Seminário

Victor H. Andrade I “Simão Pedro respondeu: ‘A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna’” (Jo 6, 68). Na Liturgia deste 21º

Victor H. Andrade I “Simão Pedro respondeu: ‘A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna’” (Jo 6, 68).

Na Liturgia deste 21º Domingo do Tempo Comum, pode-se observar que Jesus Cristo não fica preocupado com quantidade de discípulos, e sim com seguidores que sejam capazes de amá-lo e serem fiéis ao chamado que receberam. E mesmo que muitos possam abandoná-lo, Cristo não muda seu discurso para que seja agradável aos ouvidos da maioria.

É possível destacar, na Primeira Leitura, que Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém, e diante do povo reunido foi capaz de anunciar que ele e sua casa serviriam ao Deus único e verdadeiro (cf. Js 24,1-2a.15-17.18b). Esse belo testemunho foi capaz de incentivar outras pessoas a escolherem servir somente ao Senhor. Com isso, é notável que o testemunho de vida de uma pessoa é capaz de incentivar a tantos outros, ao ponto de quererem seguir ao Deus verdadeiro.

Ademais, o Evangelho apresenta um episódio de suma importância, no qual Jesus Cristo realiza o famoso discurso sobre o Pão da Vida. Vemos ali Jesus afirmar que seu corpo e sangue são, respectivamente, verdadeira comida e bebida, infelizmente, muitos dos que ouviram tais palavras acharam-nas bastante duras e o deixaram.

Nesse momento, pode-se pensar que Cristo mudaria seu discurso para que as pessoas voltassem a segui-lo, o que não acontece. Além disso, diante de tantas deserções, Jesus ainda diz: “Isto vos escandaliza? E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes?” (Jo 6, 61-62). Essa resposta de Cristo é essencial para compreender que aquele que deseja segui-lo deve ser capaz de suportar suas palavras e estar disposto a carregar sua Cruz. Um amor que custa tempo, “causa” dor e exige algumas renúncias, isto é, contrário à mentalidade sedenta de prazer e satisfação egoísta.

O Evangelho tem muito a nos ensinar sobre a beleza e profundidade do amor. É o que encontramos no Cântico dos Cânticos: “O amor é forte como a morte” (Ct 8, 6). Entretanto, ao mesmo tempo que o amor é forte, ele está sujeito as inconstâncias e as fraquezas do ser humano, como é o caso de São Pedro que chorando amargamente diante do Ressuscitado, confessou seu amor e admitiu suas debilidades (cf. Jo 21, 15-19). Certamente, tal fato o capacitou para pastorear a Igreja e dar a sua vida por Cristo.

No mundo contemporâneo, com frequência se afirma estar cada vez mais difícil encontrar pessoas determinadas a uma entrega de amor total e definitiva. Aparentemente, não se quer mais nada que tenha “cheiro” de definitivo. Vive-se num mundo entorpecido pela droga do imediatismo. O homem se fascinou por aquilo que passa, porém, já advertia São Paulo em sua epístola: “Buscai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,1-3).

O homem, por acreditar-se onipotente, carrega em si um desejo de querer tudo, ilimitada e instantaneamente, na mesma velocidade em que lhe chegam as inúmeras mensagens de aplicativos ou notícias internacionais. Submete, portanto, tudo o que o rodeia à exaustão de seu prazer pessoal, ou seja, enquanto pode tirar proveito, ter benefícios, prazeres, etc.

Assim, a humanidade inteira está sedenta, necessitada de testemunho de vida autêntica, comprometida com algo mais nobre, conforme sua vocação, algo que dá sentido à sua existência, que a capacite para tomar decisões definitivas e eternas. Vale lembrar que o coração do ser humano “está inquieto enquanto não repousar em Deus” (Santo Agostinho), uma vez que “somente as coisas do alto são capazes de satisfazer o desejo mais profundo de sua alma” (cf..CIC, n. 27).

O desejo de viver é fundamental para a própria existência humana e somente Jesus pode realizar esse desejo de forma completa. É o que parecem expressar as palavras do impulsivo Apóstolo Pedro que, questionado pelo Senhor, professou: “A quem iremos, Senhor? Só tu tens palavras de vida eterna?” (Jo 6, 69).

Roguemos ao Senhor a graça de, assim como São Pedro, sermos capazes de reconhecer que somente Nele encontraremos Palavras de Vida Eterna, que dão sentido à nossa vida, repleta de desafios e obstáculos que, embora nos façam vacilar, jamais poderão apagar o amor de Deus por nós e em nós.

Victor Hugo Nogueira da Gama Andrade

Seminarista do 1º ano de Filosofia.

Paróquia de Origem: N. Sra. de Guadalupe – Praia de Itaparica – Vila Velha.

Paróquia de Estágio Pastoral: Epifania do Senhor aos Reis Magos – Nova Almeida – Serra.

Ordenação Diaconal de Antônio Rocha de Araújo (Pe. Toninho) por Dom Luis G. Fernandes, realizada na Igreja de N. Sra. Aparecida (Cobilândia – Vila
Ordenação Diaconal de Antônio Rocha de Araújo (Pe. Toninho) por Dom Luis G. Fernandes, realizada na Igreja de N. Sra. Aparecida (Cobilândia - Vila Velha), no contexto das celebrações de 25 anos do Seminário (1976).

Em 1976, o Seminário Nossa Senhora da Penha celebrou os 25 anos de sua fundação. As comemorações se iniciaram na Catedral Metropolitana, em 08 de abril (Quinta-feira Santa), com o Rito de Admissão às Ordens Sacras dos Seminaristas Celso Nilo Lucki e Pedro Arantes. Posteriormente, realizaram-se as Ordenações Diaconais de Jair Côco, em Itacibá (Cariacica); e de Antônio Rocha de Araújo (Pe. Toninho), em Cobilândia (Vila Velha).

No mês de julho, também foram celebrados 25 anos de colaboração e presença das funcionárias: Aninha Barbosa; Florentina Klein; Alzira, Cecília, Margarida e Maria Ramos. Foram momentos de confraternização marcados pela participação do clero, em espírito de ação de graças pelo caminho percorrido até então, não obstante os desafios e percalços.

No final do mesmo ano (1976), o reitor, Pe. Geraldo Lyrio Rocha, solicitou afastamento do cargo para se dedicar aos estudos. Sua solicitação foi atendida, e em seu lugar assumiu o Mons. Rômulo Neves Balestrero, que também era Vigário Geral e Pároco em Campo Grande (Paróquia Bom Pastor). Como diretor de estudos, assumiu o Frei Carlos Alberto Libânio, OP (Frei Betto).

No mês de julho de 1977, Mons. Rômulo, sentindo o peso de tantas responsabilidades, pediu ao Conselho Presbiteral que nomeasse um vice-reitor e uma equipe para acompanhar o trabalho vocacional na Arquidiocese. Pe. Antônio Lute foi então nomeado, e a nova equipe foi integrada por Dom Luis Gonzaga Fernandes (Bispo Auxiliar), Mons. Acácio Valentim de Morais e Côn. Maurício de Mattos Pereira.

O Reitor, com o apoio da equipe, decidiu mudar mais uma vez o local da sede do Seminário. Da Colina de São Francisco (onde se encontrava desde 1969), a comunidade migrou, em 15/10/1977, para uma casa no bairro Santo Antônio (Rua Francisco Rufino, nº 89), que tinha funcionado anteriormente como residência dos irmãos da Comunidade Ecumênica de Taizé. O Seminário ali permaneceu até 1981.

CRUZ, Arnóbio Passos. Seminário Nossa Senhora da Penha: 50 anos de história (1951-2001). Vitória, 2001.

Rhandeo Rigo I “Doravante as gerações todas me chamarão bem-aventurada, pois o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor” (Lc 1, 48b-49a). Neste domingo,

Rhandeo Rigo I “Doravante as gerações todas me chamarão bem-aventurada, pois o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor” (Lc 1, 48b-49a).

Neste domingo, dia do Senhor, a Igreja celebra a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora aos céus de corpo e alma: um Dogma de Fé proclamado solenemente pelo papa Pio XII no ano de 1950. Assim estabeleceu o Papa: “[…] Pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial” (Constituição Apostólica Munificentissimus Deus).

Em Primeiro lugar, precisamos entender qual a diferença da Assunção de Maria, que celebramos hoje, para a Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Jesus se elevou aos céus, podemos dizer que por conta própria, ou seja, sem nenhuma força externa. Por outro lado, desde tempos remotos, a Igreja ensina que Maria foi elevada aos céus, foi assunta, ou seja, sua subida aos céus não dependeu de sua vontade ou forças, mas da vontade e poder de Deus somente; e não podia ser diferente da parte d’Ele, que durante toda a vida de Maria fez grandes coisas em seu favor.

Esta solenidade é de grande importância, inclusive a contemplamos em um dos mistérios gloriosos do Rosário, no qual rezamos meditando a Assunção de Nossa Senhora, pela qual Maria não experimenta a morte – esta, como dizia Santo Afonso de Ligório sendo a punição do pecado – trazida pelos os nossos primeiros pais, e sendo além disso isenta de uma amarga morte, proporcionada por um apego a terra, e do remorso dos pecados e da incerteza da salvação; coisa que  não se encontrava em nossa Mãe Santíssima, sendo esta, pelo contrário, desapegada dos bens mundanos, em paz de consciência e com a certeza da vida eterna.

No Evangelho (Lc 1, 39-46) percebemos como realmente Maria cumpria em sua vida aquilo que disse ao próprio Deus – “Eis aqui a serva do Senhor” -, se mostrando a mulher do serviço ao próximo e indo ao encontro de sua prima Isabel, que estava grávida, passando por regiões montanhosas para auxiliá-la, visto que já era de idade avançada. E logo que chega já é saudada por Isabel, que reconhece em Maria a arca da Nova Aliança, a Mãe do Salvador; e João, que anunciaria a vinda do Messias, já demostrou desde do ventre de sua mãe a sua missão de precursor.

Por fim, é lindo ver Maria, que ao receber a saudação, e verdadeiramente tendo “o Rei na barriga”, se mostra humilde em todos os momentos, nos trazendo um belo hino de louvor, o Magnificat, que mostra que toda graça que a ela foi confiada vem do alto, vem de Deus, e nos revela um Deus misericordioso, justo e cumpridor de suas promessas.

Que, como Maria, possamos também glorificar a Deus pelas suas maravilhas em nossa vida e confiarmos em sua misericórdia e compaixão para conosco e toda a humanidade; e a Maria, nossa Mãe Santíssima, elevemos o nosso louvor com confiança, a ela que é distribuidora de toda a graça, pois de seu ventre nos veio o Salvador:

Ó dulcíssima soberana, rainha dos Anjos,

bem sabemos que, miseráveis pecadores,
não éramos dignos de vos possuir neste vale de lágrimas,
mas sabemos que a vossa grandeza não vos faz esquecer a nossa miséria e,
no meio de tanta glória, a vossa compaixão, longe de diminuir,
aumenta cada vez mais para conosco.

Do alto desse trono em que reinais sobre todos os anjos e santos,
volvei para nós os vossos olhos misericordiosos; 
vede a quantas tempestades e mil perigos estaremos, sem cessar,
expostos até o fim de nossa vida.
Pelos merecimentos de vossa bendita morte,
obtende-nos o aumento da fé, da confiança
e da santa perseverança na amizade de Deus,
para que possamos, um dia, ir beijar os vossos pés 
e unir as nossas vozes às dos espíritos celestes,
para louvar e cantar as vossas glórias eternamente no céu. 
Assim seja!

Oremos:

Deus eterno e todo-poderoso,
que elevastes à glória do céu em corpo e alma
a Imaculada Virgem Maria, Mãe do vosso Filho,
dai-nos viver atentos às coisas do alto,
a fim de participarmos da sua glória.

Por Cristo, Senhor nosso. Amém!

Rhandeo Rigo Chagas

Seminarista do 1º ano de Filosofia.

Paróquia de Origem: Nossa Senhora da Vitória – Catedral – Vitória.

Paróquia de estágio Pastoral: Santa Rita de Cássia – Vila Velha.

Mais uma vez vamos tratar sobre a formação dos nossos sacerdotes. Já discorremos de toda formação inicial, na qual os vocacionados tornam-se discípulos em

Mais uma vez vamos tratar sobre a formação dos nossos sacerdotes. Já discorremos de toda formação inicial, na qual os vocacionados tornam-se discípulos em busca do ministério presbiteral, entretanto, não abordamos o “como” esses seminaristas são formados. Afinal, quais são os critérios para avaliar um candidato ao sacerdócio? O que deve ser feito para formar adequadamente alguém que receberá tão importante missão?

Esta será a questão central dos textos que se seguirão: as Dimensões da Formação. A saber: Dimensão Espiritual, Dimensão Humano-Afetiva, Dimensão Comunitária, Dimensão Intelectual e Dimensão Pastoral.

Pressupõe-se, primeiramente, entender a razão de existirem tantas dimensões. Perceba o seguinte: o Homem é uma unidade, isso quer dizer que, embora o analisemos dividindo-o em partes (psicologia, fisiologia, etc.), na realidade essas partes não são separadas, porém, integradas e intimamente ligadas. Veja quando a saúde psicológica de um indivíduo está lesionada todo o seu corpo sofre com isso: cada parte influencia no todo. Nesse contexto, um Padre deve sempre buscar ser um homem perfeitamente integrado e maduro em todas essas diferentes perspectivas.

Sendo assim, a partir da próxima semana daremos início às nossas reflexões acerca de cada uma dessas dimensões e sua implicância ao longo de toda a formação presbiteral, a começar pela Dimensão Humano-Afetiva.

Dom Geraldo Lyrio Rocha: Seminarista e depois Reitor do Seminário N. Sra da Penha em dois períodos (1970-1976; 1978-1983). Foi ordenado Bispo em 1984.
Dom Geraldo Lyrio Rocha: Seminarista e depois Reitor do Seminário N. Sra da Penha em dois períodos (1970-1976; 1978-1983). Foi ordenado Bispo em 1984.

No ano de 1969, o Seminário migrou da Fazenda São José (Km 07 – Município de Viana) para o antigo Orfanato Cristo Rei (Convento de São Francisco), que era a Residência Episcopal desde 1960. Com esta mudança, a comunidade formativa passa a ter sua sede no Centro de Vitória, e começa uma fase de insegurança, indecisão e busca de novos rumos.

Ainda neste ano, os formadores do Seminário decidem não mais enviar os seminaristas para os cursos superiores em Belo Horizonte, por julgarem que não há nos alunos maturidade suficiente para uma opção mais clara pelo sacerdócio.

Em agosto de 1967, havia retornado de Roma e sido ordenado o Pe. Geraldo Lyrio Rocha, que desde então assumira o cargo de Diretor Espiritual do Seminário. Em 1970, Pe. Rubens Duque passa a residir na Paróquia do Bom Pastor, em Campo Grande, onde já atuava desde o ano anterior. Pe. Geraldo Lyrio assume, então, a Reitoria.

Foram momentos difíceis, nos quais repercutiram a crise do clero e a renovação eclesial do Pós-Concílio Vaticano II. A equipe de formadores decidiu, então, tentar uma nova proposta, oferecendo aos alunos concludentes do curso clássico a possibilidade de optar por qualquer curso superior na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), sendo, ao mesmo tempo, acompanhados pelo Seminário.

No ano de 1974, dos trinta alunos que haviam começado os estudos, somente um havia se decidido pelo sacerdócio: Jair Côco. No segundo semestre do mesmo ano, outro candidato veio se juntar a Jair na caminhada: Antônio Rocha de Araújo (Pe. Toninho). Nessa época, até a possibilidade de fechamento do Seminário foi cogitada, mas foi superada pela disposição do Reitor, que, apoiado pelo Arcebispo, insistiu em manter a casa em funcionamento.

O ano de 1975 se iniciou com 4 seminaristas, e, a partir daí, o número de vocacionados voltou a crescer. No mesmo ano, em cerimônia comemorativa pelos 10 anos de Episcopado de Dom Luiz Gonzaga Fernandes (Bispo Auxiliar de Vitória), foram admitidos às ordens sacras: Antônio Rocha de Araújo; Bruno Todai; Celso Nilo; Jair Côco e Renato de Castro Gama. Posteriormente, foram ordenados diáconos Antônio Rocha e Jair Côco (1976).

CRUZ, Arnóbio Passos. Seminário Nossa Senhora da Penha: 50 anos de história (1951-2001). Vitória, 2001.

Paulo Innocente I “Eu sou o pão que desceu do céu” (Jo 6, 41). A Liturgia da Palavra deste XIX Domingo do Tempo Comum

Paulo Innocente I “Eu sou o pão que desceu do céu” (Jo 6, 41).

A Liturgia da Palavra deste XIX Domingo do Tempo Comum ainda está ligada ao Evangelho da multiplicação dos pães. Jesus chama a atenção dos Judeus porque os seus corações ainda estavam fechados aos ensinamentos do Mestre e não queriam compreender o sinal da multiplicação (cf. Jo 6, 41-51).

Os Judeus compreendem apenas que Jesus é o filho de José, o Carpinteiro, e nada mais. Estavam presos às suas certezas, que por sua vez eram vazias e sem vida, fazendo com que permanecessem acomodados. Não compreendem que Jesus é o pão descido do céu para dar vida ao mundo inteiro. A visão que os Judeus têm sobre Jesus é superficial. Mas Jesus continua a ensiná-los, e declara: “Eu sou o pão da vida” (Jo 4, 48). Jesus afirma que é ele o Pão da vida, que veio do Pai como alimento que dá a vida a todo aquele que dele comer.

Jesus é o Pão da vida: é Ele o nosso sustento, a nossa força e coragem para seguirmos caminhando, principalmente nos momentos mais difíceis da vida, quando nos deparamos com situações que nos causam medo. O medo nos paralisa, não nos permite seguir em frente e faz com que busquemos uma posição segura e confortável.

A história de Elias na Primeira Leitura (1 Rs 19, 4-8) nos mostra exatamente tal situação de medo. Ele estava fugindo porque havia matado os profetas de Baal no Monte Carmelo e por conseqüência disso a rainha Jezabel o jurou de morte. Elias estava com medo, assustado, e resolve fugir para o deserto. E lá, ele enfrenta, além do medo, a solidão e o desânimo. Elias já não encontra sentido em sua vida, tudo parece tão amargo e sem ânimo, e então ele desiste de caminhar e resolve deitar-se debaixo de um junípero, desejar a morte e esperar que ela venha. O profeta se acomoda: não consegue vencer o seu medo e a frustração que sente naquele momento. Mas o Anjo do Senhor lhe trouxe pão e água e pediu a Elias que se alimentasse para ter forças, a fim de continuar a caminhada, pois o caminho é longo. Elias come e bebe, e fortalecido, põe-se outra vez a caminhar.

Assim como Elias, nós também estamos caminhando, e também precisamos de pão para termos sempre força e coragem neste nosso caminhar. Esse pão é o Senhor que nos dá, é o próprio Cristo o pão da vida, o nosso sustento. Encontramos n’Ele a força para encarar e vencer os nossos medos, romper com as zonas de conforto na quais nos colocamos. É em Cristo, o Pão da vida, que encontramos força para seguirmos em frente e vida plena e abundante.  

Paulo Henrique Innocente da Silva

Seminarista do 1º ano de Filosofia.

Paróquia de origem: Bom Jesus – Novo Horizonte – Cariacica.

Paróquia de Estágio Pastoral: São Francisco de Assis – bairro São Francisco – Cariacica.

Pe. Ethevaldo Mazega, terceiro Reitor do Seminário, entre 1964 e 1965 (à esquerda); e Mons. Rubens Duque, quarto Reitor, de 1965 a 1970 (à
Pe. Ethevaldo Mazega, terceiro Reitor do Seminário, entre 1964 e 1965 (à esquerda); e Mons. Rubens Duque, quarto Reitor, de 1965 a 1970 (à direita).

Desde o final da década de 1950 até o início da década de 1970, os seminaristas da Arquidiocese de Vitória eram enviados para cursar Filosofia e Teologia em Belo Horizonte (MG), no Seminário Provincial Coração Eucarístico de Jesus.  Os seminaristas menores (curso clássico) continuavam em Vitória, sendo Reitores os padres Ethevaldo Mazega (1964-1965) e Rubens Duque* (1965-1970).

A partir de1965, os seminaristas residiram no novo prédio do Seminário, construído na Fazenda São José (Km 07 – Município de Viana). Os alunos inicialmente frequentavam as aulas em internato, e depois no Colégio Estadual (1968).

Ainda em 1965, o Sr. Arcebispo tomou uma outra decisão que veio beneficiar o Seminário: os seminaristas que cursavam o 4º ano de Teologia em Belo Horizonte deveriam retornar a Vitória para concluir o curso, possibilitando a integração com os padres da Arquidiocese e uma melhor preparação para o exercício do ministério. Os quartanistas que retornaram e passaram a residir e a colaborar com o Seminário eram: Adwalter Antônio Carnielli; Francisco Tosta de Almeida; José Ayrola Barcellos; José Carlos Barbosa; José Carlos dos Anjos; José Luis Pioto D’Ávila e Rubens Duque.

Em julho deste mesmo ano foram ordenados presbíteros, e Pe. Rubens Duque nomeado Reitor do Seminário. O Cônego Maurício de Mattos Pereira assumiu como Diretor Espiritual até 1966, quando foi nomeado pároco em Colatina.

Em Belo Horizonte, foi fundado em 1966 o Instituto de Filosofia e Teologia, em instalações distintas das do Seminário, nas quais os seminaristas das várias dioceses passaram a estudar. Os alunos de Vitória apresentaram ao Arcebispo um projeto de abertura de uma casa para os seminaristas capixabas, que foi aprovado e deixado aos cuidados do Pe. José Ayrola Barcellos.

Logo no início do ano (1966), depois de um entendimento com o Reitor do Seminário de Belo Horizonte, os seminaristas passaram a residir em uma casa cedida pelas Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado, na cidade Hosana, uma obra da Sociedade de São Vicente de Paulo. No tempo em que residiram em Belo Horizonte, os seminaristas se destacaram pelo espírito de disponibilidade e responsabilidade adquiridos no Seminário Menor, sendo sempre zelosos no cuidado do patrimônio comum.

*Atualmente incardinado na Diocese de Colatina (criada em 1990).

 

CRUZ, Arnóbio Passos. Seminário Nossa Senhora da Penha: 50 anos de história (1951-2001). Vitória, 2001.

 

 

A Paróquia Bom Pastor – Praia da Costa e o Grupo “Mãos do Coração” realizarão uma Cantina Solidária em prol de nosso Seminário, que

A Paróquia Bom Pastor – Praia da Costa e o Grupo “Mãos do Coração” realizarão uma Cantina Solidária em prol de nosso Seminário, que neste ano de 2021, completa 70 anos de fundação.

🚘 🍽 Nos dias 13, 14 e 15 de agosto em formato Drive-Thur deliciosos pratos serão vendidos e a renda auferida será revertida a nossa Casa de Formação.

🤝 Doe também materiais e ingredientes para a produção da cantina. Estes podem ser deixados diretamente na Paróquia ou entrar em contato com a Toninha De Nadai pelo número (27) 99227-7530.

➡️ Itens necessários:

Trigo
Leite
Peito de frango (sem osso)
Carne seca
Margarina (Quali).

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