Um vídeo que tem circulado as redes sociais nos últimos dias e impressionado muita gente é o do pequeno Mateus de 3 anos e 2 meses caminhando pela sala de casa segurando uma cruz, reproduzindo a cena do padre no Cerco de Jericó, que está passando na televisão da sala. A mãe deste menino é a dentista Franciny Rosa Bragança que tem uma história de superação em sua maternidade.
Casada há 13 anos com Eduardo ela conta que sempre na vida quis ser mãe e acredita muito que nenhuma mãe nasce pronta e o aprendizado é na prática com os acertos e erros. Franciny crê que esta é uma jornada muito linda que Deus proporciona as mulheres, sabendo que todo dia é um dia e que “mãe é a melhor coisa do mundo”.
Sobre a sua história como mãe a dentista fala para todos que a perguntam que esta é a maior benção que Deus a deu na vida e que sua trajetória é de muito, muito amor e dedicação, mas também de muita dor, superação, Fé e oração. Franciny é mãe de três filhos: Alícia, Mateus e Miguel. A primogênita partiu deste mundo no ano de 2017, após um quadro infeccioso.
“Alícia com 3 anos e 3 meses, uma criança super sadia, nunca teve nada na vida, de um dia para o outro passou mal e foi parar na UTI. Faleceu de septicemia e foi uma dor muito grande para mim. Nesse momento que minha filha morreu eu estava grávida do Mateus, que é nosso menino de Deus. Eu acredito muito que Deus colocou a mão em mim, na minha família e falou: ‘vamos recomeçar eu estou aqui com vocês’ e nos deu o Mateus que é uma criança muito especial”.
Franciny reforça o significado do nome Mateus que é “presente de Deus” e afirma que ele realmente é um menino de Deus em sua minha vida que em meio a tanta dor e sofrimento, ele veio para recomeçar. Para completar a sua vida, em um domingo Páscoa em meio a pandemia, chegou o Miguelzinho, que hoje tem um ano, comprovando o amor de Deus por sua família.
Todo esse processo de perda e restauração deu um novo sentido para a vida de Franciny e de sua família: “eu sempre tive esse contato com Deus e a gente pedia muito no hospital o milagre da vida vencendo a morte, em relação a minha filha que estava internada, e eu tenho a certeza que Deus operou um milagre, que foi a nossa conversão, da minha família, de mim e do meu marido. Com a despedida da minha filha esse vínculo mais forte com Deus aumentou, também a nossa Fé e a nossa oração. Hoje nossa família é outra”, revela.
A mãe de Mateus acredita que um pouco dessa intimidade do pequeno com Deus é dele próprio, pois é um menino especial. Mas também por ele ter o exemplo dentro de casa, pois eles vivem em oração, assistem as missas pela televisão, escutam muito louvor e a palavra de Deus. Além disso, ela e o marido rezam todas as noites com os filhos, e até mesmo o caçula já se sentiu tocado e segue pelo mesmo caminho.
Amanhã é Dia das Mães e Franciny reafirma o sentido de ser mãe para ela: “é acreditar no profundo amor de Deus para comigo, acreditar que a gente pausa nosso viver pelo outro e em meio a dores e muitos sacrifícios é que eu me vejo como mãe. Esse amor incondicional que tenho pelos meus filhos é o amor que vem de Deus e nesse vinculo que aumenta cada vez mais o amor de Deus conosco”.
Anexos
- Mateus procissão (7 MB)

Cristiane é mãe do padre Ricardo Passamani – ordenado há quase 10 meses pela Arquidiocese de Vitória. A história dele muita gente já conhece.
Neste quesito padre Ricardo conta que costuma comparar sua mãe – desde o tempo do Seminário – com a mãe de Dom Bosco, que não somente convivia com ele, mas também participava ativamente de seu apostolado. “Minha mãe faz isso. Com muita frequência quando as pessoas me procuram e as vezes são casos ligados a problemas no matrimônio, por exemplo, e muitas vezes são mulheres, dependendo da idade da pessoa e da situação eu encaminho para minha mãe e ela me ajuda bastante. ” O religioso também revela que a participação da mãe em sua vida de oração é muito grande e eles sempre rezam juntos, pois ela é uma mulher de muita oração.
O filho – Padre Alessandro Chagas – afirma que a importância que ele vê da presença de sua mãe é a intercessão nestes 5 anos do seu ministério, pois ela foi uma pessoa que sempre esteve rezando, acreditando nele e ele acredita que assim como Nossa Senhora estava junto de Jesus o acompanhando, sua mãe está com ele por todo tempo e apesar da distância, tem o apoio dela, sendo uma presença de Deus em sua vida. E se um dia padre Alessandro ficou sem resposta sobre como sua mãe se sente por ter um filho presbítero, hoje dona Maria da Penha já tem um resultado na ponta da língua.
Nascido em Aymorés, Minas Gerais, em uma família muito religiosa, padre Jairo de Souza é o sexto dos nove filhos de dona Maria Neuza de Souza, que sempre foi o esteio da família. Neste ano padre Jairo, vai passar o primeiro Dia das Mães sem a presença de sua mãe aqui na terra, pois sua matriarca faleceu após um período longo de internação hospitalar para tratar problemas de saúde, na noite de Natal, em 24 de dezembro de 2020.
Durante toda a sua trajetória de estudos para se tornar um sacerdote, padre Jairo conta que a mãe sempre foi sua intercessora e motivadora a nunca desistir diante das dificuldades que encontrou no caminho. Ele relata que a frase constante de sua mãe em toda sua jornada era “que nossa Senhora Aparecida te cubra, se apegue a ela, deixe ela passar à frente que vai dar tudo certo. Conte com minhas orações, meu amor e minha alegria de ver um filho sendo padre”.
Quando sua mãe precisou de um apoio, pois estava depressiva, ele se dedicou inteiramente a ela e desde então sempre esteve ao seu lado. Padre Jairo relata que dona Maria Neuza foi muito presente na vida dos filhos e durante sua vida teve diabetes, hipertensão e era muito teimosa em relação a alimentação, pois cuidava dos outros e não dela. Devido a um tumor benigno na hipófise ela ficou cega e com tantos tratamentos ficou com a saúde muito debilitada. Foi internada no ano passado e ficou mais de dois meses dentro do hospital intubada em meio a pandemia.


Em relação aos números, a Arquidiocese de Vitória possui 90 paróquias e no meio destas 29 são dedicadas a Nossa Senhora. Por área Pastoral esta é a seguinte divisão: são nove (9) na área de Vila Velha, seis (6) na área da Serra, cinco (5) na área Cariacica/Viana, cinco (5) na área Benevente, duas na área Vitória e duas na área Serrana. Já em meio as 1020 comunidades da Arquidiocese são 319 que tem como padroeira títulos relacionados a mãe de Jesus. Por área Pastoral são 71 da área Cariacica/Viana, 63 da área Serrana, 55 da área Benevente, 52 da área da Serra, 42 da área de Vila Velha e 36 da área de Vitória.
“Nós temos muitas paróquias, comunidades e dioceses dedicadas a Nossa Senhora, a mãe de Jesus e da Igreja e só por esse motivo vemos a importância de termos maria nossa mãe na nossa vida e na vida de nossa Igreja. Acolhemos a palavra de Deus no coração e também acolhemos Maria aquela que trouxe ao Mundo Jesus, o Salvador. Então por esta relação Maria se tornou tão importante para a vida dos cristãos e nós podemos dizer que uma Igreja sem Maria é uma Igreja sem Cristo também. Porque a Igreja que não acolhe Maria não vai acolher também o filho que foi gerado no seu ventre”, enfatiza padre Ivo.
A Paróquia São Sebastião do Alto Guandu é a que mais tem comunidades dedicadas a Maria: são 19. Esta também é a maior paróquia da Arquidiocese em extensão territorial e em número de comunidades. Por títulos são 293 comunidades dedicadas à “Nossa Senhora”, 12 a sua “Imaculada Conceição”, 5 ao “Imaculado Coração”, 5 à “Santa Mãe de Deus”, 2 ao “Sagrado Coração de Maria”, 1 à “Maria Santíssima” e 1 a “Maria Mãe da Igreja”. Em relação as paróquias são 24 que tem “Nossa Senhora” como padroeira, uma que tem “Mãe da Igreja”, uma “Virgem Maria”, uma “Mãe da Divina Misericórdia” e uma “Santa Mãe de Deus”.
Entre os 10 títulos mais usados pelas comunidades como padroeira estão: Nossa Senhora Aparecida com 62, Nossa Senhora da Penha com 38, Nossa Senhora de Fátima com 26, Nossa Senhora das Graças com 26, Nossa Senhora da Conceição com 16, Nossa Senhora de Lourdes com 13, Nossa Senhora Auxiliadora com 12, Nossa Senhora do Rosário com 12, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro com 9 e Nossa Senhora de Guadalupe também com 9.
Na manhã deste sábado (01) aconteceu a primeira reunião do Vicariato para a Comunicação da Arquidiocese de Vitória com os representantes da Pastoral da Comunicação (PASCOM) nas Áreas Pastorais de Vitória, Vila Velha, Serra/Fundão, Cariacica/Viana e Benevente. O encontro foi realizado de forma online.
por 