vontade de Deus se realizará em sua vida, perguntando ao anjo como acontecerá a concepção de Cristo em seu seio ( Lc 1 , 34) , também nós muitas vezes nos encontramos em uma mesma situação, indagando como a vontade de Deus pode ser feita em nossas ocupações cotidianas . Muitas vezes nos deparamos com certas dificuldades, que, a princípio, aos nossos olhos, parecem ser impossíveis de vencer, ou também com certos caminhos que Cristo quer que nós trilhemos e ao nosso ver, apresentam-se como impossíveis de continuar seguindo, e é nesse exato momento em que devemos ter uma fé inquebrantável no que o anjo profere a Nossa Senhora: “ para Deus nada é impossível” ( Lc 1 ,37) . E firmes nessa palavra, assim como a Senhora das Alegrias que pede que a vontade de Deus seja feita em sua vida ( Lc 1,38)  ,é necessário  nos colocarmos como servos na vinha do Senhor e, portanto, continuarmos a nos esforçar para fazer sempre a justíssima e amabilíssima vontade de Deus em nossa vidas.

 

Gabriel da Silva Torres

Seminarista do 1º ano de Filosofia.

Paróquia de origem: Nossa Senhora da Conceição, Centro, Guarapari- ES.

Paróquia de pastoral: Nossa Senhora da Conceição, Viana Sede- ES.

Antonio Vitor Favero | Neste nosso itinerário quaresmal, hoje a Igreja nos convida a repensar nossa existência e nos convida mais uma vez à
Antonio Vitor Favero |

Neste nosso itinerário quaresmal, hoje a Igreja nos convida a repensar nossa existência e nos convida mais uma vez à conversão. A primeira leitura retirada do livro do Êxodo (3,1-8a.13-15) nos apresenta o chamado de Moisés para anunciar e conduzir a libertação do povo da escravidão no Egito.

Deus se manifesta a Moisés e mostra que age na história humana através de homens generosos que aceitam levar a cabo a missão recebida. Para o povo de Israel fica claro, então, que o Senhor Deus age concretamente na sua história e a experiência do êxodo torna-se paradigma de todas as libertações.

Na segunda leitura (1Cor 10,1-6.10-12), Paulo toma como exemplo a história dos israelitas que foram conduzidos por Deus (nuvem), passaram pelas águas do mar vermelho, alimentaram-se do maná e da mesma água do rochedo e, no entanto, a maior parte deles cedeu à tentação dos ídolos, já que seu coração não estava verdadeiramente com Deus.

Por isso, Paulo exorta os Coríntios a cuidarem para que não lhes suceda a mesma coisa. Apesar de iniciados na fé cristã e nos sacramentos, devem sempre estar atentos a viver em verdadeira comunhão com Deus e não ceder à tentação.

O Evangelho que hoje nos é proposto (Lc 13,1-9) está situado no contexto da “viagem” de Jesus para Jerusalém. Um caminho muito mais que apenas geográfico: um caminho espiritual que Jesus percorre com seus discípulos preparando-os para assimilarem e assumirem os valores do Reino.

Na primeira parte do Evangelho de hoje, Jesus cita dois exemplos históricos: o assassinato de alguns judeus por Pilatos e a queda de uma torre perto da piscina de Siloé.

E a conclusão de Jesus é que os que morreram nesses desastres não eram piores dos que sobreviveram, o que contraria a doutrina judaica da retribuição onde se entendia que quem sofresse uma desgraça era culpado por um grave pecado. Assim, para Jesus todos os homens precisam se converter: “Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo” (Lc 13, 5).

Já na segunda parte, encontramos a parábola da figueira que ilustra as oportunidades que Deus concede para a conversão. No Antigo Testamento a figueira já tinha sido utilizada para representar Israel.

Desse modo, Deus espera que Israel frutifique: converta-se à proposta de salvação feita por Jesus, dando a Israel outra oportunidade. Deus mostra-se então paciente e bondoso.

Assim também nós, devemos estar atentos à possibilidade da conversão, para que nossa reposta ao projeto salvífico de Cristo seja verdadeira e sincera, reconhecendo como Deus age em nossa história e nos liberta das amarras do pecado e da morte.

 

Antonio Vitor Favero

Seminarista do 2º ano de Teologia.

Paróquia de origem: Nossa Senhora da Conceição, Alfredo Chaves-ES.

Paróquia de pastoral: Bom Jesus, Novo Horizonte, Cariacica-ES.

Marcílio Netto | José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado – Mt 1,24a  A celebração da solenidade de São José evidencia a
Marcílio Netto | José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado – Mt 1,24a 

A celebração da solenidade de São José evidencia a grande importância desse homem no seio da Igreja, em meio ao itinerário quaresmal a Sagrada Liturgia realiza uma “pausa” nos ritos penitenciais, para festejar em todo orbi a vida e missão do Esposo da Bem- Aventurada Virgem Maria. Proclamado como patrono da Igreja Católica pelo Papa Pio IX em 08 de dezembro de 1870 através do decreto Quemadmodum Deus, o Pai adotivo de Nosso Senhor, continua zelando pelo Corpo de Cristo.

O texto de segundo Samuel que é apresentado pela liturgia dessa solenidade não exprime diretamente a respeito da pessoa de José, todavia aponta para sua missão no Plano da Salvação. O profeta Natã foi enviado por Deus para anunciar ao rei Davi: “então, suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza” (cf. 2Sm 7,12), é evidente que nessa perícope, a profecia descreve o desejo de Deus de que perdure a descendência Davídica, “eu firmarei para sempre o seu trono real” (2Sm 7,13). Tomados pela profecia de Natã é possível compreender que em José se encontra a linhagem de Davi, ou seja, quando Deus escolhe José para fazer parte do seu plano de salvação, colocando-o como esposo de Maria, cumpre-se então as palavras das profecias contidas no Antigo Testamento. Portanto, José é aquele que vai garantir que o menino faça parte da descendência de Davi, quando o tem como filho adotivo.

É em José que Jesus passa fazer parte da estirpe de Davi, permitindo assim o pleno cumprimento da escritura: “Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre” (2Sm 7, 16). José aponta para Jesus, garante que o menino de Nazaré, nascido de Maria, é o messias anunciado pelas Escrituras.

Um homem que é pouco mencionado nas Sagradas Escrituras, os evangelhos não dispensam mais do que seis versículos a seu respeito, porém até mesmo esse silêncio que gira em torno do glorioso José muito têm a ensinar. Ao se dispor, dizendo sim ao projeto de Deus para sua vida, com toda humildade, José deixa ser conduzido por tamanha missão, de tal forma, que Cristo passa a ser o centro.

No Evangelho segundo Mateus, o autor faz questão de mencionar “…José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado” (Mt 1, 24a), trata-se de uma das virtudes, que todos os homens são chamados a entrar na escola de José para aprender: a virtude da obediência. Realizar a vontade de Deus não é uma tarefa muito fácil, sobretudo quando Deus exige de todos a obediência, no mundo contemporâneo onde as pessoas estão desejosas de serem senhoras das próprias vidas, não existe espaço para se “rebaixar”, submetendo-se a vontade de Deus, sendo obediente conforme foi José e como foram Maria e Jesus por excelência, quando levam a consumação a vontade do Pai.

Conforme aconteceu com Maria, o anjo também aparece a José, a diferença é que, para este se dá enquanto dormia, ou seja, em forma de sonho, mas o fundamental é que o portador da mensagem de Deus traz a este homem um anúncio “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho…” (Mt 1, 20b-21a), José não deve temer, pois tudo será realizado pela força do Espírito Santo, também os homens são chamados a deixarem o Espírito Santo conduzir a sua vida, confiar nessa força que vem de Deus.

Tudo o que acontece a partir da vontade de Deus e sob a sua proteção faz parte de um projeto muito maior, também nós devemos imitar essa humildade de José e reconhecer que Deus nos chama a participar do seu projeto de salvação. O evangelista faz questão de evidenciar no texto sagrado que José cumpriu tudo aquilo conforme o Senhor ordenara, ou seja, José foi fiel a ordem/mandato de Deus.

A fidelidade de José para com Deus é sublime e digna de toda imitação, pois, esse homem não foi apenas fiel para com Deus, mas expressou essa fidelidade também a Maria, sua esposa, que após o nascimento do menino Jesus permaneceu sempre Virgem – isso professamos como dogma de fé -, ou seja, expresso no seu cotidiano, José é exemplo para aqueles que desejam trilhar o caminho do Senhor, ser fiel nas coisas cotidianas para que se consiga ser fiel nas coisas superiores.

A sua importância no projeto de Salvação não está ligada a quantidade de versículos expressos a seu respeito na Sagrada Escritura, mas pelo fato de o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo servir-se desse homem como Pai adotivo. Submeteu-se aos cuidados dele, sendo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, colocou-se sob a proteção de São José, também nós que somos seu corpo, busquemos fazer o mesmo que a Cabeça fez, tomar José como nosso Patrono, para que sejamos fiéis a vocação que fomos chamados.

Referências

Bíblia Sagrada. Tradução oficial da CNBB. 3a edição. 2019.

Marcílio de Araujo Netto

Seminarista do 3º ano de Teologia

Paróquia de origem: São Sebastião do Alto Guandú, Afonso Cláudio-ES.

Paróquia de pastoral: Santa Rita de Cássia, Santa Rita, Vila Velha-ES.

A tarde desta quinta-feira (17) foi marcada pela visita do Bispo Auxiliar de nossa Arquidiocese, Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza. Ordenado Bispo no
A tarde desta quinta-feira (17) foi marcada pela visita do Bispo Auxiliar de nossa Arquidiocese, Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza.
Ordenado Bispo no último mês de fevereiro, Dom Andherson visitou pela primeira vez nossa Casa de formação. Em suas palavras de agradecimento, o epíscopo recordou as palavras de Moisés no Antigo Testamento, ao dizer que o Seminário é território sagrado na qual o Senhor manifesta Sua presença. Animados ao encontrá-Lo obtemos as forças necessárias para tornarmos discípulos configurados ao Mestre.
Dom Andherson ainda lembrou que em seu coração e em suas orações já estão todos os seminaristas e que sua presença nesta Casa será constante. Ao final da celebração, o Sem. Victor Nodari (do 1º ano de Filosofia) agradeceu ao Bispo em nome de toda a comunidade formativa:

MENSAGEM DE ACOLHIDA A DOM ANDHERSON FRANKLIN POR OCASIÃO DE SUA 1º VISITA AO SEMINÁRIO ARQUIDIOCESANO NOSSA SENHORA DA PENHA.

Benedictus qui venit in nomine Domini (Sl 117, 26)

“Bendito o que vem em nome do Senhor”

Excelência reverendíssima, Dom Andherson Franklin, em nome de todos os membros desta comunidade formativa, o Seminário Nossa Senhora da Penha, dirijo-vos estas palavras de gratidão e acolhida.

Gratidão porque ouvindo e respondendo ao chamado de Nosso Senhor Jesus Cristo, deixastes tudo para segui-lo e mais uma vez, impelido pelo mandato d´Ele “Euntes docete gentes” – “Ide fazei discípulos todas as nações” (Mateus 28, 19) dissestes sim, recebendo a plenitude do sacramento da ordem, tornando-vos um legítimo sucessor dos Apóstolos. E sendo nomeado Bispo Auxiliar de nossa Arquidiocese, queremos acolhê-lo em nosso Seminário, como sinal de esperança e bondade.

Seminário que, como disse inúmeras vezes Dom Luiz Mancilha Vilela, é o coração desta Igreja Particular. Assim, ao chegar nesta Arquidiocese tornastes-vos, junto a Dom Dario, mais uma artéria para oxigenar este coração Arquidiocesano, impulsionando-nos com vosso exemplo de vida, experiência na formação presbiteral e sobretudo, como destacou o Papa Francisco em vossa bula de Nomeação, com vossa perícia no agir, na doutrina, na caridade e a atuação em obras pastorais.

Deste modo, com gratidão e afetuosa acolhida, no contexto dos 70 anos de fundação deste Seminário, queremos unir nossa voz à voz do salmista para dizer “Bendito o que vem em nome do Senhor”! Rogamos a Nossa Padroeira, a Senhora da Penha, que seja vossa intercessora apontando o caminho para Jesus Cristo. Que vosso ministério seja frutuoso em meio a nós! Seja bem-vindo Dom Andherson, esta Casa também é vossa!

 

Também o Sem. César Delarmelina (3º ano de Teologia) compôs um moteto com o lema de Ordenação de Dom Andherson entoado pelo Coro do Seminário na Missa de Apresentação do mesmo na Catedral, no último dia 04 de Março. Ontem, após a Comunhão, o mesmo hino foi executado, em um momento que muito emocionou o novo Bispo Auxiliar. Confira a partitura abaixo:

EUNTES DOCETE GENTES

 

Seguem alguns registros da cerimônia:

Anexos

“Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo” (Mt 20, 17-28). Seguindo as comemorações dos 70 anos

“Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo” (Mt 20, 17-28).

Seguindo as comemorações dos 70 anos recebemos na última quarta-feira (16/03) a visita de Dom Geraldo Lyrio Rocha (Arcebispo Emérito de Mariana – MG) acompanhado do primeiro seminarista de nosso Seminário, Monsenhor Arnóbio Passos Cruz. Como em tantas outras ocasiões, nos alegramos com tamanha honra. Ouvir e aprender de ambos é contemplar a história viva do Seminário, que se renova através de nós.

No início do ano de 1954, o jovem Geraldo com 10 anos chegou ao Seminário. Concluiu o Seminário Menor em 1959 com a cerimônia de recepção da batina e logo foi cursar Filosofia em Belo Horizonte e Teologia em Roma. Logo após a sua ordenação presbiteral, Dom Geraldo foi nomeado diretor espiritual do Seminário Nossa Senhora da Penha, cujo reitor era o Pe. Rubens Duque, e que acolhia seminaristas que cursavam o Ensino Médio.

Trata-se de um período (final da década de 1960) na qual a Igreja passava por profundas transformações advindas do Concílio Ecumênico Vaticano II. Neste contexto eclesial de novos rumos, marcado pela insegurança e o amadurecimento, no ano de 1969, Dom João Batista colocou sob os cuidados do então jovem Pe. Geraldo a condução do processo formativo presbiteral de nossa Arquidiocese.

No tempo que compreende os dois mandatos de sua reitoria (16 anos), muitos desejavam fechar o Seminário devido a escassez de vocações. À época, por anos, o Seminário contou com apenas 01 seminarista (hoje o Pe. Jair Côco). Entretanto, Pe. Geraldo Lyrio sempre colocou-se contra a esta radical proposta, esperançoso das vocações que nasceriam como fruto do trabalho pastoral realizado nas CEB’s e considerando que este seria um erro sem precedentes que deixaria marcas indeléveis para a Igreja. Apesar das dificuldades destes tempos, mais de 21 padres foram apresentados por ele, enquanto Reitor, para a Ordenação Presbiteral.

Padre Arnóbio em seus mais de 50 anos de vida presbiteral compôs a primeira turma do Seminário Menor Nossa Senhora da Penha quando em sua fundação no ano de 1951, pelo então Bispo do Espírito Santo, Dom Luís Scortegagna. Pós graduado em Mariologia, Mons. Arnóbio atuou em diversas paróquias de nossa Arquidiocese e ocupou por anos o cargo de Chanceler do Arcebispado, professor do Instituto de Filosofia e Teologia e até hoje é diretor espiritual de nossa Casa de formação. Ao final da celebração, em suas palavras de agradecimento, emocionado o Mons. Arnóbio revelou que sua oração pessoal na Eucaristia que fora celebrada foi a de que cada um dos formadores e formandos tivessem a graça de carregar com alegria a Cruz de Cristo em nossas caminhadas vocacionais.

O Seminarista César Augusto, do 3º ano de Teologia, teceu em nome de toda a comunidade formativa algumas palavras em agradecimento a ambos:

Quid retribuam Domino pro omnibus quae retribuit mihi?

Que poderei retribuir ao senhor Deus por tudo o que me tem feito? (Sl 115)

É ao redor do altar, em meio à grande ação de graças, que podemos bem responder a esta indagação do salmista. Juntamente com o louvor prestado a Deus nesta Eucaristia, queremos render graças pelo dom da vida e ministério de dois ilustres seminaristas que passaram por essa casa, e que para nós constituem testemunho, memória viva e agradecida na celebração destes 70 anos.

Aqui, junto de nós, encontram-se:

Mons. Arnóbio Passos Cruz, testemunha e parte integrante do início daquela trajetória iniciada em abril de 1951; e depois professor, diretor espiritual, compilador e curador da história de nosso Seminário;

Dom Geraldo Lyrio Rocha, que aqui ingressou em 1954, e posteriormente contribuiu com a formação enquanto professor, diretor espiritual, reitor por dois períodos e Bispo Auxiliar.

Tais personalidades, sempre presentes e marcantes, de forma alguma poderiam ficar excluídas das comemorações jubilares. É por isso que, nesta ocasião festiva, gostaríamos, Dom Geraldo e Mons. Arnóbio, de agradecer todo serviço e auxílio, direto e indireto, que prestaram a esta casa no decorrer destes anos.

De fato, os srs., no decorrer da vida e ministério, testemunharam tempos de importantes mudanças eclesiais, tempos muitas vezes acompanhados de incertezas e desafios face às necessidades de renovação e de mudança. Eis que, mais uma vez, em atualizado contexto, somos chamados a dar respostas consistentes às novas realidades e conjunturas. Impelidos pelas exigências da evangelização, e aqui estando com o desejo de assentir ao chamado do Bom Pastor, nos recordamos do que nos ensina a carta aos Hebreus (13, 7-9): “lembrai-vos de vossos dirigentes, que vos pregaram a palavra de Deus…”.

Voltamo-nos, então, para aqueles que marcaram a história e contribuíram para formação do nosso clero, desejando que a memória agradecida que fazemos seja também ocasião de aprendizado: é por meio de nossa escuta, presença e acolhida fraterna que queremos manifestar nossa deferência para com aqueles que nos precedem na caminhada. Contando com a experiência, os ensinamentos e a presença dos srs., queremos aprender a trilhar, no tempo que se chama hoje, o caminho da doação e do serviço que configuram a resposta à vocação sacerdotal.

Sejam sempre bem-vindos a esta casa, a esta sagrada sementeira, que tem nos srs. os seus primeiros frutos. Seja a memória que ora fazemos, memória agradecida e atenta, a qual, unida à oblação do Altar, responda enfim à indagação do salmista, que nesta ocasião fazemos nossa e vossa: que poderei retribuir ao senhor Deus por tudo o que me tem feito? Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor”.

Vossa história é nossa história. Muito obrigado!

Louvamos ao nosso Bom Deus e a Virgem da Penha, pela vida desses dois sacerdotes e pedimos Saúde e Paz em suas caminhadas e vocações.

“OPVS FAC EVANGELISTÆ | Faze a obra de um Evangelista”

 

Anexos

Hoje, dia 14, celebramos o aniversário natalício de Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo Emérito de Mariana-MG e fruto de nosso Seminário Arquidiocesano. Dom Geraldo

Hoje, dia 14, celebramos o aniversário natalício de Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo Emérito de Mariana-MG e fruto de nosso Seminário Arquidiocesano.

Dom Geraldo ingressou em nosso Seminário no ano de 1954, onde realizou o Colegial, no Colégio Salesiano. Cursou Filosofia, em 1960 no Seminário Provincial do Coração Eucarístico de Jesus, em Belo Horizonte e licenciou-se na mesma área na Faculdade Dom Bosco, de São João del Rei-MG. No ano de 1963, em Roma, se tornou mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade de Santo Tomás de Aquino e cursou Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana. Ademais é especialista em Liturgia pelo Pontifício Instituto Santo Anselmo. No dia 15 de agosto de 1967 foi ordenado presbítero em Fundão, sua terra natal.

Expressiva parte do crescimento e desenvolvimento do Seminário deve-se ao desempenho do Reitor, então Padre Geraldo Lyrio Rocha que dedicou com muito amor e carinho 16 anos de seu ministério presbiteral a serviço da formação dos seminaristas e ao trabalho da Pastoral Vocacional em nossa Arquidiocese.

Pe. Geraldo deixou definitivamente a reitoria em dezembro de 1963. Em fevereiro de 1984, retornou para Roma com o propósito de doutorar-se em Filosofia. Mas aos 14 dias do mês de março de 1984 foi eleito bispo pelo Papa João Paulo II, recebendo a notícia de D. João da Motta e Albuquerque no Colégio Pio Brasileiro.

Sua ordenação episcopal aconteceu em 31 de maio de 1984 na Catedral de Vitória presidida por D. Silvestre Scandian (Arcebispo de Vitória), D. Arnaldo Ribeiro (então Bispo Auxiliar de Belo Horizonte) e D. Frei Florentino Zabalza Ituri (Bispo da Prelazia de Lábrea, no Amazonas). Alegremente os seminaristas e formadores do Seminário participaram deste momento. A primeira Missa como Bispo celebrada no Seminário, fora no dia 1º de Junho.

Além de ser ex-aluno do Seminário em uma das primeiras turmas, Dom Geraldo (à época ainda pertencente ao clero de Vitória-ES) foi Reitor de nossa Casa em dois mandatos: entre os anos 1970-1976 e 1978-1983.

Em sua trajetória episcopal, Dom Geraldo é considerado baluarte do Bispado brasileiro, exercendo o pastoreio de variadas Dioceses no Brasil, tendo também ocupado cargos na CNBB e no CELAM.

Louvamos ao Senhor pela vida e vocação deste homem de Deus. Parabéns Dom Geraldo! Ad multos annos!

A Missa Dominical da Catedral Metropolitana nesta tarde (13/03) foi marcada pelas comemorações do aniversário natalício de Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo Emérito de


A Missa Dominical da Catedral Metropolitana nesta tarde (13/03) foi marcada pelas comemorações do aniversário natalício de Dom Geraldo Lyrio Rocha, Arcebispo Emérito de Mariana-MG.

“Filho” de nossa Arquidiocese e um dos primeiros alunos do Seminário, D. Geraldo completa neste dia 14/03, 80 anos de vida. A cerimônia contou com a participação de um grande número de Bispos, Padres e Seminaristas, além dos familiares e do povo de Deus que lotaram a Catedral, deixando-a “pequena” diante das inúmeras demonstrações de carinho e afeto ao Arcebispo Emérito.

Na ocasião fora lançado o novo livro biográfico sobre Dom Geraldo, que conta com mais de 400 páginas com depoimentos, fotografias e testemunhos sobre a vida e vocação deste ilustre epíscopo da Igreja no Brasil.

A homilia da Santa Missa foi proferida por D. Lauro Sérgio, Bispo de Colatina-ES, Diocese na qual D. Geraldo fora seu 1º Bispo. Nesta, D. Lauro pontuou as ações profundamente evangelizadoras de D. Geraldo, desde o período de sua infância ao acompanhamento de D. João Batista da Motta e Albuquerque, seu ingresso no Seminário e os trabalhos como Padre (nas instâncias e paróquias da Arquidiocese, inclusive como Reitor de nossa Casa entre 0s anos 1970-1976 e 1979-1983) e como Bispo nas Igrejas Particulares de Vitória (Bispo Auxiliar), Colatina (1ª Bispo Diocesano), Vitória da Conquista (1º Arcebispo) e Mariana, além dos cargos na CNBB e no CELAM.

Convidados por D. Geraldo, além da marcante presença, nosso Seminário conduziu solenemente os cânticos litúrgicos. Agradecemos de coração pela trajetória de D. Geraldo Lyrio, verdadeiro exemplo de pastor fiel e zeloso, que doou sua vida pela Igreja.

Parabéns D. Geraldo Lyrio Rocha: história viva de nosso Seminário. Ad multos annos!

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