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No próximo dia 08 de julho , quinta-feira, às 20h , o cantor católico capixaba Ronnie Calil promoverá uma live musical, na qual lançará

No próximo dia 08 de julho , quinta-feira, às 20h , o cantor católico capixaba Ronnie Calil promoverá uma live musical, na qual lançará seu primeiro trabalho: o CD “Age com poder”.

Membro da Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Jucutuquara, Vitória – ES, Ronnie canta e serve na comunidade desde sua infância. Junto à sua família, principalmente com seu pai, o médico cardiologista Dr. Osmar Araújo Calil, o jovem prossegue encantando a todos com composições que louvam a Deus e evangelizam.

Ronnie pontua que “sempre sonhou em servir a Deus através da música, um sonho que se concretizou neste trabalho. Um Deus que teve o cuidado e o carinho de me capacitar físico e espiritualmente“; e afirma: “Agradeço a meus pais e minha família por acreditar no meu chamado de evangelizar através da música. Por ter me dado a graça de participar da liturgia em minha Próquia como Salmista e na equipe de música. E por estar presente e me incentivar na minha caminhada de fé na Igreja Católica”.

Em 2019, Ronnie produziu seu primeiro trabalho, o CD “Age com poder”, que contou com várias participações especiais de cantores e figuras marcantes da música católica, como Dunga, Boy e Jaquelinni Morais. Uma das parcerias foi com o saudoso Padre Fernando Antônio de Souza, na música “Nova Criatura”.

A Live, transmitida no canal do YouTube Ronnie Calil, será em benefício do nosso Seminário Arquidiocesano, em vista das obras e reformas emergenciais que precisamos realizar.

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Você pode encontrar o perfil do cantor Ronnie Calil no Instagram e Facebook. O contato do artista para shows, palestras, pregações, retiros e missas são estes:
– Whatsapp e Mensagens: (27) 998546757 | 999790253 | 999793163;
– E-mail: [email protected]

“Serviremos ao Senhor nosso Deus, e obedeceremos à sua voz” (Js 24, 24).
“[…] O Senhor conduz e assiste com sua graça aqueles que escolhe para participar do sacerdócio hierárquico de Cristo, enquanto os confia a nossos

[…] O Senhor conduz e assiste com sua graça aqueles que escolhe para participar do sacerdócio hierárquico de Cristo, enquanto os confia a nossos cuidados, para que, ao reconhecermos sua idoneidade, possamos chamá-los como candidatos comprovados e consagrá-los ao serviço de Deus e da Igreja pelo especial dom do Espírito Santo” (Pontifical Romano – Rito de admissão entre os Candidatos à Ordem Sacra).

Com estas palavras do Pontifical Romano, o Arcebispo de Vitória, Dom Frei Dario Campos exortava os seminaristas que seriam admitidos como candidatos à ordem sacra, durante a Santa Missa realizada em nosso Seminário, na noite de ontem (01/07).

Em cerimônia restrita, mas amplamente participada pelas redes sociais, foram admitidos os Seminaristas do 1º ano de Teologia (Configuração):

 – Antonio Vitor Favero;
 – Arthur Cristo da Silva;
 – Jacob Mariano Pimentel Firme;
 – João Luís Caçandre;
 – Marwin Amaral Martins;
 – Matheus de Souza;
 – Pedro Nunes Gouveia;
 – Rodrigo Almeida Simões; e
 – Wellinton Cordeiro de Paula.

Baseando-se nos textos da Liturgia da Palavra, o Sr. Arcebispo, partindo do exemplo de Abraão (1ª Leitura – Gn 22, 1-19), também lembrou os seminaristas do espírito de confiança e entrega que devem acompanhar aqueles que se preparam para o serviço de Deus e da Igreja. O Reitor, Pe. Jorge Campos Ramos, aproveitou a ocasião festiva para, ao final da cerimônia, agradecer ao apoio e generosidade dispensados pelo Povo de Deus ao Seminário, e convidar os benfeitores à perseverança, tendo em vista as reformas estruturais que seguem em andamento na Casa.

O seminarista Matheus de Souza, em nome dos candidatos admitidos, também proferiu um discurso de agradecimento e motivação vocacional:

[…] Também nós somos diferentes, partindo de realidades e histórias diversas, mas que para Cristo são riqueza a ser cultivada em sua vinha, a Igreja. Como os convidados dessa cena [a da vocação dos Apóstolos: Mt 4, 18-22], também temos nossas limitações, que todavia não foram suficientes para desviar de nós o olhar do Senhor. Por este divino amor que não cessa de nos convidar para caminhar consigo, seja a Deus, nesta noite, nosso louvor, nossa ação de graças, nosso ‘sim!’”.

Esta cerimônia, celebrada com alegria por toda a comunidade do Seminário, está inserida na programação dos 70 anos de nossa Casa Formativa. Mais uma vez, rogamos à Virgem da Penha bênçãos e graças para a caminhada vocacional destes novos candidatos à ordem sacra; e para todos os seminaristas, intercessão e auxílio no seguimento a Cristo, o Bom Pastor.

CONFIRA ABAIXO A TRANSMISSÃO E ALGUMAS FOTOGRAFIAS DA CERIMÔNIA:

Na próxima quinta-feira, dia 01 de julho, nossos irmãos seminaristas do primeiro ano de Teologia (Etapa da Configuração) serão admitidos às Ordens Sacras. A
Na próxima quinta-feira, dia 01 de julho, nossos irmãos seminaristas do primeiro ano de Teologia (Etapa da Configuração) serão admitidos às Ordens Sacras.
A cerimônia (restrita aos seminaristas, devido aos protocolos da Covid-19) será presidida por nosso Arcebispo Metropolitano, Dom Dario Campos, às 18h.
Segundo o Pontifical Romano, “celebra-se o Rito de Admissão a candidato às Ordens Sacras, quando se pode verificar que o propósito dos aspirantes, baseado nos dotes necessários, atingiu suficiente amadurecimento”.
Assim, estes nossos irmãos manifestarão livremente diante do Bispo e de toda a Igreja que são aspirantes entre os candidatos ao diaconato e ao presbiterato. Rezemos, pois, pela vida e vocação destes e todos os seminaristas de nossa formação.
Acompanhe a transmissão AO VIVO pelas redes sociais do Seminário Arquidiocesano (Facebook e Youtube).
Willian Cardoso I “Menina, levanta-te!” (Mc 5, 41b). Vemos no Evangelho de hoje uma prova do  amor que Jesus Cristo tem à vida: Ele

Willian Cardoso I “Menina, levanta-te!” (Mc 5, 41b).

Vemos no Evangelho de hoje uma prova do  amor que Jesus Cristo tem à vida: Ele se levanta em favor da vida,  cura e a liberta (cf. Mc 5, 21-43). O ato de Jesus de colocar-se ao lado dos mais frágeis, devolvendo-lhes vida, dignidade e liberdade nos mostra e nos fortalece na fé que temos n’Ele. É nesse sentido que se afirma que Deus é apaixonado pela vida e que, possuindo um amor sem medida por nós, quer que compreendamos melhor este mistério de nossa fé, que transparece na Liturgia deste Domingo.

A Primeira Leitura de hoje nos fala acerca da morte (cf. Sb 1, 13-15. 2, 23-24), e para melhor elucidar esta temática, trago o pensamento de Santo Agostinho que no diz: “a morte não é nada. É somente uma passagem de uma dimensão para outra”. Que dimensão é esta da qual nos fala Santo Agostinho? É a passagem da vida na terra para a vida em Cristo, aquele mesmo que no Domingo passado provou a nossa fé, mas ao mesmo tempo nos mostrou o seu amor para conosco.

Santo Agostinho vai continuar dizendo: “Eu somente passei para o outro lado do caminho, eu estou agora em uma outra vida, não podem atormentar esta minha passagem com tristeza e lagrimas. Eu tenho que ter muita paz para purificar minha alma e andar tranquilo pelos jardins da dimensão que me encontro”.

Nesta fala de Santo Agostinho transparece uma realidade que, a olho humano, é impossível, pois quando perdemos alguém em nossa vida, nossos sentimentos fazem com que expressemos isso com tristeza e choros; porém, aos olhos da fé, temos que compreender que a morte é uma passagem e o luto que guardamos pela morte de alguém também deve ser passageiro, e após esse luto o nosso dever cristão é orar pela sua alma, e assim ir transformando o luto em oração e fé.

E isso é tão forte em nossa vida cristã que o Salmo Responsorial de hoje vem fortalecer ainda mais (cf. Sl 29/30), esta temática de nossa fé, pois diz: eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes e preservastes minha vida da morte. Ou seja, o clamor que devemos elevar ao Senhor é um eco da fé em que cremos, pois afirmamos que passando da vida terrestre para a vida celeste, a morte não é a última palavra, e sim caminho de vida plena que temos após esta vida, e que se concretiza no Juízo Final. Estas duas passagens (Primeira Leitura e Salmo) nos mostram o apreço que Jesus tem à nossa vida, e a importância da passagem da vida terrena para a vida celeste.

Passando ao Evangelho, podemos destacar três pontos importantes: primeiro, a postura do chefe da sinagoga (Jairo); o tocar das vestes de Jesus (mulher em enfermidade); e mais uma vez, a confirmação de Jesus Cristo, que ama a vida.

O importante encarregado da sinagoga, Jairo, se jogou aos pés do Senhor em desespero e humildade, insistindo para que curasse sua filha: O ato de fé ou o desespero diante do sofrimento? Não podemos julgar este ato, mas abençoados são os “jairianos” desta terra que estão constantemente intercedendo e perturbando o Senhor! Isso perturba o Criador até que ele entre em nas casas, nas vidas, e mude seu curso. Cada um de nós, de certo modo, é esta jovem que chora, à qual Jesus toma pela mão e diz: Talitá cum! Levante-se! Ouse acreditar e esperar! Acorde sua vida adormecida! Encontre de volta a descoberta do amor e a alegria de viver!

A mulher sem nome se aproximou de Jesus no meio da multidão apenas para “roubar” o milagre, na esperança de que ninguém a visse tocando as vestes da graça. Por 12 anos, sangrou de sangue e solidão. Na verdade, com tantas práticas, apenas ela tocou seu coração.

Nesta passagem do Evangelho, vemos o poder da cura de Jesus apenas pelo toque, toque este que fez com que saísse uma força muito forte de Jesus, em direção à multidão. Esta passagem nos demonstra o poder de nossa fé e da oração, capaz de levar a cura aos mais necessitados. Em nossa realidade, faz-se necessário também trazer a importância da adoração ao Santíssimo Sacramento, pela qual somos impelidos através da fé e da oração a pedir, louvar e levar as bençãos e curas às vidas dos enfermos e necessitados do mundo e da sociedade. Muitas vezes ficamos presos aos nossos problemas, mas devemos lembrar que em nosso Batismo está incumbido o poder missionário, o poder além do toque, poder este que é transmitido através da oração. 

E por fim, o amor a Deus: duas pessoas, duas situações e duas maneiras diferentes de se aproximar de Jesus; uma proclamando publicamente sua fé; outra mostrando uma fé silenciosa. No fundo de seus corações, os dois agraciados estão unidos por causa de sua fé em colocar suas vidas nas mãos de Jesus. Isso é o suficiente para Deus. Nossos frágeis fragmentos de fé bastam para fazer estremecer o seu coração. Quando pensamos que tudo acabou, ele nos sussurra: Seu coração não está morto, vá dormir! Porque a vida não está morta, ela apenas adormeceu.

O encantamento não morrerá, apenas ficará embotado. Para Deus, a morte é uma ilusão, não realidade. Muitas pessoas estão dormindo em nossos corações, gradualmente desaparecendo no anonimato, e a vida se torna eclipsada. Mas porque o amor não tem fim, Deus pode cruzar o limiar do sono e da morte, repetindo-nos com o seu instinto de vida: meu filho, levanta-te! Caros irmãos e irmãs, devemos nos levantar porque o amor não vive para a morte, mas para a vida! Este é o Evangelho!

Que sempre reine em nossos corações e em nossas vidas o amor de Cristo, e que sempre nos recordemos que a morte não é a última palavra, e sim a Vida Nova em Cristo, que nos é fortalecida pela Fé.

Willian Miranda Cardoso

Seminarista do 2º ano de Filosofia.

Paróquia de Origem: São José – Guarapari.

Paróquia de Estágio Pastoral: Santa Mãe de Deus – Ibes -Vila Velha.

Wellinton Cordeiro I “João é o seu nome” (Lc 1, 63b). Ao celebrar a Solenidade da Natividade de São João Batista, a Igreja nos

Wellinton Cordeiro I “João é o seu nome” (Lc 1, 63b).

Ao celebrar a Solenidade da Natividade de São João Batista, a Igreja nos recorda os passos do seguimento a Deus. Recorda-nos, também, que para segui-lo é preciso discernir os passos que nos levam a Ele, bem como, estarmos atentos e percebermos os passos que nos afastam do seu Amor. Caminho de mão dupla, um lado corre na direção de Deus, o outro nos leva na direção de nossa condenação.

Sabemos que o único caminho que nos leva a Deus é vivermos a relação com seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele mesmo nos diz: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo14, 6). É com Cristo, obedecendo a seus ensinamentos, tendo-O em nosso meio, no compromisso com o próximo, que estamos no caminho para a Vida Eterna, seguindo a trilha do caminho do Amor.

A Revelação plena de Deus à humanidade deu-se na Encarnação do Verbo, que havia de realizar o mistério salvífico mediante a Paixão, Morte e Ressureição. Porém, Deus não depende das nossas lógicas, nem das nossas limitadas capacidades humanas. Pelo contrário, “[…] é preciso aprender a confiar e a silenciar diante do mistério de Deus e a contemplar com humildade e silêncio a sua obra, que se revela na história e que muitas vezes supera a nossa imaginação”[1].

Houve um homem que viveu de maneira exemplar o seguimento de Cristo. Mostrou ao gênero humano que é possível, mesmo diante das dificuldades, dar nosso “sim” diário, um “sim” que faça eco em nossas vidas. Ele nos mostrou que seguir o Cristo é ir ao extremo da opção pela Vida, permitiu-se ser instrumento do Reino de seu Senhor.

São João, o Batista, soube preparar os caminhos para que o Senhor viesse e realizasse sua pregação e missão salvífica. Já no ventre de sua mãe, Santa Isabel, sua vocação profética é rodeada de eventos extraordinários, em preparação ao nascimento de Jesus. O Evangelho de Lucas (1,39-45) narra que Isabel, quando grávida, recebeu a visita de sua prima, Maria, que também estava grávida, à espera do menino Jesus. No momento daquele gracioso encontro, João, no ventre de Isabel, exultou de alegria ao ouvir a voz de Maria. 

Isabel era estéril e idosa. O Arcanjo Gabriel anunciou ao seu esposo, Zacarias, o nascimento de um filho: “Não temas Zacarias – disse-lhe – a tua oração foi ouvida e tua mulher, Isabel, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João. E terás prazer e alegria e muitos se alegrarão no seu nascimento, porque será grande diante do Senhor” (Lc 1,13). O Evangelho de hoje (Lc 1,57-66) nos narra essa experiência da graça de Deus, como se deu a gravidez, como o projeto de Deus permeia a vida do povo, como é possível discernir os caminhos ao Seu seguimento mesmo nos momentos mais improváveis.

A pregação e o testemunho de São João eram tão convincentes, que houve quem chegasse a confundi-lo com o próprio Messias; prerrogativa a qual, com convicção negou: “Eu não sou o Cristo… Eu sou a voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor!”(Jo 1, 23). Ele sabia quem era e qual era a sua missão. Foi enviado para preparar os corações no acolhimento da vinda do verdadeiro Messias, abaixou-se em humildade e soube se reconhecer como aquele que é “indigno de desatar a correia da sandália” (Jo 1, 27).

A vida e as escolhas de João Batista nos ensinam a atitude básica de todo cristão: devemos anunciar a Nosso Senhor Jesus Cristo, e não a nós mesmos; não nossos feitos, mas a escolha de uma vida que renuncia a si mesma em benefício do relacionamento com Deus.

Um mundo que busca, muitas vezes, os aplausos para si mesmo pode contaminar os cristãos a quererem, também, ser o centro das atenções. Quando isso acontece, nos colocamos no lugar de Jesus e acabamos por destruir a raiz do anúncio do Evangelho.

A célebre frase de São João: “É necessário que Ele [Jesus] cresça e eu diminua” (Jo 3, 30), deveria estar sempre inscrita em nós, pois nos ajuda a não perdermos o horizonte de nossa vida cristã. Em todas as atividades que fazemos, sobretudo na Igreja, nos serviços que prestamos aos mais pobres, em nosso trabalho e nossa família, é sempre oportuno que nos perguntemos: estamos nos colocando no lugar que deveria ser de Jesus?

Ele constantemente nos convida a segui-lo, a estarmos em sua presença, contudo, a “mundanidade” nos oferece muitas distrações e atrativos que acabam por nos afastar d’Ele. É importante frisar que Ele não nos afasta de nós; somos nós, com nossos erros, nossos pecados, nosso egoísmo, que vamos nos afastando aos poucos, lentamente, de sua presença, rumo ao espírito do mundanismo.

O Papa Francisco constantemente nos alerta que, com o espírito do mundanismo, o homem escorrega lentamente para o pecado e perde a consciência desse Mal. Seus conselhos nos ajudam, eles nos trazem alguns exemplos de mundanidade que devemos estar atentos e que se constituem limites daquilo que devemos viver: “Se amas ou és apegado ao dinheiro, à vaidade e ao orgulho irás pelo caminho mau”. Se pelo contrário “procuras amar a Deus e servir aos irmãos, se és dócil, se és humilde, se serves os outros, irás pela estrada boa. A tua cidadania é a do céu!”.

Este é o caminho que não se percorre do dia para a noite, ele se faz no cotidiano, se faz ao caminhar. Podemos estabelecer, de imediato, quatro metas a serem seguidas, que nos levarão a Jesus, que são: contemplá-Lo por meio da Oração; escutá-Lo por meio de sua Palavra; unirmos a Ele por meio da Eucaristia; e servi-lo por meio dos mais necessitado, os pobres.

Portanto, que esta Solenidade que celebramos hoje, nos ajude a perceber os caminhos que levam a Nosso Senhor, fortalecendo-nos contra o espírito do mundanismo. E que com mesmo ânimo e sabedoria de São João Batista possamos preparar e anunciar somente os caminhos do Senhor.

Wellinton Cordeiro de Paula

Seminarista do 1º ano de Teologia.

Paróquia de Origem: São Miguel Arcanjo – Araguaia – Marechal Floriano.

Paróquia de Estágio Pastoral: Bom Pastor – Nova Carapina – Serra.

 

 

[1] PAPA FRANCISCO. Angelus (24/06/2018). Disponível em: <Angelus, 24 de junho de 2018 | Francisco (vatican.va). Acesso em 23 jun 2021.

PAPA FRANCISCO. Vigilantes contra a mundanidade: Meditações matutinas na Santa Missa celebrada na capela da casa santa Marta (13/10/2017). Disponível em: < Vigilantes contra a mundanidade (13 de outubro de 2017) | Francisco (vatican.va)>. Acesso em 23 jun 2021.

Vitor Valentim I “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” (Mc 4, 41). Celebramos hoje o 12º Domingo do

Vitor Valentim I “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” (Mc 4, 41).

Celebramos hoje o 12º Domingo do Tempo Comum, no qual o evangelista Marcos nos narra o episódio da barca, no lago de Genesaré, onde Jesus aproveita para descansar, especialmente depois de um longo sermão (Mc 4, 35-41). Recorda-nos que quando o Senhor descansava, os discípulos –  vários deles homens do mar -, pressentiram a chegada de uma tempestade que caiu muito rápida e violentamente: e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. O Senhor teve que intervir, e Ele, despertando, increpou os ventos e disse ao mar: Silêncio, Cala-te! Acalmou-se o vento, e fez-se uma completa calmaria.

O Senhor nunca nos deixará sozinhos no meio das dificuldades. Devemos nos aproximar d’Ele e dizer-lhe a todo o instante, com confiança de quem quer segui-lo incondicionalmente e de falar sempre d’Ele: Senhor, não nos largue!  Passaremos por dificuldades com Ele, mas a tempestade não nos afligirá jamais.

São João Crisóstomo, em suas homilias, nos ensina que Jesus levou consigo seus discípulos a fim de que fossem testemunhas dos milagres que Ele iria realizar. Mas era só com eles, para que ninguém visse sua pouca fé. Por isso, para mostrar que outros remavam separados, o evangelista diz: “[…] E vários outros barcos o acompanhavam” (4, 36). E para que seus discípulos não se orgulhassem porque os conduzia sozinhos, ele permitiu o perigo em que se encontravam, enquanto os ensinava a resistir às tentações com ardor destemido: “[…] então surgiu uma grande tempestade” (4, 37). Para que, então, ficassem mais impressionados com o milagre que estava prestes a acontecer, Ele deu tempo ao medo cedendo ao sono: “[…] nesse ínterim, Ele dormia na popa da cabeceira da cama” (4, 38). Se Ele estivesse acordado, eles não teriam temido ou orado pela tempestade que se ergueu, ou não teriam acreditado que Ele pudesse realizar tal milagre [1].

Às vezes, grandes tempestades ocorrem ao nosso redor e dentro de nós, e nosso pobre barco parece não aguentar mais. Chega a nós com ondas que podem nos dar a impressão de que Deus se cala: fraquezas pessoais, dificuldades profissionais ou econômicas, doenças, problemas com filhos e pais, calúnias e tantos outros. São Josemaría Escrivá ensina que “[…] se tiveres presença de Deus, por cima da tempestade que ensurdece, brilhará sempre o sol no teu olhar; e por baixo das ondas tumultuosas e devastadoras, reinarão na tua alma a calma e a serenidade”[2].

Se somos verdadeiramente discípulos, devemos contar com as incompreensões no meio do mundo.  O Senhor nos convida a uma confiança e acreditar n’Ele: “cesse de perturbar-se o vosso coração! Credes em Deus, crede também em mim” (Jo 14,1). Não se deve temer os inimigos – o mundo está contido pelas investidas do demônio -, mas devemos ter confiança sobretudo em Deus, Cristo parte sempre a nossa frente, a fim de “preparar” um lugar para nós.

Somos convidados hoje, como bons cristãos, a termos atitude e fidelidade ao Senhor perante as nossas dificuldades. Por vezes, desanimamos perante os problemas por não encontrarmos soluções rápidas e elas entregamo-nos.

O exemplo dos santos nos encoraja a crescer na fidelidade a Deus no dever, não nos desanima se nossos objetivos não estão progredindo, e quanto mais difíceis as dificuldades que enfrentamos, mais nos apeguemos por Ele. Santa Tereza nos ensina que “[…] importa muito, e tudo, uma grande e muito determinada determinação de não parar até chegar à fonte, venha o que vier, suceda o que suceder, custe o que custar, murmure quem murmurar; quer se chegue ao fim, quer se morra no caminho ou não se tenha coragem para os trabalhos que nele se encontrem; ainda que o mundo se afunde”[3].

Vitor Valentim Placidino do Nascimento

Seminarista do 2º ano de Teologia.

Paróquia de Origem: Mãe da Divina Misericórdia – Marcílio de Noronha – Viana.

Paróquia de Estágio Pastoral: Nossa Senhora da Penha- Flexal – Cariacica.

[1] São João Crisóstomo, homilia em Matthaeum, 28.

[2] Josemaría Escrivá, Forja, n. 343.

[3] Santa Teresa, Caminho de perfeição, 21, 2.

Neste sábado, como gesto de gratidão, recordamo-nos do sr. Leandro Maurílio Tesch e sua família, produtores rurais de Marechal Floriano-ES, que semanalmente doam ao

Neste sábado, como gesto de gratidão, recordamo-nos do sr. Leandro Maurílio Tesch e sua família, produtores rurais de Marechal Floriano-ES, que semanalmente doam ao Seminário parte de sua produção de hortaliças (verduras e legumes).

Pai de um menino, Davi, e esposo da sra. Claudete, Leandro é feirante em Vitória e participa da Paróquia Sant’Ana (Marechal Floriano). Conheceu o Seminário por meio do Diácono Alessandro Rebonato, que na época era seminarista, e fora convidado para celebrar na comunidade de Rio Fundo, no interior.

Quando foram trabalhar como feirantes na região de Goiabeiras, Leandro e sua família reconheceram o então seminarista que realizava seus trabalhos pastorais na Paróquia da Ressurreição. Foi durante uma celebração, no momento de acolhida dos visitantes: “[…] A partir daí começou uma abençoada amizade, principalmente com meu pai, que logo salvou seu número de telefone. Até hoje mantemos contato, mesmo com a distância: agora ele está no Pará, mas mesmo assim sempre conversamos“, pontua Leandro.

Ao falar sobre sua família, o produtor rural recorda-se com carinho do berço religioso em que foi criado e do testemunho de seus pais, que tenta reproduzir de igual maneira em sua casa: “[…] Meus pais são ativos na Comunidade Nossa Senhora da Glória, da Paróquia de São Miguel Arcanjo em Araguaia. Ele é ministro da Palavra e da distribuição da Sagrada Comunhão, junto com minha mãe. Tenho muita alegria em ser católico e de alguma forma poder ajudar a Igreja“.

A doação das verduras e legumes é realizada todas as semanas por Leandro e organizada pelo Sem. Matheus de Souza (do 1º ano de Teologia), que mantém o contato com a família Tesch, anteriormente iniciado pelo Diácono Alessandro.


 

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Louvamos a Deus pela vida e missão destes nossos amigos, pedindo que as bênçãos dos céus desçam sobre eles, para que nunca lhes falte o sustento material e auxílio espiritual. “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2 Cor 9, 7).

Pe. Franz-Victor Rudio, primeiro Reitor do Seminário, entre 1951 e 1952 (à esquerda); e Cônego Acácio Valentim de Morais, 2º Reitor, de 1952 a
Pe. Franz-Victor Rudio, primeiro Reitor do Seminário, entre 1951 e 1952 (à esquerda); e Cônego Acácio Valentim de Morais, 2º Reitor, de 1952 a 1963 (à direita).

Em 06 de agosto de 1952, o 5º Bispo do Espírito Santo, Dom José Joaquim Gonçalves, nomeou como 2º Reitor do Seminário Menor Nossa Senhora da Penha o Cônego Acácio Valentim de Morais, que permaneceu na função por 11 anos consecutivos, até o final de 1963. Anterior ao Cônego Acácio, havia assumido a reitoria por pouco mais de um ano o Pe. Franz-Victor Rudio (1951-1952).

O Cônego Acácio, exercendo a função de Reitor, também lecionava Português, Latim, Grego e Desenho. Foi ele, praticamente, quem carregou a existência do Seminário durante longos anos de dificuldades financeiras, quando, em meio a muita abnegação e renúncia, os seminaristas persistiam, sustentados unicamente pelo ideal de chegar um dia ao sacerdócio. Naquele tempo, em meio à crise, até as dedicadas funcionárias da cozinha e da lavanderia contribuíram, colocando seus salários à disposição do Padre Reitor.

No corpo docente, junto ao Cônego Acácio, estava o Pe. Antônio Volkers, que, além de ecônomo, assumiu as aulas de Matemática, e depois, a função de disciplinário. Acrescente-se também a ajuda do Cônego Aristide Taciano, que lecionou Português e Latim; e do padre belga José d’Hooghe, que colaborou por um ano nas disciplinas de Música, Latim e Francês.

Após a saída do Cônego Aristide e do Pe. d’Hooghe, o Seminário contava com um quadro deficitário de professores. Apesar da contribuição valiosa de docentes leigos, a situação persistia, e a tentativa de enviar os alunos para outros Seminários, nesse momento, não deu certo.

A solução chegou no início do ano de 1958, sendo Dom João Batista da Motta e Albuquerque o 1º Arcebispo de Vitória: os alunos do curso ginasial[1] passariam a estudar no Colégio Salesiano Nossa Senhora da Vitória, no Forte de S. João. O intuito da transferência era proporcionar aos seminaristas uma experiência de abertura para a vivência evangélica no meio leigo – inovação avançada para a época -, que inicialmente não foi vista com bons olhos pelo clero.

Nove anos depois de inaugurado, o Seminário apresentou a primeira turma concludente do curso de Humanidades, que devia prosseguir com os estudos superiores de Filosofia e Teologia. A Arquidiocese de Vitória, que com muita dificuldade mantinha o Seminário Menor, naquele momento não podia assumir a responsabilidade de um Seminário Maior; o que levou o Arcebispo Dom João Batista a pedir ajuda à Arquidiocese de Belo Horizonte. A parceria foi firmada, e em fevereiro de 1959, partia para Minas Gerais a primeira turma de alunos do curso de Filosofia.

[1] correspondente aos anos finais do Ensino Fundamental (Ensino Fundamental II).

CARNIELLI, Adwalter Antônio. História da Igreja Católica no Estado do Espírito Santo, 1535-2000. Vila Velha, Comunicação Impressa, 2006.

CRUZ, Arnóbio Passos. Seminário Nossa Senhora da Penha: 50 anos de história (1951-2001). Vitória, 2001.