Seminário

Rodrigo Simões | Cristo é a nossa Páscoa! Amados irmãos, com essa afirmação gravada em nosso coração de discípulos do Senhor, iniciamos o Tríduo

Rodrigo Simões | Cristo é a nossa Páscoa!

Amados irmãos, com essa afirmação gravada em nosso coração de discípulos do Senhor, iniciamos o Tríduo Pascal – Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Apresentamos, pois,  uma breve reflexão sobre a liturgia desta Quinta-feira Santa em que se faz memória da Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial pelo mesmo Cristo Jesus, Sumo e Eterno Sacerdote de Deus Pai.

O que era uma obrigação legal do Antigo Testamento, isto é, celebrar a Páscoa com a imolação de um cordeiro enquanto recordação da saída do Egito rumo à Terra prometida, toma novo significado no Sacrifício de Jesus na cruz. A Páscoa torna-se presencialidade, memória rica e fecunda de um momento único e eterno em que Jesus nosso Senhor, consciente, obedece como servo aos desígnios do Pai e ama-nos até o fim.

Meus irmãos, a Eucaristia torna-se memorial do Sacrifício realizado por Jesus para a  nossa salvação, proclamação da morte do Senhor, até que ele venha. E São Paulo nos recorda, por primeira vez no Novo Testamento o desígnio e a maneira como Cristo se faz presente no meio de nós (cf. 1Coríntios 11, 24-26). Mas nos recorda, também, a necessidade de estar em comunhão com o Senhor para participar do sacrifício eucarístico.

É necessário fazer o mesmo que Jesus fez, fielmente, por mais que sejamos imperfeitos. Para ter parte com Jesus é preciso tirar os mantos que cobrem as nossas misérias que nos disfarçam diante de Deus e nos fazem irreconhecíveis ao brilho de Sua luz. Devemos estar limpos espiritualmente para cear com o Senhor e poder proclamar verdadeiramente que Ele é a nossa Páscoa!

Que o nosso coração permaneça firme na caminhada seguindo os passos de Jesus,  tornando-nos servidores na caridade; proclamemos com todo amor, na solene liturgia da Vigília Pascal, que a Verdade eterna Ressuscitou, Vive e Reina no meio de nós, pela comunhão que fazemos com o Seu Corpo e Sangue!

 

 

Rodrigo Almeida Simões 

Seminarista do segundo ano de Teologia

Paróquia de origem: Nossa Senhora da Conceição, Viana – ES;

Paróquia de pastoral: São Sebastião do Alto Guandú, Afonso Cláudio – ES.

Emanuel Araújo| “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor. Paz no Céu e glória nas alturas!” (Lucas 19, 38) Ao celebrar o
Emanuel Araújo| “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor. Paz no Céu e glória nas alturas!” (Lucas 19, 38)

Ao celebrar o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor a Igreja inicia a Semana Santa e, através da meditação do Evangelho de hoje é possível contemplar Jesus que adentra Jerusalém, como Messias, montado num jumento, conforme a profecia de muitos séculos antes (Zac 9,9). Esta cena reveste-se de um carácter de entronização messiânica de Jesus. Uma vez que já havia cumprido a sua missão de pregar o Evangelho e de instruir os Apóstolos, não havia motivo para temer qualquer tumulto popular, ao apresentar-se solenemente como Messias-Rei.

Cabe observar três aspectos do Evangelho: Jesus se aproxima de Betânia e está perto também do Monte das Oliveiras; Jesus é aclamado com júbilo em sua humildade e; os discípulos não devem se calar perante a repressão dos ímpios.

Por um lado, Jesus Cristo está próximo à Betânia, local no qual viviam Marta, Maria e Lázaro, amigos pessoais de Cristo, na casa dos quais Ele costumava hospedar-se durante seu ministério itinerante (Mt 21, 17; Mc 11, 11), como também vila na qual se deram alguns dos acontecimentos notáveis que marcaram seu ministério, sendo o de maior destaque a ressurreição de Lázaro (Jo 11, 17).

Além da casa dos amigos de Jesus, em Betânia também ficava a casa de Simão, o leproso, provavelmente curado por Jesus, foi onde ocorreu o jantar em que o Messias foi ungido com o nardo puro que Maria lhe trouxe num vaso de alabastro (Marcos 14, 3-9; João 12, 1-8). Nesse evento de suma significância houve a preparação antecipada do corpo de Jesus para o seu sepultamento que se aproximava.

Por outro lado, ao aproximar-se do Monte das Oliveiras, Cristo torna perceptível o apontamento para o Calvário, esse é o lugar em que ocorre sua oração e agonia, por isso Ele clama ao Pai: “Meu Pai, se possível, que este cálice passe de mim. Contudo, não seja feito como eu quero, mas como tu queres.” É o âmbito no qual Cristo sofre previamente os tormentos, as agonias, no entanto, permanece fiel à vontade de Deus. Ali no horto vieram cruciá-Lo todos juntos: as bofetadas, os escarros, os açoites, os espinhos, os cravos e os vitupérios, que depois deveria sofrer. Submisso, o Amabilíssimo Jesus aceita-os todos, mas, aceitando-os treme, agoniza e ora.
Mas Jesus ora assim, não tanto para ficar isento, como para fazer o ser humano compreender a pena que Ele padece e aceita por amor à criatura.

Se por um lado o cenário é alegre, por outro é tenebroso, agonizante. Então Jesus se encontra em meio a essas duas localidades emblemáticas, entre esses dois cenários. Betânia fez parte de seu ministério, o Monte das Oliveiras ainda fará, fato que o próprio Cristo já sabe e diz a seus discípulos no anúncio da Paixão: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia.” (Lc 9, 22).

O cenário que Cristo se depara ao chegar em Jerusalém é de júbilo. Jesus Cristo adentra a cidade como Rei, Justo e Vitorioso, Manso, Humilde e Pacífico, mas um detalhe desperta a atenção: Jesus entra montado num jumento. Isso demonstra a humildade do Filho de Deus, ou seja, que não precisava de carruagens ou cavalos, nem de grandes aparatos como os poderosos daquele tempo. Por essa razão Ele escolheu um animal, criação de Deus, o mais simples, o mais rude.

Sabemos o que iremos enfrentar por amor a Cristo e devemos assumir a Cruz e caminhar com Ele. Ao contrário dos fariseus conhecedores das profecias e das Leis, com os corações empedernidos e tentando reprimir as manifestações de fé e de júbilo com as quais o Diletíssimo Jesus é aclamado, Cristo exorta seus discípulos ao responder os fariseus: “Eu vos digo, se eles se calarem, as pedras gritarão” (Lc 19, 40).

Está claro o chamado para cada cristão: não se calar, testemunhar as maravilhas do Senhor, Seu Santo Nome e proclamar a Verdade o Caminho e a Vida. No entanto, essa decisão determinada de seguir o Senhor, de testemunhá-lo é dificílima, uma vez que muitos não estão dispostos a despojar-se de si mesmos para abraçarem a vontade de Deus.

Naquele tempo, todos aguardavam um rei vingador, e com um enorme número de soldados para exterminar, os romanos, inimigos do povo. Mas, a decepção é geral, Jesus se apresenta exigente, manso e humilde, sem armas e com propostas de mudanças.

Todas essas mudanças exigem muito de cada um que confia em Deus. Exigem desprendimento e renúncia; exigem humildade, solidariedade e amor ao próximo. Aderir ao Cristo significa transformar o coração, a vida.

Por isso, quem não muda e não assume o compromisso batismal, é como aquele que estende o seu manto e grita “Hosana! Hosana!” e que, poucos dias depois, lá está, no meio da multidão e gritando: “Crucifica-o! Crucifica-o!”

São Bernardo comenta: “Como eram diferentes umas vozes e outras! Fora, fora, crucifica-o e bendito o que vem em nome do Senhor, Hosana nas alturas! Como são diferentes as vozes que agora o aclamam Rei de Israel e dentro de poucos dias dirão: Não temos outro rei além de César! Como são diferentes os ramos verdes e a Cruz, as flores e os espinhos! Àquele a quem antes estendiam as próprias vestes, dali a pouco o despojam das suas e lançam a sorte sobres elas.”

Nesse sentido, com o Domingo de Ramos, Cristo convida cada um à humildade, à oração, à piedade e à vivência profunda da Semana Santa, de coração atento para tão grande mistério! Que nossas vozes clamem Hosana nas Alturas, ao único Rei, e os Ramos não se tornem espinhos, que recebamos a graça de Deus a fim de que, através dos ensinamentos da Paixão de Cristo ressuscitemos com Ele em sua glória. Amém.

 

Emanuel Araújo dos Santos

Seminarista do 1º ano de Filosofia.

Paróquia de origem: Santa Rita de Cássia, Santa Rita, Vila Velha – ES.

Paróquia de pastoral: Epifania do Senhor aos Reis Magos, Nova Almeida, Serra – ES.

Na noite desta segunda-feira (04) nossa Casa de Formação celebrou seu septuagésimo primeiro aniversário de fundação em solene Liturgia na Catedral Metropolitana. Presidida por

Na noite desta segunda-feira (04) nossa Casa de Formação celebrou seu septuagésimo primeiro aniversário de fundação em solene Liturgia na Catedral Metropolitana.

Presidida por Dom Dario Campos, a cerimônia contou com grande participação de fiéis, padres, diáconos e seminaristas de todo o Regional Leste 3.

Na ocasião, foram admitidos às Ordens Sacras os seminaristas do primeiro ano de Teologia (Arthur Varanda, Ewerton Mariani, Jardel Martins, Lucas Saraiva e Thassio Cachoeiro).

Em sua homilia, Dom Dario recordou a belíssima trajetória do Seminário Arquidiocesano, seus fundadores e os testemunhos de tantos homens e mulheres que incentivaram e sustentaram as vocações durante estas sete décadas de história.

Padre Jorge, nosso Reitor, ao final da celebração teceu os agradecimentos em nome do Pe. Arthur (Vice-Reitor) e de toda a comunidade dos seminaristas. As palavras finais recordaram a simbologia bíblica do número 70, que em sua gematria, assinala a presença da graça divina na caminhada até aqui alcançada e as forças necessárias para um novo recomeço. “Setenta, na história bíblica, tem um significado especial: O sinédrio era composto por 70 membros, 70 eram os anciãos na época de Moisés, 70 foram os que fizeram a primeira tradução da Bíblia. O Salmo 90 diz que ‘os dias de nossas vidas são setenta…’: tempo que Deus nos dá para cumprir nossa missão, para medir nossas conquistas, refletir sobre nossos caminhos. É o número que demanda reflexão, que define uma geração. Setenta é múltiplo de 7, o número da perfeição. Setenta anos, tempo de uma geração, por isso temos que celebrar. E também rezar e pedir que outras gerações venham e que nosso Seminário possa cumprir sua missão!”.

Pe. Jorge fez um pequeno relato quanto a localização do Seminário, destacando as transformações por que passou a Casa de Formação em um tempo de insegurança e grandes mudanças.

“O Seminário foi instalado na Chácara Santa Helena em Vitória. Pouco depois, foi transferido, em 1965, para a Fazenda São José, no município de Viana, próximo a Campo Grande. Em 1969, o Seminário retorna para Vitória, na Colina São Francisco; residência episcopal cedida pelo então Arcebispo, Dom João Batista, para instalação do seminário. Em 1974, período de forte crise quanto às vocações sacerdotais, o Seminário contava com apenas um seminarista, o jovem Jair Coco; hoje, Padre Jair – a quem tivemos a alegria de receber no Seminário nesse período de comemoração. Logo depois, chegou o seu companheiro, o jovem Antônio Rocha de Araújo, o Padre Toninho. Mais tarde, finalmente, o Seminário retorna ao Bairro Santa Helena, Vitória-ES, onde permanece até os dias atuais”.

Ao falar sobre os ilustres filhos de nossa Casa, destacou entre os nossos ex-alunos as figuras de Dom Geraldo Lyrio (Arcebispo Emérito de Mariana-MG) presente na ocasião, e do Sr. Gerson Camata (in memoriam) que fora Governador do Estado e Senador da República. “O Seminário nasceu próximo a um período de mudanças significativas na Igreja. Chamo-o de advento do Concílio Vaticano II. E, naquele tempo de mudanças e transformações eclesiais e sociais, o seminário também passou por mudanças; em sintonia com o tempo e a história”.

Pontuou que o “no tempo presente, em que o mundo passa por profundas mudanças – hoje rápidas e instantâneas – o Seminário Nossa Senhora da Penha se lança para o futuro. Procura estar sempre atento e acompanhar os sinais dos tempos; guiado pelo Espírito Santo, seguindo os passos de Jesus, o Bom Pastor, sob os cuidados maternos de Maria, a Senhora das Alegrias”.

Diante da imagem peregrina de Nossa Senhora da Penha, renovamos nossos votos de consagração e entoamos através do Hino à Nossa Senhora da Penha, o nosso pedido de que a Santa Mãe de Deus envie-nos mais sacerdotes, sábios e santos, para a Messe de Seu amado Filho.

Festivamente, o cântico final (composto pelos ex-alunos no cinquentenário do Seminário) bradava na Catedral o entusiasmo de todos por esta feliz data de 04 de abril:

“1 – Colina Santa Helena / prepara com amor / quem leva na patena o Pão, o Salvador; / Quem “chega” a Deus, levando a cruz, / e traz almas à luz, / quem dá perdão, na confissão, / em nome de Jesus.

Parabéns, meu Seminário / quero te homenagear / pelo teu aniversário / que hoje eu vim comemorar!

2 – Colina Santa Helena, / meu santo e doce lar, / a vida mais serena que alguém pode sonhar. / Oh, santa Mãe, abençoai / quem vai servir ao Pai: / na vocação, missão de amor, / na messe do Senhor!”

Viva a Igreja! Viva nosso Seminário!

Confira o vídeo com a transmissão e os registros fotográficos da cerimônia:

Jacob Firme| “Vai e não peques mais” (Jo 8,11) A quaresma é tempo favorável de penitência e oração, que impulsiona os fiéis a intensificarem
Jacob Firme| “Vai e não peques mais” (Jo 8,11)

A quaresma é tempo favorável de penitência e oração, que impulsiona os fiéis a intensificarem seus esforços em busca de uma vivência espiritual mais próxima do modelo dado por Cristo Jesus, por meio das práticas de misericórdia: jejum, caridade e oração, propostas no início deste tempo. Assim alerta o conhecido canto quaresmal: “ao Pai voltemos, juntos andemos. Eis o tempo de conversão”, desta forma, toda a Igreja se insere neste tempo da graça em que Deus volta com maior ternura a sua face misericordiosa para a humanidade.

Tendo consciência das propostas quaresmais outrora apresentadas, a Igreja segue este itinerário junto a Cristo, para com Ele participar dos mistérios de Sua Paixão, Morte e Ressurreição. Sendo assim, ao celebrar este quinto domingo, o povo de Deus começa a avistar os mistérios pascais, sem, no entanto, perder de vista as propostas próprias deste tempo, bem como seus compromissos firmados com Deus na quarta-feira de cinzas.

Na liturgia deste domingo, a Santa Mãe Igreja apresenta a seus filhos uma situação que já não soa tão estranho, mais uma vez os escribas e os fariseus tentam por Jesus a prova. De certo, isto não é novidade, contudo, agora diante do divino Mestre, no templo, apresentam-Lhe uma mulher surpreendida em adultério e usam a lei mosaica para justificar a condenação que esta “pecadora” deveria sofrer.

Os fariseus o fizeram, pois sabiam que “a lei não podia mandar o que não era justo e, por isso, invocaram a lei dizendo: Moisés na lei nos mandou apedrejar tais mulheres” (Santo Agostinho). Estes pobres homens acreditavam que Jesus, o divino amor que se encarnou por amor de nós, diria para que aquela mulher partisse e não sofresse pena alguma, mas Jesus voltando-se para eles, os faz reconhecer sua própria miséria.

O Senhor Jesus não foi contra, nem a favor do apedrejamento, se fosse favorável não resgataria a pecadora de seu pecado, mas a perderia e se os repreendesse por sua ação e condenasse o apedrejamento, estaria contra a lei mosaica. Diz-nos o evangelho de São Lucas: “Não vim chamar os justos, mas os pecadores” (5,32), portanto, quem de vós não tiver pecados que atire a primeira pedra.

Por estas palavras proferidas por Jesus, vê-se revelada a justiça divina pela qual é condenado o pecado e manifesto o desejo de ser resgatado o pecador, como dito pelo profeta: “Deus não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva” (Ez 33,11). Uma vez tocados pela justiça divina humilharam-se em seus pecados e retiraram-se.

Contudo, a mulher que fora apresentada como pecadora vê-se sozinha com o mestre que dela espera uma mudança radical “vai e não peques mais” (Jo 8,11). Cristo lhe concede uma nova chance, é preciso reconhecer na atitude de Jesus para com a mulher, não conivência com o pecado cometido, mas misericórdia que lhe garante uma vida nova.

Que a palavra de Deus proposta por este domingo e o auxílio da Santíssima Virgem, afaste do coração dos filhos de Deus a língua maldita que tenta ferir o próximo, julgando-o como pecador publico e faça, a estes e a todos, se reconhecerem também miseráveis pecadores, necessitados da misericórdia divina.

 

 

Jacob Mariano Pimentel Firme

Seminarista do 2º ano de Teologia.

Paróquia de origem: Nossa Senhora da Conceição, Viana – ES.

Paróquia de pastoral: Nossa Senhora das Graças, Coqueiral de Itaparica, Vila Velha – ES.

Temos a alegria de convidar a todos para participar da Missa de Encerramento das comemorações dos 70 anos de nosso Seminário Nossa Senhora da

Temos a alegria de convidar a todos para participar da Missa de Encerramento das comemorações dos 70 anos de nosso Seminário Nossa Senhora da Penha!

Depois de um ano elevando a Deus nossa ação de graças por esta data especial, teremos o desfecho desse Ano Jubilar no aniversário de 71 anos, dia 04/04 às 18h na Catedral Metropolitana de Vitória. A celebração será presidida pelo Exmo. Revmo. Sr. Arcebispo, Dom Dario Campos, OFM.

Na mesma ocasião de encerramento deste Ano Jubilar, teremos a alegria de celebrar a Admissão às Ordens Sacras dos seminaristas do primeiro ano de Teologia.

Arthur Varanda, Ewerton Mariani, Jardel Martins, Lucas Saraiva e Thassio Cachoeiro serão acolhidos publicamente como candidatos às Sagradas Ordens, o que significa um importante passo de maturidade e responsabilidade no caminho vocacional em direção ao ministério presbiteral.

Rezemos por estes nossos irmãos, para que permaneçam fiéis ao chamado de Cristo para suas vidas! “Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade Senhor” Sl 39 (40).

Contamos com sua presença, seja de maneira presencial ou acompanhando a transmissão em nossas redes sociais!

https://facebook.com/events/s/missa-de-encerramento-jubileu-/977059672938110/

🎼 “Mais sacerdotes, ó Mãe envia
Sábios e santos, Ave Maria!
“🎶

Na tarde desta terça-feira (29/03), recebemos em nossa casa de formação, Dom Luiz Mancilha Vilela, Arcebispo Emérito de nossa Arquidiocese de  Vitória do Espírito

Na tarde desta terça-feira (29/03), recebemos em nossa casa de formação, Dom Luiz Mancilha Vilela, Arcebispo Emérito de nossa Arquidiocese de  Vitória do Espírito Santo. Sua visita faz parte das comemorações dos 70 anos do Seminário.

Após uma pequena entrevista, onde pode partilhar um pouco de sua trajetória vocacional, bem como sua passagem pela arquidiocese e relação com o seminário,  Dom Luiz presidiu para nós a Santa Eucaristia. No início da celebração o Arcebispo emérito revelou sua alegria e emoção em estar no seminário, especialmente em ver a capela repleta de jovens buscando o sacerdócio, afirmando que o seminário é o coração da Arquidiocese e que o Seminário Nossa Senhora da Penha sempre esteve em seu coração.
 
Em sua homilia, Dom Luiz nos presenteou com belas palavras e valiosos ensinamentos. Refletindo sobre a quaresma, afirmou ser este tempo, ´´escola de espiritualidade e da experiência pascal, momento propício de renovação, para viver a Páscoa, não apenas como um dia no ano litúrgico, mas como uma realidade em nossa vida, desde o dia de nosso batismo“ e, lembrando a música de Pe. Zezinho, afirmou: ´´ Viver a Páscoa é Amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou, pensar como Jesus pensou, viver como Jesus viveu“.

E mais uma vez exortou-nos à santidade: ´´ Ser Santo é isso, viver a Páscoa, tomar  a cama e andar, viver a plenitude da Lei, que é o Amor, sair de si e abrir-se ao outro, abrir-se para Cristo, para caminhar com Ele. Se você quer ser feliz, seja santo“. Lembrando-nos que nossa história é uma história de Cruz, mas de Cruz Vitoriosa.

Falando sobre a figura do padre, o arcebispo emérito enfatizou que o sacerdote deve ser um homem valente! Corajoso, mas que conserve sempre a capacidade de se assustar, se assustar com a grandiosidade dos mistérios de Deus, com o tamanho da missão a ele confiada e o poder de seu sacerdócio.
 
 
Ao final da cerimônia, o seminarista Arthur Cristo (2º ano de Teologia) agradeceu em nome de toda comunidade formativa o Sr. Arcebispo:
 

Mais uma vez nos encontramos para homenagear e agradecer a Dom Luis Mancilha Vilela. Naquela ocasião, em 2018, lembramo-nos da jovialidade conservada no olhar deste grande homem fé, que como zeloso pastor apascentou-nos a nós e entre nós: ora com voz retumbante, ora com boca chiusa, em silêncio. Quantas vezes testemunhamos aquela pressa evangélica, mas a serenidade de quem “reúne nos braços os cordeiros e os leva ao colo” (Is 40, 11). Como esquecer aquela ordenação durante o Congresso Eucarístico na qual, mesmo diante da forte tempestade, o pastor de mãos erguidas tangeu para dentro da Catedral o rebanho amedrontado? “De coração e mãos estendidas” … “ele mesmo tange as ovelhas” (Is 40, 11b).

As ovelhas reconhecem a voz do seu pastor, mesmo no silêncio da emeritude episcopal. Reconhecem a dedicação do senhor, Dom Luís, que tanto trabalhou para o bem do povo de Deus e a santidade de seus seminaristas. É, necessário, pois reconhecer o teu servir! A entrega de uma alma ancila, escrava, uma alma pronta a gastar-se e desgastar-se pelas nossas almas (cf. 2 Cor 12, 15), servo fiel e prudente (cf. Mt 24, 45).“No Silêncio do Coração, Fala o meu coração: Senhor és Deus Amor…”. O autor dessas palavras descobriu o maior dos tesouros, descobriu que o “Coração fala ao Coração” e que é na escuta de seu Senhor é que passamos a nos configurar ao semblante de Jesus de Nazaré. Nosso sincero agradecimento ao senhor, Dom Luís Mancilha Vilela, por nos presentear com tua presença e testemunho. Somos frutos desse belo pastoreio realizado na Igreja de Vitória.

Obrigado por insistir conosco que o caminho que nos levará à plena realização não é outro, senão o da santidade.“

 

Também nosso reitor Pe. Jorge Campos, que concelebrou, dirigiu algumas palavras de agradecimento a Dom Luiz, lembrando-o que, diariamente rezamos a oração pelas vocações composta por ele, considerando que esta oração deu muitos frutos para Igreja. Após a missa, Dom Luiz jantou em nosso seminário, em um agradável momento de fraternidade e convivência.

Nosso sincero agradecimento ao senhor, Dom Luiz Mancilha Vilela, por nos presentear com tua presença e testemunho. Somos frutos desse belo pastoreio realizado na Igreja de Vitória. Obrigado por insistir conosco que o caminho que nos levará à plena realização não é outro, senão o da santidade! E rezemos, para que a Cruz vitoriosa de Cristo possa acompanhar nosso querido Dom Luiz, hoje e sempre.
 
 
 
Rhandeo Chagas | Vou me embora, vou voltar para o meu pai” […] (Lc 15, 17-18b). O tempo da quaresma é um período em
Rhandeo Chagas | Vou me embora, vou voltar para o meu pai” […] (Lc 15, 17-18b).

O tempo da quaresma é um período em que a Igreja Católica exorta os fiéis e homens de boa vontade a fazer uma aprofunda reflexão de vida, tendo em vista a conversão a Deus. Neste 4º domingo, já se aproximando da Páscoa, a liturgia nos coloca diante da misericórdia do Pai e convida aos cristãos católicos a aproximarem-se de Deus com o coração contrito e humilde, para receber a graça e a misericórdia.

Nas leituras deste 4° domingo da quaresma fica evidente a misericórdia de Deus para com os homens: […] “Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido e o Senhor o libertou de todas as suas angústias” (Sl 34,7). Ao suplicar, o Senhor livra os crentes de suas angústias e escravidões da vida, pois o que não Grita a Deus não obtém o seu favor, e continua na infelicidade de viver longe da graça misericordiosa do Pai.

A primeira leitura de hoje, retirada do livro de Josué (5, 9-12), conta a história do povo recém chegado do Egito à terra prometida e como a misericórdia de Deus não cessou sobre eles. “No dia seguinte a páscoa ao comerem dos produtos da terra prometida, os israelitas não tiveram mais o maná. Naquele ano, comeram dos frutos da terra de Canaã” (Js 5,12). Deus os sustentou até a terra prometida com o maná, (obra da benevolência de Deus no deserto). E daí em diante comeram dos frutos do trabalho de suas mãos.

Na segunda leitura, é ressaltado que, em Cristo fomos reconciliados, apesar de nossos pecados: “Com efeito, em Cristo, Deus reconciliou o mundo consigo, não imputando os homens as suas faltas e colocando em nós a palavra da reconciliação” (2 Cor 5,19).  Cristo se encarnou no seio da Virgem Maria e se fez homem, porém sem pecado, e por meio do sacrifico da cruz, reconciliou o mundo e restabeleceu a amizade com Deus Pai, que havia sido perdida pela desobediência dos primeiros pais.

O evangelho de hoje é o da parábola do filho pródigo, do evangelho de São Lucas (15,1-13.11-32). Esta parábola relata a história do pai misericordioso para com o filho que saiu de casa e gastou a sua herança em uma vida desenfreada e de pecados: “Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada (Lc15 13).   Em contrapartida, fala também do filho mais velho, que permaneceu na casa do pai e lhe era obediente: “Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem sua” (Lc 15, 29b).

Passado algum tempo, o filho que havia partido, caiu na miséria, sendo obrigado a cuidar de porcos para não morrer de fome, porém nem o que era oferecido aos animais, permitiam ele comer: “O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isso lhe davam” (Lc 15, 16). O Jovem se viu numa vida de miséria que outrora não tivera na casa paterna, foi então que ele refaz ao caminho de voltar a casa do pai, ao pensar: quantos empregados do meu pai tem pão com fartura, e eu aqui morrendo de fome. Vou me embora, vou voltar para o meu pai” […] (Lc 15, 17-18b).

A estrada de volta para o Pai as vezes é difícil, porque é o reconhecimento da fraqueza, mas porém necessária. O filho mais novo reconhecendo seu erro, voltou para a casa, confiante na misericórdia do pai, quando diz: “já não mereço ser chamado de teu filho. Trate-me como um de seus empregados” (Lc 15-19).  O Pai é aquele que espera pelo filho, mesmo quando ele erra e desobedece. Ao chegar, o pai corre ao seu encontro: “Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão dele. Correu-lhe ao seu encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos” (Lc 15, 21b).

Nesta parábola, o pai é o próprio Deus que espera, acolhe e perdoa os pecadores. Ele sempre está a esperar a conversão do coração humano, como esse pai esperava seu filho retornar, tanto é, que ele o avista de longe, como alguém que com frequência olha para o horizonte esperando uma pessoa amada chegar. O rapaz arrependido se coloca aos pés do pai e lhe pede perdão: “O filho então disse: Pai eu pequei contra Deus e contra ti” (Lc 15,21).

Portanto, é necessário a confiança neste Deus paciente e misericordioso, e deixar o seu amor penetrar em nossas almas, para que sejamos um pouco do filho mais velho, que era obediente e ficou ao lado do pai, mas ao mesmo tempo sermos misericordiosos com os irmãos como o próprio Jesus nos exortou, sede misericordiosos como vosso Pai que está no céu é misericordioso. Por fim, lembremos que Deus é aquele que reconstitui a dignidade do ser humano, como fez o pai misericordioso com o filho pecador, dando-lhe de novo a dignidade de filho: “Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E coloca um anel no seu dedo e sandálias nos pés” (Lc 15, 23).

Que neste período quaresmal, por intercessão da Virgem Maria, Deus nos abençoe para que sejamos fieis a cada dia de nossa vida, buscando a conversão do coração e do pensamento a Deus, Pai das misericórdias.

 

Rhandeo Rigo Chagas 

Seminarista do 2º ano de Filosofia.

Paróquia de origem: Nossa Senhora da Vitória, Catedral, Centro, Vitória – ES.

Paróquia de pastoral: Santa Rita de Cássia, Santa Rita, Vila Velha – ES

Na data de hoje, dia de Solene Festa, recebemos com alegria em nossa Casa de Formação os Diáconos permanentes de nossa Arquidiocese e suas

Na data de hoje, dia de Solene Festa, recebemos com alegria em nossa Casa de Formação os Diáconos permanentes de nossa Arquidiocese e suas esposas. Este encontro deu-se no contexto das comemorações dos 70 anos de nosso Seminário. Estiveram presentes, além dos Diáconos, os padres Evandro Sagrilo e Diego Azevedo, junto com os propedeutas.

A Celebração Eucarística foi presidida por Dom Dario Campos e concelebrada por Dom Andherson Franklin, Bispo Auxiliar e nosso Reitor Pe. Jorge Campos, ambos celebrando hoje seu o 22° aniversário de ordenação sacerdotal.

Em sua homilia, Dom Dario saudou a Dom Andherson Franklin, Pe. Jorge e aos demais padres que celebram hoje o aniversário de ordenação sacerdotal em todo Regional Leste III, destacando que todos passaram pela formação em nosso instituto interdiocesano, ressaltando o caráter de sementeira que caracteriza o seminário. Os Diáconos também foram citados, como a extensão dos braços do Arcebispo.

Refletindo sobre a Consagração do Mundo ao Coração de Maria, o Arcebispo lembrou as Palavras de Dom Joel Portela, Secretário Geral da CNBB: “Compactuar com a guerra é matar o que há em nós de mais humano”. Fazendo ecoar o apelo do Papa Francisco pelo fim da guerra e pela paz, ressaltando que os Bispos, padres, Diáconos e Seminaristas devem ser alegres pois são anunciadores da Boa Nova de Jesus, anunciadores da Paz.

Ao final da cerimônia, foi realizada com muita devoção, a Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria, particularmente dos povos da Rússia e da Ucrânia, em comunhão com o Papa Francisco e segundo a fórmula proposta pelo próprio Pontífice.

Depois da Celebração foi servido um delicioso jantar, num momento de confraternização e convivência entre os Bispos, Padres, Diáconos e Seminaristas.

Reveja pelas redes sociais (Facebook e YouTube) do Seminário este momento de fé e esperança:

https://youtu.be/Pvoh2G8a-yc 

“Por fim, eis que o Meu Imaculado Coração triunfará”