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Fratelli Tutti, a nova encíclica do Papa Francisco

O Papa Francisco assinou ontem a 3ª encíclica do seu pontificado: Fratelli Tutti (Todos Irmãos). Hoje, 4 de outubro de 2020, dia que a Igreja celebra São Francisco de Assis, a Encíclica foi publicada e, como diz o Papa, logo no primeiro artigo aponta e propõe “a forma de vida com sabor a Evangelho” que São Francisco proponha aos seus irmãos e seguidores.

O Papa assinou a Encíclica em Assis, junto ao túmulo de São Francisco e não esconde que este santo foi sua inspiração tanto na publicação da Encíclica Laudato Si quanto agora na Fratelli Tutti: fraternidade com todas as criaturas. O gesto do Papa de ir até Assis para assinar a Encíclica é carregado de simbolismo e nos faz lembrar que a escolha do nome Francisco pelo Papa foi um compromisso com o santo da ‘paz e bem’.

O subtítulo da nova encíclica traz uma expressão também nova “amizade social” que se completa como uma chave de leitura do documento: Sobre a fraternidade e a amizade social. Este é o assunto principal que permeia os oito capítulos.

Extremamente contextualizada, a Fratelli Tutti, traz luzes para pensarmos o mundo pós-pandemia, economia do futuro, fome, desigualdades, refugiados, guerras. Enfim, o Papa aponta o caminho da fraternidade e amizade social como solução para “as pandemias” que afetam a sociedade atual.

 

Capítulos que compõem a Encíclica:

I – As sombras de um mundo fechado

II – Um estranho no caminho

III – Pensar e gerar um mundo aberto

IV – Um coração aberto ao mundo

V – A política melhor

VI – Diálogo e amizade social

VII – Percursos dum novo encontro

VIII – As religiões ao serviço da fraternidade no mundo

 

A linguagem é direta e simples e reflete os medos e desafios atuais assim como imagens e exemplos de vida que jogam luzes sobre o momento que vivemos. Fratelli Tutti é a terceira encíclica do Papa Francisco que já havia publicado a Evangeliio Gaudium em 2013 e a Laudato Sí em 2015.

 

A Nova Encíclica já está disponível em português e pode ser lida clicando no anexo ou aqui.

 

Padre João Carlos Almeida (Pe. Joãozinho, scj) escreveu suas impressões sobre o novo documento. Leia abaixo:

“Logo que recebi o texto da Encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco – assinada em Assis no dia 03 de outubro de 2020 – comecei imediatamente a ler, imaginando que continuaria a leitura mais tarde… mas não consegui parar antes da última página.

Esse é o texto que o mundo precisava neste momento dramático de sua história. No número 6 o papa revela que o tema central da encíclica é a “fraternidade universal”. Não pretende dizer tudo sobre o amor fraterno, mas apenas falar sobre essa abertura a todos, num tempo em que os tribalismos, partidarismos e todo tipo de fechamento sobre povos e ideologias ganham um espaço tremendo. O papa nos provoca a termos um coração aberto e fraterno. Afirma também que a Fratelli Tutti é uma encíclica social, assim como foram a Rerum Novarum de Leão XIII até a Caritas in Veritate de Bento XVI. Aliás, pelas minhas pesquisas, a Caritas in Veritate é o documento social mais citado pelo Papa Francisco na sua terceira encíclica. Ele continua traduzindo o pensamento teológico do papa emérito Bento XVI de maneira muito pastoral, atual e provocativa.

Fiquei encantado com o primeiro capítulo, onde ele descreve as sombras de um mundo fechado sobre si. É como se o papa pintasse um cenário do nosso tempo, com todas as sombras que temos hoje e, a partir daí, nos outros capítulos ele mostrasse as luzes de esperança sobre este cenário de sombras. São os nossos dramas deste século 21, que já começa com uma pandemia inesperada, citada também no documento, que continua oferecendo caminhos de esperança.

O capítulo 2 já começa com a história do bom samaritano, esse estranho no caminho, que faz trazer todos para dentro da festa da vida. Essa é a proposta do cristianismo. Queremos chamar a Deus de Pai, como fez São Francisco, que em seu momento de conversão chamou a Deus de “pai nosso”.

O capítulo 3 procura pensar e gestar um mundo aberto. Precisamos estar mais próximos uns dos outros. Os povos e nações precisam estar mais próximos. O capítulo 4 me encantou porque, afinal, sou um sacerdote do Sagrado Coração de Jesus. O papa nos pede que tenhamos um coração aberto ao mundo inteiro. Precisamos ter um coração aberto e solidário. Esse pedido atravessa todas as páginas do texto da encíclica.  O quinto capítulo vai direto ao ponto da questão política, criticando os populismos. Ser popular não é ser populista. O papa denuncia a nova onda de demagogia mundial; não é democracia é demagogia. É um capítulo tão curto quanto forte. O sexto capítulo fala sobre o diálogo e a amizade social. Mostra como criar uma cultura do encontro na prática. Essa encíclica desdobra a cultura do encontro característica do Papa Francisco. No sétimo capítulo são apresentados caminhos de reencontro a partir da verdade. O papa mostra claramente como é que podemos arquitetar a paz. Ele usa a expressão “artesanalidade”. Devemos ser “artesãos da paz”. A paz se faz como tricô; é ponto depois de ponto; nó depois de nó. Não se faz simplesmente com projetos escritos. A encíclica critica duramente a guerra e a pena de morte. Esta é claramente excluída de toda a possibilidade de legislação sensata. O capítulo oitavo é o último e encerra as reflexões do papa Francisco sobre a fraternidade universal. Ele afirma que as religiões estão a serviço da fraternidade no mundo e não podem ser instrumentalizadas em favor de interesses particulares. A religião é instrumento de fraternidade e não instrumento de guerra, como alguns querem fazer crer.

A encíclica Fratelli Tutti termina com duas belíssimas orações, a primeira ao Criador e a segunda em tom mais ecumênico. O Papa Francisco acertou em cheio nesse texto sobre fraternidade inspirado em Francisco de Assis, patrono do seu pontificado, em um tempo tão dividido por discórdias e agredido por um vírus que nós não pedimos e por uma pandemia que nos incomoda e que demora para passar. O Papa Francisco lança uma luz de Esperança com sua nova encíclica Fratelli Tutti”.

O Seminário de Comunicação tem como principal objetivo ser um canal de colaboração para a Igreja no Brasil, de forma acadêmica e prática no

Anualmente, a Arquidiocese do Rio de Janeiro organiza o Seminário de Comunicação Social para participantes de todo o Brasil. É um evento que reúne por três dias os principais responsáveis dos departamentos de comunicação das (arqui)dioceses, congregações religiosas, institutos e pessoas interessadas na comunicação institucional da Igreja. O Seminário de Comunicação tem como principal objetivo ser um canal de colaboração para a Igreja no Brasil, de forma acadêmica e prática no âmbito da comunicação.

Nesta sétima edição, que se realizará de 22 a 24 de outubro de 2020, o evento será 100% no formato virtual por causa da pandemia do Covid-19, o tema escolhido é “Mídia e religião: as novas concepções de relação com o sagrado”. Para este seminário, alguns profissionais das diversas áreas da comunicação, ligados com o tema central do evento, foram convidados para conduzir os participantes.

Garanta sua vaga, fazendo a pré-inscrição pelo link:

seminariodecomunicacao.com.br

O que é o Seminário?

O Seminário é um encontro de profissionais da área da comunicação eclesial no Brasil. Tem como principal objetivo ser um local de colaboração na formação destes referenciais das dioceses, Congregações, Institutos e Movimentos que desenvolvem um papel fundamental na comunicação. Estes referenciais são os facilitadores na multiplicação das informações nas suas instituições de correspondência.

A cada ano um tema é escolhido de acordo com uma linha de planejamento, em consonância com as necessidades atuais na Igreja do Brasil, dentro desta área. Ao longo das 5 edições se observa um crescimento no número de participantes, chegando atualmente a mais de 70 dioceses, congregações religiosas, movimentos, institutos e leigos com iniciativas próprias.

O Seminário de Comunicação prima o máximo de aproveitamento possível dos estudos apresentados pelos conferencistas convidados, enriquecendo-se substancialmente com a interação dos participantes durante todo o período do encontro.

As áreas de interesse do Seminário de Comunicação: Jornalismo, Marketing, Publicidade, Gestão e Estratégias, Tecnologia, Pascom, Dioceses, Arquidioceses, Congregações Religiosas, Institutos e Movimentos.

Programação do Seminário de Comunicação 2020

22/10

16h Abertura – Dom Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro e Pe Arnaldo Rodrigues, Vigário episcopal para a Comunicação;

16h20 Primeira conferência – Moisés Sbardelotto – Jornalista, tradutor e consultor em comunicação para diversas entidades civis e religiosas;

17h Perguntas

17h20 Segunda Conferência – Edson Andrade – Pesquisador e Analista de monitoramento das redes

 18h Perguntas

 18h20 Encerramento

23/10

 16h0 Acolhida 

16h10 Terceira Conferência – Fernando Gallo – Twitter Brasil – Gerente de políticas públicas do Twitter no Brasil

 17h Perguntas

 17h20 Quarta Conferência – Adriano Marcandali – Diretor do Workplace by Facebook na América Latina

 18h10 Perguntas

 18h30 Quinta conferência

 19h Perguntas

 19h20 Encerramento

24/10 

09h Sexta Conferência – Prof. Filipe Montargil – Coordenador do curso de Mestrado em audiovisual e Multimédia – Portugal 

10h Perguntas 

10h20 Sétima Conferência – Cristiane Murray – Vice diretora da Sala de imprensa da Santa Sé (Vaticano)

11h20 Perguntas

11h40 Dom Orani João Tempesta – Encerramento

Entre as alternativas estão a adoção de aplicativos, telemarketing, visita domiciliar e plantões da equipe do dízimo, entre outras que ajudaram a amenizar a

Com as portas das igrejas fechadas devido à pandemia da Covid-19, a Arquidiocese de Vitória registrou queda de receita, fato que afetou serviços, paralisou obras e fez suspender contratos.

Segundo Sérgio Murilo, Administrador/Ecônomo da Cúria, “de imediato, com relação às coletas, a redução foi de 100%, dado que elas ocorrem nas celebrações presenciais, que não aconteceram de forma geral no período de abril a julho de 2020”. No computo global, a receita advinda das coletas representa uma média de 30% da arrecadação total da Igreja.  

Quando o assunto é o dízimo, os números abaixo mostram que houve uma variação entre os meses de abril e agosto e pico de 40% de queda em maio, confira:

Abril: -10,50%

Maio: -40,18%

Junho: -18,04%

Julho: – 21,03%

Agosto: -15,63%

As paróquias localizadas em periferia foram as mais afetadas com a redução de receita, “dado não disporem, de imediato, de meios tecnológicos, plataformas e novas mídias, para ser presença de Igreja através das redes sociais”, completou Murilo.

Diante da situação, algumas medidas administrativas foram tomadas para manter o funcionamento das paróquias e da Cúria, confira abaixo:

• Redução das côngruas dos padres (contribuição financeira para o padre se manter);

• Adoção das medidas provisórias do governo federal quanto a antecipação de férias, suspensão de contrato de trabalho e redução de jornada e salários dos colaboradores;

• Revisão e/ou suspensão de contratos de prestadores de serviços/MEI;

• Redução de despesas administrativas;

• Suspensão de todas as atividades pastorais, exceto, celebrações litúrgicas;

• Suspensão de todos os investimentos;

• Paralisação de obras e similares;

• Suspensão de novos projetos pastorais;

• Suspensão de festas religiosas com presença de público.

Sérgio destaca a importância do “trabalho da pastoral do dízimo e seus agentes missionários, que tiveram que ser criativos e reinventar-se, buscando dar novas opções aos fiéis católicos para realizarem suas contribuições de forma não presencial.” Entre as alternativas estão a adoção de aplicativos, telemarketing, visita domiciliar e plantões da equipe do dízimo, entre outras que ajudaram a amenizar a perda de receita nesse tempo de pandemia.

A liturgia do dia 02 de outubro celebra os Anjos da Guarda, porque de fato, eles existem e cuidam, protegem, iluminam e governam a

A celebração dedicada aos Anjos da Guarda surgiu na Espanha, no século V. A princípio teve como data o dia 29 de setembro, juntamente com a festa dos arcanjos (Gabriel, Rafael e Miguel). Em 1670, o Papa Clemente X passou a data para o dia 02 de outubro. A partir do século XVI, a propagação da devoção popular aumentou, o Papa Paulo V inseriu a festa dos Anjos da Guarda no calendário da Igreja. Desde então, a liturgia do dia 02 de outubro celebra os Anjos da Guarda, porque de fato, eles existem e cuidam, protegem, iluminam e governam a nossa vida.

O Catecismo da Igreja Católica diz: “desde a infância até a morte, a vida humana é cercada pela sua proteção e pela sua intercessão. Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida. Ainda aqui na terra, a vida cristã participa na fé da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos a Deus”. (cf. Cat. n. 336).

Dizemos que os anjos existem, porque a bíblia relata muito sobre a presença deles. No Antigo Testamento é possível constatar a presença dos anjos desde o livro de Gênesis, quando Deus colocou querubins no Jardim do Éden depois de expulsar Adão e Eva (Gênesis 3,24); no Novo Testamento percebemos a presença do anjo quando Maria é visitada por um, e este recebe o nome de Gabriel (Lucas 1, 26). Os anjos estão sempre acompanhando a história dos homens.

No livro dos Atos dos Apóstolos capítulo12 podemos observar a libertação de Pedro da prisão por um anjo:

“7Repentinamente apareceu um anjo do Senhor, e uma luz brilhou na cela. Ele tocou no lado de Pedro e o acordou. “Depressa, levante-se!”, disse ele. Então as algemas caíram dos punhos de Pedro. 8O anjo lhe disse: “Vista-se e calce as sandálias”. E Pedro assim fez. Disse-lhe ainda o anjo: “Ponha a capa e siga-me”. 9E, saindo, Pedro o seguiu, não sabendo que era real o que se fazia por meio do anjo; tudo lhe parecia uma visão”.

 

Os anjos são uma verdade de fé da Igreja Católica. A vida dos santos é atestada pela presença deles. Tem como missão nos levar para o céu. Deus nos deu um Anjo da Guarda, para que nos proteja e nos guie para a santidade, até o dia em que estejamos juntos com Ele. O Anjo da Guarda quer a nossa salvação e lutam para isso.

Dom Bosco nos recorda que o nosso Anjo da Guarda quer muito nos ajudar. O desejo que eles têm de ajudar, salvar, conduzir para Deus é muito maior que a nossa vontade de sermos protegidos, guiados e conduzidos até o céu. É recomendável ter um relacionamento com o Anjo da Guarda durante toda a vida.

O que é um anjo?

A palavra Anjo significa mensageiro. Os anjos são servidores e mensageiros de Deus. Contemplam a face do pai que está no céu. São poderosos executores da palavra de Deus. Totalmente obediente a Deus.

A Igreja ensina através do Catecismo que são criaturas puramente espirituais que são dotados de inteligência e vontade, são criaturas pessoais e imortais. (cf. Cat. n. 330)

O Anjo adora, louva, serve e obedece a Deus o tempo todo. Eles só sabem fazer o bem. Estão na terra para ajudar os homens.

A igreja ensina que existe uma hierarquia de anjos. Cada hierarquia tem uma missão. Cada um tem uma missão dada por Deus. Deus colocou anjos para cuidar de você, para cuidar da sua família… Para cada realidade Deus escolhe um. Deus colocou anjos ao nosso dispor. Cada um tem um anjo que o guia para o caminho de Deus.

Orações ao Anjo da Guarda

Oração ao Anjo da Guarda – 01

Santo Anjo do Senhor, meu zeloso e guardador, pois que a ti me confiou a piedade Divina, hoje e sempre me governa, rege, guarda e ilumine. Amém

Oração ao Anjo da Guarda – 02

 

Santo Anjo da Guarda, meu poderoso protetor, guardai-me sempre na paz de vosso amor.

Dos perigos, livrai-me; do mal, libertai-me; e nos momentos de angústia, consolai-me!

Durante o sono, velai sobre meu descanso, não deixais o mal de mim se aproximar.

Sob as asas do seu amor, possa nos meus sonhos habitar!

Nesta noite de luz, afugentai as trevas do medo, afastai também as tentações, para que minha alma tranquila descanse sem aflições.

E que no alvorecer de um novo dia, eu acorde feliz e restaurado, e seja para o mundo testemunha de ser sempre por vós amado! Amém.

O filme “O grande Milagre” ajuda a entender um pouco sobre os anjos e em especial o Anjo da Guarda.

Link do filme: https://vimeo.com/336891619

Carlo Acutis um exemplo para a juventude. É possível ser santo usando calça jeans, moletom e tênis.

ASSIS, 01 out. 20 / 12:30 pm (ACI).- No dia 1º de outubro foi aberto o túmulo de Carlo Acutis, o adolescente italiano que será beatificado no sábado, 10, e cujo corpo parece não ter sofrido a decomposição dos anos; porém, pode-se dizer que é um corpo incorrupto?

 

Carlo, chamado de ciberapóstolo da Eucaristia, faleceu aos 15 anos, em 2006, de leucemia. Com a abertura de seu túmulo a poucos dias de sua beatificação em Assis (Itália), foram divulgadas imagens do corpo do adolescente, vestido de calça jeans e casaco de moletom, e com um terço nas mãos.

 

O estado de conservação de seus restos mortais levou muitas pessoas a afirmarem nas redes sociais que se trata de um corpo incorrupto.

 

No entanto, em declarações recentes à ACI Prensa/EWTN, o reitor do Santuário do Despojamento, em Assis, Pe. Carlos Acácio Gonçalves Ferreira, explicou que o corpo de Acutis “está em um estado muito íntegro, não intacto, mas íntegro. Conserva todos os órgãos”.

 

Indicou que “Já fizeram trabalhos sobre o rosto, mas é bonito que pela primeira vez na história será possível ver um santo vestido de calça jeans, tênis e moletom. Isso é uma grande mensagem”. “Podemos sentir sua santidade não como uma coisa distante, mas como algo ao alcance de todos porque o Senhor é o Senhor de todos”, expressou.

 

Os fiéis podem venerar seu corpo

 

O Santuário do Despojamento em Assis permanecerá aberto de 1º a 17 de outubro, das 8h15 às 22h e em 9, 10 e 11 de outubro até 00h00 para permitir que os numerosos fiéis devotos de Carlo possam venerar seus restos mortais.

 

No dia 2 de outubro, duas exposições de Carlo Acutis serão inauguradas na Catedral de San Rufino e na de Santa Maria dos Anjos: a dos “Milagres eucarísticos” e a das “aparições marianas”.

 

À tarde, haverá um evento online dedicado aos jovens com o título: “Bem-aventurado: na escola da felicidade com Carlo Acutis” realizado pela pastoral juvenil regional.

 

No dia seguinte, alguns bispos italianos farão uma visita às 21h ao Santuário do Despojamento para venerar o corpo de Carlo Acutis.

 

Na segunda-feira, 5 de outubro, a mãe de Carlo Acutis dará seu testemunho junto com alguns amigos próximos de Carlo. A reunião será moderada pelo diretor da assessoria de imprensa do Santo Convento, Pe. Enzo Fortunato.

 

No dia 9 de outubro, vigília da Beatificação, será realizada em Santa Maria dos Anjos uma vigília de oração, animada pela pastoral juvenil diocesana e com a presença do Bispo Auxiliar de Milão, Dom Paolo Martinelli e do Presidente da Conferência Umbra Episcopal, Dom Renato Boccardo.

 

À noite, Assis será uma “cidade eucarística” porque haverá momentos de adoração em várias igrejas do centro histórico.

 

No sábado, dia 10 de outubro, será a Cerimônia de Beatificação que poderá ser acompanhada por telões em diversos pontos da cidade e pelas redes sociais.

 

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz para ACI Digital

 

Veja também:

 

Antonia Salzano – Mae de Carlo Acutis fala sobre exposição do corpo e a beatificação

 

 

Em 2020, o Mês Missionário terá como tema “A vida é missão” e o lema “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). A celebração acontece sempre

O Papa São Paulo VI, logo após o Concílio Vaticano II, disse na carta “Anunciando o Evangelho” (Evangelii Nuntiandi) que: “Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar” (EN 13). Conscientes que nossa primeira razão de ser Igreja é Evangelizar, em todos os ambientes em que estamos, vamos viver com alegria este mês missionário.

Para a leiga consagrada da Comunidade Epifania, Amelinha Carrera que atua na Comissão para Ação Missionária, a Igreja surge do Filho, por obra do Espírito Santo, para participar dessa missão como sacramento universal da íntima união com Deus e da unidade de toda a humanidade. “A missão não é algo optativo, não é uma atividade da Igreja entre outras, mas a sua própria natureza. A Igreja é missão”, afirma.

Ela ainda destaca que a origem da natureza missionária da Igreja encontra-se em Deus, fonte do amor. “Esse amor é como uma fonte inesgotável que sempre flui como água viva, que jorra na terra pelo Espírito Santo, que faz parte da criação por meio da Palavra que se tornou carne”.

Em tempos difíceis, tempos de isolamento social, de cancelamento de tantas agendas pastorais, missionárias, de atividades, encontros e formações, a missão não foi cancelada, ela continua, pois, a missão é permanente. Somos convidados a neste tempo olhar menos para o espelho e mais para a janela, onde o mundo precisa de cada cristão.

A nova realidade de isolamento social pede que cada localidade possa encontrar o seu jeito de realizar o mês missionário. A novena missionária, momento importante para rezar e celebrar a missão nas comunidades, ainda pode ser realizada nas famílias, em suas casas.

Em 2020, o Mês Missionário terá como tema “A vida é missão” e o lema “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). A celebração acontece sempre no mês de outubro e é preparada pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) com a colaboração da CNBB, Comissão para a Amazônia e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional. A temática aborda o convite que todo cristão recebe para defender e cuidar da vida em todas as suas dimensões.

Tema: A vida é missão | Lema: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8)

As Pontifícias Obras Missionárias (POM) têm a responsabilidade de organizar a Campanha Missionária, realizada sempre no mês de outubro, na Igreja de todo o Brasil. Colaboram nesta ação a CNBB por meio da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, a Comissão para a Amazônia e outros organismos que compõem o Conselho Missionário Nacional (COMINA).

Mesmo vivendo um tempo diferente, em que o mundo passa por uma pandemia que mudou nossas relações, a Campanha Missionária em 2020 quer ser um sinal de esperança para tantas vidas doadas de forma solidária. O tema escolhido “A vida é missão” e o lema “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8) irão nos ajudar no crescimento da consciência missionária.

A missão é envio para a salvação que realiza a conversão do enviado e daquele a quem ele se destina. A vida em Cristo é missão. Valorizemos os quatro pilares espirituais apresentados pelo Papa Francisco que orientam nossas iniciativas missionárias: O Encontro pessoal com Jesus Cristo vivo na Igreja; O Testemunho dos santos e dos mártires da missão; A Formação catequética para a missão; e A Caridade missionária.

Sugestões de atividades nas paróquias:

1)   Realizar a novena missionária com os testemunhos da Campanha pelas mídias sociais;

2)   Inserir na novena a histórias dos padroeiros relacionado a temática do mês com vídeos e cards para redes sociais;

3)   Campanha de arrecadação de alimentos/roupas durante o Mês Missionário e ao final distribuir para as famílias carentes ou instituições – gesto concreto.

4)   Cada dia é oferecido um testemunho missionário correspondente ao tema da Novena Missionária. São vídeos que se encontram nos canais de comunicação das Pontifícias Obras Missionárias. Pelo celular, as ferramentas QRcode e o Aplicativo Zappar são formas de acesso direto a esses vídeos.

5)   Para cada dia da novena é oferecido um texto para ser lido, meditado e rezado. Temos indicado os passos da Leitura Orante da Bíblia. Faça posts nas redes sociais; envie para grupos de whatsapp;

6)   Entre em contato com as famílias da paróquia. Faça um grupo de atendimento pelo telefone, para dialogar, ouvir as pessoas, partilhar a vida e a missão;

Caso a sua paróquia tenha interesse em realizar atividades com a temática proposta ou necessite de assessoria para formação a Comissão para a Ação Missionária da Arquidiocese de Vitória está à disposição, faça contato pelo e-mail: [email protected]

No mês de setembro, bem no início da primavera, somos convidados a refletir sobre a pessoa idosa. O idoso muitas vezes é desprezado, desrespeitado,

No mês de setembro, bem no início da primavera, somos convidados a refletir sobre a pessoa idosa. O idoso muitas vezes é desprezado, desrespeitado, até mesmo deixado de lado. Por detrás de uma pessoa idosa existe muita história, sabedoria e vida. Pensando nessas pessoas que muito já fizeram e já viveram foi dedicado uma semana para eles em todo o país. O período é celebrado anualmente na semana do dia 27 de setembro, Dia Nacional da Pessoa Idosa e segue até o dia 01 de outubro no Dia Internacional da Pessoa Idosa.

 

O número de idosos no Brasil vem crescendo rapidamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o idoso é toda pessoa acima de 60 anos. No Espírito Santo, o número de moradores idosos correspondia a 12,5% da população em 2012, passando a 14% em 2017. Havia 473 mil pessoas de 60 anos ou mais de idade no estado em 2012, aumentando para 561 mil pessoas em 2017. Ou seja, 88 mil idosos a mais, correspondendo a um crescimento de 18,6% em cinco anos. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a expectativa de vida do idoso no Estado é a maior do país. Uma pessoa idosa de 65 anos em 2018 teria a expectativa de vida de 20,4 anos a maior do país.

 

Na Arquidiocese de Vitória foi estruturada em 2017 a Pastoral da Pessoa Idosa, para sintetizar os trabalhos de atenção ao idoso que já vinham sendo realizados em diferentes pastorais. Presente em 12 paróquias da Grande Vitória, tem como objetivo valorizar e melhorar a qualidade de vida dos idosos por meio de acompanhamento e visitas domiciliares.

 

“A Pastoral da Pessoa Idosa, nasceu em 2004 no ano internacional do idoso. Foi criado pela Dra. Zilda Arns Neumann, que numa conversa no aeroporto com o Dr. João Batista Lima Filho, demonstrou sua preocupação com os idosos que eram encontrados nas casas quando os agentes da Pastoral da Criança visitavam. O Doutor João também já trazia em seu coração uma vontade de fazer alguma coisa pelos idosos do país. Deste encontro, nasceu a ideia de um trabalho conjunto em prol das pessoas idosas. Já é uma pastoral que está presente em todos os Estados do Brasil, e aqui na Arquidiocese de Vitória estamos presente em algumas paróquias desde 2017.

Nesse período de pandemia, não estamos podendo realizar nossos trabalhos, assim aderimos a proposta do Papa Francisco: “ligue para uma pessoa idosa”. Estamos ligando, procurando contato diário, semanal, criando grupos de WhatsApp para aqueles que conseguem conversar e ligando para a família para saber a situação do idoso”, explica Adriana Nunes Oliveira Coordenadora arquidiocesana da Pastoral do Idoso de Vitória.

A Pastoral da Pessoa Idosa leva afeto, informações sobre diretos e melhora na qualidade vida de mais de 170.000 pessoas idosas em todo Brasil. Aqui em Vitória são acompanhados mensalmente aproximadamente 700 idosos, que conta com 120 líderes comunitários, além de 12 coordenadores paroquiais

 

“Os idosos nas paróquias são acompanhados por duplas, cada paróquia divide seu grupo em duplas e a quantidade de idosos. Cada líder acompanha até 10 idosos, para que possa atender com qualidade e visitar mensalmente. Existe uma capacitação desses líderes para que eles possam saber visitar, como abordar as questões familiares, reconhece os problemas que cada família está passando, para que possa oferecer algumas soluções”, comenta Adriana.

Para receber a visita da Pastoral do Idoso é necessário procurar sua paróquia, pois a paróquia entrará em contato com a Pastoral onde será realizado um cadastro e a partir do momento que o idoso for cadastrado ele receberá o acompanhamento mensal.

O idoso é um sujeito de dignidade, precisa ser reconhecido como pessoa. Que a família nunca abandone seus idosos. Que os idosos possam viver sentimentos de gratidão para com o passado, alegria com o presente e muita esperança para com o futuro.

Saiba mais sobre a Pastoral da Pessoa Idosa: http://www.pastoraldapessoaidosa.org.br/

Ele ocupa a maior parte do Ano litúrgico, tem 34 semanas e é identificado pela cor verde, que simboliza a esperança.

O tempo Comum ocupa a maior parte do Ano litúrgico, tem 34 semanas e é identificado pela cor verde, que simboliza a esperança. Nesse período os mistérios de Cristo são celebrados na sua plenitude, portanto ele não é um tempo mais fraco ou mais forte, pois isso não existe, afinal continuamos festejando a Páscoa de Jesus.

Esse tempo é dividido em duas etapas, a primeira começa depois do Natal e segue até a Quaresma e a segunda vai do final do Tempo da Páscoa até o Tempo do Advento. Nesses dois períodos acontecem as festas das comunidades, seus padroeiros e outras solenidades.

É tempo de vivenciar e experimentar o Cristo na vida cotidiana da Igreja e no mundo.

Segundo o Frei José Moacyr Cadenassi (OFMCap) em artigo escrito para a Revista Vitória, “o Tempo Comum pode ser considerado uma novidade na reforma pós-conciliar (Vaticano II)”. Segundo ele, “antes, os domingos que compõe esse período eram chamados de ‘domingos depois da epifania’ e ‘domingos depois de pentecostes’”.

Ao considerarmos os ciclos dominicais dos anos A, B e C, Candenassi explica que enquanto liturgia da Palavra existe uma “certa unidade do Tempo Comum”, porém “os dias da semana (segunda-feira à sábado) são chamados de dias feriais, e levam a denominação do domingo, de forma ordinal e progressiva (por ex.: 5º Domingo – 5ª Semana), contando do 2º domingo até o 34º. Neste último celebra-se a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. A 1ª semana tem início com o Domingo do Batismo do Senhor, ao mesmo tempo que este Domingo é a conclusão do tempo do Natal.”

O tempo comum é um período que nos é dado pela Igreja para celebrarmos os mistérios nos acontecimentos e nas pequenas e grandes coisas da vida. Ele nos ajuda a interpretar os dias como dias de bênção e salvação, pois o Senhor se coloca nas nossas vidas e nos mostra a sua fidelidade, se fazendo Páscoa em todos os nossos dias.