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A cada ano que finda um olhar retrospectivo para o que se passou e um novo tempo de esperança a se abrir descortinando novos

Edebrande Cavalieri

A cada ano que finda um olhar retrospectivo para o que se passou e um novo tempo de esperança a se abrir descortinando novos horizontes. Comemoramos esse momento com um nome francês – Réveillon – que significa o momento de despertar, de acordar, de reanimar. A celebração do fim de um ano e o início do outro está presente em quase todas as culturas e, pelos registros históricos, há mais de 4.000 anos já era celebrado esse momento na Mesopotâmia. Essa terra entre rios (Eufrates e Tigre) dependia intensamente do cultivo das terras banhadas com as enchentes irregulares. Então uma nova safra era intensamente comemorada. Daí a festa.

No hemisfério norte a festa se situa geralmente no final do inverno rigoroso, onde todas as plantas ficam despidas das folhagens, e o início da primavera. A primeira folha que brota indica esse acordar, esse despertar. A natureza que parecia morta ressurge vigorosa, como se tivesse sido fecundada. Então tudo parece se reanimar com força, especialmente as plantas, para criar novas folhagens e produzir flores e frutos. Muitas culturas transformam esse momento como algo sagrado, divino. Em algumas religiões há celebrações específicas para esse momento. Em outras culturas há inclusive o costume de se coroar os reis nesse dia, pois acreditava-se que estariam sendo revestidos do poder sagrado, da graça divina.

Aqui no Brasil há o determinante constitucional que especifica o dia 1º de janeiro para a posse dos novos eleitos. Que todas as forças do bem possam abençoar esses representantes do povo e que as práticas imorais e pecaminosas sejam expurgadas de cada canto administrativo.

Olhando retrospectivamente para o ano que passou vemos como a humanidade se defrontou com uma pandemia implacável, que levou para a sepultura milhares pessoas queridas. Para alguns as mortes foram tantas que já se acostumaram como se fosse algo natural, como destino, como determinação de Deus para cada pessoa. Mas essas mortes não são o destino e nem o desígnio de Deus. Essas mortes não são resultados da vontade divina. Deus não quer a morte, mas a vida plena. Essa pandemia revelou nossa fragilidade. Chegamos ao espaço, agora aguardamos a chegada de uma nave com robot em Marte, conquistamos tantos avanços tecnológicos e militares, mas um simples vírus foi capaz de nos aniquilar. A guerra é cruel.

Nesse ano que finda, a Igreja não teve alternativa senão fechar os espaços dos templos destinados às celebrações. Quando mais se precisava da força espiritual, não se podia adentrar aos templos. Como suportar a dor sem esse apoio espiritual? Como suportar o medo, a angústia, o isolamento? Como? Como é forte a necessidade de estarmos juntos! A vida de comunidade não é algo trivial. É o sustento da caminhada. A comunidade nos fortalece na caminhada.

Então sentiu-se que era preciso enquanto Igreja chegar onde as pessoas estavam, nas suas próprias casas. A Igreja se tornou doméstica. As celebrações entravam em nossas casas das mais diversas formas. Quanta criatividade! E alguns líderes religiosos não conseguiram escapar do contato físico com as pessoas apavoradas! Era preciso um toque abençoado! Uma confissão! Uma entrega! E muitos pagaram com a própria vida. Tantos padres, diáconos, bispos, agentes de pastoral, perderam a vida no serviço eclesial! A memória desse momento difícil deverá fortalecer nossos laços comunitários.

Na Mensagem para o Dia da Paz comemorado em primeiro de janeiro próximo, o Papa Francisco indica “a cultura do cuidado como percurso da paz”, e ao fazer homenagem a todas as pessoas que se colocaram em defesa da vida nesses tempos de pandemia, renova “o apelo aos responsáveis políticos e ao setor privado para que tomem as medidas adequadas a garantir o acesso às vacinas contra a Covid-19 e às tecnologias essenciais necessárias para dar assistência aos doentes e a todos aqueles que são mais pobres e mais frágeis”. Essa é a direção dada pelo Timoneiro da Barca de Pedro para o ano que se inicia.

Esse deve ser o primeiro compromisso dos gestores da saúde com o apoio de toda a população. O deboche com a doença não é coisa desejada por Deus. O chamado do Papa não se destina apenas aos católicos. Trata-se de um apelo humanitário! Juntamente com esse chamado, o Papa também nos convoca para lutarmos contra “as várias formas de nacionalismo, racismo, xenofobia e também guerras e conflitos que semeiam morte e destruição”. É através da cultura do cuidado que podemos erradicar a cultura da indiferença, do descarte e do conflito. E conclui a Mensagem tão profunda: “Neste tempo, em que a barca da humanidade, sacudida pela tempestade da crise, avança com dificuldade à procura dum horizonte mais calmo e sereno, o leme da dignidade da pessoa humana e a bússola dos princípios sociais fundamentais podem consentir-nos de navegar com um rumo seguro e comum”.

A sociedade brasileira viu-se sacudida nesse final de ano com o crescimento da violência contra a mulher, e diversas delas não lhes foi permitido passar o Natal vivas. Não posso deixar de considerar essa violência no último artigo do ano. O Brasil que se deseja para 2021 deveria ser um país onde uma mulher possa permanecer viva depois de terminar um relacionamento, pois 90% dessas mulheres vitimadas foram através de seus companheiros, ex-companheiros, ex-namorados, ex-maridos. Queremos um 2021 onde os filhos possam conviver em paz com pais separados, vivos!

Por fim, para 2021 queremos ter um caminho mais sereno e mais calmo na vida do dia a dia. Queremos sorrir de rosto aberto! Sem máscara protetora e sem as máscaras da desonestidade e indiferença! Queremos nos abraçar verdadeiramente! Sem medo! Sentir o outro como que penetrando em nossos corpos. E assim darmos graças! E nos darmos enfim o “abraço da Paz”!

Aqui em casa temos o hábito de encenar uma peça de Natal todo ano. Envolve as crianças mostrando o sentido da data e distrai

“Eu sou a Luz do mundo. Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8, 12)

Não há como não falar do nascimento de Jesus hoje.

Aqui em casa temos o hábito de encenar uma peça de Natal todo ano. Envolve as crianças mostrando o sentido da data e distrai os adultos, que assim não entram em assuntos delicados que sempre geram discussões. Foi uma forma eficaz que encontramos para que a espera da ceia e a oração em família acontecesse, do início ao fim, com a alegria de todos. Uma vez a peça falava na natureza se dando conta do nascimento de Jesus, em outra os animais, outra ainda de crianças pobres na rua pedindo esmola nos sinais e sendo rechaçadas e, no final, eles eram Maria, José, Jesus. Enfim foram muitas peças. A estratégia funcionou. De pré-ceias natalinas de estresse antes passamos à noites de risos e expectativas de quem seria que personagem, com que cenário e que roupas. Todas as crianças e até adolescentes e adultos que quisessem, participavam. São quase 40 anos desta tradição!

Ao procurar inspiração esse ano para a peça, na internet, me deparei com o depoimento da Santa Brígida ao seu confessor e a visão que ela teve do dia de nascimento de Jesus.

“[…] no momento em que Maria entrou nela (na gruta), o recinto foi inundado de resplendor e ficou tudo refulgente como se o sol estivesse ali dentro. […] Finalmente, deu à luz um Menino […] no momento de nascer rodearam os anjos e o adoraram dizendo: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade“.  E mais adiante ela continua: “Fazia algum tempo que José fora em busca de parteiras. Mas, quando retornou à gruta, Maria já dera à luz o Menino […] “Quando chegaram à gruta, pararam, e eis que uma nuvem luminosa a encobriu (a parteira) que exclamou: “Hoje minha alma foi engrandecida, pois meus olhos contemplaram coisas maravilhosas. Nasceu a salvação para Israel”.

Santa Brígida nos conta ainda em suas visões, os símbolos do presépio que, desde o século III, estão presentes nas manifestações artísticas e estátuas inicialmente dentro das Catacumbas: o boi e o burro. Santa Brígida continua: “Alojada no estábulo reclinou o Menino numa manjedoura, e o boi e o burro o adoraram”.  A representação do presépio e seus participantes cumpre a profecia de Isaias cujo teor foi esclarecido, no século IV, por São Gregório de Nissa. O boi, um animal de carga, representa o povo judeu, preso ao rigor da antiga Lei, ao jugo da lei judaica. Já o burro(ou jumento), um animal nascido para carregar os fardos pesados da semeadura era considerado pelos judeus impuro. O burro representando os povos não judeus, os gentios, pagãos…  Assim, ali no presépio, antes do idealizado por São Francisco, nas catacumbas dos primeiros cristãos, estava manifesta os anseios que juntos estes dois povos possam adorar o menino Jesus.

 O burrinho que trouxe o menino Jesus para nascer em Belém, também para confirmar as escrituras, traz também Jesus Cristo para completar a sua missão no Calvário. Nós, um povo não escolhido, reconhecemos Jesus e escolhemos seguir o Deus Amor. Eles, o povo eleito por Deus, não reconheceu na pobreza e simplicidade o lugar de Deus.

A imagem final que essa simbologia trás para nós, hoje, é atualíssima, e não poderia ser diferente. Toda palavra de Jesus nos leva a desejarmos ser mansos e humildes de coração, amando o próximo como a nós mesmos, reafirmando que o “nós” (com as nossas crenças) e o “eles” (com as crenças deles) do nosso Brasil e em nossas famílias, mesmo sendo e pensando diferentes, possamos em paz, em convivência harmoniosa (sem um querer transformar o outro), simplesmente estar juntos e adorar o Senhor! A luz do mundo!

Feliz Natal!

Teve início em 08 de dezembro passado o Ano de São José que vai até dezembro de 2021, convocado pelo Papa Francisco em comemoração

Edebrande Cavalieri

Teve início em 08 de dezembro passado o Ano de São José que vai até dezembro de 2021, convocado pelo Papa Francisco em comemoração aos 150 anos da proclamação do Decreto Quemadmodum Deus de Pio IX, que proclamava São José como padroeiro da Igreja. Também São José é conhecido entre nós como Padroeiro dos Trabalhadores, das Famílias e da Boa Morte.

 

São duas as motivações para a convocação do Ano de São José: o aniversário de 150 anos do Decreto e reflexões do próprio Papa que nasceram e cresceram nesses tempos de pandemia, cuja crise afeta nossas vidas e onde encontramos pessoas comuns geralmente esquecidas. Essas pessoas não aparecem nos meios de comunicação, mas estão pondo em risco a própria vida para nos salvar diante da infecção da Covid-19. E por que a figura de São Jose se coloca como símbolo para essas duas motivações? Trata-se de uma figura extraordinária tão próxima da condição humana de cada um de nós e de um símbolo de proteção da Igreja em meio às altas ondas dos mares revoltos da história passada e presente.

 

A Carta Apostólica Patris Corde do Papa se desenvolve em vários capítulos tomando os diversos títulos dados a São José como “Pai amado”, “Pai na ternura”, “Pai na obediência”, “Pai no acolhimento”, “Pai com coragem criativa”, “Pai trabalhador”, “Pai na sombra”. O Papa afirma que o mundo precisa de pais e rejeita os dominadores, aqueles que querem a posse do filho, do outro, aqueles que confundem autoridade com autoritarismo, serviço com servilismo, caridade com assistencialismo.

Ao longo desses anos de magistério o Papa tem chamado diversas vezes a atenção dos católicos para a figura de São José. E nos confessa: “Eu também gostaria de lhes dizer uma coisa muito pessoal. Eu amo muito São José, porque é um homem forte e silencioso”. E diante de algum problema é preciso agir como ele que, ao ouvir a voz de Deus, desperta, se levanta e age. “Na família é preciso levantar e agir”. Pois o dom da Sagrada Família foi confiado a José. “Ele escutou o anjo do Senhor e respondeu ao chamado de Deus para cuidar de Jesus e Maria”, cumprindo seu papel no plano de Deus. Foi modelo para Jesus enquanto crescia em sabedoria, idade e graça. Ou seja, cumpriu seu papel de pai, mesmo adotivo.

Nos momentos em que José não compreendia o que estava acontecendo, ele punha-se à escuta de Deus e aceitava sua missão “em silêncio, sem julgar e sem falar demais, em uma palavra, sem fofocar”. Sempre se colocou como “homem justo, respeitoso da lei, um trabalhador, humilde e apaixonado por Maria”.

São José enquanto Padroeiro da Igreja representa um símbolo muito forte para o caminho de conversão da própria Igreja em vista da superação do machismo e do patriarcalismo. São José nos mostra que é preciso acreditar em sua mulher e nas mulheres; e o Papa nos orienta dizendo que é preciso romper a cultura da servidão das mulheres dissimulada de serviço. Não se deve permitir que o papel de serviço se deslize para servidão. Quando se cai na postura de servidão da mulher “se desvaloriza a vida e a dignidade dessa mulher. Sua vocação é o serviço à Igreja, onde quer que esteja”.

José é elevado como Padroeiro da Igreja no contexto de muito sofrimento com os ataques ao longo do século XIX. Há 150 anos atrás, em 08 de dezembro de 1970, a Igreja Católica atravessava “tempos tristíssimos, atacada de todos os lados pelos inimigos, oprimida pelos mais graves males, a ponto de homens ímpios acreditarem que as portas do Inferno prevaleceram sobre ela” e nesse momento o Papa Pio IX a pedido dos bispos que participavam do Concílio Ecumênico Vaticano I (interrompido em 1870 por causa da invasão das tropas italianas em Roma) proclamou São José como o protetor da Igreja, assim como foi o protetor da Sagrada Família.

Com a invasão de Roma o Papa torna-se prisioneiro do Estado italiano. Somente em 1929, com o Tratado de Latrão, a Igreja recupera sua autonomia e independência com a criação do Estado do Vaticano. A invocação a São José como padroeiro da Igreja está envolvida no contexto dessa grave crise, com muito sofrimento e dor. Até hoje há muitas forças que combatem o lugar do Papa e sua ação apostólica.

Poderíamos desenvolver muito o tema da perseguição à Igreja como motivação do Ano de São José, mas optamos por refletir sobre a segunda motivação assinalada pelo Papa. Dentre os títulos dos capítulos do Decreto, nesse momento tão difícil, penso que tem um significado muito profundo o “Pai na ternura”. Em 2018 ele nos dizia: “hoje como nunca é necessária uma revolução da ternura. Isto nos salvará”. Então podemos dizer que a ternura nos salva nesses tempos de pandemia.

A preocupação do Papa com a pandemia é muito grande. E isso podemos perceber em todos os momentos de seu cotidiano pontifício. Como esquecer a foto dele sozinho na Praça São Pedro? E é nesse contexto de pandemia que ele nos mostra como é tão importante a figura símbolo da proteção expressa em São José.

O Papa Francisco reforça que a pandemia da Covid-19 fez crescer o desejo para refletir sobre a figura de São José em razão de tantos esforços ocultos das pessoas para a proteção dos outros assim como São José protegeu e cuidou de Maria e Jesus. “Todos podem encontrar em São José o homem que passa despercebido, o homem da presença quotidiana nos momentos de dificuldades”, escreve Francisco na Carta Apostólica Patris Corde. Como não reconhecer nos profissionais da saúde a grandiosidade de sua ação de ternura ao cuidar de cada pessoa infectada?

Nesse momento difícil por que passa a humanidade, nossas vidas estão sustentadas por pessoas comuns e até esquecidas como médicos/as, enfermeiros/as, trabalhadores/as de supermercados, faxineiros/as, cuidadores/as, motoristas, policiais, voluntários/as, padres, religiosos/as. São pessoas que exercem a paciência e infundem a esperança.

Além dos profissionais que estão na linha de frente, é preciso reconhecer como pais, mães, avôs, avós, professores vão ensinando aos mais novos como enfrentar e atravessar esse túnel de crise pandêmica. Novos hábitos foram desenvolvidos. Mais atenção. Mais tempo disponível para o próximo de nossas casas. E acima de tudo, foi preciso construir um caminho de espiritualidade em meio à pandemia. O vírus nos deixou impotentes e, ao mesmo tempo, nos exigiu solidariedade, força, persistência, cuidado. E também tem deixado muitas sequelas em nossa convivência social.

Enfim, que a ternura de José toque os corações de tantas pessoas que se utilizam da doença para estabelecer uma guerra ideológica! É preciso conter a força da intolerância, do desrespeito, do ódio, da negação, e vestir a vestimenta do amor, da ternura, do acolhimento. Não é possível que pessoas que dizem rezar tanto nas Igrejas fiquem em luta com seus irmãos nas ruas e nas redes. O Ano de São José nos convoca para a convivência pacífica, para o cuidado com os outros, para a ternura nas relações. A luta é pela vida e não pelo poder! A vida se constitui na ternura e no cuidado!

Você já ouviu falar em vigorexia? Pois então, ela é uma doença e se exacerba mais nas datas próximas ao verão. O motivo, entenderão

Roger Bongestab

Médico Cirurgião Geral e Nutrólogo

(CRM-ES:9827, RQE:7324 / 7889)

 

Você já ouviu falar em vigorexia? Pois então, ela é uma doença e se exacerba mais nas datas próximas ao verão. O motivo, entenderão já: nosso país tão tropical e cheio de praias paradisíacas e favorece o “culto” à beleza corporal. Mas, afinal, o que é vigorexia?

 

Vigorexia caracteriza-se por ser uma doença que envolve a Psiquiatria e a Nutrologia. Ela nada mais é do que a busca incessante pelo corpo perfeito, às custas de medidas que colocam em risco a saúde. Atinge tanto homens como mulheres, mais comumente na fase da adolescência e adulta jovem.

 

Os portadores desta doença possuem uma enorme insatisfação com a morfologia de seu corpo. Entretanto, cabe ressaltar que esta é resultante não apenas dos hábitos de vida, mas também da genética. Insatisfeitos, portanto, os vigoréxicos (como são chamados) arriscam-se em treinos muito intensos de musculação e aeróbicos, passando horas em academias esportivas (alguns chegam a fazer 6 horas ou mais de exercícios aos dia).

 

Muitos passam a usar diversos produtos suplementares à alimentação, como proteínas, termogênicos, pré e pós-treinos, megadoses de vitaminas e minerais, dentre tantos. Não raro, há também o uso de suplementos que são nacionalmente proibidos, com elevadas doses de substâncias como a cafeína, taurina, efedrina, que podem desencadear arritmias cardíacas graves e fatais.

 

Pior do que tudo isso, é o uso ilícito e excessivo de substâncias hormonais, conhecidas como anabólicos, tais como os hormônios testosterona e seus derivados sintéticos. Estas substâncias levam a alterações na composição corporal de forma a aumentar massa magra e diminuir massa de gordura, mas, juntamente, carregam efeitos colaterais e adversos muito sérios. Por serem hormônios, agem alterando o funcionamento do DNA de nossas células. Crescem os músculos dos membros, mas cresce também o coração, o que pode causar hipertensão arterial, insuficiência cardíaca e até infarto. Já no sistema nervoso, afeta comportamento, deixando o usuário com maior irritabilidade, tendência à mania e depressão, agressividade. Infertilidade e impotência sexual também são complicações comuns observadas nestes casos.

 

O tratamento se baseia em psicoterapia e, muitas vezes, medicações que possam controlar essa deturpação da interpretação da morfologia corporal. Entretanto, não é fácil e cada vez mais os jovens e adolescentes estão adquirindo este tipo de comportamento patológico. Cabe, assim, atenção redobrada dos pais e responsáveis perante àqueles que são fissurados no culto da estética corporal. As redes sociais contribuem muito para alimentar essa patologia quando pessoas se comparam e desejam ter o corpo do/da modelo.

 

Não existe beleza maior do que o cuidado integrado da saúde física, mental e espiritual! 

Acompanhando os comentários sobre as expectativas de vacinação podemos constatar uma curiosa característica do ser humano. Quando a corrida contra a vacina do coronavírus

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Acompanhando os comentários sobre as expectativas de vacinação podemos constatar uma curiosa característica do ser humano. Quando a corrida contra a vacina do coronavírus ganhou corpo a vacina da Pfizer foi criticada por exigir conservação em temperatura baixíssima o que seria pouco viável para a logística de distribuição em um país continental.  Falaram mal da vacina da Pfizer. Pareceu lógica a argumentação e o governo foi privilegiando vacinas mais compatíveis com a nossa estrutura usual de vacinação, com transferência de tecnologia já que seriam produzidas aqui no Brasil. No cenário atual de grande ansiedade e pela eficiência da vacina da Pfizer, os mesmos que criticaram antes passaram a criticar a decisão do governo de não ter comprado. Lembrei das passagens bíblicas em que João Batista era criticado por não beber e não comer e outra em que Jesus possivelmente pelos mesmos sujeitos, era igualmente criticado por fazer as duas coisas. Ao ser crítico em relação ao outro eu me sinto melhor que o outro. Ao fazer em grupo eu formo aliados. Muitos acham que liberdade de expressão é poder falar tudo sobre todos. Sim, é privilégio de todos, mas ferir, destruir, caluniar não. Sempre haverá quem critique. Sempre. Mas infeliz é aquele que anseia agradar a todos. Ao querer agir assim a pessoa vai se esvaindo de si mesma, e insegura, nunca estará satisfeita, pois sabe que a sua base não tem consistência. Quer ser o que não é e cada vez mais carente de apoio, afeto, poder, o que seja. E vira um crítico contumaz, muitas vezes, infeliz!  Ter medo de criticar também traz problemas. Amar também é falar não, brigar, negar ao outro a ultrapassagem da linha que divide o direito e o respeito de um e de outro. Amar é reconhecer meu erro, é admitir minhas falhas, é pedir ajuda, é pedir desculpas. Amar é não permitir que o outro “fale mal” de quem quer que seja, é não aceitar alianças injustas por seu silêncio. Amar é não ter medo de ser frágil!

Antes de qualquer crítica devo responder à algumas perguntas:

Se o problema é de sua responsabilidade:

A crítica visa ser construtiva? Não posso pedir/exigir do outro aquilo que ele não pode dar. Se a pessoa não tem recursos pessoais para lidar com aquela situação, não critique. Ajude-a a sair da dificuldade. A crítica só vai ferir sua autoestima e a colocará na defensiva, ou seja, na raiva, na tristeza ou, na junção dos dois sentimentos, na mágoa.

Se é construtiva e a pessoa tem recursos intelectuais, emocionais e espirituais devo me perguntar quando devo fazer a crítica, como e de que maneira, pois se critico sem essas perguntas vou apenas levar a pessoa a reagir à mudança e aos mesmos sentimentos acima.

Se não é construtiva, tenha inteligência emocional e fique quieto. Reveja, em você, o que tanto o desagradou no outro. Por que quer criticar?  O que você está ganhando com essa crítica? Quais são seus motivos para agir sem amor ou compaixão.  Qual é a parte deste problema que é seu? Há outras maneiras de fazer o outro perceber o problema? Pare então, pense e só depois que tiver uma resposta assertiva, saia deste lugar de desconforto, sem ser destrutivo.

Se o problema  não é de sua responsabilidade:

Cuidado para não invadir o espaço do outro. Agir sem que lhe peçam é invadir a privacidade do outro.  Isso é agressão ao outro, mesmo que você ache que é ajuda. Se não lhe pedirem, o máximo que você pode fazer é oferecer ajuda, suporte e, de forma amadurecida, aceitar o “não quero ou não preciso de sua ajuda” como proposta de autonomia e desejo de realização do outro e não de ofensa a você. Não prenda as pernas de quem quer e precisa andar. Assista sem interferência, como os pais de crianças que estão aprendendo a andar. E se ela cair, ofereça a sua mão, mas jamais fale “eu te disse!” ou pior ainda “bem-feito!”. O que você semeará é rancor, dependência, sentimento de incapacidade, e não amor.

Voltando ao início: a realidade está em constante transformação. Não critique a pessoa pela mudança do cenário à sua volta. Ajude aos críticos de primeira hora a perceberem a mudança (nem sempre previsível) do cenário e não entre no coro destes.

Nesses tempos natalinos a vida cultural de nosso cotidiano se reveste de imagens e devoção, geralmente bem misturados e de difícil distinção entre o

Edebrande Cavalieri

Nesses tempos natalinos a vida cultural de nosso cotidiano se reveste de imagens e devoção, geralmente bem misturados e de difícil distinção entre o que se apoia em fatos históricos e o que se desenvolveu como lenda e impregnou a cultura. Uma questão sempre me chamou muito a atenção: como surge a imagem do Papai Noel a partir de uma figura de santo católico, São Nicolau? E como se deu a separação entre essas duas imagens?

São Nicolau é um santo da Igreja Católica, nascido em 270 depois de Cristo, que passou uns vinte anos na cadeia durante o governo do Imperador Diocleciano que impôs perseguições extremamente violentas aos cristãos. Nicolau era filho de nobres e tendo ficado órfão herdou a fortuna da família. Como cristão sentiu o chamado de Deus e chegou a Bispo de Myra na Turquia. E nessa condição de Bispo foi preso, torturado de todas as formas para que renegasse a fé cristã. Resistiu até o final, quando chegou ao poder Constantino, que deu liberdade aos cristãos.

Por outro lado, a história do Papai Noel assemelha-se à história do Bispo São Nicolau, representado como velhinho de barba branca e trajes vermelhos. E também se aproxima da história de Odin, que era o deus mais poderoso das crenças do norte da Europa, também representado como um idoso barbudo e grisalho. Segundo a crença nórdica Odin passava pelas casas entregando presentes para as crianças, desde que elas colocassem as botas perto das chaminés.

Dois relatos que são colocados de maneira próxima, mas carregam diferenças muito grandes em relação ao que os sustenta. De São Nicolau, não se tem muitas dúvidas, pois há muitas fontes históricas que fundamentam sua trajetória eclesial e pastoral em tempos de perseguição. Consta inclusive sua participação no Concílio Ecumênico de Niceia em 325, sendo recebido de joelhos pelo Imperador Constantino, em reconhecimento pela autoridade desse bispo. Mas como surge em sua história a crença num santo da solidariedade? Da generosidade?

Um dos relatos de sua história que deu base para a história da solidariedade se refere ao caso de três meninas cujo pai não possuía dinheiro suficiente para os dotes de casamentos e decidiu encaminhar para a vida de prostitutas e assim elas mesmas juntariam o dinheiro para o casamento. O Santo sabendo disso fez chegar às mocinhas saquinhos com moedas de ouro na quantia suficiente para o dote de cada uma delas.

Muitos milagres são atribuídos a São Nicolau, mas o que mais marca sua biografia é seu desapego dos bens materiais, fortemente inclinado a ajudar as crianças e as pessoas carentes. Tinha grande zelo pela educação dos jovens e por isso é muito reverenciado pelos estudantes europeus. Na cidade de Guimarães em Portugal, no dia 06 de dezembro ocorre um grande festa estudantil conhecida como “Festas Nicolinas”. Até esse ponto estamos dentro da genuína tradição cristã católica.

Uma questão nos parece importante para refletir é como aconteceu o afastamento da devoção a São Nicolau sendo transferida para a imagem de um Papai Noel, bem aos moldes de uma cultura a-religiosa? A festa de São Nicolau até os anos de 1500 era celebrada no dia 06 de dezembro, mas vai sendo transferida pela cultura não católica como prática de festejos para o momento de Natal.

Com certa segurança podemos dizer que a Reforma Protestante tratou de ir retirando parte das tradições católicas, especialmente o culto aos santos. Lutero desejava uma alternativa para a prática católica da celebração da festão a São Nicolau e orienta a se dar presentes em nome do menino Jesus na véspera de Natal. E dizia: “Aquele que está no colo da virgem é o nosso Salvador. Agradeça a Deus que tanto nos amou, a ponto de conceder-nos um Salvador”.

Na Holanda São Nicolau se tornou muito popular sendo conhecido como Sinterklaas ou Sint-Nicolaas (Santa Claus). Os imigrantes protestantes levaram essa crença em 1700 para os Estados Unidos e cresceu muito com a publicação de um poema escrito pelo teólogo Clement C. Moore com o título “Uma visita de São Nicolau” em 1823. O poema descrevia a figura de São Nicolau com cabelos e barba branca como a neve, com bochecha rosa e um nariz no formato de cereja, rosto largo e barriga saliente. Em que isso se assemelhava ao personagem cristão que exerceu o episcopado em Myra, na Turquia? Como a figura de São Nicolau vai perdendo sua identidade católica?

Na América protestante também o Natal era evitado, sendo considerado em alguns lugares uma espécie de feriado pagão, onde se festejava algo ao ar livre, com muita bebida alcoólica e um velhinho entregando presentes. Assim vai se formando uma festa de Natal como uma celebração familiar e algumas obras literárias passam a retratar a imagem de um Nicolau que voava por cima dos telhados em um trenó entregando presentes para crianças boazinhas. Entre os presentes também constava uma varinha que era para os pais que deveriam usar com as crianças que não seguiam o caminho da virtude. A devoção religiosa se veste então de uma festa mais profana e de cunho moralista e, acima de tudo, bem consumista.

Desta forma vai se constituindo a imagem do homenzarrão de barba branca, com um carro puxado por renas. Ganha força com a tradição norte americana, levada por imigrantes holandeses. Do ponto de vista religioso, nota-se um enfraquecimento da devoção a São Nicolau nos moldes da tradição católica. Mas foi somente isso que levou à mudança do personagem natalino?

A imagem do Papai Noel como conhecemos se fortalece com uma campanha publicitária da Coca-Cola nas décadas de 1920 e 1930, que consolidou a imagem do velhinho, barrigudo, barbudo e grisalho com vestimenta vermelha. E junto com essa imagem, a política norte-americana vai incorporando a ideologia de generosidade na reconstrução da Europa nos períodos de pós-guerra. O Papai Noel assim vai simbolizando a própria nação norte-americana, solidária e generosa, funcionando como mecanismo ideológico de dominação política e econômica.

Nos Estados Unidos a imagem do Papai Noel ficou estabelecida de maneira muito forte e foi levada de volta para a Europa substituindo as imagens antigas de festas devocionais. Cultura e mercado vão determinando a nova forma de festa e manutenção de imagens. E assume assim a imagem politizada de uma América de homens alegres, símbolo da generosidade americana para a reconstrução das terras devastadas durante as guerras mundiais.

E o que fazer hoje com essa miscelânea de cultura, história, crença, devoção, consumo, lendas? Para os católicos São Nicolau faz um convite para o exercício da solidariedade e da partilha dos bens, mas longe do consumismo capitalista. Convida para uma solidariedade com o próximo, um encontro íntimo e perfeito com o Jesus.

E nesses tempos de pandemia, essa solidariedade se torna ainda mais exigente na direção dos que sofrem a dor da perda de entes próximos em decorrência da Covid-19. Solidariedade com os profissionais de saúde que estão na linha de frente cuidando das pessoas infectadas! A solidariedade mais imediata está no respeito às normas estabelecidas e recomendadas pelas autoridade de saúde. A festa da ceia natalina não pode ser o descalabro da infecção entre os próprios familiares. O maior presente que se pode dar nesses tempos é a manutenção da vida dos próximos.

O nosso dizer “feliz Natal” sem essa solidariedade vivida e ensinada por São Nicolau nos inícios da era cristã, no momento atual não pode estar dissociada do sofrimento de tantos famílias enlutadas. Dizer “feliz Natal” deve expressar concretamente o compromisso de cada um de nós com a vida e não com o desleixo, com a irresponsabilidade comportamental, com o descaso com a vida de si e dos outros. São Nicolau salvou as três jovens do caminho da prostituição. Hoje os cristãos são convocados pelo Papa Francisco para a proteção da vida e por isso ele decretou o Ano de São José, que iremos refletir na próxima semana.

Um Natal de grande solidariedade e generosidade para cada um e cada família! Que o Menino Deus nos abençoe e nos guarde!

Estamos em tempos de muito se ouvir falar sobre a importância da atividade física. É irrefutável esta importância, porém, para alguns, é algo difícil

Roger Bongestab

Médico Cirurgião Geral e Nutrólogo

(CRM-ES:9827, RQE:7324 / 7889)

 

Estamos em tempos de muito se ouvir falar sobre a importância da atividade física. É irrefutável esta importância, porém, para alguns, é algo difícil de se pôr em prática. Não é possível ter saúde física plena sem exercitar-se regularmente.

 

Durante a prática da atividade física, nosso organismo secreta substâncias que agem na proteção da saúde cardiovascular e auxiliam na redução do envelhecimento de nossas células (dentre estas os neurônios), agindo preventivamente contra demências (p. ex. Doença de Alzheimer), reduz a perda muscular inerente do envelhecer (tecnicamente chamada sarcopenia), fortalece os ossos e aumenta a imunidade, dentre diversas outras frentes positivas.

 

Os benefícios vão além dos treinos. Na verdade, os benefícios começam realmente após a primeira hora de término da atividade física e se estendem por cerca de 48horas. Desse modo, podemos dizer que temos que ter uma regularidade de ao menos a cada 48horas realizamos uma atividade física direcionada à saúde. Mas qual modalidade de exercício físico devemos escolher?

 

Por muito tempo, pensava-se que apenas bastava a atividade aeróbica, tais como caminhadas, bicicletas ergométricas, esteiras. Hoje, sabemos que além destas é muito necessário a associação com atividades tidas como anaeróbicas, que exigem resistência e força de nosso corpo, como a musculação. Existem modalidades que são tidas mistas, como o crossfit e a hidroginástica.

 

As modalidades mais aeróbicas auxiliam a saúde cardiovascular, reduzindo taxas de açúcar e de gorduras no sangue, ajudam a perder massa gorda. Já aquelas anaeróbicas, ajudam a manter a massa magra íntegra ou aumentá-la, gerando mais resistência física e força, com prevenção da osteoporose e fraturas, e garante a mobilidade física (autonomia). Associadas, os benefícios se somam!

 

Para que haja segurança durante à prática do exercício físico, faz-se necessário acompanhamento com profissional educador físico. E antes de tudo, um check-up cardiológico com seu médico. Associar hidratação e boas práticas alimentares e espirituais vão também contribuir para que haja plenitude no seu cuidado (leiam matérias anteriores desta coluna).

 

Caso você esteja lendo esta matéria e ainda está sedentário(a) por não gostar de exercícios físicos, busque o quanto antes uma atividade física que você menos deteste; mas busque! Pois, como vimos acima, a atividade física é um bem necessário!

 

A inércia faz com que você esteja deixando de zelar pelo seu corpo, pela sua saúde, pela plenitude da vida. E ao começar, brevemente você perceberá e vivenciará os benefícios e terá prazer em continuar se exercitando.

Último mês de um ano que para muitos não foi vivido. Estando diante de um dos maiores problemas de saúde pública mundial, dos últimos

Vania Reis

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Último mês de um ano que para muitos não foi vivido. Estando diante de um dos maiores problemas de saúde pública mundial, dos últimos tempos e não sabemos, ninguém sabe, quando de fato terminará. Uma doença desconhecida, sem história. Muitas, mas muitas perguntas mesmo, sem respostas e muitos dando, desde o início, respostas padrão para outras doenças/vírus que não necessariamente são verdadeiras para o Covid 19. As autoridades não tinham como fazer diferente. Estávamos em um túnel escuro, sem visão. Falavam para só procurarmos o hospital quando sentíssemos falta de ar porque desconheciam a doença e porque não tínhamos como atender a população toda, nessa fase inicial, e assim concentraram nos casos mais graves. Muitos morreram por conta desta orientação, mas não podemos condenar, foi o que foi possível. Doença sem história! Fácil criticar depois que o conhecimento foi produzido. Olhávamos para China e Itália e tentávamos imaginar o que poderíamos viver. Olhos grudados nos noticiários, que virou quase tema único.  Fase que trouxe, e ainda traz, sensação de insegurança em todos os aspectos. O funcionamento regular da sociedade foi quebrado, lidar com o desconhecido (temor de muitos) passou a ser o cotidiano, as relações interpessoais mudaram com o distanciamento social com a necessidade de afastamento de amigos e familiares, entre tantas questões cotidianas que impactaram em perdas, das mais diversas, trazendo consequências para a saúde mental da população. A carga elevada de experiências e emoções negativas foi a tônica especialmente para aqueles cujos entes queridos adoeceram e morreram sozinhos sem possibilidade de despedida ou velório digno. O pior momento. Depressão, estresse agudo, transtorno do pânico e uma ansiedade imensa foram se espalhando.

Aos poucos fomos conhecendo a Covid 19 e as mortes foram diminuindo e, quando achávamos que estávamos começando a ter controle, parece que o vírus quis mostrar que está no comando ainda.

A vida mudou? Sem dúvida! Mas não é um filme que estou assistindo. É a minha vida que estou vivendo, não assistindo, desperdiçando! Vitor Frankl em seu famoso livro “Um sentido para a vida” escrito com base no que aprendeu nos três anos que passou no campo de concentração de Auschwitz,  nos traz uma reflexão que pode nos ajudar. Frankl percebeu que o desejo de sentido é um “valor de sobrevivência”, ou seja ter a consciência / acreditar “que a vida tem um sentido a ser realizado, mesmo que no futuro” é crença fundamental. Ter um sentido na minha vida me faz transcender das penúrias do agora para acreditar que  verei a luz do fim do túnel. Sobreviveram ao campo de concentração os que acreditavam no futuro longe daquele lugar.  Assim crie um sentido para a sua vida, para seu futuro e dê sentido para o que você está vivendo hoje, engrandeça sua experiência criando planos para você, dentro desta realidade, com o crescimento e o amadurecimento que dessa situação você ganhará.