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Nesta terça-feira (15) os padres de Vila Velha se reuniram durante a manhã na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Coqueiral de Itaparica e

Aos poucos os padres das áreas pastorais das Arquidiocese de Vitória estão retomando os encontros presenciais que avaliam os trabalhos realizados nas paróquias mesmo durante a pandemia. Nesta terça-feira (15) os padres de Vila Velha se reuniram durante a manhã na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Coqueiral de Itaparica e os padres da área Cariacica/Viana estiveram juntos no período da tarde no Santuário do Bom Pastor, em Campo Grande.

O Vigário Geral da Arquidiocese, padre Jorge Campos, tem acompanhado de perto esses encontros e participou das duas reuniões desta semana. Ele destaca que desde o início da pandemia as reuniões estavam acontecendo de forma online e agora existe a necessidade de retomarem gradualmente as atividades respeitando as normas para controlar a transmissão da Covid-19.

“Essas reuniões dos padres das áreas pastorais são importantes, pois nesses encontros são apresentados e debatidos os temas que englobam todo o território da área. Os padres partilham as experiências, planejam as ações, avaliam a caminhada e acima de tudo é um momento de confraternização, encontro e proximidade. Como ficamos muito tempo afastados sem podermos nos encontrar a gente sente a necessidade de estar mais próximo do colega, mesmo respeitando essas normas que ainda existem de distanciamento. O fato de estar com irmão e olhar no olho isso aí já é muito importante para nossa saúde mental”.

A área Cariacica/Viana contempla 18 paróquias e possui cerca de 25 padres sendo 18 párocos, 4 vigários e outros religiosos. Segundo o coordenador da área, padre Carlos Conceição, o grupo já realizou uma reunião presencial ao final do mês de julho para definir sobre a abertura gradativa dos templos para missas e celebrações. Esse foi o segundo encontro em que a maioria dos padres estiveram presentes: “nossa reunião foi muito boa! A gente sente o desejo muito grande dos leigos de ir retomando as atividades pastorais. É claro tudo de forma muito gradual com distanciamento físico e uso de máscaras”, relata.

Com o comparecimento de 17 párocos e 4 vigários, os padres da área Vila Velha realizaram sua primeira reunião presencial, desde o início da pandemia. Padre Abel de Andrade, coordenador da área, afirma que houve uma mudança no calendário e com isso não é possível prever uma periodicidade para os próximos encontros.  

Já na área Serra/Fundão foram realizadas 3 reuniões presenciais nos últimos meses. Segundo padre Jones Teixeira, seguindo os protocolos cumprindo o distanciamento e uso do álcool em gel, a retomada oficial aconteceu no início do mês de agosto e a reunião mais recente foi realizada na semana passada na paróquia São José, em Fundão. Os encontros acontecem a cada primeira sexta-feira do mês e a média de participação é de 20 padres da área.

“Quando foi possível o encontro pessoal claro que é muito melhor. Porque a gente não só discute os temas que são pertinentes para nossa pastoral, para nossa Igreja. Mas o fato de a gente poder estar junto também faz parte da espiritualidade do padre com essa cordialidade pastoral e comunhão entre os presbíteros. Nós podemos rezar juntos, nos ver, escutar. E as brincadeiras também, são coisas que nos distraem e a gente se alegra com o outro padre. Sem dúvida nenhuma é muito importante para nós as reuniões presenciais”.    

A área Benevente ainda não programou o retorno das reuniões, pois segundo o coordenador padre Robson Lemos, a maioria dos padres fazem parte do grupo de risco para a contaminação por Covid-19. Na área de Vitória, as reuniões online foram realizadas nos últimos meses e está sendo organizada a volta das reuniões presenciais, assim como na área Serrana.

Retorno dos seminaristas da Filosofia por conta da estabilização no número de mortes e contágios motivados pela Covid-19 na Grande Vitória.

Os 15 seminaristas do Seminário Nossa Senhora da Penha da Arquidiocese de Vitória que cursam Filosofia retornaram ao Seminário depois de seis meses junto a suas famílias por conta da Covid-19.

O retorno aconteceu no sábado, 12 de setembro e foi marcado por um dia espiritualidade orientado pelo pe. Kremerson Giestas Dias, pároco na paróquia Bom Pastor em Campo Grande, Cariacica.

A razão que orientou a volta ao Seminário foi a situação do momento que famílias e trabalhadores tentam retomar a rotina, disse pe. Jorge Campos, reitor do Seminário e acrescentou “eles não poderiam continuar isolados como uma elite enquanto famílias e trabalhadores retomam suas atividades”.

Assim como nas famílias e nas empresas foram estabelecidos alguns acordos para que a vida em comunidade seja retomada com segurança. Nos momentos de oração, reuniões, formação e pastoral é necessário usar máscara e sempre higienizar as mãos com álcool em gel. Além disso os seminaristas têm quartos individuais o que também favorece o estudo individual e a distância quando não existem atividades em comum.

O clima era de descontração e a sensação de que estavam voltando para casa hoje, 14 de setembro, durante a 1ª reunião com o reitor e vice-reitor (pe. Arthur Juliatti dos Santos). “eles estavam com saudade da convivência e não param de contar as histórias e vivências deste período. é um momento de muita partilha”, disse pe. Jorge.

Dois dos seminaristas foram contagiados pela Covid-19, mas os sintomas foram leves e estão recuperados.

Ainda não há previsão do retorno das aulas no Salesiano, onde estudam os seminaristas, por isso, os horários foram adequados para um novo ritmo de retomada e autorizada a visita à família na segunda-feira para aqueles que moram mais próximo.

O estágio pastoral no final de semana também está sendo retomado. A forma está sendo conversada entre o seminarista, o pároco e o reitor tendo as opções de ir a pé, de uber, com a ajuda de leigos das paróquias ou outras possibilidades que surjam de maneira a evitar a exposição em transporte público.

Durante este tempo de ausência dos seminaristas foi iniciada uma reforma para melhorar o espaço da cozinha, copa e área de serviço que precisavam de adequações. Como a reforma não está terminada a lavanderia foi adequada para servir de cozinha e a quadra de lazer virou varal para colocar em ordem as roupas.

Os 12 seminaristas que cursam Teologia ainda não retornaram. A previsão é para dia 26 de setembro, uma forma de fazer a readaptação aos poucos e também porque as aulas deverão retornar em outubro.

Todos os anos entre os dias 15 de agosto e 29 de setembro acontece a Quaresma de São Miguel, um período de 40 dias

Todos os anos entre os dias 15 de agosto – dia da festa da Assunção de Nossa Senhora – e 29 de setembro – Solenidade dos Santos Arcanjos – acontece a Quaresma de São Miguel, um período de 40 dias de oração e penitência (excluindo os domingos), lembrado como uma época de combate. São Miguel é conhecido como o anjo poderoso, vencedor das batalhas espirituais e seu nome significa “Quem como Deus?”, mostrando a humildade diante do poder do Senhor.  

Padre Hadeleon Santana, pároco da paróquia Virgem Maria, em Itacibá, faz a quaresma de São Miguel há 21 anos, desde o seu primeiro ano do Seminário. Ele conta que a devoção ao santo surgiu ainda na Idade Média, quando São Francisco de Assis sentiu a necessidade de se penitenciar além dos fortes momentos litúrgicos de Quaresma que a Igreja proporciona: o de preparação para a Páscoa e o do advento que prepara para o Natal.   

A recomendação para vivenciar a Quaresma de São Miguel é oferecer uma penitência durante o período e preparar o ambiente de oração com uma imagem ou estampa de São Miguel Arcanjo e uma vela abençoada, simbolizando a presença de Cristo que é a luz do mundo. Padre Hadeleon conta que seu sacrifício durante a quaresma é acordar todos os dias durante a madrugada para rezar.   

“Desde que eu comecei a quaresma de São Miguel eu ofereço esse tempo de oração já como o meu tempo de sacrifício. Então eu comumente rezo a quaresma de São Miguel às 3 horas da manhã. É claro que você pode rezar ela a qualquer momento, mas para dar um sentido mais penitencial e de súplica a Deus pela minha conversão pessoal e pelas minhas intenções particulares eu costumo rezar nesse horário. 

Cada dia mais popular e disseminada entre as pessoas, o sacerdote destaca que a quaresma de São Miguel não é uma espécie de “mágica”, de oração em que alguma coisa muito grande vai acontecer. É um tempo para a conversão dos fiéis e para adquirir “a virtude da humildade para poder levar com ousadia e resiliência o tempo de combate que vivemos nessa terra”.

A jornalista Renata Rocha também é devota de São Miguel e durante a quaresma ela prepara o ambiente de oração na sala de sua casa. Entre as penitências, ela se propõe a cada dia uma atitude como não julgar as pessoas, buscar fazer uma obra de caridade e ter paciência. Ela afirma que sempre colhe muitas graças nesse tempo de oração e se sente profundamente conectada com Deus.

“Para mim a Quaresma de São Miguel é uma oração muito forte e nesse tempo de pandemia se torna um grande apoio e alimento para minha vida espiritual. Eu já deixei o meu altar com a vela e a imagem em um cantinho da minha casa e no início das noites eu faço minhas orações.  Tem sido um grande sustento para mim”.  

Além de padres, artistas católicos também participam da Quaresma de São Miguel todos os anos e fazem transmissões para que as pessoas possam acompanhar de qualquer lugar do mundo. É o caso da cantora Eliana Ribeiro que transmite pelo seu canal do Youtube os 40 dias de oração e é onde Olívia Pasolini acompanha. O momento que ela se dedica a rezar é quando a filha Rafaela de 2 anos dorme à noite.

“Viver a quaresma é muito bom porque de certa forma você fica mais orante durante os dias. Minha devoção surgiu porque eu gosto muito de anjos da guarda, sei que os anjos são nossos protetores e São Miguel Arcanjo é nosso defensor nos combates, na luta contra o mal. Então ele está conosco o tempo todo e leva nossa oração a Deus”.

Faltam pouco mais de 10 dias para que o período oficial da Quaresma de São Miguel acabe neste ano, mas padre Hadeleon reforça que ela pode ser iniciada a qualquer tempo. O devocional é muito simples e dura cerca de 10 minutos: sempre começa com o sinal da cruz e segue a seguinte ordem: oração de São Miguel; ladainha de São Miguel; reza de três pai nossos em saudação aos arcanjos: Miguel, Rafael e Gabriel e oração de consagração à São Miguel acompanhado da oração de Nossa Senhora dos Anjos.

No dia 14 de setembro, a Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz. A data lembra o dia da dedicação das Basílicas

No dia 14 de setembro, a Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz. A data lembra o dia da dedicação das Basílicas sobre o Gólgota e o Sepulcro de Cristo ressuscitado, construídas durante o Império de Constantino e dedicadas no dia 13 de setembro de 335.

À celebração da Exaltação da Santa Cruz, neste dia 14 de setembro não é uma data escolhida por acaso. Ocorreu uma luta entre romanos e bárbaros, após estes terem invadido Roma e levado um pedaço da Cruz, no ano de 622, o imperador Heráclio tentou fazer um acordo de paz, mas os invasores persas responderam dizendo que os romanos não teriam paz enquanto não adorassem o sol, em vez de um homem crucificado. Diante disso, Heráclio pediu a proteção de Deus, rezou, lutou contra os persas e venceu. “O dia 14 de setembro foi a data em que o pedaço do lenho da Cruz foi reintroduzido na Igreja e, a partir daí o Dia da Santa Cruz, quando houve essa conquista que não foi por força deles, mas por força de Deus.

A história da Igreja registra que muitos santos se dedicaram a estudar a Santa Cruz e a ela prestar veneração. São Cirilo de Jerusalém, por exemplo, dizia que “a Cruz é o sinal dos crentes e o terror dos demônios” e que ela é “uma grande proteção: gratuita, por causa dos pobres; fácil, por causa dos fracos”. Já São João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja, que celebraremos neste domingo, dia 13 de setembro, exortou: “Não te envergonhes de tão grande bem, se não queres que também Cristo se envergonhe de ti quando vier na sua glória e o sinal da Cruz aparecer mais luminoso que os próprios raios do sol”. A Cruz, portanto, é central na vida de todo cristão e é falso um cristianismo sem ela.

A Cruz recorda o Cristo crucificado, o seu sacrifício, o seu martírio que nos trouxe a salvação. Assim sendo, a Igreja há muito tempo passou a celebrar, exaltar e venerar a Cruz, inclusive como símbolo da árvore da vida que se contrapõe à árvore do pecado no paraíso, quando a serpente do paraíso trouxe a morte, a infelicidade a este mundo, incitando os pais a provarem o fruto da árvore proibida.

Paróquia Santa Cruz na Arquidiocese

A Paróquia Santa Cruz, tem como sede o endereço de sua Matriz, a Comunidade Santa Cruz. Assim, oito comunidades compõem a paróquia Santa Cruz. As comunidades pertencentes são: Santa Teresinha do Menino Jesus, Santa Clara, Santo Antônio, Santa Luzia, Cristo Rei, Sagrada Família, São Pedro e São Paulo e a Matriz Santa Cruz.

A instituição da paróquia aconteceu no dia 11 de setembro de 2016. Atualmente o pároco é o padre Solon Lauff Dias, que se encontra ainda hoje. Nos últimos anos voltados para além dos trabalhos pastorais, eles buscam construir a nova matriz. Um templo bem estruturado e com a capacidade de receber o grande número de paroquianos e visitantes.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota sobre o PL 1581/2020. Segundo a entidade afirma no texto ela não participou da

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota sobre o PL 1581/2020. Segundo a entidade afirma no texto ela não participou da elaboração nem da discussão do projeto aprovado pelo Congresso Nacional.

Na nota, a direção da CNBB afirma que “um tema tão complexo como o tratamento tributário dado às organizações religiosas não pode ser discutido de modo incidental e praticamente silencioso, sob o risco de surgirem interesses particulares que maculem a própria discussão”.

Em outro trecho, a nota diz que “desde muito reclama tratamento adequado por parte do governo em relação a demandas históricas e até hoje não atendidas”.

Leia abaixo a nota na íntegra.

Reunião de formação para os coordenadores de

Aconteceu na tarde de hoje, 12 de setembro reunião virtual com coordenadores do dízimo da Arquidiocese de Vitória. uma experiência boa que trouxe para cada participante mais um incentivo no exercício de sua missão. A reunião contou com a participação de 82 agentes de pastoral e foi dividida em 3 momentos: Uma palavra de agradecimento e incentivo feito pelo arcebispo, dom Dario Campos, uma palestra e uma breve avaliação da Campanha do Dízimo deste ano.

Esteve com o grupo dom Edson José Oriolo, bispo de Leopoldina em MG. Dom Edson tem, além de Filosofia e Teologia, formação em Filosofia Social e Marketing e é autor do livro recém-lançado pela Editora Paulus com o título Pastoral do Dízimo, da Comunicação ao Comprometimento.

Dom Edson falou de três dimensões do dízimo na visão do Marketing: Evangelizar – Celebrar – Compartilhar. Explicou também que a função do Marketing é atender as necessidades e os desejos das pessoas e no caso da Igreja, atender as necessidades espirituais dos fiéis.

Além de dicas para o trabalho da pastoral, o bispo acentuou que a pastoral deve cuidar e valorizar os dizimistas, fazendo de cada agente alguém que participa da vida do dizimista (alegrias pelo nascimento de um novo membro da família, o casamento de um filho, uma lembrança no aniversário ou uma presença num momento de dificuldade, entre outras).. Dom Edson alertou também que toda a comunidade deve ser acolhedora de maneira a inserir as pessoas na comunidade para que elas se sintam família.

Dom Dario acolheu dom Edson e lembrou de sua passagem por Leopoldina onde foi bispo, relembrou o tema da Campanha do Dízimo deste ano: “Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” e falou um pouco sobre o tema “Uma afirmação de Jesus que nos convida a reconhecer o que é essencial na vida de cada um de nós, chamados a ser discípulos missionários de Jesus Cristo. Uma vocação que nasce quando abraçamos o tesouro do Reino, por meio do batismo que recebemos e amadurece e se torna fecunda quando buscamos, cotidianamente, acolher e vivenciar os valores do Evangelho. O compromisso com o dízimo, restituído na Comunidade Eclesial de Base, é algo que se firma no coração de todo aquele e aquela que faz a experiência de ser cidadão do Reino de Deus. Daquele que reconhece a bondade e amor divinos sempre presentes, em todas as circunstâncias da vida, principalmente, diante dos desafios cotidianos que enfrentam. Uma experiência de fé que se transforma em compromisso de colocar em comum, diante do altar do Senhor, por meio do dízimo, aquilo que cada um, pelo auxílio divino, traz como fruto de seu trabalho”.

Dom Dario desejou que Deus faça frutificar o trabalho de cada um e participou de toda a palestra de dom Edson.

No final o anúncio sobre a possibilidade de que o próximo encontro possa acontecer de forma presencial.

O motivo da reunião de hoje é porque os coordenadores de dízimo participam de três encontros anuais em nível arquidiocesano. Um deles é formativo e os outros dois para organizar e avaliar a Campanha anual.

_“Cada um dará segundo o que tiver, em proporção às bênçãos que o Senhor, teu Deus, lhe tiver dado.”_ (Deuteronômio 16, 17) Acontece hoje

_“Cada um dará segundo o que tiver, em proporção às bênçãos que o Senhor, teu Deus, lhe tiver dado.”_ (Deuteronômio 16, 17)

Acontece hoje às 14h o encontro Arquidiocesano da Pastoral do Dízimo, durante uma hora os noventa coordenadores, um de cada paróquia, participarão de formação com o Bispo de Leopoldina/MG, Dom Edson José Oriolo Dos Santos, sobre técnicas e sugestões para trabalhar na Pastoral do Dízimo.

Segundo Fabíola Gouveia Limeira, Secretária Executiva do Departamento de Pastoral, geralmente os agentes missionários do dízimo se reúnem quatro vezes durante o ano para discutir sobre a campanha e para formações, mas em 2020, por causa da pandemia do novo coronavírus, até agora aconteceu apenas o encontro de fevereiro. 

Para a Secretária, esse é um momento também para “reencontrar, virtualmente, os agentes de pastoral que são tão importantes para a evangelização. Eles sabem que dízimo é, principalmente, uma experiência com Deus e o amor fraterno”.

O encontro, que será aberto pelo Arcebispo de Vitória, Dom Dario Campos, acontecerá de maneira virtual e terá como tema _“Pastoral do Dízimo: da Comunicação ao Comprometimento”_. O assessor do encontro, Dom Edson, tem estudos em filosofia, teologia, filosofia social e marketing e gestão de pessoas. “A formação é importante para nos dar uma nova visão para o trabalho pastoral, nesse tempo triste de pandemia”, diz Fabíola.

A Comissão Arquidiocesana para a Pastoral do Dízimo é composta por:

Sérgio Murilo 

Pe Paulo Régis

Pe Renato Criste

Maria da Luz Fernandes

Fabíola Gouveia

Dois representantes por área pastoral

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destacaram o crescimento populacional no Estado do Espírito Santo. E em relação a Igreja

No último dia 27 de agosto, os novos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destacaram o crescimento populacional no Estado do Espírito Santo chegando a 4.064.052 pessoas e Vila Velha se tornou a segunda cidade do estado a ter mais de 500 mil habitantes. Segundo o mesmo Instituto, no ano de 2010, conforme o censo demográfico, o Espírito Santo tinha cerca de meio milhão de pessoas a menos, 3.514.952 precisamente, e uma população de maioria católica, pois a cada 100 moradores, 53 se diziam ligados à Igreja Católica Apostólica Romana.

Em relação a Igreja católica, o que mudou nesses 10 anos de crescimento populacional? Qual impacto nas ações da Igreja? O número de sacerdotes cresceu à medida que cresceu a população? Não existem pesquisas oficiais ou censo depois de 2010 para que se possa comparar melhor os dados. Mas é possível levantar um cenário pertinente, mesmo diante de mudanças sociais e religiosas tão rápidas.

Só que para fazer essa comparação com o ontem e hoje essa matéria se restringirá a Arquidiocese de Vitória. A Arquidiocese é um território geográfico que compreende 15 municípios dos 78 existentes no Estado do Espírito Santo: Vitória, Vila Velha, Serra, Fundão Cariacica, Viana, Guarapari, Anchieta, Alfredo Chaves, Afonso Cláudio, Marechal Floriano, Domingos Martins, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Brejetuba. Estes municípios há 10 anos somavam 1.861.092 pessoas. Hoje, a soma total da população estimada em todos esses municípios é de 2.197.901. Temos um crescimento de 336.809 cidadãos.

Vale destacar que, mesmo sendo somente 15 municípios, a Arquidiocese de Vitória abrange 54% da população capixaba ficando o restante sobre os cuidados das dioceses de Cachoeiro do Itapemirim, São Mateus e Colatina. Enquanto a população do Estado cresceu 13,5%, no território da Arquidiocese o percentual é de 15,5%. Em relação ao número de católicos em 2010 eram 869.719 fiéis, representando cerca de 47% da população desse território. Hoje, a Arquidiocese não tem esses dados para comparar. 

Em relação as mudanças na Igreja, em 10 anos a Arquidiocese criou 26 novas paróquias em seu território, totalizando 90. A criação de uma paróquia, segundo Sérgio Murilo Lopes, administrador ecônomo da Arquidiocese, é devida as urgências missionárias da Arquidiocese como, também, devido a necessidade de uma ação qualitativa e eficaz da igreja, naquela porção da diocese, fazendo-a mais próxima, tendo um atendimento mais pessoal, mais pastoral. Murilo afirma ainda que o sonho é que cada comunidade fosse uma paróquia com seu pároco, mas “sabemos que isso é praticamente impossível”, destaca.

Das 26 novas paróquias criadas, 8 foram na Serra e 7 em Vila Velha, justamente onde a população mais cresceu. Entretanto, mesmo ampliando o número de paróquias, está bem longe do ideal. Embora, não tendo os dados do censo religioso em 2020, mas tomando por base o percentual de 2010, hoje há um padre para cada 7.075 católicos na Arquidiocese. Quando esse número é colocado em proporção ao número da população, em geral chega-se ao total de um padre para cada 15.054 habitantes.

Mas a missão de evangelizar não é exclusiva ao sacerdote, pois a Arquidiocese de Vitória hoje possui 68 diáconos permanentes e 22 congregações ou casas femininas (as freiras/irmãs de caridade) e principalmente os leigos engajados em tantas frentes de missão e que exercem sua função batismal ajudando uns aos outros nas 1029 comunidades existentes no território da Arquidiocese. E se forem divididos o número de católicos pelo número de comunidades, existe na Arquidiocese uma comunidade para cada 1.014 fiéis.

Porém esse número não é o mesmo em todas as cidades. Serra e Vila Velha – as maiores cidades em população do Estado – mantém a média da Arquidiocese entre as paróquias dos municípios, mesmo que exista variedade. Todavia chama a atenção as cidades de Fundão e Viana, onde existe um padre para cada 13.610 e 18.285 católicos. Por outro lado, a cidade que tem menos fiéis para cada padre é Anchieta com 3.574 católicos.

Os desafios são enormes para a sociedade e não é diferente para a Igreja. Ainda mais nesse mundo urbanizado onde vive-se uma mudança de época. A Igreja tem investido na formação de leigos, fomentando vocações sacerdotais e investindo na estrutura para os seminaristas. A criação de novas paróquias tem facilitado a aproximação com os católicos e existe uma ajuda financeira coletiva para manter as paróquias com mais dificuldades nesse campo. Não se deixa de criar uma nova paróquia pelo dado econômico somente. A Igreja sabe do desafio e tem feito o que está ao seu alcance para atender as necessidades daqueles que se juntam e buscam a ela. E não se esqueça: todos somos igreja.