Seminário

Lucas Saraiva I “Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz” (Jo 18, 37b). A Igreja nos presenteia nesse último Domingo do

Lucas Saraiva ITodo aquele que é da verdade escuta a minha voz” (Jo 18, 37b).

A Igreja nos presenteia nesse último Domingo do ano litúrgico com a solenidade de Cristo Rei do Universo. Inserida na Liturgia em 1925 pelo Papa Pio XI, esta Solenidade pode, a princípio, parecer pretensiosa e triunfalista. No intuito de superar uma visão ambígua acerca de tal realeza, precisamos ir além da concepção do Livro de Apocalipse, cujo hino na Segunda Leitura canta que “Jesus é o soberano de todos os reis da terra”, tendo em vista que os modelos terrenos de reinado não representariam o glorioso reino de Cristo.

 O exercício do poder que serve a vida é o que se traduz das leituras deste domingo. O poder eterno do Filho do Homem e de Jesus serve à vida, faz o povo viver em paz e revela o Reino de Deus. Ainda que seja para colocá-lo acima de todos os soberanos da terra, riquezas, palácios, criadagem e exércitos não são elementos que sirvam para exaltar a entrega de Jesus por nós. Cristo está na outra margem: Ele é a antítese da realeza da riqueza e do poder. Dessa forma a Igreja sempre nos colocou no contexto da Paixão de Jesus para contemplar seu reinado, assumido por ele diante de Pilatos (cf. Jo 18,33b-37).

A época de Jesus foi marcada por muito sofrimento, causado por uma violência estúpida, vinda da parte dos governantes, do próprio povo e do império romano. O império era a totalidade do mundo, e Cristo disse com clareza que seu Reino “não é deste mundo”, ou seja, que não se pode confundir a proposta de Jesus com qualquer proposta política articulada na sociedade.

O Reino de Deus não pode ser fruto de uma revolução violenta ou de regimes nacionalistas messiânicos, por mais que eles se apresentem assim, e não surgirá com perturbações armadas ou com um aparato apocalíptico. Jesus nos ensina que o Reino já está no meio de seu povo, presente na humanidade, na atualidade. Deus já está reinando na manifestação de Jesus; em seus gestos, suas opções e em suas palavras, pelos quais nos revela o Reino de Deus.

Sabemos que Ele foi um rei bem diferente das imagens dos que conhecemos, e, antes de tudo, um rei simples e encarnado na pobreza humana. Não possuiu exércitos nem qualquer tipo de força militar. Em sua ação, combateu os males causados por uma sociedade injusta e deturpada pela desigualdade. Mesmo desarmado, mas com a força do Pai a seu lado, combateu a fome, as doenças, a ignorância, a solidão, os preconceitos, a violência, o medo, o sofrimento, o pecado e a morte. Ensinou-nos a guardar a fé e não perder a esperança. Nessa luta pelo Reino, descobriremos a presença de Deus no meio de nós.

Lucas Saraiva

Seminarista do 3º ano de Filosofia.

Paróquia de Origem: Paróquia da Ressurreição – Goiabeiras – Vitória.

Paróquia de Estágio Pastoral: Santo André Apóstolo – André Carloni – Serra.

Lucas Muniz I “Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória.” (Mc 13, 26). Eis que já estamos

Lucas Muniz I Então vereis o Filho do Homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. (Mc 13, 26).

Eis que já estamos nos aproximando do final do ano litúrgico e, consequentemente, do início do tempo do Advento. E a Liturgia deste 33° Domingo do Tempo Comum já vem introduzir-nos nas perspectivas escatológicas que nos esperam nesse novo tempo.

Ao longo de todo o ano meditamos a história de Nosso Senhor, seu mistério salvífico, os efeitos que sua primeira vinda, na encarnação, trouxe para toda a humanidade. Agora, refletimos como que em um “prefácio” do Advento, acerca da segunda vinda gloriosa do Senhor, que vem para julgar a terra inteira com justiça e misericórdia.

Bem nos afirma a doutrina católica que o Senhor Jesus voltará de forma gloriosa, com majestade e poder. Como afirmado no Evangelho deste dia (Mc 13,24-32), não sabemos o dia e nem a hora, e por isso devemos estar sempre preparados. É necessário que todos estejamos envoltos em uma vida de sincera vigilância e oração. Vigilância: buscando sempre estar atento a coerência da nossa vida com o Evangelho, com a doutrina do Senhor; e oração: mantendo uma relação de intimidade com Deus, numa busca sincera em amar o Senhor de todo o coração, alma e entendimento.

Devemos estar preparados sempre, pois não sabemos o dia ou a hora em que o Senhor virá, e quando ele vier, espera encontrar-nos na busca incessante pela santidade.

E mesmo que não vejamos esse dia glorioso, chegará para todos nós o dia derradeiro de nossa morte, dia este em que nos encontraremos com o misericordioso e justo juiz. E como também esse dia nos é oculto, devemos estar sempre preparados, numa vida de conversão e penitência, de experiência contínua com a graça e o perdão divino.

Estejamos atentos e preparados, pois o Senhor virá e não tardará. E mesmo que não saibamos quando, o importante é que Ele nos encontre em paz, puros e santos.

Lucas Folador Muniz Pina

Seminarista do 3º ano de Teologia.

Paróquia de Origem: São José – Maruípe – Vitória.

Paróquia de estágio Pastoral: Nossa Senhora das Graças – Jucutuquara – Vitória.

Celebrando os 70 anos de sua fundação, nossa Casa de formação tem a alegria de anunciar a eleição ao Diaconato de dois de seus

Celebrando os 70 anos de sua fundação, nossa Casa de formação tem a alegria de anunciar a eleição ao Diaconato de dois de seus Seminaristas. São eles:

Eder Hoffman Daniel
Paulo Mercedes de Amorim

A Santa Missa com o rito de Ordenação Diaconal se dará na Catedral Metropolitana de Vitória, no dia 06 de dezembro (segunda-feira), às 18h30.

As ordenações são ocasião de grande júbilo para a comunidade do Seminário e para a toda a Arquidiocese: são fruto do auxílio do Povo de Deus, da entrega dos vocacionados e da dedicação da equipe de formação.

“Demos graças a Deus!”

Leonardo Oss I “Vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7, 9). A Igreja neste Domingo

Leonardo Oss I “Vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7, 9).

A Igreja neste Domingo celebra com alegria a Solenidade de Todos os Santos de Deus. Bem sabemos que a data desta solenidade é a 1º de novembro, mas que por concessão da Santa Sé ao Brasil, celebra-se sempre em um domingo próximo. Ser santo é uma vocação querida pelo próprio Deus, como lemos em Levítico (19, 2): “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou Santo”. Por este fato, a santidade é um chamado feito a todos aqueles que assumem sua fé em Cristo por meio do Batismo.

Assim sendo, neste contexto da santidade como chamado e vocação, está a Solenidade de Todos os Santos. Além de ser uma celebração litúrgica da Igreja, é também um reconhecimento das virtudes vividas em vida terrena pelos santos, que venceram o pecado e se entregaram à plenitude da graça. Por isso, a santidade não é uma utopia ou um discurso ultrapassado mas uma realidade concreta que todos nós cristãos batizados, por meio dos sacramentos e da Palavra de Deus, podemos alcançar.

Foi com essa intenção que o Papa Bonifácio IV instituiu, no século VI d.C., esta solenidade em Roma, que outrora era somente celebrada na cidade de Antioquia em memória dos mártires. O Papa fixou a data de Todos os Santos para o dia 13 de maio, em contrapartida com o dia da dedicação do “Panteão” dos deuses romanos. Mas, no século IX, a data da solenidade foi modificada pelo Papa Gregório IV, fixando-a em 1º de novembro, tal como celebrada atualmente.

A Liturgia da Palavra proposta para esta Solenidade traz como mensagem principal a esperança de vivermos uma vida de santidade configurada em Cristo. A Primeira Leitura, do livro do Apocalipse de São João (Ap 7,2-4.9-14), narra uma visão em que João contempla no céu uma grande “multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas e que ninguém podia contar” (cf. Ap 7, 9). Através desta Leitura podemos concluir que João vislumbrou a Igreja Triunfante, a morada dos justos, dos pequenos e dos humildes. Na visão, um dos Anciãos falou com João que aquela multidão vestida de branco eram “os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram suas roupas no sangue do Cordeiro” (cf. Ap 7, 14). Portanto, a multidão incontável vista por São João é, na verdade, a multidão dos santos que habitam a morada eterna e que contemplam na eternidade a visão beatifica de Nosso Senhor.

A Segunda Leitura, da Primeira Carta de autoria também de São João (Jo 3, 1-3), se inicia discorrendo acerca do grande presente de amor do Pai, que nos concede “sermos chamados filhos de Deus” (1Jo 3, 1). Esta é uma grande graça que Cristo nos mereceu com sua morte e sua ressurreição. Se o mundo não reconhece que nós somos os filhos de Deus, “é porque o mundo não conheceu o Pai” (1Jo 3, 1). Por isso, seguir a Cristo e viver a santidade é nos configurar a Ele para lhe sermos semelhantes. De fato, este foi o caminho que os nossos irmãos, cuja solenidade celebramos hoje, trilharam em suas vidas. Ninguém foi santo sozinho ou por mérito próprio, mas por causa de Jesus e por graça do Espírito Santo.

Por fim, o Evangelho segundo São Mateus (Mt 5, 1-12a) apresenta as nove Bem-aventuranças pronunciadas pelo próprio Cristo no monte, rodeado pelos discípulos e pelas multidões. As Bem-aventuranças proclamadas por Jesus são o caminho para o Reino dos Céus, que inclui os pobres, os perseguidos, os injuriados, caluniados, os excluídos da sociedade, os famintos e sedentos de justiça, os aflitos e os promotores da paz. Assim, pode-se concluir que o Reino dos Céus é para aqueles que vivem a justiça e dão a sua vida pela causa do Evangelho no contexto de uma sociedade que exclui, e de sistemas políticos e econômicos enraizados na desigualdade. Grande será a “recompensa nos céus” (Mt 5, 12a) para aqueles que lutam pela causa do Reino.

O Papa Francisco, em sua exortação apostólica “Gaudete et Exsultate” sobre o chamado a santidade, ensina que “a santidade é o rosto mais belo da Igreja” (GE, n.9), bem como exorta a não termos medo de sermos santos, pois não tirará nossas forças, nem a vida e nem a alegria (cf. GE, n. 32) mas a santidade nos completará. De mesmo modo, São Domingos de Gusmão, na hora de sua morte, dizia aos seus frades: “Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida”.

Portanto, celebrar esta Solenidade de Todos os Santos é celebrar a vida, a vitória de Cristo contra o pecado, e a esperança de que todos nós que padecemos na vida terrena nos uniremos, um dia, na comunhão com nossos irmãos e irmãs que já contemplam a Glória de Deus. Que todos os santos e santas possam neste dia, interceder por nós. Amém.

Leonardo Oss

Seminarista do 2º ano de Teologia.

Paróquia de Origem: Nossa Senhora da Conceição – Alfredo Chaves.

Paróquia de estágio Pastoral: São Pedro Apóstolo – Nova Palestina – Vitória.

Referência

PAPA FRANCISCO, Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate”, sobre o chamado à santidade no mundo atual, n. 9/32. 2018. 

Na noite da última quarta-feira (03/11), na Santa Missa presidida por Dom Dario, foram instituídos ao Ministério do Acolitato nossos seminaristas do terceiro ano

Na noite da última quarta-feira (03/11), na Santa Missa presidida por Dom Dario, foram instituídos ao Ministério do Acolitato nossos seminaristas do terceiro ano de Teologia (Etapa da Configuração):

Jonantan Rocha do Nascimento e Lucas Muniz Pina.

Com a participação restrita aos seminaristas e padres da formação, a cerimônia foi transmitida pelas redes sociais do Seminário Arquidiocesano.

Segundo o Pontifical Romano, este ministério é confiado àqueles que desejam consagrar-se especialmente a Deus e à Igreja. O Acólito é instituído para o cuidado do serviço do altar, ajudar o Diácono e servir o Sacerdote nos atos litúrgicos, sobretudo na celebração da Santa Missa.

Em sua homilia, Dom Dario recordava que o serviço dos acólitos deve voltar-se aos mais pobres e aos enfermos, desde a função de Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão que exercem, ao de zeladores primeiros do culto e do templo sagrado.

Reveja a Cerimônia AQUI.

Completando a última etapa da formação antes da Ordenação Diaconal, rezemos por eles, a fim de que configurem suas vocações a Nosso Senhor: Casto, Pobre e Obediente.

A concessão do Ministério de Acólito implica uma participação mais profunda no mistério de Cristo que se doa e está presente na Eucaristia, na assembleia e no irmão” (Ratio Fundamentalis Instituitionis Sacerdotalis, 72).

Anexos

Jonatan Rocha I “Disse-lhe Jesus: ‘Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá’” (Jo 11,

Jonatan Rocha I “Disse-lhe Jesus: ‘Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá’” (Jo 11, 25).

O mês de novembro tem uma grande peculiaridade, tendo em vista que nele a Igreja celebra aquilo que chamamos de “comunhão dos santos”, isto é, a comunhão entre os seus três estados de existência: os peregrinos na terra; os que são purificados, tendo já terminada a sua peregrinação; e, os que estão glorificados no Céu (cf. CIC 954).

Hoje, dia 02 de novembro, dia da Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, trazemos ao coração aqueles que partiram professando a fé em Cristo e esperando obter dele a vida eterna: “…então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis por que ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos do seu pecado” (2Mc 12, 46).

O termo “finados”, mais comumente utilizado para denominar esse dia, parece não expressar toda a força e confiança que a fé cristã possui. Isso porque, a palavra “defunto” tem sua origem no latim e designa aquele que cumpriu sua função/missão no mundo. Contudo, resta ainda a esperança na vida eterna e missão dos que estão na presença de Deus: “Eu sei que meu redentor está vivo(…) eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão” (Jó 19, 25.27).

A morte é o evento inadiável de todo e qualquer ser vivente que, cedo ou tarde, será chamado a nela comparecer. Todavia, “a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo” (Rm 5, 5). Assim sendo, é preciso ter esperança naquele que se entregou à morte por nós. Bebendo um cálice tão amargo, Jesus quis nos fazer “saborear a suavidade do Senhor” (Sl 26, 4), encorajando-nos a não temer a morte, mas tê-la como o momento em que “Deus chama o homem a si” (CIC 1011).

A dor e a tristeza acompanham aqueles que são surpreendidos com a falecimento de um familiar ou um amigo. A enigmática cena de Jesus que chora com a morte de Lázaro (Jo 11, 35) demonstra que além de experimentar o suplício da cruz, antes, compadeceu-se profundamente das dores humanas: “É sentida por demais pelo Senhor a morte de seus santos, seus amigos” (Sl 115, 15). A esperança da acolhida na casa paterna, porém, deve animar e consolar nossa alma abatida.

Que todos vivamos na presença do Senhor, de tal maneira que, no momento derradeiro de nossa vida, nosso desejo seja de “partir e estar com Cristo” (Fl 1, 23) e ouvirmos aquele chamado irresistível que nos fará participar do convívio dos eleitos: “Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo!” (Mt 25, 34).

Jonatan Rocha do Nascimento

Seminarista do 3º ano de Teologia.

Paróquia de Origem: São João Batista – Sede – Cariacica.

Paróquia de estágio Pastoral: São Pedro – Muquiçaba – Guarapari.

Referências

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. São Paulo: Loyola, 2000.

BÍBLIA DE JERUSALÉM. 5. ed. São Paulo: Paulus, 2008.

LITURGIA DAS HORAS. v. I., Petrópolis: Vozes. São Paulo: Paulinas/Paulus/Ave Maria, 2004.

Juliano Nascimento I “Tu não estás longe do Reino de Deus” (Mc 12,34b). A Liturgia da Palavra deste 31º Domingo do Tempo Comum nos

Juliano Nascimento I “Tu não estás longe do Reino de Deus” (Mc 12,34b).

A Liturgia da Palavra deste 31º Domingo do Tempo Comum nos faz refletir em como devemos proceder para alcançar o Reino de Deus, Reino este que já é uma realidade em nosso meio na pessoa de Jesus Cristo, e que tanto almejamos, enquanto passageiros nesta terra, como morada eterna. Na narração do Evangelho, Jesus aponta o verdadeiro e mais precioso caminho para chegar ao desejoso prêmio: Amar a Deus de todo o coração e o próximo como a nós mesmos (cf. Mc 12,30-31). Assim, mostra que o caminho a ser percorrido para ter o Reino de Deus entre nós e como feliz moradia prometida por Cristo no céu (cf. Jo 14,1-3), é o caminho do amor, a caridade, que deve ser a base de todas as nossas ações neste mundo terreno para alcançarmos ambos os objetivos.

É o amor, como apresentado também na Primeira Leitura (cf. Dt 6,2-6), o maior mandamento para uma vida reta e na presença de Deus. Moisés alerta o povo de Israel a permanecer na fidelidade do cumprimento do amor de Deus durante toda a vida (cf. Dt 6,2). Com isso, a maior lei e mandamento deixados por Deus ao seu povo é a lei do amor e, todos nós batizados em Cristo, fazemos parte deste povo eleito por Deus. Por isso, o Temor a Deus – um dos dons do Espírito Santo – apresentado por Moisés, é um dom de obediência, de seguimento e de entrega ao projeto de Deus para uma vida santa que ganha o Reino de Deus.

Esta vida santa, obediente e de entrega na caridade é possível e todos nós somos chamados a vive-lá. Em nossa Igreja há diversos exemplos de seguimento a Deus e a Cristo na caridade, como Santa Teresa de Calcutá: uma mulher que se “abandonou” ao propósito de Deus para sua vida e viveu praticando o bem, o amor, a todos os necessitados e empobrecidos nas localidades que passava, e que foi declarada santa por seu grandioso amor as causas do Reino no serviço ao próximo.

Santa Dulce dos Pobres, o Anjo Bom da Bahia, outra mulher que teve como missão ajudar os mais carentes de seu tempo, não media esforços para auxiliar os que a procuravam, e era para todos um exemplo do mais puro amor doado ao próximo. Um outro exemplo é o de São Francisco de Assis, homem que amou tanto a Deus que abandonou todos os seus bens para viver em favor dos mais sofredores da sociedade.

A Carta aos Hebreus afirma (Hb 7, 23-28 – 2ª Leitura) que Cristo se ofereceu como sacrifício legítimo em favor dos homens, ou seja, Ele ofertou sua vida em favor da remissão dos pecados da humanidade para garantir aos homens vida nova. E é este mesmo gesto de doação, de entrega, ao próximo que Ele quer de cada um de nós (cf. Jo 13,12-17). Assim como Cristo se fez presente na vida do marginalizado, do sofredor, do empobrecido, do esquecido, do abandonado (cf. Mt 25,35-45), as santas e o santo citados acima, também fizeram presença de amor na vida destes e deve ser assim o nosso proceder: devemos ser presença viva e constante na vida dos sofredores, sejam esses sofrimentos do corpo ou da alma. É fundamental uma fé viva e eficaz na caridade.

O Apóstolo São Tiago escreve a respeito de uma fé viva e caritativa (cf. Tg 2,17-18), ou seja, é preciso transformar a fé, o amor a Deus e ao próximo, em obras concretas, em gestos concretos. Uma fé sem obras é uma fé morta, escreve o Apóstolo em sua carta. Assim sendo, o amor é manifestado na vida do outro com bons gestos de amor e solidariedade. Sim! O caminho a ser percorrido é extenso e cheio de fadigas, mas é necessário percorrê-lo para alcançar a glória eterna, o Reino de Deus (cf. Mc 12,32-34). Ninguém conquista o céu sozinho, sem passar pela vida do outro.

É no Salmo Responsorial que encontramos a resposta para suportar todas as dificuldades da vida no amor, pois é no amor e fidelidade a Deus que encontramos fortaleza, refúgio, proteção, abrigo e forças para não desanimar ou desistir de caminhar (Sl 17). Que a exemplo do salmista possamos depositar nossa confiança na Palavra de Deus, que é sustento na caminhada. Tenhamos a consciência de que é o amor e no amor a Deus e ao próximo que alcançaremos o tão sonhado e almejado Reino de Deus no meio de nós. Desta maneira poderemos ouvir: “tu não estás longe do Reino de Deus” (Mc 12,34), isto é, a minha vida é baseada no amor a Deus e ao próximo na doação fraterna e amorosa às suas necessidades e anseios.

Portanto, meus irmãos e irmãs, tenhamos um coração generoso, amoroso e acolhedor assim como o de Jesus, para desfrutar das maravilhas do Reino de Deus já aqui nesta vida terrena e um dia na presença d’Ele em definitivo. Assim seja, amém.

Juliano do Nascimento Machado

Seminarista do 2º ano de Teologia.

Paróquia de origem: São José – Guarapari.

Paróquia de estágio Pastoral: Santa Teresa de Calcutá – Vitória.

Dom Dario Campos, Arcebispo de Vitória, instituirá ao Ministério do Acolitato nossos seminaristas do terceiro ano de Teologia (Etapa da Configuração):  Jonatan Rocha Do Nascimento;
Dom Dario Campos, Arcebispo de Vitória, instituirá ao Ministério do Acolitato nossos seminaristas do terceiro ano de Teologia (Etapa da Configuração):
 
 
Jonatan Rocha Do Nascimento; e
Lucas Muniz Pina.
 
 
A cerimônia será no próximo dia 03 de novembro, quarta-feira, às 19h. Os fiéis poderão acompanhar este momento pelas redes sociais do Seminário Arquidiocesano, no link:
 
 
Segundo o Pontifical Romano, este ministério é confiado àqueles que desejam consagrar-se especialmente a Deus e à Igreja. O Acólito é instituído para o cuidado do serviço do altar, ajudar o Diácono e servir o Sacerdote nos atos litúrgicos, sobretudo na celebração da Santa Missa.
 
Atua também como Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão, além de ser o zelador primaz do culto divino e do templo sagrado.
 
Ao completarem a última etapa da formação antes da Ordenação Diaconal, rezemos incessantemente por estes nossos irmãos, para que configurem suas vocações a Nosso Senhor, que por amor se fez Casto, Pobre e Obediente.
 
A concessão do Ministério de Acólito implica uma participação mais profunda no mistério de Cristo que se doa e está presente na Eucaristia, na assembleia e no irmão” (Ratio Fundamentalis Instituitionis Sacerdotalis, 72).