Seminário

João L. Caçandre I “Então Jesus lhe perguntou: ‘O que queres que eu te faça?’ O cego respondeu: ‘Mestre, que eu veja!’” (Mc 10, 51).

João L. Caçandre I “Então Jesus lhe perguntou: ‘O que queres que eu te faça?’ O cego respondeu: ‘Mestre, que eu veja!’” (Mc 10, 51).

O Evangelho deste XXX Domingo Comum nos mostra a última etapa do caminho que Jesus iniciou com os discípulos na Galileia, e que irá levá-lo a Jerusalém. A passagem de hoje situa-nos à saída da cidade de Jericó. Marcos coloca no centro da cena um mendigo cego com o nome de Bartimeu (cf. Mc 10,46-52).

Os cegos faziam parte do grupo de pessoas excluídas da sociedade. As deficiências físicas eram consideradas consequências do pecado e se pensava que eram castigo de Deus. A cegueira era considerada o resultado de um pecado especialmente grave: uma doença que impedisse o homem de estudar a Lei era considerada uma maldição.

Com a passagem de Jesus, diante da situação de miséria, de dependência, de escravidão de Bartimeu, este percebe o sem-sentido de sua situação e sente à vontade de apostar numa outra experiência.

Jesus perguntou ao cego: “que queres que te faça?”. É a mesma pergunta que, pouco antes, Jesus fizera a João e Tiago (cf. Mc10,36). A identidade da pergunta acentua, contudo, a diferença da resposta. Os dois irmãos queriam sentar-se ao lado de Jesus e ver concretizados os seus sonhos de grandeza e de poder; o cego Bartimeu, ao contrário, cansado de estar sentado numa vida de escravidão e de cegueira, quer encontrar a luz para seguir Jesus.

Bartimeu encontrou a cura e a salvação, deixou a vida da escuridão, e nasceu para essa vida verdadeira e eterna, o cego Bartimeu representava, inicialmente, os pecadores que viviam longe de Deus e à margem da salvação. É com Bartimeu que os discípulos de Jesus são convidados a identificar-se.

Portanto, aquele que encontra Cristo e aceita o desafio para viver como discípulo tem, a partir daí, um caminho fácil? De forma nenhuma. Tem de abandonar a vida cômoda e instalada em que vivia e enfrentar uma nova realidade, e, num desafio permanente, tem de percorrer, dia a dia, o difícil caminho do amor, do serviço, da entrega, do dom da vida. Jesus disse: Que queres que te faça? Então não tenhamos medo de dizer a Jesus: “que eu veja”. A alegria de Jesus que nos ama é esta fé, que transforma e nos leva para o caminho de amor e santidade que é o próprio Cristo Jesus.

João Luís Caçandre

Seminarista do 1º ano de Teologia.

Paróquia de Origem: Santa Ana – Marechal Floriano.

Paróquia de estágio Pastoral: N. Sra. da Glória – Vila Velha.

Jardel Martins I “Eles não têm mais vinho” (Jo 2, 3b). Celebramos, hoje, a Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira

Jardel Martins I “Eles não têm mais vinho” (Jo 2, 3b).

Celebramos, hoje, a Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil. Celebrar a memória da Virgem Maria é sempre reconhecer o mistério amoroso de Deus para conosco, seus filhos e filhas. Pelo sim de Maria “a palavra” (Jo 1, 1), prometida pelo Pai, “se fez carne e veio morar entre nós”[1] (Jo 1, 14).

São João Paulo II, estando no Brasil por ocasião da dedicação da Basílica Nacional de Aparecida, afirmou: “Maria, a Mãe de Deus, é modelo para a Igreja, é Mãe para os remidos. Por sua adesão pronta e incondicional à vontade divina que lhe foi revelada, torna-se Mãe do Redentor, com sua participação íntima e toda especial na história da salvação” [1].

O Evangelho desta Solenidade, narrado segundo São João, nos coloca diante das bodas de Caná, ou seja, o primeiro milagre de Jesus (Jo 2, 1-11). Vários sinais podem ser apreendidos dessa narrativa evangélica.

O casamento era uma importantíssima festa que reunia toda a comunidade e, ademais, recordava ao povo sua aliança feita com Deus. Por outro lado, o vinho presente na festa representa a alegria e o amor. Logo, um casamento sem vinho era um casamento triste e sem amor.

Nota-se que, quando tudo se parecia perdido, surge Maria e com sua poderosa e materna intercessão, e suplica a Jesus que não permita que esse jovem casal seja envergonhado. Fato parecido ocorre com a imagem de Aparecida quando abençoou, com grande fartura de peixes, o Rio Paraíba do Sul, não permitindo que caíssem em desgraça os três pescadores – Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso – que foram obrigados a pescar para a preparação do jantar de recepção do Conde de Assumar na vila de Guaratinguetá.

Seguindo a narrativa do Evangelho podemos perceber que após breve diálogo com Jesus, Maria volta-se aos que estavam servindo e os diz: “fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2, 5). Este é um grande conselho que Maria dá a cada um de nós, seus filhos e filhas.

É preciso, meus irmãos e irmãs, que entreguemos o leme de nossas vidas nas mãos do Pai e, assim como Maria, estejamos sempre disponíveis a colaborar para que nossos irmãos e irmãs não sofram qualquer maldade ou injustiça. Fazer a vontade de Deus é estar disponível a cooperar em sua obra redentora.

Aquele que transforma água em vinho quer, hoje, transformar a nossa vida. Sejamos, como Maria, disponíveis a este chamado: “eis aqui a serva do Senhor” (Lc 1, 38).

Por fim, rezemos a oração feita por São João Paulo II em sua visita Brasil por ocasião da dedicação da Basílica Nacional de Aparecida:  “Não cesseis, ó Virgem Aparecida, de manifestar nesta terra que o Amor é mais forte que a morte, mais poderoso que o pecado! Não cesseis de mostrar-nos Deus, que amou tanto o mundo, a ponto de entregar o seu Filho Único, para que nenhum de nós pereça, mas tenha a vida eterna!”. Amém!

Jardel Martins Ferreira

Seminarista do 3º ano de Filosofia.

Paróquia de origem: Santo André Apóstolo – André Carloni – Serra.

Paróquia de estágio Pastoral: N. Sra. da Conceição – Sede – Viana.

[1] Pronunciamentos do Papa no Brasil. Vozes: Petrópolis (RJ), 1980.

Jacob Firme I “…vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu” (Mc 10, 21b). Neste 28º

Jacob Firme I “…vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu” (Mc 10, 21b).

Neste 28º domingo do Tempo Comum, somos postos frente a uma situação que muitos nos representaria. Pela boca deste jovem rico também nós elevamos ao Bom Mestre a pergunta que norteia a nossa caminhada enquanto cristãos desejosos de alcançar a verdadeira vida em Cristo: “Bom Mestre, o que devo fazer para alcançar a vida eterna?” (Mc 10,17).

A resposta é aparentemente simples, tanto para o jovem que dialoga com Jesus na cena evangélica, quanto para nós que muitas vezes nos colocamos diante d’Ele com o intuito de alcançarmos a salvação que vem de Deus. Para tanto, o Divino Mestre evoca a lei mosaica dizendo-lhe da importância do cumprimento dos mandamentos, que como nos diz o Evangelho, já são observados pelo jovem, contudo, sua atitude virtuosa é apenas um passo em direção a vida eterna. Além disso, Cristo acrescenta o ensinamento que virá a ser a chave de leitura para a liturgia que hoje meditamos.

“Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!” (Mc 10, 21). Com estas palavras o Bom Mestre exige de nós um verdadeiro desprendimento das “riquezas” do tempo presente que nos escravizam, impedindo-nos de alcançar o fim último para o qual fomos criados.

Muitas vezes nos colocamos diante de Jesus, desejosos da salvação como este jovem, mas sem a disposição necessária para o seu seguimento. Queremos fazê-lo ao nosso modo “pondo Jesus no nosso caminho” o que seria fácil, pois não exigiria nada de nós, entretanto, para alcançarmos a vida eterna, precisamos nos dispor a seguir Jesus nos colocando no caminho d’Ele, seguindo os seus conselhos e buscando estar disponíveis a tê-lo como único bem de nossas vidas. 

Jacob Mariano Pimentel Firme

Seminarista do 1º ano de Teologia.

Paróquia de origem: N. Sra. da Conceição – Sede – Viana.

Paróquia de estágio Pastoral: N. Sra. das Graças – Coqueiral de Itaparica – Vila Velha.

Mais uma vez damos prosseguimento às meditações sobre como se formam os padres da Igreja. Neste texto, buscaremos demonstrar o papel e a importância

Mais uma vez damos prosseguimento às meditações sobre como se formam os padres da Igreja. Neste texto, buscaremos demonstrar o papel e a importância da Dimensão Intelectual na formação presbiteral.

A princípio, convém ressaltar que a dimensão intelectual está muito longe do que pode ser pensado por alguns hoje: um conhecimento soberbo a serviço dos homens e que só busca um mero diploma para declarar a inteligência. Na verdade, a formação intelectual destina-se a levar a uma sólida competência no âmbito filosófico e teológico, de tal maneira que lhes permita anunciar o evangelho de modo credível e compreensível aos homens de hoje, estabelecer um diálogo profícuo com o mundo contemporâneo e sustentar a fé pela Luz da Razão. Ora, São João Paulo II já ensina que “A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade”[1]. Portanto, a intelectualidade, se cultivada verdadeiramente, não busca outra coisa senão o próprio Deus.

Em meio a isso, é evidente que o cumprimento das obrigações acadêmicas não pode ser o único critério para determinar o processo formativo de um candidato, embora seja um aspecto substancial, uma vez que diz respeito ao desenvolvimento de todas as faculdades humanas.[2] Ademais, cabe salientar que São Boaventura exorta:  “Ninguém pense que lhe baste a leitura sem a unção, a especulação sem a devoção […] a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humildade, o estudo sem a graça divina, a investigação sem a sabedoria da inspiração divina”. Em síntese, a vida intelectual está em consonância íntima com a vida espiritual.

Esclarecidos tais tópicos, pode-se destacar as contribuições dessa dimensão da formação na vida presbiteral. Em primeira análise, os presbíteros devem buscar compreender o mundo em que vivem a fim de adquirir os instrumentos materiais e linguísticos mais adequados para anunciar a Palavra de Deus. A Palavra de Deus é falada a um público específico e somente por intermédio de um conhecimento filosófico profundo é possível alcançar os diversos grupos humanos. Ademais, quando tal conhecimento se associa à teologia, é possível discernir e interpretar os diferentes pensamentos do mundo de hoje e, assim, julgá-los a luz do Evangelho.

Em segunda análise, o presbítero, como pastor do rebanho de Cristo, deve ser capaz de orientar as ovelhas com autoridade, de maneira que não sejam dispersas e enganadas por doutrinas estranhas à fé da Igreja. São João Crisóstomo, ao falar “Sobre o Sacerdócio”, expõe enfaticamente que os presbíteros necessitam de uma eloquência admirável com o fito de serem capazes de dialogar com os pensamentos da época, bem como defender a fé cristã. Isso não é alcançado senão por um profundo e constante estudo. Logo, fica nítido a importância da dimensão intelectual no desenvolvimento de uma boa prática pastoral.

Em última análise, destaca-se também que a formação intelectual serve também ao aprofundamento espiritual e humano do presbítero. Isso pode ser resumido no antigo adágio de Santo Agostinho: “Creio para compreender. Compreendo para crer”, ou seja, assim como a fé esclarece o pensamento humano, o conhecimento alimenta a fé do homem. Além disso, o estudo aprofundado da filosofia e da teologia é o meio mais adequado de dar resposta aos principais desafios e perguntas que se apresentam à existência humana e à fé, auxiliando consideravelmente na sustentação das verdades próprias da fé.

Podemos, portanto, inferir com firme certeza de que a dimensão intelectual é uma parte fundamental da formação presbiteral, especialmente no mundo contemporâneo em que se valoriza a ciência sobre os demais conhecimentos – frequentemente sendo contraposta à fé. Diante disso, continuemos a rezar na intenção de que a graça divina ilumine a inteligência e inflame a vontade de nossos padres.

[1] Início da encíclica “Fides et Ratio”

[2] Tal realidade foi explicada em textos anteriores, isto é, a necessidade de uma formação que integre todas as partes do indivíduo.

Dom Silvestre Scandian e Dom João Braz de Aviz (Bispo Auxiliar) durante a Missa celebrada com a comunidade do Propedêutico, em Ponta Formosa (fevereiro
Dom Silvestre Scandian e Dom João Braz de Aviz (Bispo Auxiliar) durante a Missa celebrada com a comunidade do Propedêutico, em Ponta Formosa (fevereiro de 1997).

Em conformidade com as diretrizes da Santa Sé e da Conferência dos Bispos para a Formação Presbiteral, em fevereiro de 1995 foi inaugurada na Arquidiocese de Vitória a Casa Bom Pastor (Propedêutico), para acolher, pelo espaço de um ano, os candidatos ao Seminário Maior. Até então, os vocacionados eram enviados de centros vocacionais existentes nas paróquias – ou após a conclusão dos estudos elementares – direto para a etapa da Filosofia, no Seminário.

A primeira sede do Propedêutico estava situada à rua Francisco Rufino (Bairro Santo Antônio – Vitória), que, por ocasião da abertura, acolheu doze jovens (dos quais, hoje, quatro sacerdotes: Pe. Carlos Magno; Pe. Hiller Sezini; Pe. Kremerson Giestas e Pe. Roberto Natal), sob a direção do Pe. Paulo Régis Silvestre e colaboração do Pe. Antônio Lutte. A rotina comunitária era permeada de momentos de lazer e oração, bem como de aulas de Espanhol; História; Português; Latim; Catecismo da Igreja Católica e Introdução à Bíblia.

A Casa mudou várias vezes de endereço: Bairro Santo Antônio; Ponta Formosa; Santa Helena (Seminário); Praia da Baleia (Jacaraípe – Serra); situando-se, atualmente, no centro de Vitória, próximo à Igreja do Carmo. Desde a fundação, vários foram os padres que contribuíram com a formação, assumindo a direção e a assistência espiritual da comunidade.

Neste ano de 2021, residem no Propedêutico 11 jovens em discernimento vocacional, sob a direção dos Padres Diego Azevedo (Diretor) e Evandro Sagrilo (Vice-diretor). Também se fazem presentes as colaboradoras Maria Lúcia Ramos e Sandra Alexandrino, que auxiliam na cozinha e lavanderia da casa.

Ao longo de mais de 25 anos de existência, o Propedêutico permanece na memória de muitos presbíteros, como etapa privilegiada e fundamental de transição e amadurecimento, em vista da adaptação à rotina comunitária, pastoral e acadêmica do Seminário.

Formadores e Vocacionados da Casa Bom Pastor - 2021
Ewerton Venâncio I “O que Deus uniu o homem não separe” (Mc 10,9). Percorrendo mais um Domingo do Tempo Comum, a Liturgia se apresenta

Ewerton Venâncio I “O que Deus uniu o homem não separe” (Mc 10,9).

Percorrendo mais um Domingo do Tempo Comum, a Liturgia se apresenta como um grande convite à reflexão sobre a importância do amor nas relações conjugais. Embora todo o contexto basilar gire em torno da questão do Matrimônio, é preciso pensar este sacramento como doação ao outro, sobretudo no contexto familiar.

Na Primeira Leitura, retirada do capítulo segundo do livro de gênesis (Gn 2,18-24), aparecem os primeiros elementos que nos permitem uma reflexão. O primeiro elemento que aparece como fundamental é figura do homem, que, sozinho, não consegue caminhar no mundo, e por isso necessita caminhar junto de alguém: a mulher. Para tanto, temos nesse trecho a “criação” da mulher: “Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne. (cf. Gn 2, 24). Tal texto nos permite ver a unidade do Matrimônio um só homem com uma só mulher, e a indissolubilidade, pois os dois passarão a ser uma só carne. Nesta entrega é preciso que haja uma relação recíproca baseada em diálogo, compreensão, amor e respeito.

É importante percebermos que aparecem muitas situações em que a solidão parece ser a grande companheira da vida do homem, e por isso urge a tão necessária elaboração de um projeto de vida que contemple a uma verdadeira e completa relação conjugal. O Salmo Responsorial (127) é um grande convite à benção, já nos conduzindo para a centralidade da Segunda Leitura (Hb 2,9-11), mostrando um homem que não é mais solitário, mas que constrói a sua família, tendo o Senhor sempre à sua frente, fazendo prosperar a caminhada a cada dia da vida. A Carta aos Hebreus que hoje começamos a acompanhar nos apresenta Jesus como o modelo a ser seguido, modelo este que perpassa pelo sofrimento, mais que continuamente nos impele à santidade, se nos deixamos abrir e guiar por sua graça.  

No Evangelho (Mc 10, 2-16) duas cenas nos chamam a atenção: a primeira no contexto em que mais uma vez os fariseus questionam Jesus, para colocá-lo a prova acerca da lei. Jesus reafirma a centralidade da união entre o homem e mulher, ressaltando, no v.24, que o que Deus uniu não pode jamais ser separado por homem algum. O casal deve ser um testemunho vivo e verdadeiro, exemplo de unidade e respeito, pois é por meio do Sacramento do Matrimônio que a graça inspira possibilidades de se superar as situações mais difíceis, com as quais nos deparamos cada vez mais em nossa sociedade, e daí buscar caminhos no amor para superar a dureza do coração, que já existe desde os tempos de Moisés.

Jesus deixa as coisas muito claras: Divorciar-se é sempre um movimento de ruptura que leva ao pecado, e por isso os grandes protagonistas são o homem e mulher, que por livre decisão assumem uma grande responsabilidade, um compromisso de fé e vida.  A segunda cena que nos é apresentada entra-se mais especificamente nos v.v 13-16. Apesar de aparentemente esta última parte do Evangelho não estar ligada a todo conjunto, nela Jesus exorta aos discípulos que deixem ir a Ele as crianças, porque o reino de Deus é como elas. A figura das crianças aparece aqui para nos levar a perceber que é justamente esse movimento de docilidade que nos fazer perceber que muitas vezes precisamos voltar a “ser” crianças, e que usemos de ternura e pureza para compreender a verdadeira sabedoria que vem do próprio Cristo.

Não são as nossas próprias convicções que não levarão ao reino de Deus, mas a nossa certeza de que o projeto de Deus se realiza pela palavra, e, uma vez que nos abrirmos a esta certeza, compreenderemos o Matrimônio como um projeto vivificante do homem no mundo. Roguemos ao Senhor para que toque também o nosso coração neste grande projeto, nos levando a perceber o quanto é necessária a santificação de nossas famílias.

Na exortação apostólica “Familiaris Consortio”, de São João Paulo II, sobre a função da família cristã no mundo de hoje, encontramos: […] “Num momento histórico em que a família é alvo de numerosas forças que a procuram destruir ou de qualquer modo deformar, a Igreja, sabedora de que o bem da sociedade e de si mesma está profundamente ligado ao bem da família, sente de modo mais vivo e veemente a sua missão de proclamar a todos o desígnio de Deus sobre o matrimônio e sobre a família, para lhes assegurar a plena vitalidade e promoção humana e cristã, contribuindo assim para a renovação da sociedade e do próprio Povo de Deus”[1].

Que a Liturgia deste Domingo, abrindo o mês missionário, nos convide a perceber que a santidade deve estar continuamente ligada às relações matrimoniais, à medida que estas estão a serviço do Reino do Deus na construção de um mundo melhor, partindo de frutuosas vivências em nossas famílias e nos inspirando-se a ser missionários, como nos apresentam o tema e o lema da campanha missionária 2021: “Jesus Cristo é Missão” e “Não podemos deixar de falar sobre o que vimos e ouvimos.” (At 4,20). 

Ewerton Venâncio Mariani 

Seminarista do 3º ano de Filosofia;

Paróquia de origem: Sant’Ana – Marechal Floriano;

Paróquia de estágio Pastoral: São Lucas – Novo México – Vila Velha.

[1] JOÃO PAULO II. Exortação Apostólica Pós-Sinodal Familiaris consortio. Sobre a função da família cristã no mundo de hoje. (22 de novembro de 1981). Disponível em: https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/apost_exhortations/documents/hf_jp-ii_exh_19811122_familiaris-consortio.html

Em Solene Eucaristia na noite de ontem, 30/09 (Memória de São Jerônimo), Dom Dario Campos presidiu a Santa Missa na qual foram instituídos ao

Em Solene Eucaristia na noite de ontem, 30/09 (Memória de São Jerônimo), Dom Dario Campos presidiu a Santa Missa na qual foram instituídos ao Ministério de Leitor:

Sem. Bruce Willis Moura de Oliveira, Sem. César Augusto Flegler Delarmelina, Sem. Juliano do Nascimento Machado, Sem. Leonardo Oss, Sem. Marcílio de Araujo Netto, Sem. Vitor Valentim Placidino.

Trata-se de um importante momento que marca a caminhada vocacional do candidato ao presbiterado, pelo qual, desde já, é chamado pela Igreja a aprofundar-se na meditação, no estudo e na proclamação da Palavra de Deus.

Realizada na Catedral Metropolitana de Vitória, a cerimônia contou com grande número de fiéis, além da presença dos padres formadores, párocos e vigários das Paróquias de origem e de pastoral destes nossos irmãos. Também se fizeram presentes os seminaristas das demais Dioceses do Estado, que compõem o Regional Leste 3.

Em sua homilia, o Arcebispo de Vitória destacou sobre a centralidade da Palavra de Deus não somente na Liturgia, mas em toda trajetória vocacional. Recordou que o padre é o homem da Palavra, viva e presente na caminhada do povo de Deus rumo ao céu.

Rogamos que pela intercessão de São Jerônimo, estes nossos irmãos consolidem sempre mais o chamado de Cristo em suas vidas.

“Lê com muita frequência as divinas Escrituras; aliás, que o Livro sagrado nunca seja deposto das tuas mãos. Aprende aqui o que tu deves ensinar” (São Jerônimo – Ep. 52, 7).

 

Na próxima quinta-feira, Memória litúrgica de São Jerônimo – padroeiro dos estudos bíblicos – nossos seminaristas do 2° ano de Teologia receberão o Ministério

Na próxima quinta-feira, Memória litúrgica de São Jerônimo – padroeiro dos estudos bíblicos – nossos seminaristas do 2° ano de Teologia receberão o Ministério do Leitorado.

É um importante momento que marca a caminhada vocacional do candidato ao presbiterado, pelo qual, desde já, é chamado pela Igreja a aprofundar-se na meditação, no estudo e na proclamação da Palavra de Deus.

A Santa Missa com o Rito de Instituição de Leitores será presidida pelo Exmo. e Revmo. Sr. Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Frei Dario Campos, OFM, na Catedral Metropolitana, dia 30/09 (quinta-feira), a partir das 18hrs.

Todos são convidados a unir-se a nós em oração, e a acompanhar a cerimônia por meio de nossas redes sociais.

“Lê com muita frequência as divinas Escrituras; aliás, que o Livro sagrado nunca seja deposto das tuas mãos. Aprende aqui o que tu deves ensinar” (São Jerônimo – Ep. 52,7).